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	Comentários sobre: Coletivos: espaços tóxicos para a militância? (1)	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Naruto comunista		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/02/118224/#comment-540008</link>

		<dc:creator><![CDATA[Naruto comunista]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Feb 2020 20:31:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Importante reflexão! A famosa frase do Gramsci se encaixa a perfeição ao problema supracitado: &quot;A crise consiste precisamente no fato de que o velho está morrendo e o novo ainda não pode nascer. Nesse interregno, uma grande variedade de sintomas mórbidos aparece&quot;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Importante reflexão! A famosa frase do Gramsci se encaixa a perfeição ao problema supracitado: &#8220;A crise consiste precisamente no fato de que o velho está morrendo e o novo ainda não pode nascer. Nesse interregno, uma grande variedade de sintomas mórbidos aparece&#8221;.</p>
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		<title>
		Por: dinossaura		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/02/118224/#comment-440100</link>

		<dc:creator><![CDATA[dinossaura]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 May 2019 06:34:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[PAREM DE DESQUALIFICAR AS LUTAS FEMINISTAS E ANTIRACISTAS AS CHAMANDO DE IDENTITARISMO!! Identitários são os homens brancos ensimesmados achando que a classe trabalhadora é constituída a sua imagem semelhança e que por isso não é necessário incorporar raça e classe e falam que é problemático e que não se materializam porque nunca de fato leram as MILHOES de contribuições de feministas, negrxs e indígenas que fazem reflexões super complexas sobre o tema. Ou vc acha que a teoria anarquista e autonomista foi feita sempre por homens brancos?
Raça e Gênero não são dimensões identitárias, mas sim estruturais, e não esvaziam a classe de sentido POIS A CLASSE TRABALHADORA É COMPOSTA MAJORITARIAMENTE POR MULHERES E PESSOAS NAO BRANCAS, e ignorar isso e as reflexões sobre como superar essas desigualdades e opressões estruturais sim que é esvaziar a classe trabalhadora de sentido!
OS COLETIVOS AUTONOMOS ACABAM POR CAUSA DO PERSISTENTE E RECORRENTE MACHISMO E RACISMO DE SEUS INTEGRANTES HOMENS BRANCOS CISGENERO E SUA INCAPACIDADE SISTEMATICA DE FAZER AUTOCRITICA, MUDAR AS POSTURAS E REALIZAR PROCESSOS DE RESPONSABILIZAÇAO E LEVAR A JUSTIÇA TRANSFORMATIVA A TERMOS NOS COLETIVOS!! 
NAO QUER SER EXPULSO OU &quot;RACHAR&quot; SEU ESPAÇO DE MILITANCIA? NAO ESTUPRE OU ESPANQUE UMA MULHER OU LGBTI, SEJA ELX DO COLETIVO OU NAO. Ou vcs acham que a gte é obrigada a conviver todos os dias com nosso estuprador em nome da luta anticapitalista? É ISSO QUE CONTINUA A EXCLUIR AS  MULHERES DOS ESPAÇOS POLITICOS! Não seja machista, não monopolize os espaços. Não estou falando em abstrato (&quot;identidades&quot;), mas de diveros casos que acompanhei em 15 anos de ativismo autonomista. Enfrentar essas situações não é pessoalista, individualista mas sim o combate a um mecanismo estrutural que exclui e violenta as mulheres na sua luta. Chamar lutas políticas de conflitos pessoais é desonestidade intelectual! Apaga a crítica das feministas e as distorce como se fossem uma disputa por liderança. Acreditar na denúncia de uma mulher ou de uma pessoa oprimida é um pressuposto de qualquer coletivo que se proponha antipatriarcal e antiracista! Rachar com um cara por machismo, violencia sexual, racismo ou lgbtfobia não é punitivismo! Punitivismo seria entregar ele pra polícia! Priorizar a permanência dx sobrevivente no grupo ao invés da dx agressorx não é trashing, é JUSTIÇA. Me dê um exemplo concreto das rupturas mencionadas que não seja casos de combate à opressão e violência entre ativistas! Porque senão vou entender que vc está deixando implícito que mulheres inventam terem sido vítimas para lincharem os caras e subirem a posições de liderança, quando na verdade o mais recorrente é elas serem execradas nesses espaços e taxadas como loucas, histéricas e exageradas.
EXISTEM MILHARES DE ZINES QUE ABORDAM FORMAS DE RESPONSABILIZAÇAO E JUSTIÇA TRANSFORMATIVA NO CONTEXTO DOS MOVIMENTOS AUTONOMOS, se vc não está visualizando muito bem essas propostas e experiências VAI LER ESSAS PUBLICACOES!
Enfim, é preciso qualificar o debate dando nome e concretude aos reais processos que erosionam a organização autonomista. 
Quem são os anti-identitários senão os homens brancos que estão tendo seus lugares de privilégio questionados? (te desafio a me apontar aqui no passa palavra textos anti-identitários que não sejam de homens brancos cisgênero) Esse é o problema do anti-identitarismo, pq ele não está a combater um posicionamento político, sim desqualificando qualquer crítica que venha de qualquer pessoa que não se encaixe na identidade fictícia de homem branco que atribuem à classe trabalhadora, mas que não corresponde à realidade. 

Segue o comentário que fiz a partir de outro texto mas que se aplica totalmente a este tbm:
A auto-organização das mulheres e dxs negrxs na luta contra as opressões patriarcais e racistas não é identitária e muito menos corporativista, nem a causa da guerra de todos contra todos. O que causa a guerra de todos contra todos são as violências machistas e racistas cometidas cotidianamente por &quot;aparentemente uns homens brancos&quot; que dominam esmagadoramente os espaços políticos em todos os segmentos do espectro ideológico, fazendo com que continuamente nos sintamos excluídas desses espaços. Acabamos nos afastando por não se dispor a ficar educando aqueles que lêem teóricos homens brancos e se refenciam em ativistas homens brancos (não seriam estes os únicos realmente identitários?), enquanto há uma infinidade de teóricas e ativistas que eles não lêem nem mesmo sabem da existência, e ainda ignoram que históricamente a base de todas as revoluções e movimentos de libertação são constituídas majoritariamente por mulheres e pessoas não-brancas. Nesse sentido, equiparar o corporativismo masculino branco aos supostos &quot;corporativismo feminista&quot; e &quot;corporativismo negro&quot; é uma simetria totalmente falaciosa que equivale a dizer que existe &quot;racismo reverso&quot; ou &quot;sexismo reverso&quot; - termos infelizmente recorrentes nesse portal, mas não supreende já que as falas advém de uma perspectiva predominante masculina e branca. Num contexto de patriarcado e supremacia branca a AUTONOMIA de reflexão, organização e ação política desses grupos oprimidos é necessária para se contrapor às lógicas desses sistemas de dominação que agem em favor da opressão de classe capitalista. Estariam os Povos Zapatistas equivocados em colocar a autonomia indígena como eixo central e estrutural de sua luta? Seriam elxs identitárixs, corporativistas &quot;quase feudais&quot; que agem em favor de um &quot;nicho populacional&quot;? Lutar por sua autodeterminação xs afasta da luta anticapitalista? Estou segura que não. 
O que é necessário considerar para refletir sobre como se desfazer dos PRIVILÉGIOS masculinos e brancos não é a autoridade feminina, mas sim a PERSPECTIVA SOCIAL de pessoas que vêm históricamente construindo análises POLÍTICAS acerca das violências e opressões vividas nos processos de organização, luta e vida cotidiana. Os elementos concretos citados pelo autor como &quot;a interrupção constante de interlocutorxs, a diminuição retórica de ideias alheias (e seus/suas porta-vozes), a naturalização de falas longas ou da falta de intervenção de companheirxs, a constante explicação de como são as coisas, a definição taxativa e muitas vezes soberba sobre outras posições (e os ataques indiretos a todxs aquelxs que se aproximem delas)&quot; são reflexões fruto de muitos debates, que só puderam ser elaborados em espaços auto-organizados de mulheres, negrxs e indígenas. Mas apesar de terem sido lidos em algum texto feminista e reproduzidos aqui, a perspectiva de alguém em um lugar privilegiado impede muitas vezes que reconheça esses mesmos elementos citados presentes no conteúdo do próprio texto. 
Bem, essas reflexões vêm do meu posicionamento enquanto feminista lésbica anarquista e autonomista, não por adição, mas sim a partir da reflexão crítica que incorpora as análises políticas oferecidas por diversas vertentes dessas tradições de pensamento complexas e conflituosas, de uma forma que dê conta de orientar a ação política minha e de diversas companheiras, pessoas e grupos contemplando todas as dimensões da nossa existência. Pessoas  que nem mais se dão ao trabalho de ler textos com falas longas que concretamente nos ignoram como interlocutoras de fato, diminuem retóricas, terminologias e críticas construídas através de muito debate POLíTICO, definem de forma taxativa e soberba posições de movimentos cuja dinâmica desconhecem na prática mas apesar disso tentam explicar como são e como devem ser. 
Querem mesmo saber como desafiar o corporativismo masculino? Vão ler teóricas negras e negros, feministas, indígenas e lgbt que tenham perspectivas ideológicas afins às suas em sua diversidade e riqueza crítica que com certeza vai ter muito mais efeito. Não se vai encontrar soluções para mobilizar as bases, pois elas são as bases, as bases que desenvolvem teorias e práticas que tem a real capacidade de dar potência e vida a espaços de organização. 
Portanto, melhorem. Ou então vão continuar sendo organizações majoritariamente de homens brancos que exercem sua centralidade personalista como a maioria dos grupos anarquistas, autonomistas e comunistas da minha cidade e de diversas outras cidades pelas quais circulei. Enquanto isso, feministas, negrxs, indígenas e lgbts seguem construindo espaços plurais e radicais que de fato fazem dos conflitos motores de transformação e mobilização para a luta anticapitalista. Ao reconhecerem a potência dessas resistências e talvez apreender a relação entre os conteúdos e as formas de luta, bem como as ideologias a elas associadas, quem sabe vão se juntar ao campo de alianças dos mesmos concretamente, assim como muitos autonomismos e anarquismos latinoamericanos têm aprendido com o Zapatismo sobre como a classe trabalhadora não está constituída à sua imagem e semelhança e nem nunca esteve. E se não forem capaz de avançar na autocrítica em suas ações e discursos que então abram mão dos espaços sim e vão lavar suas próprias cuecas, porque a luta dxs trabalhadorxs contra o capitalismo e todas as formas de opressão não precisa nem depende de vocês.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>PAREM DE DESQUALIFICAR AS LUTAS FEMINISTAS E ANTIRACISTAS AS CHAMANDO DE IDENTITARISMO!! Identitários são os homens brancos ensimesmados achando que a classe trabalhadora é constituída a sua imagem semelhança e que por isso não é necessário incorporar raça e classe e falam que é problemático e que não se materializam porque nunca de fato leram as MILHOES de contribuições de feministas, negrxs e indígenas que fazem reflexões super complexas sobre o tema. Ou vc acha que a teoria anarquista e autonomista foi feita sempre por homens brancos?<br />
Raça e Gênero não são dimensões identitárias, mas sim estruturais, e não esvaziam a classe de sentido POIS A CLASSE TRABALHADORA É COMPOSTA MAJORITARIAMENTE POR MULHERES E PESSOAS NAO BRANCAS, e ignorar isso e as reflexões sobre como superar essas desigualdades e opressões estruturais sim que é esvaziar a classe trabalhadora de sentido!<br />
OS COLETIVOS AUTONOMOS ACABAM POR CAUSA DO PERSISTENTE E RECORRENTE MACHISMO E RACISMO DE SEUS INTEGRANTES HOMENS BRANCOS CISGENERO E SUA INCAPACIDADE SISTEMATICA DE FAZER AUTOCRITICA, MUDAR AS POSTURAS E REALIZAR PROCESSOS DE RESPONSABILIZAÇAO E LEVAR A JUSTIÇA TRANSFORMATIVA A TERMOS NOS COLETIVOS!!<br />
NAO QUER SER EXPULSO OU &#8220;RACHAR&#8221; SEU ESPAÇO DE MILITANCIA? NAO ESTUPRE OU ESPANQUE UMA MULHER OU LGBTI, SEJA ELX DO COLETIVO OU NAO. Ou vcs acham que a gte é obrigada a conviver todos os dias com nosso estuprador em nome da luta anticapitalista? É ISSO QUE CONTINUA A EXCLUIR AS  MULHERES DOS ESPAÇOS POLITICOS! Não seja machista, não monopolize os espaços. Não estou falando em abstrato (&#8220;identidades&#8221;), mas de diveros casos que acompanhei em 15 anos de ativismo autonomista. Enfrentar essas situações não é pessoalista, individualista mas sim o combate a um mecanismo estrutural que exclui e violenta as mulheres na sua luta. Chamar lutas políticas de conflitos pessoais é desonestidade intelectual! Apaga a crítica das feministas e as distorce como se fossem uma disputa por liderança. Acreditar na denúncia de uma mulher ou de uma pessoa oprimida é um pressuposto de qualquer coletivo que se proponha antipatriarcal e antiracista! Rachar com um cara por machismo, violencia sexual, racismo ou lgbtfobia não é punitivismo! Punitivismo seria entregar ele pra polícia! Priorizar a permanência dx sobrevivente no grupo ao invés da dx agressorx não é trashing, é JUSTIÇA. Me dê um exemplo concreto das rupturas mencionadas que não seja casos de combate à opressão e violência entre ativistas! Porque senão vou entender que vc está deixando implícito que mulheres inventam terem sido vítimas para lincharem os caras e subirem a posições de liderança, quando na verdade o mais recorrente é elas serem execradas nesses espaços e taxadas como loucas, histéricas e exageradas.<br />
EXISTEM MILHARES DE ZINES QUE ABORDAM FORMAS DE RESPONSABILIZAÇAO E JUSTIÇA TRANSFORMATIVA NO CONTEXTO DOS MOVIMENTOS AUTONOMOS, se vc não está visualizando muito bem essas propostas e experiências VAI LER ESSAS PUBLICACOES!<br />
Enfim, é preciso qualificar o debate dando nome e concretude aos reais processos que erosionam a organização autonomista.<br />
Quem são os anti-identitários senão os homens brancos que estão tendo seus lugares de privilégio questionados? (te desafio a me apontar aqui no passa palavra textos anti-identitários que não sejam de homens brancos cisgênero) Esse é o problema do anti-identitarismo, pq ele não está a combater um posicionamento político, sim desqualificando qualquer crítica que venha de qualquer pessoa que não se encaixe na identidade fictícia de homem branco que atribuem à classe trabalhadora, mas que não corresponde à realidade. </p>
<p>Segue o comentário que fiz a partir de outro texto mas que se aplica totalmente a este tbm:<br />
A auto-organização das mulheres e dxs negrxs na luta contra as opressões patriarcais e racistas não é identitária e muito menos corporativista, nem a causa da guerra de todos contra todos. O que causa a guerra de todos contra todos são as violências machistas e racistas cometidas cotidianamente por &#8220;aparentemente uns homens brancos&#8221; que dominam esmagadoramente os espaços políticos em todos os segmentos do espectro ideológico, fazendo com que continuamente nos sintamos excluídas desses espaços. Acabamos nos afastando por não se dispor a ficar educando aqueles que lêem teóricos homens brancos e se refenciam em ativistas homens brancos (não seriam estes os únicos realmente identitários?), enquanto há uma infinidade de teóricas e ativistas que eles não lêem nem mesmo sabem da existência, e ainda ignoram que históricamente a base de todas as revoluções e movimentos de libertação são constituídas majoritariamente por mulheres e pessoas não-brancas. Nesse sentido, equiparar o corporativismo masculino branco aos supostos &#8220;corporativismo feminista&#8221; e &#8220;corporativismo negro&#8221; é uma simetria totalmente falaciosa que equivale a dizer que existe &#8220;racismo reverso&#8221; ou &#8220;sexismo reverso&#8221; &#8211; termos infelizmente recorrentes nesse portal, mas não supreende já que as falas advém de uma perspectiva predominante masculina e branca. Num contexto de patriarcado e supremacia branca a AUTONOMIA de reflexão, organização e ação política desses grupos oprimidos é necessária para se contrapor às lógicas desses sistemas de dominação que agem em favor da opressão de classe capitalista. Estariam os Povos Zapatistas equivocados em colocar a autonomia indígena como eixo central e estrutural de sua luta? Seriam elxs identitárixs, corporativistas &#8220;quase feudais&#8221; que agem em favor de um &#8220;nicho populacional&#8221;? Lutar por sua autodeterminação xs afasta da luta anticapitalista? Estou segura que não.<br />
O que é necessário considerar para refletir sobre como se desfazer dos PRIVILÉGIOS masculinos e brancos não é a autoridade feminina, mas sim a PERSPECTIVA SOCIAL de pessoas que vêm históricamente construindo análises POLÍTICAS acerca das violências e opressões vividas nos processos de organização, luta e vida cotidiana. Os elementos concretos citados pelo autor como &#8220;a interrupção constante de interlocutorxs, a diminuição retórica de ideias alheias (e seus/suas porta-vozes), a naturalização de falas longas ou da falta de intervenção de companheirxs, a constante explicação de como são as coisas, a definição taxativa e muitas vezes soberba sobre outras posições (e os ataques indiretos a todxs aquelxs que se aproximem delas)&#8221; são reflexões fruto de muitos debates, que só puderam ser elaborados em espaços auto-organizados de mulheres, negrxs e indígenas. Mas apesar de terem sido lidos em algum texto feminista e reproduzidos aqui, a perspectiva de alguém em um lugar privilegiado impede muitas vezes que reconheça esses mesmos elementos citados presentes no conteúdo do próprio texto.<br />
Bem, essas reflexões vêm do meu posicionamento enquanto feminista lésbica anarquista e autonomista, não por adição, mas sim a partir da reflexão crítica que incorpora as análises políticas oferecidas por diversas vertentes dessas tradições de pensamento complexas e conflituosas, de uma forma que dê conta de orientar a ação política minha e de diversas companheiras, pessoas e grupos contemplando todas as dimensões da nossa existência. Pessoas  que nem mais se dão ao trabalho de ler textos com falas longas que concretamente nos ignoram como interlocutoras de fato, diminuem retóricas, terminologias e críticas construídas através de muito debate POLíTICO, definem de forma taxativa e soberba posições de movimentos cuja dinâmica desconhecem na prática mas apesar disso tentam explicar como são e como devem ser.<br />
Querem mesmo saber como desafiar o corporativismo masculino? Vão ler teóricas negras e negros, feministas, indígenas e lgbt que tenham perspectivas ideológicas afins às suas em sua diversidade e riqueza crítica que com certeza vai ter muito mais efeito. Não se vai encontrar soluções para mobilizar as bases, pois elas são as bases, as bases que desenvolvem teorias e práticas que tem a real capacidade de dar potência e vida a espaços de organização.<br />
Portanto, melhorem. Ou então vão continuar sendo organizações majoritariamente de homens brancos que exercem sua centralidade personalista como a maioria dos grupos anarquistas, autonomistas e comunistas da minha cidade e de diversas outras cidades pelas quais circulei. Enquanto isso, feministas, negrxs, indígenas e lgbts seguem construindo espaços plurais e radicais que de fato fazem dos conflitos motores de transformação e mobilização para a luta anticapitalista. Ao reconhecerem a potência dessas resistências e talvez apreender a relação entre os conteúdos e as formas de luta, bem como as ideologias a elas associadas, quem sabe vão se juntar ao campo de alianças dos mesmos concretamente, assim como muitos autonomismos e anarquismos latinoamericanos têm aprendido com o Zapatismo sobre como a classe trabalhadora não está constituída à sua imagem e semelhança e nem nunca esteve. E se não forem capaz de avançar na autocrítica em suas ações e discursos que então abram mão dos espaços sim e vão lavar suas próprias cuecas, porque a luta dxs trabalhadorxs contra o capitalismo e todas as formas de opressão não precisa nem depende de vocês.</p>
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		<title>
		Por: humanaesfera		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/02/118224/#comment-327400</link>

		<dc:creator><![CDATA[humanaesfera]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Feb 2018 01:46:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Interessante o texto e o diagnóstico quanto ao pesadelo em que se tornaram os &quot;coletivos autônomos&quot;. Voluntarismo (a favor/contra vontades ou ideias boas/más) nessa questão certamente é fadado a levar à reprodução, talvez expandida, da disposição e atividade repressiva e paranoica que o texto critica. Se não se busca a transformação das circunstâncias, se não se busca compreender os problemas e contradições nascidos e desenvolvidos nas circunstâncias (desde históricas, a situação de derrota profunda do proletariado em nossa época, até as circunstâncias da vida cotidiana na qual se desenvolvem as paixões e os desejos e que, numa situação de derrota histórica do proletariado, se desenvolvem evidentemente de maneira a reproduzir a sociedade de classes, isto é, uma disposição de guerra e competição entre os proletários que os leva a, necessariamente, se acusarem e se matarem para sustentar um poder alienado como &quot;mal menor&quot; frente a seu igual, poder alienado que vão desde mecanismos e rituais de repressão, até a classe dominante, o capital e o Estado), resta apenas ataques pessoais e repressão das &quot;vontades&quot; no grupo, que, cada uma de cada vez (ou todas de uma vez permanentemente, em alguns casos), se tornam o bode expiatório necessário como &quot;mal menor&quot; para a perpetuação do grupo.

Provavelmente pertinente a essa discussão é esse texto recentemente traduzido:

- Bordiga versus Pannekoek - Antagonism 
[link: &lt;a href=&quot;https://libcom.org/library/bordiga-versus-pannekoek-antagonism&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener nofollow&quot;&gt;https://libcom.org/library/bordiga-versus-pannekoek-antagonism&lt;/a&gt;]
&quot;Texto que trata da questão da relação contraditória entre os revolucionários - que são uma pequena minoria, quer queiram quer não - e o restante do proletariado. Contradição que não é superada trocando nomes, por exemplo, nomeando-se, no lugar de &quot;partido&quot;, como &quot;movimento&quot;, &quot;organização autônoma&quot;, &quot;rede&quot;, &quot;federação&quot;, ou até &quot;não-organização&quot;. Para tratar essa questão, o texto analisa as obras de Amadeo Bordiga e Anton Pannekoek, que, ao expressarem as lutas de classes de seus tempos e lugares, paradigmaticamente apreenderam, cada um, os dois polos dessa contradição, levando a teorização desses polos até o fim de suas consequências.&quot;

Sobre a questão da &quot;violência entre militantes&quot; e &quot;identitarismo&quot; em relação à autonomia do proletariado:

- A autonomia é favorecida pelas lutas identitárias? 
[link: &lt;a href=&quot;http://humanaesfera.blogspot.com.br/2014/12/a-autonomia-e-favorecida-pelas-lutas.html&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener nofollow&quot;&gt;http://humanaesfera.blogspot.com.br/2014/12/a-autonomia-e-favorecida-pelas-lutas.html&lt;/a&gt;]

- Autonomia, espiral de violências e apelo à força (i.e, à classe dominante) [link: &lt;a href=&quot;http://humanaesfera.blogspot.com.br/2015/06/autonomia-conflitos-e-apelo-classe.html&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener nofollow&quot;&gt;http://humanaesfera.blogspot.com.br/2015/06/autonomia-conflitos-e-apelo-classe.html&lt;/a&gt;]


E quanto ao &quot;individualismo&quot;: 
- Marx comunista individualista! (trechos sobre o indivíduo em Marx)
[link: &lt;a href=&quot;http://humanaesfera.blogspot.com.br/2016/12/marx-individualista-comunista.html&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener nofollow&quot;&gt;http://humanaesfera.blogspot.com.br/2016/12/marx-individualista-comunista.html&lt;/a&gt;]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Interessante o texto e o diagnóstico quanto ao pesadelo em que se tornaram os &#8220;coletivos autônomos&#8221;. Voluntarismo (a favor/contra vontades ou ideias boas/más) nessa questão certamente é fadado a levar à reprodução, talvez expandida, da disposição e atividade repressiva e paranoica que o texto critica. Se não se busca a transformação das circunstâncias, se não se busca compreender os problemas e contradições nascidos e desenvolvidos nas circunstâncias (desde históricas, a situação de derrota profunda do proletariado em nossa época, até as circunstâncias da vida cotidiana na qual se desenvolvem as paixões e os desejos e que, numa situação de derrota histórica do proletariado, se desenvolvem evidentemente de maneira a reproduzir a sociedade de classes, isto é, uma disposição de guerra e competição entre os proletários que os leva a, necessariamente, se acusarem e se matarem para sustentar um poder alienado como &#8220;mal menor&#8221; frente a seu igual, poder alienado que vão desde mecanismos e rituais de repressão, até a classe dominante, o capital e o Estado), resta apenas ataques pessoais e repressão das &#8220;vontades&#8221; no grupo, que, cada uma de cada vez (ou todas de uma vez permanentemente, em alguns casos), se tornam o bode expiatório necessário como &#8220;mal menor&#8221; para a perpetuação do grupo.</p>
<p>Provavelmente pertinente a essa discussão é esse texto recentemente traduzido:</p>
<p>&#8211; Bordiga versus Pannekoek &#8211; Antagonism<br />
[link: <a href="https://libcom.org/library/bordiga-versus-pannekoek-antagonism" target="_blank" rel="noopener nofollow">https://libcom.org/library/bordiga-versus-pannekoek-antagonism</a>]<br />
&#8220;Texto que trata da questão da relação contraditória entre os revolucionários &#8211; que são uma pequena minoria, quer queiram quer não &#8211; e o restante do proletariado. Contradição que não é superada trocando nomes, por exemplo, nomeando-se, no lugar de &#8220;partido&#8221;, como &#8220;movimento&#8221;, &#8220;organização autônoma&#8221;, &#8220;rede&#8221;, &#8220;federação&#8221;, ou até &#8220;não-organização&#8221;. Para tratar essa questão, o texto analisa as obras de Amadeo Bordiga e Anton Pannekoek, que, ao expressarem as lutas de classes de seus tempos e lugares, paradigmaticamente apreenderam, cada um, os dois polos dessa contradição, levando a teorização desses polos até o fim de suas consequências.&#8221;</p>
<p>Sobre a questão da &#8220;violência entre militantes&#8221; e &#8220;identitarismo&#8221; em relação à autonomia do proletariado:</p>
<p>&#8211; A autonomia é favorecida pelas lutas identitárias?<br />
[link: <a href="http://humanaesfera.blogspot.com.br/2014/12/a-autonomia-e-favorecida-pelas-lutas.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">http://humanaesfera.blogspot.com.br/2014/12/a-autonomia-e-favorecida-pelas-lutas.html</a>]</p>
<p>&#8211; Autonomia, espiral de violências e apelo à força (i.e, à classe dominante) [link: <a href="http://humanaesfera.blogspot.com.br/2015/06/autonomia-conflitos-e-apelo-classe.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">http://humanaesfera.blogspot.com.br/2015/06/autonomia-conflitos-e-apelo-classe.html</a>]</p>
<p>E quanto ao &#8220;individualismo&#8221;:<br />
&#8211; Marx comunista individualista! (trechos sobre o indivíduo em Marx)<br />
[link: <a href="http://humanaesfera.blogspot.com.br/2016/12/marx-individualista-comunista.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">http://humanaesfera.blogspot.com.br/2016/12/marx-individualista-comunista.html</a>]</p>
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		<item>
		<title>
		Por: LL		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/02/118224/#comment-327335</link>

		<dc:creator><![CDATA[LL]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Feb 2018 12:54:00 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=118224#comment-327335</guid>

					<description><![CDATA[Não me pareceu que o texto venha a sugerir que as pessoas fiquem caladas, o que me parece é que se está refletindo sobre as dinâmicas que esses coletivos assumem, para onde está focada sua atenção, de que maneira eles se organizam para lidar com os problemas entre militantes?
Pelo que pude compreender existe uma tentativa de análise de por que os coletivos autônomos são consumidos por essa dinâmica de denúncias internas, não se trata aqui de responsabilizar tal ou qual militante, mas compreender a historicidade desses coletivos e como se tornaram o que são hoje.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não me pareceu que o texto venha a sugerir que as pessoas fiquem caladas, o que me parece é que se está refletindo sobre as dinâmicas que esses coletivos assumem, para onde está focada sua atenção, de que maneira eles se organizam para lidar com os problemas entre militantes?<br />
Pelo que pude compreender existe uma tentativa de análise de por que os coletivos autônomos são consumidos por essa dinâmica de denúncias internas, não se trata aqui de responsabilizar tal ou qual militante, mas compreender a historicidade desses coletivos e como se tornaram o que são hoje.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/02/118224/#comment-327181</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Feb 2018 14:55:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Chacun son tour d&#039;être mangé
Cordame de Notre Cunda, a irmã transex OprahMarxista do Corcunda de Notre Dame, bem que aprovaria uma suruba tetrapatafísica ou furdunço no badalhocal. Desde que fosse com tudo dentro, no bom sentido. E no mau também. Algumas danças guerreiras, com indiani metropolitani e charos da paz. Fracassando melhor,  enquanto seu lobo não vem...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Chacun son tour d&#8217;être mangé<br />
Cordame de Notre Cunda, a irmã transex OprahMarxista do Corcunda de Notre Dame, bem que aprovaria uma suruba tetrapatafísica ou furdunço no badalhocal. Desde que fosse com tudo dentro, no bom sentido. E no mau também. Algumas danças guerreiras, com indiani metropolitani e charos da paz. Fracassando melhor,  enquanto seu lobo não vem&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: tacira		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/02/118224/#comment-327179</link>

		<dc:creator><![CDATA[tacira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Feb 2018 14:34:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[https://www.lahaine.org/est_espanol.php/el-feminismo-es-el-sujeto]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.lahaine.org/est_espanol.php/el-feminismo-es-el-sujeto" rel="nofollow ugc">https://www.lahaine.org/est_espanol.php/el-feminismo-es-el-sujeto</a></p>
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		<item>
		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/02/118224/#comment-327176</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Feb 2018 14:00:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[a forma organizativa &quot;coletivo autonomista&quot; deveria ser no máximo &quot;larval&quot; até que se torne outra coisa. Ultimamente tenho achado que o tradicional &quot;Somos um coletivo horizontal e blablabla&quot; pior que o velho panfleto trotskista com o número 4 estampado sobre uma foice e um martelo, com um globo terrestre de fundo.
Duas pessoas trabalhando intensamente e com um propósito político e tático bem estabelecido pode ser muito mais valioso do que uma dúzia de &quot;autonomistas&quot; que repartem seu tempo de militância igualmente entre a discussão e a cerveja. O que falta não é uma nova e milagrosa &quot;forma organizativa&quot;, é uma atitude de vinculação e associação que saia dos limites do coletivo com maior facilidade. Se isso ocorre com êxito, necessariamente advêm a necessidade de dar formas adequadas e potentes à organização -- em oposição à informalidade tirânica e endógena -- e logo a noção de &quot;coletivo autonomista&quot; perde todo o sentido.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>a forma organizativa &#8220;coletivo autonomista&#8221; deveria ser no máximo &#8220;larval&#8221; até que se torne outra coisa. Ultimamente tenho achado que o tradicional &#8220;Somos um coletivo horizontal e blablabla&#8221; pior que o velho panfleto trotskista com o número 4 estampado sobre uma foice e um martelo, com um globo terrestre de fundo.<br />
Duas pessoas trabalhando intensamente e com um propósito político e tático bem estabelecido pode ser muito mais valioso do que uma dúzia de &#8220;autonomistas&#8221; que repartem seu tempo de militância igualmente entre a discussão e a cerveja. O que falta não é uma nova e milagrosa &#8220;forma organizativa&#8221;, é uma atitude de vinculação e associação que saia dos limites do coletivo com maior facilidade. Se isso ocorre com êxito, necessariamente advêm a necessidade de dar formas adequadas e potentes à organização &#8212; em oposição à informalidade tirânica e endógena &#8212; e logo a noção de &#8220;coletivo autonomista&#8221; perde todo o sentido.</p>
]]></content:encoded>
		
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		<item>
		<title>
		Por: tacira		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/02/118224/#comment-327161</link>

		<dc:creator><![CDATA[tacira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Feb 2018 12:25:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[uma possível rota: a criação de sessões de terapias de paz mesmo, não é descanbar p o mundo espiritual mas sim ousar práticas que busquem arquétipos nao racionais entre membros de um coletivo, transes, arte, meditações, práticas de plantio e observação, afinal parece bem claro que a violência se enfrenta com a solidariedade, a escuta e porque não o silêncio. vida nova aos coletivos, um viva ao pensamento decolonial e comunal!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>uma possível rota: a criação de sessões de terapias de paz mesmo, não é descanbar p o mundo espiritual mas sim ousar práticas que busquem arquétipos nao racionais entre membros de um coletivo, transes, arte, meditações, práticas de plantio e observação, afinal parece bem claro que a violência se enfrenta com a solidariedade, a escuta e porque não o silêncio. vida nova aos coletivos, um viva ao pensamento decolonial e comunal!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/02/118224/#comment-326920</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Feb 2018 23:01:47 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=118224#comment-326920</guid>

					<description><![CDATA[O comentarista censor não é somente imobilista, não sabe ler. Qualquer leitor é convidado a passar um &quot;ctrl+f&quot; nesta página atrás das palavras &quot;calar&quot;, &quot;censurar&quot;, &quot;proibir&quot;. Que faça o mesmo com a palavra &quot;proposta&quot; ou com a expressão &quot;duas propostas&quot;; o que há, e o texto o explicita, são duas &lt;i&gt;posições&lt;/i&gt; diante do mesmo problema. A &quot;censura&quot;, o &quot;calar&quot;, a &quot;proibição&quot;, as &quot;propostas&quot;, quem pesquise o texto não as encontrará, pois encontram-se somente na cabeça maniqueísta, proibicionista e punitivista do comentador acima. É que ele, na sua tresleitura alucinada, busca desesperadamente encontrar no texto algo que satisfaça sua ansidedade por uma militância tranquila e sem conflitos, e quando não encontra toca a impor ao Passa Palavra a necessidade de &quot;apresentar soluções&quot;. 

Insisto: nenhuma crítica tem a obrigação de ser &quot;propositiva&quot;. A descoberta daquilo que não se quer nem sempre se dá ao mesmo tempo da descoberta ou invenção daquilo que se quer, e a defasagem entre um e outro momentos não obriga ninguém ao silêncio. É este o tipo de censura que o comentarista aí quer impor: calar antes que as &quot;soluções&quot; apareçam, ou então falar um monte de bobagens sem qualquer enraizamento político ou social apenas para satisfazer a maldita mania &quot;propositivista&quot;.

Acho o texto até agora lúcido precisamente por levantar problemas concretos, apresentar posições conflitantes e seguir indagando, aparentemente sem ter respostas prontas ou fáceis. Teria o Passa Palavra que se adiantar ao tempo histórico das contradições internas aos próprios coletivos, que ainda não foram, eles próprios, capazes de sair dos problemas apontados no texto? Ou seria preciso colocar, como nos &lt;i&gt;animes&lt;/i&gt;, um enorme &lt;i&gt;to be continued...&lt;/i&gt; ao final do texto para indicar o que já está explícito no título, ou seja, que ele é um &lt;i&gt;texto seriado&lt;/i&gt;, e que é preciso ter paciência e esperar pela sua parte final antes de esculhambá-lo em seu conjunto?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O comentarista censor não é somente imobilista, não sabe ler. Qualquer leitor é convidado a passar um &#8220;ctrl+f&#8221; nesta página atrás das palavras &#8220;calar&#8221;, &#8220;censurar&#8221;, &#8220;proibir&#8221;. Que faça o mesmo com a palavra &#8220;proposta&#8221; ou com a expressão &#8220;duas propostas&#8221;; o que há, e o texto o explicita, são duas <i>posições</i> diante do mesmo problema. A &#8220;censura&#8221;, o &#8220;calar&#8221;, a &#8220;proibição&#8221;, as &#8220;propostas&#8221;, quem pesquise o texto não as encontrará, pois encontram-se somente na cabeça maniqueísta, proibicionista e punitivista do comentador acima. É que ele, na sua tresleitura alucinada, busca desesperadamente encontrar no texto algo que satisfaça sua ansidedade por uma militância tranquila e sem conflitos, e quando não encontra toca a impor ao Passa Palavra a necessidade de &#8220;apresentar soluções&#8221;. </p>
<p>Insisto: nenhuma crítica tem a obrigação de ser &#8220;propositiva&#8221;. A descoberta daquilo que não se quer nem sempre se dá ao mesmo tempo da descoberta ou invenção daquilo que se quer, e a defasagem entre um e outro momentos não obriga ninguém ao silêncio. É este o tipo de censura que o comentarista aí quer impor: calar antes que as &#8220;soluções&#8221; apareçam, ou então falar um monte de bobagens sem qualquer enraizamento político ou social apenas para satisfazer a maldita mania &#8220;propositivista&#8221;.</p>
<p>Acho o texto até agora lúcido precisamente por levantar problemas concretos, apresentar posições conflitantes e seguir indagando, aparentemente sem ter respostas prontas ou fáceis. Teria o Passa Palavra que se adiantar ao tempo histórico das contradições internas aos próprios coletivos, que ainda não foram, eles próprios, capazes de sair dos problemas apontados no texto? Ou seria preciso colocar, como nos <i>animes</i>, um enorme <i>to be continued&#8230;</i> ao final do texto para indicar o que já está explícito no título, ou seja, que ele é um <i>texto seriado</i>, e que é preciso ter paciência e esperar pela sua parte final antes de esculhambá-lo em seu conjunto?</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Heitor Vilela		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/02/118224/#comment-326902</link>

		<dc:creator><![CDATA[Heitor Vilela]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Feb 2018 20:57:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ou pelo menos o titulo do editorial do PP está equivocado: &quot;Como entender a violência entre militantes, e como enfrentá-la?&quot; - até então não soube a postura que o Passa considera aceitável e menos destrutiva ou identitária/capitalista para enfrentar essas violências. Espero não ter soado censura ao título, afinal como o Manolo disse, todos que tem acesso a um computador ou outro meio tecnológico a fim de entrar aqui podem se expressar, mesmo eu, mesmo ele e mesmo o coletivo que assina o editorial acima. Se eu estiver apenas tendo um erro de leitura, porque não descarto essa possibilidade, me avise por favor. Mas até então não encontrei a segunda proposta apresentada no título do editorial, e o questionamento da mesma está soando como uma censura horrível, e certamente não seria minha intenção.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ou pelo menos o titulo do editorial do PP está equivocado: &#8220;Como entender a violência entre militantes, e como enfrentá-la?&#8221; &#8211; até então não soube a postura que o Passa considera aceitável e menos destrutiva ou identitária/capitalista para enfrentar essas violências. Espero não ter soado censura ao título, afinal como o Manolo disse, todos que tem acesso a um computador ou outro meio tecnológico a fim de entrar aqui podem se expressar, mesmo eu, mesmo ele e mesmo o coletivo que assina o editorial acima. Se eu estiver apenas tendo um erro de leitura, porque não descarto essa possibilidade, me avise por favor. Mas até então não encontrei a segunda proposta apresentada no título do editorial, e o questionamento da mesma está soando como uma censura horrível, e certamente não seria minha intenção.</p>
]]></content:encoded>
		
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