<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	
	>
<channel>
	<title>
	Comentários sobre: O Rio sob intervenção&#8230; E nós com isso?	</title>
	<atom:link href="https://passapalavra.info/2018/02/118362/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://passapalavra.info/2018/02/118362/</link>
	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
	<lastBuildDate>Sun, 04 Mar 2018 14:39:41 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>
	<item>
		<title>
		Por: Padaqui		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/02/118362/#comment-327841</link>

		<dc:creator><![CDATA[Padaqui]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Feb 2018 19:00:51 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=118362#comment-327841</guid>

					<description><![CDATA[O “mote” segurança pública não é o fenômeno restrito às terras tupiniquins. Consideradas as devidas especifidades, ele é um “mote” global, tanto nos chamados países “atrasados”, como nos “desenvolvidos” (entendo que, atraso e desenvolvimento por serem dois lados da mesma moeda, não seriam uma definição adequada, mas, no momento, fiquemos com ela), como é o caso dos recorrentes atentados nos EUA (há, obviamente, discursos ideológicos nos EUA e na UE que explicam estes atos chamados de terroristas não como consequência das lutas de classes, mas como conflitos étnicos, religiosos, etc – o que demonstra que, além de possibilitarem um engajado e lucrativo mercado,  a ideologia “identitária e multicultural” serve de justificativa - tanto à direita, quanto à esquerda, e, por que também não dizer, ao centro…-  para explicar estas formas de manifestação da violência).  Portanto a globalidade do “mote” segurança pública é premissa capitalista. 

Neste sentido, as ações que os capitalistas impõe pelo mundo, diante da grande crise global, como as reformas trabalhistas e previdenciárias são uma acumulação violenta do capital através da expropriação. Sendo violenta a expropriação, os aparelhos ideológicos e repressivos também precisam ser violentos ou, pelo menos, estarem aptos e prontos à violência. Na verdade, penso eu, a acumulação se dá através da soma da expropriação direta e específica dos trabalhadores com o “desenvolvimento das forças produtivas” do próprio aparelho repressor. “Investir” em segurança é, ao mesmo tempo expropriar e gerar capital. 

Quanto à questão política, João Bernardo em um comentário (http://passapalavra.info/2018/02/118157#comment-327570)  sugeriu: &quot;(…) a mais-valia é apropriada pelo conjunto dos capitalistas e só em seguida é repartida entre eles. (…) nesse livro, Marx Crítico de Marx (vol. II, págs. 197 e segs.), eu apresentei o gangsterismo como modelo da repartição da mais-valia, o que talvez ajude a interpretar de maneira não moralista a actual conjuntura brasileira(…)&quot;. Tentei uma interpretação:

(…) “as relações políticas possuem um caráter feudal. O sistema feudal não se funda sobre a lei, mas sobre as relações de lealdade entre os indivíduos. A política tende, pois, para um sistema feudal. Também as gangs se organizam numa base feudal, isto é, neles tudo se assenta em relações de lealdade, de amizade e, sobretudo, de confiança.  Eis uma das razões que levam os políticos e os gangsters a compreenderem-se tão bem e a aliarem-se mutuamente com tanta frequência” (p. 199).

Num mundo toytista, o toyotismo pode ser também empregado aos gangsters e políticos com ambos desempenhando as mesmas posições e atividades: “As  criaturas de fora olhavam de um porco para um homem, de um homem para um porco e de um porco para um homem outra vez; mas já se tornara impossível distinguir quem era homem, quem era porco” (George Orweell- A revolução dos  bichos), ou quem era capitalista… Em tempos de crise, o que sobe à tona é apenas a essência que sob os tempos de prosperidade parecia impoluta. Dos tempos de Marx aos dias atuais, a falsificação dos pães (e de tantas outras mercadorias, entre elas ideias…) deixou seu caráter de contravenção para ganhar status de “produtos naturais e orgânicos”… e, pior, mais caros que os produtos originais que ao tempo de Marx se tentava simular… Assim, a bandalheira no Brasil e no mundo não são um estado excepcional, mas motor do próprio desenvolvimento capitalista... é que ora o porco parece capitalista, ora o capitalista parece porco... enquanto isso nos tornamos consumidores de produtos naturais e orgânicos produzidos na Granja dos Bichos ou na Granja do Solar...

O aumento do uso da força ideológica e repressiva podem representar, enfim, uma luta entre classes, por isso a redução de direitos trabalhistas e previdenciários; e uma luta intra-classe: “(…) a luta política é o campo em que se definem os critérios de luta pela distribuição de mais-valia e, note-se bem, não apenas da luta pela distribuição de uma mais-valia já produzida ou pela realização  final; trata-se, antes de mais, da luta pelas condições de produção, pois são elas a determinarem fundamentalmente as variadas formas de desigualdade na distribuição(...)” (João Bernardo- Marx crítico de Marx, Vol II, p. 204). Na verdade, ambas lutas também são os dois lados de uma mesma moeda, por isso é muito interessante a hipótese do Passa Palavra: “O Rio de Janeiro pode servir assim, mais uma vez, mas agora de forma ampliada, como um laboratório da contenção armada dos conflitos sociais”(…), afinal, “O jogo de forças não se restringe só ao momento em que dura a prática de não realização; pelo contrário, os resultados da luta dependem das “posições garantidas”, ou seja, do condicionamento anterior” (p.208). Possivelmente, eis a razão laboratorial da intervenção...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O “mote” segurança pública não é o fenômeno restrito às terras tupiniquins. Consideradas as devidas especifidades, ele é um “mote” global, tanto nos chamados países “atrasados”, como nos “desenvolvidos” (entendo que, atraso e desenvolvimento por serem dois lados da mesma moeda, não seriam uma definição adequada, mas, no momento, fiquemos com ela), como é o caso dos recorrentes atentados nos EUA (há, obviamente, discursos ideológicos nos EUA e na UE que explicam estes atos chamados de terroristas não como consequência das lutas de classes, mas como conflitos étnicos, religiosos, etc – o que demonstra que, além de possibilitarem um engajado e lucrativo mercado,  a ideologia “identitária e multicultural” serve de justificativa &#8211; tanto à direita, quanto à esquerda, e, por que também não dizer, ao centro…-  para explicar estas formas de manifestação da violência).  Portanto a globalidade do “mote” segurança pública é premissa capitalista. </p>
<p>Neste sentido, as ações que os capitalistas impõe pelo mundo, diante da grande crise global, como as reformas trabalhistas e previdenciárias são uma acumulação violenta do capital através da expropriação. Sendo violenta a expropriação, os aparelhos ideológicos e repressivos também precisam ser violentos ou, pelo menos, estarem aptos e prontos à violência. Na verdade, penso eu, a acumulação se dá através da soma da expropriação direta e específica dos trabalhadores com o “desenvolvimento das forças produtivas” do próprio aparelho repressor. “Investir” em segurança é, ao mesmo tempo expropriar e gerar capital. </p>
<p>Quanto à questão política, João Bernardo em um comentário (<a href="http://passapalavra.info/2018/02/118157#comment-327570" rel="ugc">http://passapalavra.info/2018/02/118157#comment-327570</a>)  sugeriu: &#8220;(…) a mais-valia é apropriada pelo conjunto dos capitalistas e só em seguida é repartida entre eles. (…) nesse livro, Marx Crítico de Marx (vol. II, págs. 197 e segs.), eu apresentei o gangsterismo como modelo da repartição da mais-valia, o que talvez ajude a interpretar de maneira não moralista a actual conjuntura brasileira(…)&#8221;. Tentei uma interpretação:</p>
<p>(…) “as relações políticas possuem um caráter feudal. O sistema feudal não se funda sobre a lei, mas sobre as relações de lealdade entre os indivíduos. A política tende, pois, para um sistema feudal. Também as gangs se organizam numa base feudal, isto é, neles tudo se assenta em relações de lealdade, de amizade e, sobretudo, de confiança.  Eis uma das razões que levam os políticos e os gangsters a compreenderem-se tão bem e a aliarem-se mutuamente com tanta frequência” (p. 199).</p>
<p>Num mundo toytista, o toyotismo pode ser também empregado aos gangsters e políticos com ambos desempenhando as mesmas posições e atividades: “As  criaturas de fora olhavam de um porco para um homem, de um homem para um porco e de um porco para um homem outra vez; mas já se tornara impossível distinguir quem era homem, quem era porco” (George Orweell- A revolução dos  bichos), ou quem era capitalista… Em tempos de crise, o que sobe à tona é apenas a essência que sob os tempos de prosperidade parecia impoluta. Dos tempos de Marx aos dias atuais, a falsificação dos pães (e de tantas outras mercadorias, entre elas ideias…) deixou seu caráter de contravenção para ganhar status de “produtos naturais e orgânicos”… e, pior, mais caros que os produtos originais que ao tempo de Marx se tentava simular… Assim, a bandalheira no Brasil e no mundo não são um estado excepcional, mas motor do próprio desenvolvimento capitalista&#8230; é que ora o porco parece capitalista, ora o capitalista parece porco&#8230; enquanto isso nos tornamos consumidores de produtos naturais e orgânicos produzidos na Granja dos Bichos ou na Granja do Solar&#8230;</p>
<p>O aumento do uso da força ideológica e repressiva podem representar, enfim, uma luta entre classes, por isso a redução de direitos trabalhistas e previdenciários; e uma luta intra-classe: “(…) a luta política é o campo em que se definem os critérios de luta pela distribuição de mais-valia e, note-se bem, não apenas da luta pela distribuição de uma mais-valia já produzida ou pela realização  final; trata-se, antes de mais, da luta pelas condições de produção, pois são elas a determinarem fundamentalmente as variadas formas de desigualdade na distribuição(&#8230;)” (João Bernardo- Marx crítico de Marx, Vol II, p. 204). Na verdade, ambas lutas também são os dois lados de uma mesma moeda, por isso é muito interessante a hipótese do Passa Palavra: “O Rio de Janeiro pode servir assim, mais uma vez, mas agora de forma ampliada, como um laboratório da contenção armada dos conflitos sociais”(…), afinal, “O jogo de forças não se restringe só ao momento em que dura a prática de não realização; pelo contrário, os resultados da luta dependem das “posições garantidas”, ou seja, do condicionamento anterior” (p.208). Possivelmente, eis a razão laboratorial da intervenção&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
</rss>
