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	Comentários sobre: Coletivos: espaços tóxicos para a militância? (2)	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Importa a mensagem não o mensageiro		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/02/118404/#comment-328589</link>

		<dc:creator><![CDATA[Importa a mensagem não o mensageiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Mar 2018 15:22:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A esquerda em si é um mercado. Só gente com estigma ou impossibilidade de competir no mercado em geral é que aderem. É muito raro que pessoas com potencial e sem estigma entrem nisso. O pobre entra porque vindo de famílias sem contatos, a esquerda oferecerá contatos e oferecerá qualificação. Outros entram por causa de algum estigma. Possuem dinheiro, formação, capacidade mas há algum estigma que os impede de serem plenamente aceitos na elite. Então a esquerda está cheia de gente que gostaria de ser ministro mas não é aceito como tal e, na outra ponta, pessoas vindas da pobreza que encontram na esquerda uma rede de contatos e qualificação. É oportunidade. Sem falar os que aderem por conta de mil estigmas. 

O feminismo radical segue a mesma linha. Nem todas possuem a capacidade de Simone de Beauvouir. Não sendo capazes de competir entre todos, incluindo os homens, entram nesses núcleos de competição restrita pois ai encontrarão algum mercado. Novamente, trata-se de contatos, capacitação e potenciais cargos e bolsas. Ganhar 4 mil de bolsa por mês pra falar de feminismo num país onde o povo carrega pedra por 1.500 reais é um baita negócio. 

A crítica do PP às feministas serve pra esquerda em geral. É a própria esquerda um espaço dissociado dos trabalhadores, composto por gente que quer um lugar ao sol e essa dinâmica violenta de derrubar possíveis competidores também se aplica.  

Não é por acaso que o povo se conecta com a esquerda conforme a utilidade. Vê nela apoio quando é pra manter direitos sociais e se distancia quando se trata de temais morais que discordam, caso da esquerda identitária.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A esquerda em si é um mercado. Só gente com estigma ou impossibilidade de competir no mercado em geral é que aderem. É muito raro que pessoas com potencial e sem estigma entrem nisso. O pobre entra porque vindo de famílias sem contatos, a esquerda oferecerá contatos e oferecerá qualificação. Outros entram por causa de algum estigma. Possuem dinheiro, formação, capacidade mas há algum estigma que os impede de serem plenamente aceitos na elite. Então a esquerda está cheia de gente que gostaria de ser ministro mas não é aceito como tal e, na outra ponta, pessoas vindas da pobreza que encontram na esquerda uma rede de contatos e qualificação. É oportunidade. Sem falar os que aderem por conta de mil estigmas. </p>
<p>O feminismo radical segue a mesma linha. Nem todas possuem a capacidade de Simone de Beauvouir. Não sendo capazes de competir entre todos, incluindo os homens, entram nesses núcleos de competição restrita pois ai encontrarão algum mercado. Novamente, trata-se de contatos, capacitação e potenciais cargos e bolsas. Ganhar 4 mil de bolsa por mês pra falar de feminismo num país onde o povo carrega pedra por 1.500 reais é um baita negócio. </p>
<p>A crítica do PP às feministas serve pra esquerda em geral. É a própria esquerda um espaço dissociado dos trabalhadores, composto por gente que quer um lugar ao sol e essa dinâmica violenta de derrubar possíveis competidores também se aplica.  </p>
<p>Não é por acaso que o povo se conecta com a esquerda conforme a utilidade. Vê nela apoio quando é pra manter direitos sociais e se distancia quando se trata de temais morais que discordam, caso da esquerda identitária.</p>
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		<title>
		Por: Matheus		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/02/118404/#comment-328235</link>

		<dc:creator><![CDATA[Matheus]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Feb 2018 01:55:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[(não costumo escrever aqui, mas o debate dos meandros do fazer político são os que mais me interessam, espero me fazer entender)
Apesar de ter plena noção que o conjunto de textos se inicia com uma crítica estrutural dos &quot;coletivos&quot; para depois analisar as consequência dessa estrutura. Constantemente me parece emergir uma pessoalização dessas consequências e uma busca de solução a partir do comportamento militante. Seja de quem seja. Na busca de um &quot;raciocínio&quot; coletivo que mude a &quot;estrutura&quot;, ou da mudança total de alguns militantes. Vivemos há alguns anos nessa esperança de um ímpeto coletivo de &quot;ideia&quot; que dê um cavalo de pau nesse navio. (as vezes penso se isso é possível mesmo)

Minha reflexões vem sendo mais sobre esse modelo local/setorial de coletivos que, quando enfrenta o outro, se reconhece numa aliança tática com os companheiros na briga com a polícia, nas horas de delegacia, festas e comemorações. Mas que, nos momentos tranquilos, ou seja, aqueles momentos em que a tensão politica sai da alçada do coletivo, fazemos crítica e autocrítica e caímos na espiral de ver o coletivo como a sociedade, passando a lutar contra o inimigo dessa sociedade. Aquele que se encaixa menos nos padrão interno.

Dessa forma essa estrutura da militância que coloca a globalidade, principalmente nos momentos fora da luta, &quot;em si&quot;, sofre para realizar/voltar a posição da classe &quot;para si&quot;, num segundo ciclo de lutas. Perdemos contantemente a posição relativa ao todo. Nossos aliados &quot;no mundo&quot;, se tornam o lado oposto &quot;no coletivo&quot;. Quando o inimigo na sociedade some, vamos atrás do inimigo na microsociedade. Também numa busca pessoalizada de que aquela pessoa mude sua personalidade por consciência ou depois de ser afastada, direta ou indiretamente.

Não vejo &quot;soluções&quot; fora da busca de uma luta totalizante que insira os coletivos necessariamente na esfera social/global/real, constantemente. Participando de lutas politicas cotidianas globais e locais . Passando obviamente por uma organização totalizante. Para que os conflitos internos sejam devidamente e sistematicamente relativizados, não como uma estratégia de fuga, mas como uma tática para a vitória. E os julgamentos internos (que devem existir) sejam balizados pelos padrões do mundo real, e não pelos padrões internos, que são muito absolutos e altamente relativizados simultaneamente, dependendo dos gruas de proximidades que possua com o réu (ao companheiro relativiza/ ao excompanheiro absolutiza). Não sei se essa diluição na realidade é de fato uma fuga que protege o privilegiado ou uma aceitação do status quo, provavelmente o é, mas provavelmente esse seja o mais puro significado de política.

Por isso a reflexão do primeiro texto é central. Pensar os caminhos da organização totalizante, que tenha suas instâncias buro-políticas, mas que entendamos que estruturalmente tendam a superar a forma partido em sua reprodução de uma sociedade de classes. Com a tranquilidade de enfrentar as contradições que dela surjam. Caso contrário, enquanto não há esse ímpeto de superação, os coletivos é o que nos restam.(?)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(não costumo escrever aqui, mas o debate dos meandros do fazer político são os que mais me interessam, espero me fazer entender)<br />
Apesar de ter plena noção que o conjunto de textos se inicia com uma crítica estrutural dos &#8220;coletivos&#8221; para depois analisar as consequência dessa estrutura. Constantemente me parece emergir uma pessoalização dessas consequências e uma busca de solução a partir do comportamento militante. Seja de quem seja. Na busca de um &#8220;raciocínio&#8221; coletivo que mude a &#8220;estrutura&#8221;, ou da mudança total de alguns militantes. Vivemos há alguns anos nessa esperança de um ímpeto coletivo de &#8220;ideia&#8221; que dê um cavalo de pau nesse navio. (as vezes penso se isso é possível mesmo)</p>
<p>Minha reflexões vem sendo mais sobre esse modelo local/setorial de coletivos que, quando enfrenta o outro, se reconhece numa aliança tática com os companheiros na briga com a polícia, nas horas de delegacia, festas e comemorações. Mas que, nos momentos tranquilos, ou seja, aqueles momentos em que a tensão politica sai da alçada do coletivo, fazemos crítica e autocrítica e caímos na espiral de ver o coletivo como a sociedade, passando a lutar contra o inimigo dessa sociedade. Aquele que se encaixa menos nos padrão interno.</p>
<p>Dessa forma essa estrutura da militância que coloca a globalidade, principalmente nos momentos fora da luta, &#8220;em si&#8221;, sofre para realizar/voltar a posição da classe &#8220;para si&#8221;, num segundo ciclo de lutas. Perdemos contantemente a posição relativa ao todo. Nossos aliados &#8220;no mundo&#8221;, se tornam o lado oposto &#8220;no coletivo&#8221;. Quando o inimigo na sociedade some, vamos atrás do inimigo na microsociedade. Também numa busca pessoalizada de que aquela pessoa mude sua personalidade por consciência ou depois de ser afastada, direta ou indiretamente.</p>
<p>Não vejo &#8220;soluções&#8221; fora da busca de uma luta totalizante que insira os coletivos necessariamente na esfera social/global/real, constantemente. Participando de lutas politicas cotidianas globais e locais . Passando obviamente por uma organização totalizante. Para que os conflitos internos sejam devidamente e sistematicamente relativizados, não como uma estratégia de fuga, mas como uma tática para a vitória. E os julgamentos internos (que devem existir) sejam balizados pelos padrões do mundo real, e não pelos padrões internos, que são muito absolutos e altamente relativizados simultaneamente, dependendo dos gruas de proximidades que possua com o réu (ao companheiro relativiza/ ao excompanheiro absolutiza). Não sei se essa diluição na realidade é de fato uma fuga que protege o privilegiado ou uma aceitação do status quo, provavelmente o é, mas provavelmente esse seja o mais puro significado de política.</p>
<p>Por isso a reflexão do primeiro texto é central. Pensar os caminhos da organização totalizante, que tenha suas instâncias buro-políticas, mas que entendamos que estruturalmente tendam a superar a forma partido em sua reprodução de uma sociedade de classes. Com a tranquilidade de enfrentar as contradições que dela surjam. Caso contrário, enquanto não há esse ímpeto de superação, os coletivos é o que nos restam.(?)</p>
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		<title>
		Por: Passa Palavra		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/02/118404/#comment-328190</link>

		<dc:creator><![CDATA[Passa Palavra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Feb 2018 19:11:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Mari,
Obrigado pelo aviso.
Já está corrigido.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mari,<br />
Obrigado pelo aviso.<br />
Já está corrigido.</p>
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		<item>
		<title>
		Por: Mari		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/02/118404/#comment-328169</link>

		<dc:creator><![CDATA[Mari]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Feb 2018 14:08:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O link tá indo pro texto 2 e não pro 1]]></description>
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