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	Comentários sobre: Existem lutas sociais nas pequenas e médias cidades brasileiras?	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: marcelo de marchi mazzoni		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/03/118586/#comment-329531</link>

		<dc:creator><![CDATA[marcelo de marchi mazzoni]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 10 Mar 2018 22:04:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Parabéns pela iniciativa, o interior do país existe, afinal, nas lentes do pensamento crítico.

Sou de Rio Preto - SP, uma cidade de médio porte, em que coexistem esta disputa entre um pensamento cosmopolista liberal new wave, vs o pensamento provinciano, com forte presença de vários elementos presentes racistas tanto com pessoas de outras regiões, contra indígenas (apesar do contato mínimo com as populações indígenas do país). Existem lutas, as vezes como mera correia de transmissão mesmo, os sindicatos de algumas categorias do funcionalismo público determinam a greve, a greve é feita.
Lembro muitas vezes em que a greve acontecia na minha escola estadual do ensino médio, os professores entravam em greve, mas não a faziam. Os alunos queimavam seus cadernos, por ficarem felizes por poder assistir dragon ball mais vezes. Das categorias, sei que hoje, salvo minha ignorância, os carteiros têm uma organização de base muito ativa. Ainda falando em sindicatos, em 2014, trabalhei como mesário itinerante numa eleição dos sindicatos dos frentistas, a Farsa Sindical contra uma gama variada de forças de esquerda. O nível de repressão foi profissional,  os homens que me acompanharam no carro, junto com os dois ônibus que os trouxeram do Rio de Janeiro, eram, como posso dizer, Bate Pau com carteira assinada. No final do processo, estes conseguiram implodir a eleição por meio da violência e ameça, mantendo as coisas como estavam. 2013 foi muito animador, muita gente na rua e uma ocupação de prefeitura, que eu admito ter caído de paraquedas, pois quando esta começou estava em Marília- SP, foram 1 semana e meia de ocupação de parte da Câmara Municipal. A participação foi pequena, as pessoas que lá ficaram, qualquer um com alguns dias de manifestações em Rio Preto poderá conhecer facilmente a maioria dos rostos, mas, o que mais impressionou, foi o apoio, absurdamente forte e ativo, com pizzas chegando com refrigerantes, depoimento de pessoas que apareciam para desejar força. Infelizmente, o 2013 foi a oportunidade que passou por nós mandando beijos. 


Minha vida em Marília - SP, como estudante da Unesp em CS, é, em termos de cidade, desastroso. Enquanto a unidade entre intelectuais com uma determinada classe pode ser chamada de orgânica, a cisão não pode simplesmente ser chamada de inorgânica, acredito que o termo para explicar aquela situação, estudantes da Unesp e povo de Marília, é a de repulsa. Foram várias tentativas, desde que pude acompanhar, em 2010. A intelectualidade das forças tradicionais e capitalistas nos difamavam das mais variadas formas. Uma vez ouvi um causo quando estava num ônibus voltando para o Campus (nome do bairro em que ficam os Campi), já era noite, duas mulheres que trabalhavam num supermercado conversavam: ... Sabe, uma vez ouvi que o esgoto daqui é cheio de problemas. - É, mesmo? -É, dizem que os bombeiros vieram aqui uma vez e os canos estavam cheios de fetos abortados... Achei até engraçado, mas busquei alguma notícia e não encontrei nada, afinal, não havia nenhuma edição dos Notícias Populares Marília. Doutra parte o petismo e protopetismo, com bases em alguns segmentos estudantis secundaristas e com secretária municipal, faziam curral de suas bases contra os estudantes universitários, vi isto muitas vezes, infelizmente. Os pequenos partidos trotsquistas, na menor oportunidade, esvaziavam todas suas forças com vias a fortalecer suas sedes em São Paulo capital, pois o alinhamento estratégico deles é fazer a revolução nos grandes centros. Hoje, existe o Comitê contra o Golpe que faz várias incursões na cidade, mas, estes conheço muito pouco, não saberia dizer como se relaciona com o problema de estudantes e cidade.

Não tenho respostas para este enorme problema e sei que não é intenção do PP dá-las como fórmulas prontas, mas, no entanto, fico contento que a preocupação exista. Este é um pequeno relato de alguns anos de derrotas, mas, não sei quem dize, mas: erre! tente e erre de novo. Erre melhor.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Parabéns pela iniciativa, o interior do país existe, afinal, nas lentes do pensamento crítico.</p>
<p>Sou de Rio Preto &#8211; SP, uma cidade de médio porte, em que coexistem esta disputa entre um pensamento cosmopolista liberal new wave, vs o pensamento provinciano, com forte presença de vários elementos presentes racistas tanto com pessoas de outras regiões, contra indígenas (apesar do contato mínimo com as populações indígenas do país). Existem lutas, as vezes como mera correia de transmissão mesmo, os sindicatos de algumas categorias do funcionalismo público determinam a greve, a greve é feita.<br />
Lembro muitas vezes em que a greve acontecia na minha escola estadual do ensino médio, os professores entravam em greve, mas não a faziam. Os alunos queimavam seus cadernos, por ficarem felizes por poder assistir dragon ball mais vezes. Das categorias, sei que hoje, salvo minha ignorância, os carteiros têm uma organização de base muito ativa. Ainda falando em sindicatos, em 2014, trabalhei como mesário itinerante numa eleição dos sindicatos dos frentistas, a Farsa Sindical contra uma gama variada de forças de esquerda. O nível de repressão foi profissional,  os homens que me acompanharam no carro, junto com os dois ônibus que os trouxeram do Rio de Janeiro, eram, como posso dizer, Bate Pau com carteira assinada. No final do processo, estes conseguiram implodir a eleição por meio da violência e ameça, mantendo as coisas como estavam. 2013 foi muito animador, muita gente na rua e uma ocupação de prefeitura, que eu admito ter caído de paraquedas, pois quando esta começou estava em Marília- SP, foram 1 semana e meia de ocupação de parte da Câmara Municipal. A participação foi pequena, as pessoas que lá ficaram, qualquer um com alguns dias de manifestações em Rio Preto poderá conhecer facilmente a maioria dos rostos, mas, o que mais impressionou, foi o apoio, absurdamente forte e ativo, com pizzas chegando com refrigerantes, depoimento de pessoas que apareciam para desejar força. Infelizmente, o 2013 foi a oportunidade que passou por nós mandando beijos. </p>
<p>Minha vida em Marília &#8211; SP, como estudante da Unesp em CS, é, em termos de cidade, desastroso. Enquanto a unidade entre intelectuais com uma determinada classe pode ser chamada de orgânica, a cisão não pode simplesmente ser chamada de inorgânica, acredito que o termo para explicar aquela situação, estudantes da Unesp e povo de Marília, é a de repulsa. Foram várias tentativas, desde que pude acompanhar, em 2010. A intelectualidade das forças tradicionais e capitalistas nos difamavam das mais variadas formas. Uma vez ouvi um causo quando estava num ônibus voltando para o Campus (nome do bairro em que ficam os Campi), já era noite, duas mulheres que trabalhavam num supermercado conversavam: &#8230; Sabe, uma vez ouvi que o esgoto daqui é cheio de problemas. &#8211; É, mesmo? -É, dizem que os bombeiros vieram aqui uma vez e os canos estavam cheios de fetos abortados&#8230; Achei até engraçado, mas busquei alguma notícia e não encontrei nada, afinal, não havia nenhuma edição dos Notícias Populares Marília. Doutra parte o petismo e protopetismo, com bases em alguns segmentos estudantis secundaristas e com secretária municipal, faziam curral de suas bases contra os estudantes universitários, vi isto muitas vezes, infelizmente. Os pequenos partidos trotsquistas, na menor oportunidade, esvaziavam todas suas forças com vias a fortalecer suas sedes em São Paulo capital, pois o alinhamento estratégico deles é fazer a revolução nos grandes centros. Hoje, existe o Comitê contra o Golpe que faz várias incursões na cidade, mas, estes conheço muito pouco, não saberia dizer como se relaciona com o problema de estudantes e cidade.</p>
<p>Não tenho respostas para este enorme problema e sei que não é intenção do PP dá-las como fórmulas prontas, mas, no entanto, fico contento que a preocupação exista. Este é um pequeno relato de alguns anos de derrotas, mas, não sei quem dize, mas: erre! tente e erre de novo. Erre melhor.</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Welder Nunes		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/03/118586/#comment-329181</link>

		<dc:creator><![CDATA[Welder Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Mar 2018 21:39:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Sim, Manolo! Acabei fazendo no calor do momento a pergunta ontem a noite. Nem terminei de ler o texto, na verdade. Haha

É que enxergo certa demanda por &quot;conteúdo anticapitalista&quot; em tais cidades. As pessoas precisam conhecer o trabalho do coletivo Passa Palavra, e isso poderá quem sabe ser impulsionado a partir de quando as lutas que ocorrem em pequenas e médias cidades brasileiras passarem a estar, ainda mais, nesse &quot;espaço&quot;. Já seria uma grande contribuição um maior número de pessoas, compartilhando as notícias de lutas, o apoio, e pensamento aqui feito sobre elas.  Criar maiores vínculos com possíveis colaboradores, admiradores da luta travada pelo coletivo Passa Palavra de pequenas e médias cidades brasileiras poderia contribuir? 

Enfim, abraços!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sim, Manolo! Acabei fazendo no calor do momento a pergunta ontem a noite. Nem terminei de ler o texto, na verdade. Haha</p>
<p>É que enxergo certa demanda por &#8220;conteúdo anticapitalista&#8221; em tais cidades. As pessoas precisam conhecer o trabalho do coletivo Passa Palavra, e isso poderá quem sabe ser impulsionado a partir de quando as lutas que ocorrem em pequenas e médias cidades brasileiras passarem a estar, ainda mais, nesse &#8220;espaço&#8221;. Já seria uma grande contribuição um maior número de pessoas, compartilhando as notícias de lutas, o apoio, e pensamento aqui feito sobre elas.  Criar maiores vínculos com possíveis colaboradores, admiradores da luta travada pelo coletivo Passa Palavra de pequenas e médias cidades brasileiras poderia contribuir? </p>
<p>Enfim, abraços!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/03/118586/#comment-329164</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Mar 2018 19:48:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Não entendi o modo como os dois comentaristas anteriores leram o texto. Pelo que entendi, o Passa Palavra está compartilhando reflexões e inquietações sobre os sentidos da evolução econômica e demográfica de cidades, estados e regiões vulgarmente chamados de &quot;Brasil profundo&quot;, e no fim pergunta “como o Passa Palavra poderá ser um instrumento para as lutas nas cidades pequenas e médias&quot;. Não me pareceu que estejam querendo oferecer respostas ou soluções, mas sim entender o que fazer, perguntando publicamente como podem contribuir com as lutas etc.. Da minha parte, repassei o artigo para alguns amigos do interior baiano; espero que resulte em alguma coisa, algum contato, sei lá.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não entendi o modo como os dois comentaristas anteriores leram o texto. Pelo que entendi, o Passa Palavra está compartilhando reflexões e inquietações sobre os sentidos da evolução econômica e demográfica de cidades, estados e regiões vulgarmente chamados de &#8220;Brasil profundo&#8221;, e no fim pergunta “como o Passa Palavra poderá ser um instrumento para as lutas nas cidades pequenas e médias&#8221;. Não me pareceu que estejam querendo oferecer respostas ou soluções, mas sim entender o que fazer, perguntando publicamente como podem contribuir com as lutas etc.. Da minha parte, repassei o artigo para alguns amigos do interior baiano; espero que resulte em alguma coisa, algum contato, sei lá.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Breno		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/03/118586/#comment-329163</link>

		<dc:creator><![CDATA[Breno]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Mar 2018 19:24:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Assim como Welder, acho uma discussão importante e tenho curiosidade a respeito das vias pelas quais o PP poderia contribuir (ainda mais) com as lutas.

Abraço.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Assim como Welder, acho uma discussão importante e tenho curiosidade a respeito das vias pelas quais o PP poderia contribuir (ainda mais) com as lutas.</p>
<p>Abraço.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Welder Nunes		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/03/118586/#comment-329080</link>

		<dc:creator><![CDATA[Welder Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Mar 2018 02:40:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[De que forma o Passa Palavra está presente nas pequenas e médias cidades? A partir daí responder &quot;como o Passa Palavra poderá ser um instrumento para as lutas nas cidades pequenas e médias?&quot;(?). Sou de Jequitinhonha, estudo em Governador Valadares. Aguardo o debate. Discussão muito importante!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De que forma o Passa Palavra está presente nas pequenas e médias cidades? A partir daí responder &#8220;como o Passa Palavra poderá ser um instrumento para as lutas nas cidades pequenas e médias?&#8221;(?). Sou de Jequitinhonha, estudo em Governador Valadares. Aguardo o debate. Discussão muito importante!</p>
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