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	Comentários sobre: Bella Vrau	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Marcelo de Marchi Mazzoni		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/05/119813/#comment-338153</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marcelo de Marchi Mazzoni]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Sep 2018 01:19:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[chegou-me pelo zap esta nova versão, não sei se será universalizada, pois na internet foi difícil encontrá-la e o video aponta pouquíssimas vizualizações, mas valeu o esforço:

https://www.youtube.com/watch?v=nZNx8-3nxHA]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>chegou-me pelo zap esta nova versão, não sei se será universalizada, pois na internet foi difícil encontrá-la e o video aponta pouquíssimas vizualizações, mas valeu o esforço:</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=nZNx8-3nxHA" rel="nofollow ugc">https://www.youtube.com/watch?v=nZNx8-3nxHA</a></p>
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		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/05/119813/#comment-332532</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 May 2018 13:19:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[NIETZSCHIANAMENTE ou COM CINISMO E INOCÊNCIA
Discordo, C(l)ara Luz. E, respeitosamente, ouso sugerir: não desperdices teu luminoprecioso tempo lendo meus pouco claros koans tAOdadaístas a.k.a. comentários. Ademais, se algum retardatário enragé regurgitar uma objeção, há que deixá-lo agonizar... abraçado ao seu (his) rancor, comme il faut: sem textão e sem textículo [sic].
Saúde &#038; Alegria
P.S.: Oxente! Sem essa de &#039;modo silêncio&#039;. Vem passapalavrar conosco.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>NIETZSCHIANAMENTE ou COM CINISMO E INOCÊNCIA<br />
Discordo, C(l)ara Luz. E, respeitosamente, ouso sugerir: não desperdices teu luminoprecioso tempo lendo meus pouco claros koans tAOdadaístas a.k.a. comentários. Ademais, se algum retardatário enragé regurgitar uma objeção, há que deixá-lo agonizar&#8230; abraçado ao seu (his) rancor, comme il faut: sem textão e sem textículo [sic].<br />
Saúde &amp; Alegria<br />
P.S.: Oxente! Sem essa de &#8216;modo silêncio&#8217;. Vem passapalavrar conosco.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Irado		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/05/119813/#comment-332523</link>

		<dc:creator><![CDATA[Irado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 May 2018 09:51:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Quem sou eu para interromper o passapalavrear e o chuchotear entre João Bernardo e Ulisses, justamente quando este último, num momento sublime, desce do Olimpo e passa a parlar na língua dos mortais. Sobre o antifascismo, quem quiser conhecer a posição dos originais, não dos epígonos, e em linguagem coloquial, ver aqui https://libcom.org/library/fascismo-antifascismo-jean-barrotgilles-dauvé]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem sou eu para interromper o passapalavrear e o chuchotear entre João Bernardo e Ulisses, justamente quando este último, num momento sublime, desce do Olimpo e passa a parlar na língua dos mortais. Sobre o antifascismo, quem quiser conhecer a posição dos originais, não dos epígonos, e em linguagem coloquial, ver aqui <a href="https://libcom.org/library/fascismo-antifascismo-jean-barrotgilles-dauvé" rel="nofollow ugc">https://libcom.org/library/fascismo-antifascismo-jean-barrotgilles-dauvé</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/05/119813/#comment-332480</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 May 2018 18:18:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[ÇA IRA ou SINE IRA &#038; STUDIO

Nosso caro João Bernardo pegou aqui:
http://passapalavra.info/2014/04/94255#comment-332332 

E daí, prosseguimos, ele e eu, passapalavrando...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ÇA IRA ou SINE IRA &amp; STUDIO</p>
<p>Nosso caro João Bernardo pegou aqui:<br />
<a href="http://passapalavra.info/2014/04/94255#comment-332332" rel="ugc">http://passapalavra.info/2014/04/94255#comment-332332</a> </p>
<p>E daí, prosseguimos, ele e eu, passapalavrando&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Irado		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/05/119813/#comment-332450</link>

		<dc:creator><![CDATA[Irado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 May 2018 21:34:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O que eu não li aqui foi uma defesa do antifascismo ou dos partisans, mas uma crítica ao suposto caráter revolucionário da deturpação estética, pela indústria cultural, de uma música que tem um valor histórico, independente de representar a corrente política com a qual eu me identifico. Seria como achar revolucionária uma pixação sobre os afrescos da Capela Sistina. Daí quem criticar o ato ser chamado de teísta, ou pró dominação religiosa. Outro poderia realizar um ótimo e oportuno discurso sobre o caráter contrarrevolucionario da religião. Ok. Mas a questão era outra, desde o início. Aliás, sobre o tema recomendo um texto de Pannekoek...

https://www.marxists.org/portugues/pannekoe/1933/03/luta.htm]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que eu não li aqui foi uma defesa do antifascismo ou dos partisans, mas uma crítica ao suposto caráter revolucionário da deturpação estética, pela indústria cultural, de uma música que tem um valor histórico, independente de representar a corrente política com a qual eu me identifico. Seria como achar revolucionária uma pixação sobre os afrescos da Capela Sistina. Daí quem criticar o ato ser chamado de teísta, ou pró dominação religiosa. Outro poderia realizar um ótimo e oportuno discurso sobre o caráter contrarrevolucionario da religião. Ok. Mas a questão era outra, desde o início. Aliás, sobre o tema recomendo um texto de Pannekoek&#8230;</p>
<p><a href="https://www.marxists.org/portugues/pannekoe/1933/03/luta.htm" rel="nofollow ugc">https://www.marxists.org/portugues/pannekoe/1933/03/luta.htm</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Clara Luz		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/05/119813/#comment-332433</link>

		<dc:creator><![CDATA[Clara Luz]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 May 2018 12:38:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Concordo, Ulisses. Era esse comentário sobre os partisans e o antifascismo que eu estava querendo ver ou escrever aqui.
E sou a favor que o Ulisses saia com mais frequência do modo anagrama para o modo textão. rsrs
(e eu volto para o modo silêncio)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Concordo, Ulisses. Era esse comentário sobre os partisans e o antifascismo que eu estava querendo ver ou escrever aqui.<br />
E sou a favor que o Ulisses saia com mais frequência do modo anagrama para o modo textão. rsrs<br />
(e eu volto para o modo silêncio)</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/05/119813/#comment-332402</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 May 2018 22:48:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro João Bernardo

Retorno, pois, ao lúdico manejo das caixas de ferramentas: as três linhas, os indefectíveis anagramas, os ornitorrincos linguageiros e outros badulaques do taodadaismo em que se refocila minha enciclopédica ignorância. 
E o &quot;fato físico do pum! pum! pum!&quot;, cuja substância é uma feijoada, torna-me um sujeito feliz...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro João Bernardo</p>
<p>Retorno, pois, ao lúdico manejo das caixas de ferramentas: as três linhas, os indefectíveis anagramas, os ornitorrincos linguageiros e outros badulaques do taodadaismo em que se refocila minha enciclopédica ignorância.<br />
E o &#8220;fato físico do pum! pum! pum!&#8221;, cuja substância é uma feijoada, torna-me um sujeito feliz&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/05/119813/#comment-332397</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 May 2018 21:27:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro Ulisses,

Que surpresa, é a primeira vez que leio um texto seu sem anagramas e com mais de três linhas! Aliás, concordo com tudo o que você agora escreveu, e a minha militância e os meus escritos anteriores ao 25 de Abril de 1974 mostram bem que eu nunca pensei que pelo facto de lutarmos contra o fascismo teria de haver um campo único de antifascismo. Nesses velhos textos pretendi sempre mostrar as profundas cisões de classe que rompiam o antifascismo português, tal como na minha actividade prática, dentro dos limites dela, pretendi aprofundar essas cisões. Mas veja bem. No meu comentário eu não disse: «porque só pode haver dois lados, ninguém pode ficar a meio». O que disse foi: «quando tudo se põe aos tiros [...] só pode haver dois lados, ninguém pode ficar a meio». São os tiros que alteram não a política da coisa, mas a geografia dela. E alteram pelo próprio facto físico do pum! pum! pum! No Labirintos do Fascismo (e remeto aqui para o capítulo das págs. 780-828 da terceira versão) pretendi mostrar como em Espanha se agravaram as contradições — aliás de um e outro lado — numa situação de guerra civil em que as balas e as bombas obrigavam a juntar-se geograficamente facções que politicamente se digladiavam. Mas é precisamente por isso que, pelo menos no início da guerra civil, o lado republicano parecia aos anticapitalistas tão cheio de problemas como de possibilidades. E quando viram que não era assim, o que lhes restava senão a desilusão? (A este respeito é muito interessante ler James Matthews, Reluctant Warriors. Republican Popular Army and Nationalist Army Conscripts in the Spanish Civil War, 1936-1939, Oxford: Oxford University Press, 2012.) Ora, se a desilusão pode gerar lucidez, com certeza não gera combatividade. Nada é simples. Mas também, se o fosse, já não haveria capitalismo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Ulisses,</p>
<p>Que surpresa, é a primeira vez que leio um texto seu sem anagramas e com mais de três linhas! Aliás, concordo com tudo o que você agora escreveu, e a minha militância e os meus escritos anteriores ao 25 de Abril de 1974 mostram bem que eu nunca pensei que pelo facto de lutarmos contra o fascismo teria de haver um campo único de antifascismo. Nesses velhos textos pretendi sempre mostrar as profundas cisões de classe que rompiam o antifascismo português, tal como na minha actividade prática, dentro dos limites dela, pretendi aprofundar essas cisões. Mas veja bem. No meu comentário eu não disse: «porque só pode haver dois lados, ninguém pode ficar a meio». O que disse foi: «quando tudo se põe aos tiros [&#8230;] só pode haver dois lados, ninguém pode ficar a meio». São os tiros que alteram não a política da coisa, mas a geografia dela. E alteram pelo próprio facto físico do pum! pum! pum! No Labirintos do Fascismo (e remeto aqui para o capítulo das págs. 780-828 da terceira versão) pretendi mostrar como em Espanha se agravaram as contradições — aliás de um e outro lado — numa situação de guerra civil em que as balas e as bombas obrigavam a juntar-se geograficamente facções que politicamente se digladiavam. Mas é precisamente por isso que, pelo menos no início da guerra civil, o lado republicano parecia aos anticapitalistas tão cheio de problemas como de possibilidades. E quando viram que não era assim, o que lhes restava senão a desilusão? (A este respeito é muito interessante ler James Matthews, Reluctant Warriors. Republican Popular Army and Nationalist Army Conscripts in the Spanish Civil War, 1936-1939, Oxford: Oxford University Press, 2012.) Ora, se a desilusão pode gerar lucidez, com certeza não gera combatividade. Nada é simples. Mas também, se o fosse, já não haveria capitalismo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/05/119813/#comment-332386</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 May 2018 18:02:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro João Bernardo
Temos divergências, que não são poucas nem pequenas, no que tange a essa fórmula de confusão denominada antifascismo. Decerto, &quot;os movimentos históricos quando estão a ocorrer são uma confusão danada, recheados de possibilidades, sem que ninguém possa prever que caminho seguirão&quot;; mas &quot;porque só pode haver dois lados, ninguém pode ficar a meio&quot; é, digamos, menos óbvio. Quanto aos &quot;vizinhos pouco ou nada frequentáveis&quot;, a luta de classes se encarrega, demarcando os campos e produzindo decantações teórico-programáticas, de nos livrar deles.
Resumindo a ópera, o que não deve ser interpretado como subestimação dos argumentos que elencaste, estamos (tu &#038; eu) abordando a questão com enfoques e níveis de abstração diferentes.
Canções e hinos, bandeiras e consignas retumbantes - verbigratia: &quot;Renunciamos a tudo, menos à vitória!&quot; escamoteia a questão fundamental: vitória de que classe social, se renunciamos a tudo (a começar pela revolução social) - por mais que comovam e eventualmente promovam heróis e mártires, não me sensibilizam a ponto de me fazer abrir mão do senso crítico e da perspectiva histórica que me situa numa sociedade capitalista mais ou menos ionizada pelo antagonismo decisivo entre proletariado e capital.
Numa guerra imperialista, o manual bolchevique recomenda o derrotismo revolucionário. Na prática, aliar-se ao inimigo do inimigo para mais facilmente derrotá-lo. Neste jogo de soma zero, quando chegamos ao fim estamos antes do começo e a revolução social não avançou nem um salto de pulga. E isto quando não abriu-se o caminho para a reestruturação do capital mediante contrarrevoluções burocráticas e preventivas, como as que decorreram do golpe de estado que asfixiou a revolução social na Rússia (em 1917) e sequelas (leninismo, stalinismo, trotskismo &#038; respectivos epígonos nacionais-bolcheviques, jacobinos populistas et caterva).
Numa guerra de classes, trata-se da revolução (&#038; contrarrevolução, na perspectiva dos estrategistas do capital) e não há lugar para tática oportunista do derrotismo revolucionário (o atalho que se torna beco sem saída). As massas   
trabalhadoras (classe em si: substância) se tornam proletariado (classe para si: sujeito) mediante o protagonismo revolucionário da autonomia operária. O resto é política...
Já escrevi bem mais do que o habitual, para um teimoso escoliasta que se recusa a ser polemista. Mas gostaria de concluir dizendo que teus argumentos - por bem fundamentados que sejam - não atacaram o que presumo seja o fundo da questão ou a questão de fundo (teórico-programática). O que não quer dizer que este coração de estudante não te seja grato por tudo que apre(e)ndeu...

Saúde &#038; Alegria]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro João Bernardo<br />
Temos divergências, que não são poucas nem pequenas, no que tange a essa fórmula de confusão denominada antifascismo. Decerto, &#8220;os movimentos históricos quando estão a ocorrer são uma confusão danada, recheados de possibilidades, sem que ninguém possa prever que caminho seguirão&#8221;; mas &#8220;porque só pode haver dois lados, ninguém pode ficar a meio&#8221; é, digamos, menos óbvio. Quanto aos &#8220;vizinhos pouco ou nada frequentáveis&#8221;, a luta de classes se encarrega, demarcando os campos e produzindo decantações teórico-programáticas, de nos livrar deles.<br />
Resumindo a ópera, o que não deve ser interpretado como subestimação dos argumentos que elencaste, estamos (tu &amp; eu) abordando a questão com enfoques e níveis de abstração diferentes.<br />
Canções e hinos, bandeiras e consignas retumbantes &#8211; verbigratia: &#8220;Renunciamos a tudo, menos à vitória!&#8221; escamoteia a questão fundamental: vitória de que classe social, se renunciamos a tudo (a começar pela revolução social) &#8211; por mais que comovam e eventualmente promovam heróis e mártires, não me sensibilizam a ponto de me fazer abrir mão do senso crítico e da perspectiva histórica que me situa numa sociedade capitalista mais ou menos ionizada pelo antagonismo decisivo entre proletariado e capital.<br />
Numa guerra imperialista, o manual bolchevique recomenda o derrotismo revolucionário. Na prática, aliar-se ao inimigo do inimigo para mais facilmente derrotá-lo. Neste jogo de soma zero, quando chegamos ao fim estamos antes do começo e a revolução social não avançou nem um salto de pulga. E isto quando não abriu-se o caminho para a reestruturação do capital mediante contrarrevoluções burocráticas e preventivas, como as que decorreram do golpe de estado que asfixiou a revolução social na Rússia (em 1917) e sequelas (leninismo, stalinismo, trotskismo &amp; respectivos epígonos nacionais-bolcheviques, jacobinos populistas et caterva).<br />
Numa guerra de classes, trata-se da revolução (&amp; contrarrevolução, na perspectiva dos estrategistas do capital) e não há lugar para tática oportunista do derrotismo revolucionário (o atalho que se torna beco sem saída). As massas<br />
trabalhadoras (classe em si: substância) se tornam proletariado (classe para si: sujeito) mediante o protagonismo revolucionário da autonomia operária. O resto é política&#8230;<br />
Já escrevi bem mais do que o habitual, para um teimoso escoliasta que se recusa a ser polemista. Mas gostaria de concluir dizendo que teus argumentos &#8211; por bem fundamentados que sejam &#8211; não atacaram o que presumo seja o fundo da questão ou a questão de fundo (teórico-programática). O que não quer dizer que este coração de estudante não te seja grato por tudo que apre(e)ndeu&#8230;</p>
<p>Saúde &amp; Alegria</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/05/119813/#comment-332363</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 May 2018 10:09:51 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=119813#comment-332363</guid>

					<description><![CDATA[(Ulisses publicou um comentário aqui http://passapalavra.info/2014/04/94255#comment-332332 , mas como ele mesmo explicou que o comentário valia para este Flagrante Delito, prossigo o diálogo nesta parte.)

Mas, caro Ulisses, os movimentos históricos quando estão a ocorrer são uma confusão danada, recheados de possibilidades, sem que ninguém possa prever que caminho seguirão. E quando tudo se põe aos tiros a confusão é mais concentrada ainda, porque só pode haver dois lados, ninguém pode ficar a meio, e o que fazer quando no lado em que ficamos há vizinhos pouco ou nada frequentáveis? A história no momento em que se faz, a priori, é muito diferente daquela escrita a posteriori. A história a posteriori considera só um trajecto, aquele que foi percorrido, enquanto a história a priori reunia um número ilimitado de trajectos possíveis. Passa-se o mesmo com o Bella Ciao. E como em toda a arte a forma é o principal conteúdo, aqui também podemos ter uma forma depurada, sóbria, tão nua como estão nuas as mãos de Yves Montand:
https://www.youtube.com/watch?v=k9yZAsYlJtM 
No extremo oposto podemos ouvir a burocratização do hino, cantado pelo coro do exército soviético de maneira tão pesada que mais parece uma celebração litúrgica da Igreja ortodoxa no cúmulo da opulência:
https://www.youtube.com/watch?v=bX3Q8gOghnA 
Mas no reino das formas tudo é mais complexo, porque uma celebração litúrgica pode terminar com o Bella Ciao cantado com a nudez de uma comunidade de iguais, e vale a pena buscar na internet informações sobre o padre Andrea Galo:
https://www.youtube.com/watch?v=ePP9AHrncjQ 
Ou, num plano quase rarefeito, temos o eco do hino dentro de uma mente, o peso do silêncio perante a repressão, e quem quiser saber alguma coisa sobre os confrontos de Michele Santoro com Berlusconi pode também procurar na internet:
https://www.youtube.com/watch?v=2zfA7yyHHv4 
E notem como Santoro deixou em suspenso, sem a pronunciar, a palavra final: Libertà. São ilimitadas as maneiras possíveis de cantar ou entoar o Bella Ciao, como naquela época eram ilimitadas as possibilidades da luta armada contra a República Social e os seus sustentáculos do Terceiro Reich. Também hoje, nesta manhã em que escrevo, vemos tudo como um nevoeiro de possibilidades, tão diferentes das certezas daqueles que daqui a meio século hão-de traçar a história destes nossos dias.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(Ulisses publicou um comentário aqui <a href="http://passapalavra.info/2014/04/94255#comment-332332" rel="ugc">http://passapalavra.info/2014/04/94255#comment-332332</a> , mas como ele mesmo explicou que o comentário valia para este Flagrante Delito, prossigo o diálogo nesta parte.)</p>
<p>Mas, caro Ulisses, os movimentos históricos quando estão a ocorrer são uma confusão danada, recheados de possibilidades, sem que ninguém possa prever que caminho seguirão. E quando tudo se põe aos tiros a confusão é mais concentrada ainda, porque só pode haver dois lados, ninguém pode ficar a meio, e o que fazer quando no lado em que ficamos há vizinhos pouco ou nada frequentáveis? A história no momento em que se faz, a priori, é muito diferente daquela escrita a posteriori. A história a posteriori considera só um trajecto, aquele que foi percorrido, enquanto a história a priori reunia um número ilimitado de trajectos possíveis. Passa-se o mesmo com o Bella Ciao. E como em toda a arte a forma é o principal conteúdo, aqui também podemos ter uma forma depurada, sóbria, tão nua como estão nuas as mãos de Yves Montand:<br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=k9yZAsYlJtM" rel="nofollow ugc">https://www.youtube.com/watch?v=k9yZAsYlJtM</a><br />
No extremo oposto podemos ouvir a burocratização do hino, cantado pelo coro do exército soviético de maneira tão pesada que mais parece uma celebração litúrgica da Igreja ortodoxa no cúmulo da opulência:<br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=bX3Q8gOghnA" rel="nofollow ugc">https://www.youtube.com/watch?v=bX3Q8gOghnA</a><br />
Mas no reino das formas tudo é mais complexo, porque uma celebração litúrgica pode terminar com o Bella Ciao cantado com a nudez de uma comunidade de iguais, e vale a pena buscar na internet informações sobre o padre Andrea Galo:<br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=ePP9AHrncjQ" rel="nofollow ugc">https://www.youtube.com/watch?v=ePP9AHrncjQ</a><br />
Ou, num plano quase rarefeito, temos o eco do hino dentro de uma mente, o peso do silêncio perante a repressão, e quem quiser saber alguma coisa sobre os confrontos de Michele Santoro com Berlusconi pode também procurar na internet:<br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=2zfA7yyHHv4" rel="nofollow ugc">https://www.youtube.com/watch?v=2zfA7yyHHv4</a><br />
E notem como Santoro deixou em suspenso, sem a pronunciar, a palavra final: Libertà. São ilimitadas as maneiras possíveis de cantar ou entoar o Bella Ciao, como naquela época eram ilimitadas as possibilidades da luta armada contra a República Social e os seus sustentáculos do Terceiro Reich. Também hoje, nesta manhã em que escrevo, vemos tudo como um nevoeiro de possibilidades, tão diferentes das certezas daqueles que daqui a meio século hão-de traçar a história destes nossos dias.</p>
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