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	Comentários sobre: O lugar do governo Temer na história do capitalismo brasileiro: reforço do padrão de acumulação baseado na valorização financeira	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		Por: Arabel		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/05/119815/#comment-331994</link>

		<dc:creator><![CDATA[Arabel]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 May 2018 17:31:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&quot;agendas propositivas&quot; e &quot;projetos para um regime mais igualitario e democratico&quot; geralmente correspondem diretamente a conciliação de classe, dado que esse regime democratico em que se opera temnum carater de classe burgues e que as agendas propositivas tem como ponto de partida serem propostas para a gestão da ordem capitalista.
Essa é talvez a cova mais funda dos que se pretendem revolucionarios, querer se propor a gerir a ordem capitalista (geralmente mais &quot;democraticamente&quot;, esquecendo o limitado e estrutural carater de classe dessa democracia). Como percursores de exatamente a mesma proposta de vocês no Brasil, o setor majoritario da CUT traz o exemplo da consequencia dessa politica pela central desde os anos 90, e não parece apresentar nenhum acumulo para o caminho dos revolucionarios.

Sobre a &quot;financeirização&quot; do capitalismo, um dos fundamentos do calculo da taxa de juro (ou seja, do próprio dinheiro ser vendido como uma mercadoria, não simplesmente como dinheiro-valor de troca mas como dinheiro-capital), e consequentemente do calculo do valor de ações, tem como ponto de partida a taxa de lucro geral do capital. A não ser que os autores acreditem que a taxa de juro e as ações tenham passado a ser calculadas de outra forma (não capitalista talvez?) e apresentem ela e sua correspondencia geral com a realidade, toda grande utilização desse conceito parece ser vazia

De resto, a divisão entre &quot;frações&quot; financeiras, industriais, agrarias etc é um modelo que funciona de forma perfeita na cabeça mas não na realidade e esse nivel de abstração é necessario ao tratar dessa &quot;divisão&quot; , tratando de grupos separados, justamente pela falta de correspondencia com os grupos capitalistas reais atuando no brasil e seus multiplos investimentos em setores diferentes...
Quando associa toda questão dos gastos publicos apenas ao &quot;capital financeiro&quot;, ignora completamente os próprios posicionamentos da confederação nacional da industria sobre a necessidade de se conter esses gastos, sempre observando os investimentos diretos na produção realizados pelo BNDS e outras formas de associação entre a produção e os gastos do Estado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;agendas propositivas&#8221; e &#8220;projetos para um regime mais igualitario e democratico&#8221; geralmente correspondem diretamente a conciliação de classe, dado que esse regime democratico em que se opera temnum carater de classe burgues e que as agendas propositivas tem como ponto de partida serem propostas para a gestão da ordem capitalista.<br />
Essa é talvez a cova mais funda dos que se pretendem revolucionarios, querer se propor a gerir a ordem capitalista (geralmente mais &#8220;democraticamente&#8221;, esquecendo o limitado e estrutural carater de classe dessa democracia). Como percursores de exatamente a mesma proposta de vocês no Brasil, o setor majoritario da CUT traz o exemplo da consequencia dessa politica pela central desde os anos 90, e não parece apresentar nenhum acumulo para o caminho dos revolucionarios.</p>
<p>Sobre a &#8220;financeirização&#8221; do capitalismo, um dos fundamentos do calculo da taxa de juro (ou seja, do próprio dinheiro ser vendido como uma mercadoria, não simplesmente como dinheiro-valor de troca mas como dinheiro-capital), e consequentemente do calculo do valor de ações, tem como ponto de partida a taxa de lucro geral do capital. A não ser que os autores acreditem que a taxa de juro e as ações tenham passado a ser calculadas de outra forma (não capitalista talvez?) e apresentem ela e sua correspondencia geral com a realidade, toda grande utilização desse conceito parece ser vazia</p>
<p>De resto, a divisão entre &#8220;frações&#8221; financeiras, industriais, agrarias etc é um modelo que funciona de forma perfeita na cabeça mas não na realidade e esse nivel de abstração é necessario ao tratar dessa &#8220;divisão&#8221; , tratando de grupos separados, justamente pela falta de correspondencia com os grupos capitalistas reais atuando no brasil e seus multiplos investimentos em setores diferentes&#8230;<br />
Quando associa toda questão dos gastos publicos apenas ao &#8220;capital financeiro&#8221;, ignora completamente os próprios posicionamentos da confederação nacional da industria sobre a necessidade de se conter esses gastos, sempre observando os investimentos diretos na produção realizados pelo BNDS e outras formas de associação entre a produção e os gastos do Estado.</p>
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