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	Comentários sobre: O Processo: uma análise crítica do filme	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Bruno Bispo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/05/119877/#comment-334784</link>

		<dc:creator><![CDATA[Bruno Bispo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jul 2018 22:01:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Neto, de fato esse é um elemento interessante da narrativa de Kafka: a relativa submissão à burocracia... e, de fato, poderia ser associado com as devidas mediações à trajetória petista. Bom saque/feeling. Primeiro, nenhum comentário de uma obra a esgota (muito menos as grandes obras, como é o caso da produção de Kafka); segundo, não pretendi fazer um grande paralelo entre a trajetória de K. e o PT, inclusive porque têm naturezas distintas diegética e extra-diegeticamente (e foi o que quis demonstrar). Minha preocupação maior foi apontar para a pretensão do filme apontar para determinados elementos de construção fílmica de uma vitimização do PT.

Apesar de concordar que a burocratização interna do PT é um grande problema para a classe trabalhadora, minha análise foi mais de como o filme mostra o PT (fazendo contraposições) do que fazer uma análise histórica do partido. 

A referência ao Processo pode ser interessante. Mas, nesse caso, não apenas por causa de uma máquina burocrática, mas porque depois do primeiro assédio, é o próprio K. que procura a Justiça. Sequer foi chamado e se apresenta ao poder, passa um dia inteiro dentro da instituição quando ninguém o esperava. Esse segundo elemento da narrativa me parece muito mais relevante em relação à história do PT e ao impechament e prisão.

Obrigado pela leitura, e boa sorte com suas reflexões comparativas entre O processo de Kafka e a trajetória petista, acho que daria uma boa análise...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Neto, de fato esse é um elemento interessante da narrativa de Kafka: a relativa submissão à burocracia&#8230; e, de fato, poderia ser associado com as devidas mediações à trajetória petista. Bom saque/feeling. Primeiro, nenhum comentário de uma obra a esgota (muito menos as grandes obras, como é o caso da produção de Kafka); segundo, não pretendi fazer um grande paralelo entre a trajetória de K. e o PT, inclusive porque têm naturezas distintas diegética e extra-diegeticamente (e foi o que quis demonstrar). Minha preocupação maior foi apontar para a pretensão do filme apontar para determinados elementos de construção fílmica de uma vitimização do PT.</p>
<p>Apesar de concordar que a burocratização interna do PT é um grande problema para a classe trabalhadora, minha análise foi mais de como o filme mostra o PT (fazendo contraposições) do que fazer uma análise histórica do partido. </p>
<p>A referência ao Processo pode ser interessante. Mas, nesse caso, não apenas por causa de uma máquina burocrática, mas porque depois do primeiro assédio, é o próprio K. que procura a Justiça. Sequer foi chamado e se apresenta ao poder, passa um dia inteiro dentro da instituição quando ninguém o esperava. Esse segundo elemento da narrativa me parece muito mais relevante em relação à história do PT e ao impechament e prisão.</p>
<p>Obrigado pela leitura, e boa sorte com suas reflexões comparativas entre O processo de Kafka e a trajetória petista, acho que daria uma boa análise&#8230;</p>
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		Por: Bruno Bispo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/05/119877/#comment-334783</link>

		<dc:creator><![CDATA[Bruno Bispo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jul 2018 21:52:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&quot;Bruno, 

1) é uma falsa questão dizer que o proletariado é incapaz de algo para além do PT em termos revolucionários? 

Se vc criou a questão, ela existe, não é falsa... rs. Mas, apontar o que o proletariado é capaz ou não não é função do intelectual, mas da construção prática do próprio proletariado, que é capaz (em termos de potencial) de mudar o país ou o mundo. A leitura que tenho hoje é que ao invés de pensarmos em termos de PT ou não-PT, devemos trabalhar nos locais onde estamos para produzir lutas e reflexões locais, estamos em momento de reorganização, uma retomada dos rumos passa por ação refletida, e não temos tido nem ação, nem uma reflexão propriamente dita (mesmo as discussões que há nos ônibus para o trabalho estão tão distantes de uma ação que levam em consideração elementos não efetivos de mudança). Em poucas palavras: a ação de resistência às coisas que atrapalham nossas vidas nos permitirão ter maior clareza nas reflexões que temos tido... Só ao nos movimentar poderemos saber do que somos capazes ou não...

2) O PT nos coloca como espectadores e a culpa é nossa, porque somos passivos, covardes? Merecemos o PT? 

Tem duas palavras nessa pergunta que não me agradam: culpa e merecimento. Ambas tem origem em uma tradição cristã, a segunda ganha protagonismo com o pensamento liberal burguês e se torna o mote do indivíduo bem sucedido no capitalismo. A história não é feita de culpa, mas de disputa política (luta de classes, misoginia, heteronormatividade, racismo...), e estamos perdendo. Não &quot;merecemos&quot; o PT, mas entendo que ele faz parte de uma construção histórica da classe trabalhadora que agiu, e construiu erros e acertos em sua história de ação política. As instituições construídas nas lutas por democracia tiveram seus papeis históricos (o que inclui equívocos e acertos). Não &quot;merecemos&quot;, é o que construímos (em uma perspectiva bem ampla de construção histórica da classe trabalhadora, sem adentrar em toda a complexidade dos posicionamentos e movimentações dissonantes que culminaram na hegemonia petista na esquerda). Mais, não é necessariamente o PT que nos coloca na passividade, esse é um fenômeno relativamente comum às democracias burguesas, (onde o ideal liberal é que as pessoas votem, no máximo vão às ruas vez por outra, mas... governantes governam) o equívoco é que ele não tem feito nenhum movimento para que as pessoas saiam dessa passividade. E é da passividade que devemos sair: nós, nos fazendo sujeitos de nós mesmos (individual e coletivamente).

3) porque somos passivos, covardes?
Não acredito sermos passivos, muito menos covardes. Diferentemente do inglês, onde os sentidos de ser e estar compartilham a mesma palavra, em português ser é algo que indica permanência, e a ideia de que &quot;somos&quot; passivos tem uma força ideológica paralisante: Das resistências indígenas aos quilombos, dos inícios de revoluções (que alguns historiadores teimam em chamar de revoltas) à luta pela democracia, por todo o histórico de luta do nosso povo, que já tomou navios de guerra da marinha e apontou os canhões para a cidade do rio de Janeiro, que construiu proto-socialismo de cunho religioso no sertão, a despeito das oligarquias... eu diria que não somos passivos. Geração após geração, construímos o nosso estar no mundo, e cabe à nossa forjar a memória de si para os que virão, não creio nem espero que seja resumível em passividade, há uma potência enorme de revolta, o ar está tenso como se algo estivesse por acontecer, sinto cheiros de vapores combustíveis (gasolina?), o que falta é uma fagulha. No entanto, precisamos estar prontos para sabermos qual lenha colocar para que o incêndio não se apague afinal. Para isso, é preciso coragem (não a vejo ausente, mas adormecida em nós), é preciso ação refletida... reflexão em ação. É preciso acreditar que é possível.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Bruno, </p>
<p>1) é uma falsa questão dizer que o proletariado é incapaz de algo para além do PT em termos revolucionários? </p>
<p>Se vc criou a questão, ela existe, não é falsa&#8230; rs. Mas, apontar o que o proletariado é capaz ou não não é função do intelectual, mas da construção prática do próprio proletariado, que é capaz (em termos de potencial) de mudar o país ou o mundo. A leitura que tenho hoje é que ao invés de pensarmos em termos de PT ou não-PT, devemos trabalhar nos locais onde estamos para produzir lutas e reflexões locais, estamos em momento de reorganização, uma retomada dos rumos passa por ação refletida, e não temos tido nem ação, nem uma reflexão propriamente dita (mesmo as discussões que há nos ônibus para o trabalho estão tão distantes de uma ação que levam em consideração elementos não efetivos de mudança). Em poucas palavras: a ação de resistência às coisas que atrapalham nossas vidas nos permitirão ter maior clareza nas reflexões que temos tido&#8230; Só ao nos movimentar poderemos saber do que somos capazes ou não&#8230;</p>
<p>2) O PT nos coloca como espectadores e a culpa é nossa, porque somos passivos, covardes? Merecemos o PT? </p>
<p>Tem duas palavras nessa pergunta que não me agradam: culpa e merecimento. Ambas tem origem em uma tradição cristã, a segunda ganha protagonismo com o pensamento liberal burguês e se torna o mote do indivíduo bem sucedido no capitalismo. A história não é feita de culpa, mas de disputa política (luta de classes, misoginia, heteronormatividade, racismo&#8230;), e estamos perdendo. Não &#8220;merecemos&#8221; o PT, mas entendo que ele faz parte de uma construção histórica da classe trabalhadora que agiu, e construiu erros e acertos em sua história de ação política. As instituições construídas nas lutas por democracia tiveram seus papeis históricos (o que inclui equívocos e acertos). Não &#8220;merecemos&#8221;, é o que construímos (em uma perspectiva bem ampla de construção histórica da classe trabalhadora, sem adentrar em toda a complexidade dos posicionamentos e movimentações dissonantes que culminaram na hegemonia petista na esquerda). Mais, não é necessariamente o PT que nos coloca na passividade, esse é um fenômeno relativamente comum às democracias burguesas, (onde o ideal liberal é que as pessoas votem, no máximo vão às ruas vez por outra, mas&#8230; governantes governam) o equívoco é que ele não tem feito nenhum movimento para que as pessoas saiam dessa passividade. E é da passividade que devemos sair: nós, nos fazendo sujeitos de nós mesmos (individual e coletivamente).</p>
<p>3) porque somos passivos, covardes?<br />
Não acredito sermos passivos, muito menos covardes. Diferentemente do inglês, onde os sentidos de ser e estar compartilham a mesma palavra, em português ser é algo que indica permanência, e a ideia de que &#8220;somos&#8221; passivos tem uma força ideológica paralisante: Das resistências indígenas aos quilombos, dos inícios de revoluções (que alguns historiadores teimam em chamar de revoltas) à luta pela democracia, por todo o histórico de luta do nosso povo, que já tomou navios de guerra da marinha e apontou os canhões para a cidade do rio de Janeiro, que construiu proto-socialismo de cunho religioso no sertão, a despeito das oligarquias&#8230; eu diria que não somos passivos. Geração após geração, construímos o nosso estar no mundo, e cabe à nossa forjar a memória de si para os que virão, não creio nem espero que seja resumível em passividade, há uma potência enorme de revolta, o ar está tenso como se algo estivesse por acontecer, sinto cheiros de vapores combustíveis (gasolina?), o que falta é uma fagulha. No entanto, precisamos estar prontos para sabermos qual lenha colocar para que o incêndio não se apague afinal. Para isso, é preciso coragem (não a vejo ausente, mas adormecida em nós), é preciso ação refletida&#8230; reflexão em ação. É preciso acreditar que é possível.</p>
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		Por: Neto		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Neto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 Jun 2018 11:27:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A referência ao Processo pode ser interessante. Mas, nesse caso, não apenas por causa de uma máquina burocrática, mas porque depois do primeiro assédio, é o próprio K. que procura a Justiça. Sequer foi chamado e se apresenta ao poder, passa um dia inteiro dentro da instituição quando ninguém o esperava. Esse segundo elemento da narrativa me parece muito mais relevante em relação à história do PT e ao impechament e prisão.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A referência ao Processo pode ser interessante. Mas, nesse caso, não apenas por causa de uma máquina burocrática, mas porque depois do primeiro assédio, é o próprio K. que procura a Justiça. Sequer foi chamado e se apresenta ao poder, passa um dia inteiro dentro da instituição quando ninguém o esperava. Esse segundo elemento da narrativa me parece muito mais relevante em relação à história do PT e ao impechament e prisão.</p>
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		<title>
		Por: Marcos		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/05/119877/#comment-332555</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marcos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 May 2018 03:02:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Bruno, é uma falsa questão dizer que o proletariado é incapaz de algo para além do PT em termos revolucionários? O PT nos coloca como espectadores e a culpa é nossa, porque somos passivos, covardes? Merecemos o PT? Desculpe não conseguir formular melhor. Parabéns pela análise. Abraço.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bruno, é uma falsa questão dizer que o proletariado é incapaz de algo para além do PT em termos revolucionários? O PT nos coloca como espectadores e a culpa é nossa, porque somos passivos, covardes? Merecemos o PT? Desculpe não conseguir formular melhor. Parabéns pela análise. Abraço.</p>
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