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	Comentários sobre: A greve dos caminhoneiros e a constante pasmaceira da extrema esquerda	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Irado		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/05/119926/#comment-332667</link>

		<dc:creator><![CDATA[Irado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 May 2018 15:16:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Meu comentário anterior foi sem esta parte, sem a qual fica sem sentido. Segue abaixo o artigo que citei acima...

http://www.ihu.unisinos.br/579431-a-raiz-da-greve-dos-caminhoneiros-e-a-regulacao-do-trabalho

Artigo que enfatiza a tese da hegemonia empresarial na pauta dos caminhoneiros. Questão principal colocada: por que a luta é pela redução do preço do diesel (lógica empresarial de redução de custos de produção, aproxima os caminhoneiros dos patrões) e não pelo aumento dos pagamentos por frete (assalariamento disfarçado, luta direta contra as empresas)?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meu comentário anterior foi sem esta parte, sem a qual fica sem sentido. Segue abaixo o artigo que citei acima&#8230;</p>
<p><a href="http://www.ihu.unisinos.br/579431-a-raiz-da-greve-dos-caminhoneiros-e-a-regulacao-do-trabalho" rel="nofollow ugc">http://www.ihu.unisinos.br/579431-a-raiz-da-greve-dos-caminhoneiros-e-a-regulacao-do-trabalho</a></p>
<p>Artigo que enfatiza a tese da hegemonia empresarial na pauta dos caminhoneiros. Questão principal colocada: por que a luta é pela redução do preço do diesel (lógica empresarial de redução de custos de produção, aproxima os caminhoneiros dos patrões) e não pelo aumento dos pagamentos por frete (assalariamento disfarçado, luta direta contra as empresas)?</p>
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		<title>
		Por: laira		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/05/119926/#comment-332665</link>

		<dc:creator><![CDATA[laira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 May 2018 14:29:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Reflexão mais do que oportuna, Gabriel! As similaridades com junho de 2013 são gritantes e é mais do que necessário atribuir a essa mobilização dos caminhoneiros a palavra &quot;autonomia&quot;, como é feito aqui. Compartilho de seu pesar pela inércia e falta de ação da &quot;extrema esquerda&quot; no contexto atual e sinto que se trata de um reflexo obvio de como ela se encontra esvaziada de análises de conjuntura profundas, comprometidas com o processo de degradação do trabalho sob a luz das políticas econômicas assumidas pelo governo. Sofremos um novo ataque neoliberal, não que ele tenha cessado, mas que agora possui maior ímpeto e menos pudor. Outra motivação para tamanha inércia é a cegueira maniqueísta que acredita que não é possível ocupar as ruas ao mesmo tempo em que outros grupos a ocupam pedindo intervenção militar, há um &quot;medo&quot; de se engrossar o coro da direita, o que só prova o entendimento superficial que temos da rua e do debate politico, como se não fosse capaz de ocupar e debater, apenas ocupar para concordância. Por fim, percebo que parte da extrema esquerda continua no velho romance com a urna, como se nossa democracia não fosse parte do problema, como se ela estivesse funcionando, fosse a solução e a única esperança. Nesse cenário, não faltam motivos e vãs teorias da conspiração que não colocam a esquerda nem na miopia (por não ver o que esta distante), nem na hipermetropia (por não conseguir observar o que há de imediato), mas sim na plena e completa cegueira, daquele pior tipo de cego: aquele que se recusa a ver.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Reflexão mais do que oportuna, Gabriel! As similaridades com junho de 2013 são gritantes e é mais do que necessário atribuir a essa mobilização dos caminhoneiros a palavra &#8220;autonomia&#8221;, como é feito aqui. Compartilho de seu pesar pela inércia e falta de ação da &#8220;extrema esquerda&#8221; no contexto atual e sinto que se trata de um reflexo obvio de como ela se encontra esvaziada de análises de conjuntura profundas, comprometidas com o processo de degradação do trabalho sob a luz das políticas econômicas assumidas pelo governo. Sofremos um novo ataque neoliberal, não que ele tenha cessado, mas que agora possui maior ímpeto e menos pudor. Outra motivação para tamanha inércia é a cegueira maniqueísta que acredita que não é possível ocupar as ruas ao mesmo tempo em que outros grupos a ocupam pedindo intervenção militar, há um &#8220;medo&#8221; de se engrossar o coro da direita, o que só prova o entendimento superficial que temos da rua e do debate politico, como se não fosse capaz de ocupar e debater, apenas ocupar para concordância. Por fim, percebo que parte da extrema esquerda continua no velho romance com a urna, como se nossa democracia não fosse parte do problema, como se ela estivesse funcionando, fosse a solução e a única esperança. Nesse cenário, não faltam motivos e vãs teorias da conspiração que não colocam a esquerda nem na miopia (por não ver o que esta distante), nem na hipermetropia (por não conseguir observar o que há de imediato), mas sim na plena e completa cegueira, daquele pior tipo de cego: aquele que se recusa a ver.</p>
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		<title>
		Por: irado		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/05/119926/#comment-332664</link>

		<dc:creator><![CDATA[irado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 May 2018 14:05:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Os autores identificam um elemento interessante a ser trabalhado politicamente, no sentido de apontar um caminho de conflito imediato de interesses entre empresas e caminhoneiros pejotizados. Isso deveria ser explorado. Pois, a questão do combustível coloca a queda de braço apenas contra o Estado. No entanto, os mesmos concluem de forma conservadora, pregando a total alienação da categoria como sendo incapaz de produzir uma subjetividade própria sobre sua condição, estando a mercê da manipulação patronal. Aqui aparece o ranço da esquerda tradicional em grau máximo. Está óbvio que setores dessa &quot;esquerda&quot;, em seu velho desejo de ocupar a máquina do Estado, principalmente às vésperas das eleições, não estão vendo com bom olhos o ataque à política de preços de sua &quot;estatal&quot; predileta: a Petrobras. Ao verem os caminhoneiros pararem contra uma política econômica de Estado sobre os combustíveis, que incide diretamente sobre a lucratividade da Petrobras e, imaginando-se ocupando a cadeira do executivo, bradam logo contra a manipulação &quot;neoliberal&quot; da categoria pelas empresas do setor. Mas, os petroleiros também estão parando, vamos ver o que essa &quot;esquerda&quot; tem a dizer sobre isso agora...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os autores identificam um elemento interessante a ser trabalhado politicamente, no sentido de apontar um caminho de conflito imediato de interesses entre empresas e caminhoneiros pejotizados. Isso deveria ser explorado. Pois, a questão do combustível coloca a queda de braço apenas contra o Estado. No entanto, os mesmos concluem de forma conservadora, pregando a total alienação da categoria como sendo incapaz de produzir uma subjetividade própria sobre sua condição, estando a mercê da manipulação patronal. Aqui aparece o ranço da esquerda tradicional em grau máximo. Está óbvio que setores dessa &#8220;esquerda&#8221;, em seu velho desejo de ocupar a máquina do Estado, principalmente às vésperas das eleições, não estão vendo com bom olhos o ataque à política de preços de sua &#8220;estatal&#8221; predileta: a Petrobras. Ao verem os caminhoneiros pararem contra uma política econômica de Estado sobre os combustíveis, que incide diretamente sobre a lucratividade da Petrobras e, imaginando-se ocupando a cadeira do executivo, bradam logo contra a manipulação &#8220;neoliberal&#8221; da categoria pelas empresas do setor. Mas, os petroleiros também estão parando, vamos ver o que essa &#8220;esquerda&#8221; tem a dizer sobre isso agora&#8230;</p>
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		<title>
		Por: irado		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/05/119926/#comment-332629</link>

		<dc:creator><![CDATA[irado]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 May 2018 17:56:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ótima reflexão Gabriel, além de muito oportuna neste momento. Gostaria apenas de fazer uma observação, que não altera em nada a sua análise política desse movimento, com a qual concordo plenamente, mas que pode ser relevante em outros contextos. Não se trata de uma luta no consumo simplesmente, desde Marx já se sabe que a distribuição é um momento da circulação na produção e para a produção. A pejotização, terceirização etc. alteraram o caráter jurídico dessas relações, com uma consequente ampliação da precarização das condições de trabalho e de vida dos caminhoneiros. Mas, seu papel dentro do capitalismo é o mesmo. Estamos falando de um amplo setor do proletariado &quot;clássico&quot;, que já trabalhava desta forma bem antes da uberização. Sim, há consumo, mas consumo produtivo, ou seja, imediatamente relacionado à reprodução de sua atividade produtiva imediata, assim como da produção em geral. Lógico que a alta dos combustíveis afeta a vida social como um todo, mas no que diz respeito à categoria dos caminhoneiros e de sua greve, é disso que estamos falando. No entanto, como você observa atentamente, o movimento já está se expandindo para outras categorias mais recentes do processo de precarização. No mais, espero que a tua reflexão seja o princípio de muitas nesse caminho, e que despertem a ação no fraturado campo da &quot;extrema-esquerda&quot;. Saudações!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ótima reflexão Gabriel, além de muito oportuna neste momento. Gostaria apenas de fazer uma observação, que não altera em nada a sua análise política desse movimento, com a qual concordo plenamente, mas que pode ser relevante em outros contextos. Não se trata de uma luta no consumo simplesmente, desde Marx já se sabe que a distribuição é um momento da circulação na produção e para a produção. A pejotização, terceirização etc. alteraram o caráter jurídico dessas relações, com uma consequente ampliação da precarização das condições de trabalho e de vida dos caminhoneiros. Mas, seu papel dentro do capitalismo é o mesmo. Estamos falando de um amplo setor do proletariado &#8220;clássico&#8221;, que já trabalhava desta forma bem antes da uberização. Sim, há consumo, mas consumo produtivo, ou seja, imediatamente relacionado à reprodução de sua atividade produtiva imediata, assim como da produção em geral. Lógico que a alta dos combustíveis afeta a vida social como um todo, mas no que diz respeito à categoria dos caminhoneiros e de sua greve, é disso que estamos falando. No entanto, como você observa atentamente, o movimento já está se expandindo para outras categorias mais recentes do processo de precarização. No mais, espero que a tua reflexão seja o princípio de muitas nesse caminho, e que despertem a ação no fraturado campo da &#8220;extrema-esquerda&#8221;. Saudações!</p>
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		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/05/119926/#comment-332624</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 May 2018 14:57:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Boa reflexão.

A questão do custo dos transportes, como bem apontado, tem sido estopim de importantes mobilizações. Essas categorias fora da CLT, no setor de serviços, tem sido protagonistas. Junte-se as duas coisas e de certa forma isso tudo deveria ser previsível para organizações de esquerda: nova configuração produtiva pós-fordista, just-in-time. A descentralização da produção e dos locais de produção levam à centralidade da circulação e comunicação no processo de produção/realização do valor econômico. Por sua vez o crescimento do setor de serviços em relação ao setor primário e secundário.

Grosso modo a esquerda tem baixa influência nesse &quot;precariado&quot; dos serviços, e numa época de hegemonia ideológica da direita, a tendência é que adotem ideologias de direita ou no mínimo com alto grau de ambiguidade. Mas não vejo como a esquerda pode influenciar efetivamente o curso dos acontecimentos se já não estava anteriormente próxima a esses segmentos. No caso, uma categoria organizada e industrial como os petroleiros tentarão por sua ação e solidariedade dar um viés claro de esquerda ao movimento. Porém, por vias sindicais não terão o necessário dinamismo nem ousadia que tornam essas greves como a dos caminhoneiros tão impactantes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Boa reflexão.</p>
<p>A questão do custo dos transportes, como bem apontado, tem sido estopim de importantes mobilizações. Essas categorias fora da CLT, no setor de serviços, tem sido protagonistas. Junte-se as duas coisas e de certa forma isso tudo deveria ser previsível para organizações de esquerda: nova configuração produtiva pós-fordista, just-in-time. A descentralização da produção e dos locais de produção levam à centralidade da circulação e comunicação no processo de produção/realização do valor econômico. Por sua vez o crescimento do setor de serviços em relação ao setor primário e secundário.</p>
<p>Grosso modo a esquerda tem baixa influência nesse &#8220;precariado&#8221; dos serviços, e numa época de hegemonia ideológica da direita, a tendência é que adotem ideologias de direita ou no mínimo com alto grau de ambiguidade. Mas não vejo como a esquerda pode influenciar efetivamente o curso dos acontecimentos se já não estava anteriormente próxima a esses segmentos. No caso, uma categoria organizada e industrial como os petroleiros tentarão por sua ação e solidariedade dar um viés claro de esquerda ao movimento. Porém, por vias sindicais não terão o necessário dinamismo nem ousadia que tornam essas greves como a dos caminhoneiros tão impactantes.</p>
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