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	Comentários sobre: A greve dos caminhoneiros no emaranhado dos conflitos sociais	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Bebeto		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/05/119975/#comment-867726</link>

		<dc:creator><![CDATA[Bebeto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Oct 2022 23:14:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em 21/05/2019 at 12:32, Beto lembrava que &quot;Passado um ano da “Greve dos Caminhoneiros” (… “Greve”…? … E dos Caminhoneiros…?), vão se evidenciando quais as reais dimensões do referido movimento&quot;... Passados mais três anos de silêncio dos passapalavrianos, eis que os holofotes começam a se voltar novamente sobre os caminhoneiros... Como diria João Bernado, &quot;Em matéria de ideologia o silêncio é uma parte do discurso — para a visão crítica é mesmo a componente fundamental — por isso quanto mais exactamente se definir o lugar do silêncio, tanto mais gritante ele será e mais o abafarão numa pletora de palavras&quot; (Labirintos do Fasciscmo). Então, pergunto, qual o lugar deste silêncio passapalvriano?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 21/05/2019 at 12:32, Beto lembrava que &#8220;Passado um ano da “Greve dos Caminhoneiros” (… “Greve”…? … E dos Caminhoneiros…?), vão se evidenciando quais as reais dimensões do referido movimento&#8221;&#8230; Passados mais três anos de silêncio dos passapalavrianos, eis que os holofotes começam a se voltar novamente sobre os caminhoneiros&#8230; Como diria João Bernado, &#8220;Em matéria de ideologia o silêncio é uma parte do discurso — para a visão crítica é mesmo a componente fundamental — por isso quanto mais exactamente se definir o lugar do silêncio, tanto mais gritante ele será e mais o abafarão numa pletora de palavras&#8221; (Labirintos do Fasciscmo). Então, pergunto, qual o lugar deste silêncio passapalvriano?</p>
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		<title>
		Por: Um motorista		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/05/119975/#comment-485896</link>

		<dc:creator><![CDATA[Um motorista]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Nov 2019 11:22:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Recentemente trabalhei como motorista de aplicativos, principalmente para Uber. Nossa principal forma de comunicação entre nós é pelas redes sociais, a mais usada é o whatsapp. Nos grupos (e cada motorista normalmente está em vários) recebemos informações do trânsito, das blitz policiais, de bons lugares para alimentação/descanso e de manutenção do carro, além das piadas de sempre. No entanto, pelo menos aqui na cidade, é quando nos encontramos mesmo que conseguimos debater alguma coisa e conversar de verdade, seja nos lanches da madrugada ou nos churrascos com a família. O whatsapp fica mais como um monte de avisos e comentários dispersos. Não sei se esse tipo de encontro é replicável em cidades maiores ou em escalas estaduais, nacionais e quem sabe internacionais. Já nosso contato com o patrão aplicativo se dá pelo mesmo, só quando tem algum problema mais sério que precisamos buscar os pontos de atendimento físico.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recentemente trabalhei como motorista de aplicativos, principalmente para Uber. Nossa principal forma de comunicação entre nós é pelas redes sociais, a mais usada é o whatsapp. Nos grupos (e cada motorista normalmente está em vários) recebemos informações do trânsito, das blitz policiais, de bons lugares para alimentação/descanso e de manutenção do carro, além das piadas de sempre. No entanto, pelo menos aqui na cidade, é quando nos encontramos mesmo que conseguimos debater alguma coisa e conversar de verdade, seja nos lanches da madrugada ou nos churrascos com a família. O whatsapp fica mais como um monte de avisos e comentários dispersos. Não sei se esse tipo de encontro é replicável em cidades maiores ou em escalas estaduais, nacionais e quem sabe internacionais. Já nosso contato com o patrão aplicativo se dá pelo mesmo, só quando tem algum problema mais sério que precisamos buscar os pontos de atendimento físico.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/05/119975/#comment-485488</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Nov 2019 08:39:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Oculto e Diabolic,

No Victoria and Albert, em Londres, um enorme museu dedicado a artes aplicadas e ao &lt;em&gt;design&lt;/em&gt;, existem duas ou três salas só com fechaduras. É uma enorme colecção, desde as fechaduras mais primitivas, datando do neolítico, até às mais complexas fechaduras digitais da actualidade. É que o cérebro humano capaz de inventar fechaduras é o mesmo cérebro humano capaz de descobrir o meio de as violar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Oculto e Diabolic,</p>
<p>No Victoria and Albert, em Londres, um enorme museu dedicado a artes aplicadas e ao <em>design</em>, existem duas ou três salas só com fechaduras. É uma enorme colecção, desde as fechaduras mais primitivas, datando do neolítico, até às mais complexas fechaduras digitais da actualidade. É que o cérebro humano capaz de inventar fechaduras é o mesmo cérebro humano capaz de descobrir o meio de as violar.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Diabolic		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/05/119975/#comment-485293</link>

		<dc:creator><![CDATA[Diabolic]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Nov 2019 22:21:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[João Bernardo, respeito e considero imensamente toda sua obra, mas creio que se superestima o potencial das novas tecnologias em favor da organização e das lutas dos trabalhadores, não só porque todos os hardwares e softwares verdadeiramente importantes e centrais são monopólios das grandes transnacionais, como mencionou Oculto em seu comentário, mas porque o trânsito e a circulação de informações, além das próprias fontes de energia necessárias ao funcionamento de toda esta cadeia tecnológica, serem também monopólio das grandes transnacionais. 

Do meu ponto de vista, se há algum enfrentamento a estas realidades, inclusive do ponto de vista da organização e luta da classe trabalhadora,  a partir de todas estas tecnologias, elas ocorrem de maneira estrategicamente controlada e contida,  sendo inclusive necessárias para justificar muitas das políticas e práticas opressivas sobre a sociedade em geral, afinal, qual seria a necessidade de Deus se não houvesse o Diabo?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João Bernardo, respeito e considero imensamente toda sua obra, mas creio que se superestima o potencial das novas tecnologias em favor da organização e das lutas dos trabalhadores, não só porque todos os hardwares e softwares verdadeiramente importantes e centrais são monopólios das grandes transnacionais, como mencionou Oculto em seu comentário, mas porque o trânsito e a circulação de informações, além das próprias fontes de energia necessárias ao funcionamento de toda esta cadeia tecnológica, serem também monopólio das grandes transnacionais. </p>
<p>Do meu ponto de vista, se há algum enfrentamento a estas realidades, inclusive do ponto de vista da organização e luta da classe trabalhadora,  a partir de todas estas tecnologias, elas ocorrem de maneira estrategicamente controlada e contida,  sendo inclusive necessárias para justificar muitas das políticas e práticas opressivas sobre a sociedade em geral, afinal, qual seria a necessidade de Deus se não houvesse o Diabo?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Oculto		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/05/119975/#comment-485178</link>

		<dc:creator><![CDATA[Oculto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Nov 2019 16:53:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[João, o celular é um aparelho de espionagem. E apesar de mentirem à população dizendo que é garantida a privacidade, as grandes empresas e os Estados conseguem acessar os celulares de qualquer pessoa. As policias possuem programas caros que conseguem entrar em qualquer celular. E grandes empresas também possuem. 

As pessoas se protegem do vizinho, do pequeno comerciante. Das policias e das empresas, é impossivel. Eles possuem e usam meios que não divulgam.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João, o celular é um aparelho de espionagem. E apesar de mentirem à população dizendo que é garantida a privacidade, as grandes empresas e os Estados conseguem acessar os celulares de qualquer pessoa. As policias possuem programas caros que conseguem entrar em qualquer celular. E grandes empresas também possuem. </p>
<p>As pessoas se protegem do vizinho, do pequeno comerciante. Das policias e das empresas, é impossivel. Eles possuem e usam meios que não divulgam.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Max Veganibalista		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/05/119975/#comment-485133</link>

		<dc:creator><![CDATA[Max Veganibalista]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Nov 2019 14:16:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Canibalismo &quot;no sense&quot; ou &quot;a revolta no interior da coesão&quot;?

Se no &quot;Brasil de Getúlio Vargas e com a Argentina de Perón, recorreram ao fascismo para criar um sistema de economia organizada, que lhes permitisse proceder a um arranque industrial sustentável&quot; (João Bernardo Labirintos do Fascismo, p. 228, 3ª edição), ao menos em parte não poderíamos deslocar do espaço das nações para a &quot;soberania&quot; das corporações transnacionais, onde a revolta no interior da coesão se manifestaria em razão da &quot;posição marginal ou subordinada na economia mundial&quot;(Op.cit) de certos grupos transnacionais, entendendo marginalidade e subordinação em relação ao desenvolvimento e exploração desigual das forças produtivas, sendo os conflitos nacionais efeito e não causa destas revoltas? A própria greve dos caminhoneiros não seria o reflexo destas desigualdades?

Max Veganibalista]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Canibalismo &#8220;no sense&#8221; ou &#8220;a revolta no interior da coesão&#8221;?</p>
<p>Se no &#8220;Brasil de Getúlio Vargas e com a Argentina de Perón, recorreram ao fascismo para criar um sistema de economia organizada, que lhes permitisse proceder a um arranque industrial sustentável&#8221; (João Bernardo Labirintos do Fascismo, p. 228, 3ª edição), ao menos em parte não poderíamos deslocar do espaço das nações para a &#8220;soberania&#8221; das corporações transnacionais, onde a revolta no interior da coesão se manifestaria em razão da &#8220;posição marginal ou subordinada na economia mundial&#8221;(Op.cit) de certos grupos transnacionais, entendendo marginalidade e subordinação em relação ao desenvolvimento e exploração desigual das forças produtivas, sendo os conflitos nacionais efeito e não causa destas revoltas? A própria greve dos caminhoneiros não seria o reflexo destas desigualdades?</p>
<p>Max Veganibalista</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/05/119975/#comment-485061</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Nov 2019 10:07:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Legume,
Não devemos exagerar, porque em grande medida as relações sociais de trabalho continuam a decorrer em espaços físicos bem delimitados. Mas também é certo que a tendência à uberização do trabalho se difunde e, como é este o aspecto inovador, é nele que as atenções devem convergir.
A electrónica permite aos capitalistas beneficiarem de economias de escala crescentes mantendo os trabalhadores dispersos, sem correrem o risco de os concentrar. A internet é uma condição geral de produção, e é neste espaço virtual que os trabalhadores têm de aprender a estabelecer relações de luta. Os inconvenientes da dispersão física têm de ser supridos pela concentração virtual.
Ora, o grande problema é que os computadores, incluindo os celulares, ao mesmo tempo que são um instrumento de trabalho são igualmente um instrumento de fiscalização e vigilância. É a primeira vez que isto sucede na história da humanidade, por isso não espanta que os trabalhadores só agora comecem a dar os primeiros passos na utilização segura dessas novas técnicas de inter-relacionamento. Mas não há outra alternativa, porque é esse o espaço que cada vez mais substitui o espaço físico das empresas. É aí que devem incidir os nossos esforços na luta para a transformação das relações sociais de trabalho.
Porém, a enorme facilidade de contactos proporcionada pela internet faz as pessoas esquecerem-se da enorme facilidade de fiscalização e vigilância que esses contactos proporcionam. A tarefa prioritária deve ser a de aprender formas seguras, ou o mais possível seguras, de usar a internet nas lutas sociais. E, se o Passa Palavra puder servir de amostragem, não estou optimista. Inaugurou-se uma coluna mensal dedicada aos Cuidados Digitais, que conta com poucas leituras e quase nenhuns comentários. Que inconsciência!

Vegetal Vegetariano,
O seu comentário ganha nova pertinência com os acontecimentos recentes na Bolívia.

Leo, Marinho e Vinícius de Rezende,
Vocês levantam uma questão que eu ponho a mim próprio todos os dias e para a qual não encontro resposta satisfatória. Se os governos, segundo o dogma corrente, obedecem aos interesses das classes dominantes, por que motivo foi derrubado no Brasil um governo que prosseguia a indispensável modernização do capitalismo? Por que motivo foi derrubado na Bolívia um regime que procurava modernizar as estruturas sociais de um capitalismo tão arcaico? Por que motivo foi eleito nos Estados Unidos um presidente que tem como principal preocupação destruir as relações multilaterais, sem as quais o capitalismo moderno é impossível? Por que motivo no Reino Unido sucessivos governos tornaram iminente o Brexit, que trará prejuízos para a economia britânica e deixa pairar sombras ameaçadoras sobre a Irlanda? Quando não temos respostas é preferível pensarmos só nas perguntas, tentando formulá-las da maneira o mais exacta possível.
Mas a Bolívia traz outros problemas, que não devemos esquecer. De todos os casos que estudei, e foram muitos, é na Bolívia que atingiram maiores proporções os cruzamentos entre direita e esquerda e aquilo a que em sentido lato denomino nacional-bolchevismo (neste caso, uma variante indígena do nacional-bolchevismo). Mas para deslindar este processo seria necessário recuar até um episódio crucial na história do país, a Guerra do Chaco. Nunca prossegui esse estudo, mas quem quiser entender o fascismo latino-americano deve concentrar-se em duas variantes: a Argentina de Perón e a Bolívia desde a Guerra do Chaco.
É que todos os acontecimentos actuais transportam com eles, ou escondidos neles, uma carga histórica.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Legume,<br />
Não devemos exagerar, porque em grande medida as relações sociais de trabalho continuam a decorrer em espaços físicos bem delimitados. Mas também é certo que a tendência à uberização do trabalho se difunde e, como é este o aspecto inovador, é nele que as atenções devem convergir.<br />
A electrónica permite aos capitalistas beneficiarem de economias de escala crescentes mantendo os trabalhadores dispersos, sem correrem o risco de os concentrar. A internet é uma condição geral de produção, e é neste espaço virtual que os trabalhadores têm de aprender a estabelecer relações de luta. Os inconvenientes da dispersão física têm de ser supridos pela concentração virtual.<br />
Ora, o grande problema é que os computadores, incluindo os celulares, ao mesmo tempo que são um instrumento de trabalho são igualmente um instrumento de fiscalização e vigilância. É a primeira vez que isto sucede na história da humanidade, por isso não espanta que os trabalhadores só agora comecem a dar os primeiros passos na utilização segura dessas novas técnicas de inter-relacionamento. Mas não há outra alternativa, porque é esse o espaço que cada vez mais substitui o espaço físico das empresas. É aí que devem incidir os nossos esforços na luta para a transformação das relações sociais de trabalho.<br />
Porém, a enorme facilidade de contactos proporcionada pela internet faz as pessoas esquecerem-se da enorme facilidade de fiscalização e vigilância que esses contactos proporcionam. A tarefa prioritária deve ser a de aprender formas seguras, ou o mais possível seguras, de usar a internet nas lutas sociais. E, se o Passa Palavra puder servir de amostragem, não estou optimista. Inaugurou-se uma coluna mensal dedicada aos Cuidados Digitais, que conta com poucas leituras e quase nenhuns comentários. Que inconsciência!</p>
<p>Vegetal Vegetariano,<br />
O seu comentário ganha nova pertinência com os acontecimentos recentes na Bolívia.</p>
<p>Leo, Marinho e Vinícius de Rezende,<br />
Vocês levantam uma questão que eu ponho a mim próprio todos os dias e para a qual não encontro resposta satisfatória. Se os governos, segundo o dogma corrente, obedecem aos interesses das classes dominantes, por que motivo foi derrubado no Brasil um governo que prosseguia a indispensável modernização do capitalismo? Por que motivo foi derrubado na Bolívia um regime que procurava modernizar as estruturas sociais de um capitalismo tão arcaico? Por que motivo foi eleito nos Estados Unidos um presidente que tem como principal preocupação destruir as relações multilaterais, sem as quais o capitalismo moderno é impossível? Por que motivo no Reino Unido sucessivos governos tornaram iminente o Brexit, que trará prejuízos para a economia britânica e deixa pairar sombras ameaçadoras sobre a Irlanda? Quando não temos respostas é preferível pensarmos só nas perguntas, tentando formulá-las da maneira o mais exacta possível.<br />
Mas a Bolívia traz outros problemas, que não devemos esquecer. De todos os casos que estudei, e foram muitos, é na Bolívia que atingiram maiores proporções os cruzamentos entre direita e esquerda e aquilo a que em sentido lato denomino nacional-bolchevismo (neste caso, uma variante indígena do nacional-bolchevismo). Mas para deslindar este processo seria necessário recuar até um episódio crucial na história do país, a Guerra do Chaco. Nunca prossegui esse estudo, mas quem quiser entender o fascismo latino-americano deve concentrar-se em duas variantes: a Argentina de Perón e a Bolívia desde a Guerra do Chaco.<br />
É que todos os acontecimentos actuais transportam com eles, ou escondidos neles, uma carga histórica.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Vinícius de Rezende		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/05/119975/#comment-485047</link>

		<dc:creator><![CDATA[Vinícius de Rezende]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Nov 2019 09:31:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A pergunta do Marinho reforça questionamentos que já fizemos no PP: o que explica a opção pela derrubada de governos autointitulados progressistas e que representavam o melhor dos mundos para os capitalistas, com a promoção da harmonia e da paz social por meio da união entre trabalho e capital?
Há quem fale em contrarrevolução preventiva.
Já cheguei a aventar a hipótese de que esses governos eram anacrônicos (baseados em princípios fordistas, keynesianos e promotores de ensaios de estado de bem estar social) numa etapa de profunda reestruturação das relações de trabalho: precarização extrema, trabalho intermitente, desmonte de legislações trabalhistas, fragmentação da classe trabalhadora...
Quem ganha com a instabilidade decorrente da queda desses governos &quot;progressistas&quot;?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A pergunta do Marinho reforça questionamentos que já fizemos no PP: o que explica a opção pela derrubada de governos autointitulados progressistas e que representavam o melhor dos mundos para os capitalistas, com a promoção da harmonia e da paz social por meio da união entre trabalho e capital?<br />
Há quem fale em contrarrevolução preventiva.<br />
Já cheguei a aventar a hipótese de que esses governos eram anacrônicos (baseados em princípios fordistas, keynesianos e promotores de ensaios de estado de bem estar social) numa etapa de profunda reestruturação das relações de trabalho: precarização extrema, trabalho intermitente, desmonte de legislações trabalhistas, fragmentação da classe trabalhadora&#8230;<br />
Quem ganha com a instabilidade decorrente da queda desses governos &#8220;progressistas&#8221;?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Marinho		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/05/119975/#comment-484949</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Nov 2019 03:32:16 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=119975#comment-484949</guid>

					<description><![CDATA[Leo Vinicius, será que a classe dominante na Bolívia resolveu se suicidar? porque a Bolívia ao contrário da Venezuela, estava com boas taxas de crescimento e agora com a queda do governo Morales (que entregou Battisti, não esqueçamos) o que será desta estabilização política e econômica? terão o modelo chileno como exemplo agora que ele está em completo desgaste?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Leo Vinicius, será que a classe dominante na Bolívia resolveu se suicidar? porque a Bolívia ao contrário da Venezuela, estava com boas taxas de crescimento e agora com a queda do governo Morales (que entregou Battisti, não esqueçamos) o que será desta estabilização política e econômica? terão o modelo chileno como exemplo agora que ele está em completo desgaste?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/05/119975/#comment-484888</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Nov 2019 00:57:36 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=119975#comment-484888</guid>

					<description><![CDATA[Falou-se tanto de fascismo no Brasil.

Mas o processo na Bolívia é a &#039;marcha sobre La Paz&#039;. Um golpe que teve sua base dada pela violência das milícias nas ruas, dos tais Comitês Cívicos. O eixo endógeno do fascismo.

Os militares deram seu aval, o eixo exógeno.

Muita atenção pois nenhum país da América latina está próximo de um regime fascista quanto a Bolívia neste momento, me parece.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Falou-se tanto de fascismo no Brasil.</p>
<p>Mas o processo na Bolívia é a &#8216;marcha sobre La Paz&#8217;. Um golpe que teve sua base dada pela violência das milícias nas ruas, dos tais Comitês Cívicos. O eixo endógeno do fascismo.</p>
<p>Os militares deram seu aval, o eixo exógeno.</p>
<p>Muita atenção pois nenhum país da América latina está próximo de um regime fascista quanto a Bolívia neste momento, me parece.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
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