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	Comentários sobre: Olha a onda, olha a onda. Cuidado que a correnteza te leva!	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Tati		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/06/120175/#comment-900261</link>

		<dc:creator><![CDATA[Tati]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Aug 2023 23:20:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Muito bom!! Tive o desprazer de conhecer o correnteza, e sua tática de cooptar pessoas sem base política, mental e/ou argumentativa. Pessoas q, mesmo após saírem do ensino médio há alguns anos, continuam lá.  
São pessoas autoritárias, sem condições de diálogo,  q xingam e alteram a voz para defenderem tb insinuações e inverdades.  O q mais me chamou a atenção foi usarem métodos de abordagem aos q os contrariam, semelhantes aos da direita.
Entendo a cooptação,  mas não podemos aceitar a ocupação de todos os espaços, como já vem ocorrendo em algumas universidades.  Parece um &quot;entupimento&quot;, uma forma de esvaziar pautas, desanimar o movimento estudantil, afastar verdadeiros militantes com conhecimento e mais a oferecer,  sem falar  que não está nem aí para o sucateamento da educação. 
Aliás,  basta ver os estudantes do correnteza que participam dos centros acadêmicos, e seus comportamentos em aula. Totalmente sem noção do que estão fazendo ali, além de buscarem a próxima festa ou a fofoca da hora. A derrocada da educação brasileira é um projeto... e tem muito alienado se achando grande coisa pq diz defender &quot;minorias&quot;, quando de fato defende só seus minutos de fama, mesmo q seja naquele bairrismo tosco.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito bom!! Tive o desprazer de conhecer o correnteza, e sua tática de cooptar pessoas sem base política, mental e/ou argumentativa. Pessoas q, mesmo após saírem do ensino médio há alguns anos, continuam lá.<br />
São pessoas autoritárias, sem condições de diálogo,  q xingam e alteram a voz para defenderem tb insinuações e inverdades.  O q mais me chamou a atenção foi usarem métodos de abordagem aos q os contrariam, semelhantes aos da direita.<br />
Entendo a cooptação,  mas não podemos aceitar a ocupação de todos os espaços, como já vem ocorrendo em algumas universidades.  Parece um &#8220;entupimento&#8221;, uma forma de esvaziar pautas, desanimar o movimento estudantil, afastar verdadeiros militantes com conhecimento e mais a oferecer,  sem falar  que não está nem aí para o sucateamento da educação.<br />
Aliás,  basta ver os estudantes do correnteza que participam dos centros acadêmicos, e seus comportamentos em aula. Totalmente sem noção do que estão fazendo ali, além de buscarem a próxima festa ou a fofoca da hora. A derrocada da educação brasileira é um projeto&#8230; e tem muito alienado se achando grande coisa pq diz defender &#8220;minorias&#8221;, quando de fato defende só seus minutos de fama, mesmo q seja naquele bairrismo tosco.</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Scheisse		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/06/120175/#comment-343106</link>

		<dc:creator><![CDATA[Scheisse]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Oct 2018 19:16:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Quando todo mundo está na merda, o problema não é sair da merda, mas afirmar que todos os outros também estão nela. Taí porque os bolsominions avançam.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando todo mundo está na merda, o problema não é sair da merda, mas afirmar que todos os outros também estão nela. Taí porque os bolsominions avançam.</p>
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		<title>
		Por: Noemi		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/06/120175/#comment-342956</link>

		<dc:creator><![CDATA[Noemi]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Oct 2018 12:15:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Eu consigo compreender as criticas feitas ao movimento, só que, em uma analise mais ampla do movimento estudantil nas universidades desse país, é possível perceber que a esmagadora parte das suas criticas ao correnteza, também podem se estender a praticamente todos os outros movimentos atuantes. 
Chega a beirar uma desonestidade você atribuir de forma exclusiva pontos como &quot;coleguismo&quot; &quot;identitarismo&quot; e a &quot;falta de conhecimento teórico&quot;  ao ME da UJR quando nós sabemos que isso, infelizmente, se estende a diversas entidades.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu consigo compreender as criticas feitas ao movimento, só que, em uma analise mais ampla do movimento estudantil nas universidades desse país, é possível perceber que a esmagadora parte das suas criticas ao correnteza, também podem se estender a praticamente todos os outros movimentos atuantes.<br />
Chega a beirar uma desonestidade você atribuir de forma exclusiva pontos como &#8220;coleguismo&#8221; &#8220;identitarismo&#8221; e a &#8220;falta de conhecimento teórico&#8221;  ao ME da UJR quando nós sabemos que isso, infelizmente, se estende a diversas entidades.</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Obs		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/06/120175/#comment-333984</link>

		<dc:creator><![CDATA[Obs]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Jun 2018 21:31:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Tem correnteza (da UJR) na ufpe ha pelo menos dez anos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tem correnteza (da UJR) na ufpe ha pelo menos dez anos</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Primo Jonas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/06/120175/#comment-333735</link>

		<dc:creator><![CDATA[Primo Jonas]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Jun 2018 22:55:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Maurilio,
me lembro de uma conversa com companheiros e companheiras ex-trotskistas e trotskistas aqui na faculdade que frequento em buenos aires. Brincávamos com uma metáfora, muito potente, sobre a forma que cada partido usava para &quot;paquerar&quot; estudantes. Alguns eram mais &quot;monogâmicos&quot;, só aceitavam integrar a pessoa nas atividades internas do partido quando ela já estava disposta a filiar-se. Outros eram mais &quot;promíscuos&quot;, fingiam muito interesse nas opiniões dos estudantes, fingiam estar muito interessados nas &quot;iniciativas&quot; dos &quot;seus&quot; estudantes de base, construíam esta relação pouco a pouco e iam integrando aos poucos: o/a estudante a princípio é um &quot;contato&quot; (um peguete), depois vira um &quot;independente&quot; do partido (um rolo), até que por fim, se a pessoa demonstra ser valiosa e disposta, se integra ao partido (namoro). Também cada partido tem uma tradição diferente com relação à tática 2 (ou &quot;cooptação húmeda&quot;), festas, verdadeiras políticas libidinais etc. A maioria, no entanto, é igual com relação a algo: no momento em que se dão conta de que você não está interessado em filiar-se, ou está se aproximando de outro partido, nunca mais voltam a falar com você.

Sobre a questão do autonomismo, contar com um aparelho por trás sempre facilita o trabalho de cooptação. A aplicação de uma estratégia coordenada e contando com ajuda externa sempre coloca os aparelhos na frente de grupos autônomos. Mas infelizmente é o contexto que nós não escolhemos, mas onde devemos travar disputas. Acho que sim, é necessário oferecer alternativas às e aos estudantes que acabam de entrar na faculdade, ávidos de política, e se o único que encontram é a atividade de uma única agrupação -- por estranha que pareça --, é aí onde irão. Por mais que muitas vezes seja nojenta a luta espetacular que muitos grupos políticos fazem entre si, não é possível abrir mão da visibilidade, se a ideia é não automarginar-se.
Me parece que muitas vezes o autonomismo se expressa em sua vertente liberal e não consegue ultrapassá-lo. A horizontalidade é tomada como uma forma de fazer valer o princípio de que ninguém esteja acima de ninguém, como se se tratasse de um ponto de partida. Oras, todos os grupos humanos têm desigualdades, existem os que sabem mais, os que falam melhor, os que se vinculam mais facilmente, os mais corajosos, etc etc etc. A igualdade é uma tendência, um conteúdo latente e que ganha força nos processos de luta, não é um pressuposto de partida.
Isso é importante para poder encarar a tarefa de falar com estudantes recém-chegados na faculdade que sim estarão necessariamente em uma situação &quot;inferior&quot;, politicamente falando: eles/elas tem menos experiencia, menos conhecimento sobre a política local, etc. Como entablar essa relação essencialmente desigual em principio, sem abrir mão dela, como se pensássemos que é por natureza e &quot;autonomamente&quot; que os e as companheiras novas se integrarão às correntes políticas autonomistas? Acredito que isso é uma herança ruim do anarquismo, daquele anarquismo que se acredita uma evolução natural do pensamento humano e para onde emanam todas as pessoas corretas.
É hora de deixar de confundir autonomismo com não-organização. Existem ambientes onde talvez a tarefa primeira dos e das companheiras seja criar espaços de base, vínculos informais entre ativistas, pequenas trincheiras de luta &quot;democrática&quot;; mas existem outros ambientes onde as posições políticas já estão mais sobre a mesa, onde já existe grande volume de ativismo político e onde a diferenciação visível de linha política é importante para combater as tendências burocráticas e gestoriais. É necessário experimentar com formas de organização autonomista: a falta de formação da militância autonomista não se reduz a uma suposta falta de leitura de textos, a formação de ordem prática é tão importante quanto e requer ensaio e erro, assim como no campo da teoria.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Maurilio,<br />
me lembro de uma conversa com companheiros e companheiras ex-trotskistas e trotskistas aqui na faculdade que frequento em buenos aires. Brincávamos com uma metáfora, muito potente, sobre a forma que cada partido usava para &#8220;paquerar&#8221; estudantes. Alguns eram mais &#8220;monogâmicos&#8221;, só aceitavam integrar a pessoa nas atividades internas do partido quando ela já estava disposta a filiar-se. Outros eram mais &#8220;promíscuos&#8221;, fingiam muito interesse nas opiniões dos estudantes, fingiam estar muito interessados nas &#8220;iniciativas&#8221; dos &#8220;seus&#8221; estudantes de base, construíam esta relação pouco a pouco e iam integrando aos poucos: o/a estudante a princípio é um &#8220;contato&#8221; (um peguete), depois vira um &#8220;independente&#8221; do partido (um rolo), até que por fim, se a pessoa demonstra ser valiosa e disposta, se integra ao partido (namoro). Também cada partido tem uma tradição diferente com relação à tática 2 (ou &#8220;cooptação húmeda&#8221;), festas, verdadeiras políticas libidinais etc. A maioria, no entanto, é igual com relação a algo: no momento em que se dão conta de que você não está interessado em filiar-se, ou está se aproximando de outro partido, nunca mais voltam a falar com você.</p>
<p>Sobre a questão do autonomismo, contar com um aparelho por trás sempre facilita o trabalho de cooptação. A aplicação de uma estratégia coordenada e contando com ajuda externa sempre coloca os aparelhos na frente de grupos autônomos. Mas infelizmente é o contexto que nós não escolhemos, mas onde devemos travar disputas. Acho que sim, é necessário oferecer alternativas às e aos estudantes que acabam de entrar na faculdade, ávidos de política, e se o único que encontram é a atividade de uma única agrupação &#8212; por estranha que pareça &#8211;, é aí onde irão. Por mais que muitas vezes seja nojenta a luta espetacular que muitos grupos políticos fazem entre si, não é possível abrir mão da visibilidade, se a ideia é não automarginar-se.<br />
Me parece que muitas vezes o autonomismo se expressa em sua vertente liberal e não consegue ultrapassá-lo. A horizontalidade é tomada como uma forma de fazer valer o princípio de que ninguém esteja acima de ninguém, como se se tratasse de um ponto de partida. Oras, todos os grupos humanos têm desigualdades, existem os que sabem mais, os que falam melhor, os que se vinculam mais facilmente, os mais corajosos, etc etc etc. A igualdade é uma tendência, um conteúdo latente e que ganha força nos processos de luta, não é um pressuposto de partida.<br />
Isso é importante para poder encarar a tarefa de falar com estudantes recém-chegados na faculdade que sim estarão necessariamente em uma situação &#8220;inferior&#8221;, politicamente falando: eles/elas tem menos experiencia, menos conhecimento sobre a política local, etc. Como entablar essa relação essencialmente desigual em principio, sem abrir mão dela, como se pensássemos que é por natureza e &#8220;autonomamente&#8221; que os e as companheiras novas se integrarão às correntes políticas autonomistas? Acredito que isso é uma herança ruim do anarquismo, daquele anarquismo que se acredita uma evolução natural do pensamento humano e para onde emanam todas as pessoas corretas.<br />
É hora de deixar de confundir autonomismo com não-organização. Existem ambientes onde talvez a tarefa primeira dos e das companheiras seja criar espaços de base, vínculos informais entre ativistas, pequenas trincheiras de luta &#8220;democrática&#8221;; mas existem outros ambientes onde as posições políticas já estão mais sobre a mesa, onde já existe grande volume de ativismo político e onde a diferenciação visível de linha política é importante para combater as tendências burocráticas e gestoriais. É necessário experimentar com formas de organização autonomista: a falta de formação da militância autonomista não se reduz a uma suposta falta de leitura de textos, a formação de ordem prática é tão importante quanto e requer ensaio e erro, assim como no campo da teoria.</p>
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