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	Comentários sobre: Bem além do mito &#8220;Junho de 2013&#8221;	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/07/121756/#comment-892983</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Jun 2023 15:17:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Para ilustrar mais e ratificar que as manifestações de junho de 2023 serviram como modelo para uma nova direita, que se renovou a partir de um movimento de esquerda, as declarações de líderes desses grupos de direita que apareceram hoje em matéria da Folha são bastante pertinentes: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2023/05/protagonistas-de-junho-de-2013-perderam-holofotes-mas-abriram-caminho-para-novatos.shtml]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para ilustrar mais e ratificar que as manifestações de junho de 2023 serviram como modelo para uma nova direita, que se renovou a partir de um movimento de esquerda, as declarações de líderes desses grupos de direita que apareceram hoje em matéria da Folha são bastante pertinentes: <a href="https://www1.folha.uol.com.br/poder/2023/05/protagonistas-de-junho-de-2013-perderam-holofotes-mas-abriram-caminho-para-novatos.shtml" rel="nofollow ugc">https://www1.folha.uol.com.br/poder/2023/05/protagonistas-de-junho-de-2013-perderam-holofotes-mas-abriram-caminho-para-novatos.shtml</a></p>
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		<title>
		Por: Davi		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/07/121756/#comment-870132</link>

		<dc:creator><![CDATA[Davi]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Nov 2022 19:27:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Excluindo deste comentário a análise sobre a mobilização dos caminhoneiros, que a meu ver se mostrou equivocada pelos acontecimentos dos últimos anos, há alguns dias vi um tuíte interessante de um escritor de extrema-direita, que tange a consideração do artigo de que &quot;O surto de revolta de junho de 2013 continha o modelo a ser usado pela direita&quot;:

&quot;O Brasil vive um processo revolucionário com expressão nas ruas desde
junho de 2013. Bolsonaro operou como um pacificador desse processo, em
meio a um cenário turbulento. Acharam que poderiam retirá-lo do jogo
incólume. O que fizeram foi romper o dique que os protegia da massa.&quot;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Excluindo deste comentário a análise sobre a mobilização dos caminhoneiros, que a meu ver se mostrou equivocada pelos acontecimentos dos últimos anos, há alguns dias vi um tuíte interessante de um escritor de extrema-direita, que tange a consideração do artigo de que &#8220;O surto de revolta de junho de 2013 continha o modelo a ser usado pela direita&#8221;:</p>
<p>&#8220;O Brasil vive um processo revolucionário com expressão nas ruas desde<br />
junho de 2013. Bolsonaro operou como um pacificador desse processo, em<br />
meio a um cenário turbulento. Acharam que poderiam retirá-lo do jogo<br />
incólume. O que fizeram foi romper o dique que os protegia da massa.&#8221;</p>
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		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/07/121756/#comment-870109</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Nov 2022 15:15:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&quot;PRF diz que métodos de bloqueios bolsonaristas em SC lembram &#039;terroristas&#039; e black blocs&quot;
https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2022/11/21/prf-diz-que-metodos-de-bloqueios-antidemocraticos-em-sc-lembram-terroristas-e-black-blocks.ghtml]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;PRF diz que métodos de bloqueios bolsonaristas em SC lembram &#8216;terroristas&#8217; e black blocs&#8221;<br />
<a href="https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2022/11/21/prf-diz-que-metodos-de-bloqueios-antidemocraticos-em-sc-lembram-terroristas-e-black-blocks.ghtml" rel="nofollow ugc">https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2022/11/21/prf-diz-que-metodos-de-bloqueios-antidemocraticos-em-sc-lembram-terroristas-e-black-blocks.ghtml</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/07/121756/#comment-760122</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Jun 2021 20:21:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[johnnie,

você quer dizer que o mito fascista chamado &quot;junho de 2013&quot; está à solta? É possível.

Até porque o tema do texto do Valério Arcady não tem nenhum semelhança com as manifestações contra aumento de passagens iniciadas por um movimento de esquerda em junho de 2013. Então como &quot;junho de 2013&quot; virou um mito pra parte da extrema-esquerda, em tudo eles enxergam o retorno desse mito. Mesmo em manifestações que parecem mais os cara-pintadas de 1992, ou mesmo as manifestações contra o golpe de 2016.

Aliás, interessante que à extrema-direita houve a personificação do &quot;mito&quot;. E no comentário logo acima tem um bom exemplar da gênese do mito fascista Jair Bolsonaro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>johnnie,</p>
<p>você quer dizer que o mito fascista chamado &#8220;junho de 2013&#8221; está à solta? É possível.</p>
<p>Até porque o tema do texto do Valério Arcady não tem nenhum semelhança com as manifestações contra aumento de passagens iniciadas por um movimento de esquerda em junho de 2013. Então como &#8220;junho de 2013&#8221; virou um mito pra parte da extrema-esquerda, em tudo eles enxergam o retorno desse mito. Mesmo em manifestações que parecem mais os cara-pintadas de 1992, ou mesmo as manifestações contra o golpe de 2016.</p>
<p>Aliás, interessante que à extrema-direita houve a personificação do &#8220;mito&#8221;. E no comentário logo acima tem um bom exemplar da gênese do mito fascista Jair Bolsonaro.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: johnnie		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/07/121756/#comment-760034</link>

		<dc:creator><![CDATA[johnnie]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Jun 2021 14:59:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Junho de 2013 está a solta por aí, amigos.

Eis o que Valério Arcary escreve sobre a Frente Única e a pressão pela mudança na data dos atos.

https://revistaforum.com.br/rede/tres-polemicas-classicas-ultraesquerdismo/#]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Junho de 2013 está a solta por aí, amigos.</p>
<p>Eis o que Valério Arcary escreve sobre a Frente Única e a pressão pela mudança na data dos atos.</p>
<p><a href="https://revistaforum.com.br/rede/tres-polemicas-classicas-ultraesquerdismo/#" rel="nofollow ugc">https://revistaforum.com.br/rede/tres-polemicas-classicas-ultraesquerdismo/#</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/07/121756/#comment-759846</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Jun 2021 00:55:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Para registro histórico, matéria de 25 de junho de 2013. Carla Zambelli hoje bolsonarista linha de frente no Congresso. Primeira reportagem em que ela aparece na imprensa brasileira. Estadão dando palco para ela. Fomentando essa extrema-direita para minar o governo do PT, na clara tentativa de ressignificação das manifestações iniciadas pelo MPL que ocorreu após o dia 13 de junho de 2013. A gênese no neofascismo brasileiro atual. Fomentado pela burguesia, usando uma direita que encontrou na esquerda uma inspiração para ação e renovação.

https://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,grupos-convocam-atos-anticorrupcao-e-defendem-militares-imp-,1046536]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para registro histórico, matéria de 25 de junho de 2013. Carla Zambelli hoje bolsonarista linha de frente no Congresso. Primeira reportagem em que ela aparece na imprensa brasileira. Estadão dando palco para ela. Fomentando essa extrema-direita para minar o governo do PT, na clara tentativa de ressignificação das manifestações iniciadas pelo MPL que ocorreu após o dia 13 de junho de 2013. A gênese no neofascismo brasileiro atual. Fomentado pela burguesia, usando uma direita que encontrou na esquerda uma inspiração para ação e renovação.</p>
<p><a href="https://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,grupos-convocam-atos-anticorrupcao-e-defendem-militares-imp-,1046536" rel="nofollow ugc">https://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,grupos-convocam-atos-anticorrupcao-e-defendem-militares-imp-,1046536</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/07/121756/#comment-531595</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Jan 2020 20:27:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Sobre o processo de renovação da direita a partir de movimentos de esquerda, essa entrevista de um fundador do MBL é bastante explícita quanto a isso, levando em conta ainda que criaram uma imitação do nome da sigla MPL.

https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2016/10/1820495-um-dos-fundadores-e-lideres-do-mbl-tambem-e-cantor-do-bonde-do-role.shtml?fbclid=IwAR2GD00GljvVvyX1PWdt1JsoDFrjDXGnUbcfjuP9nD1jhLDWl1bNTS-wwJw]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sobre o processo de renovação da direita a partir de movimentos de esquerda, essa entrevista de um fundador do MBL é bastante explícita quanto a isso, levando em conta ainda que criaram uma imitação do nome da sigla MPL.</p>
<p><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2016/10/1820495-um-dos-fundadores-e-lideres-do-mbl-tambem-e-cantor-do-bonde-do-role.shtml?fbclid=IwAR2GD00GljvVvyX1PWdt1JsoDFrjDXGnUbcfjuP9nD1jhLDWl1bNTS-wwJw" rel="nofollow ugc">https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2016/10/1820495-um-dos-fundadores-e-lideres-do-mbl-tambem-e-cantor-do-bonde-do-role.shtml?fbclid=IwAR2GD00GljvVvyX1PWdt1JsoDFrjDXGnUbcfjuP9nD1jhLDWl1bNTS-wwJw</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Hugo Scabello		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/07/121756/#comment-338368</link>

		<dc:creator><![CDATA[Hugo Scabello]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Sep 2018 19:19:43 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=121756#comment-338368</guid>

					<description><![CDATA[Ótimo texto Léo Vinicius! 

Uma das mais profundadas análises da temática que já li. 
Colocou-me algumas questões que não havia parado pra pensar antes, mas também apresentou argumentações mais bem feitas sobre posições as quais mais ou menos já compartilhava antes - como por exemplo a critica a posição extremamente tosca e problemática de Pablo Ortellado que, pós 2013, tem se dedicado intensamente a provar que &quot;esquerda = direita&quot; basicamente, acabando com clivagens políticas a fim de abraçar a luta moral contra a &quot;bandidagem&quot; - posição tomada também por algumas seitas troskas bastante duvidosas (como MNN e CST). 

Outro ponto que me chamou a atenção também foi o estabelecimento de uma relação entre MPL e 2013, e MBL e ascenso reacionário, relação que existe mas que normalmente é ou toscamente negada pela extrema-esquerda que mitifica 2013, ou afirmada de maneira igualmente simplória e tosca pela centro-esquerda. 

Enfim, parabéns pelo artigo.
E te digo que este artigo também me surpreendeu pois, talvez você não se recorde de mim, mas te conheci e convivi contigo há cerca de uma década atrás. Na época era militante da antiga OASL/FASP, porém de lá pra cá me distanciei por completo do campo autonomista e mesmo do campo anarquista, por isto, causou-me certo espanto ler um artigo seu com o qual tenho tanto acordo (ainda que evidentemente, não completo).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ótimo texto Léo Vinicius! </p>
<p>Uma das mais profundadas análises da temática que já li.<br />
Colocou-me algumas questões que não havia parado pra pensar antes, mas também apresentou argumentações mais bem feitas sobre posições as quais mais ou menos já compartilhava antes &#8211; como por exemplo a critica a posição extremamente tosca e problemática de Pablo Ortellado que, pós 2013, tem se dedicado intensamente a provar que &#8220;esquerda = direita&#8221; basicamente, acabando com clivagens políticas a fim de abraçar a luta moral contra a &#8220;bandidagem&#8221; &#8211; posição tomada também por algumas seitas troskas bastante duvidosas (como MNN e CST). </p>
<p>Outro ponto que me chamou a atenção também foi o estabelecimento de uma relação entre MPL e 2013, e MBL e ascenso reacionário, relação que existe mas que normalmente é ou toscamente negada pela extrema-esquerda que mitifica 2013, ou afirmada de maneira igualmente simplória e tosca pela centro-esquerda. </p>
<p>Enfim, parabéns pelo artigo.<br />
E te digo que este artigo também me surpreendeu pois, talvez você não se recorde de mim, mas te conheci e convivi contigo há cerca de uma década atrás. Na época era militante da antiga OASL/FASP, porém de lá pra cá me distanciei por completo do campo autonomista e mesmo do campo anarquista, por isto, causou-me certo espanto ler um artigo seu com o qual tenho tanto acordo (ainda que evidentemente, não completo).</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/07/121756/#comment-335542</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Jul 2018 06:01:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O problema não é a metodologia do DIEESE, como questionado (com certa razão) por Lucas. É que o tipo de greve de um ano não é o tipo de greve de outro. A conjuntura muda, as formas de luta também. Às vezes algumas condições se repetem, outras não. 

Contrariamente ao que eu disse, os dados copiados dos balanços por Lucas demonstram a preponderância de greves por empresa, com flutuações sazonais. No momento não terei tempo de percorrer novamente relatórios que li há muitos anos. Lembro de cabeça que foram 411 greves em 2008, 518 em 2009, 446 em 2010, 554 em 2011, 873 em 2012, 2.050 em 2013, depois um hiato nos balanços do DIEESE entre 2014 e 2015 e, fechando a série, 2.093 greves em 2016. Não teria como, por exemplo, analisar que setor puxou as greves (público? privado?), se houve a fragmentação de greves amplas em greves por empresa, nada disso. O hiato 2014-2015, por sinal dois anos de recessão econômica, é inexplicável. Impede, por exemplo, comparações diretas entre as greves de 2013 e as de 2016. Não nos deixa saber se a cifra de greves se manteve na casa das 2 mil e poucas por ano durante a recessão, se diminuiu, se aumentou. Registro, entretanto, que se o relatório 2013 demorou 2 anos a sair, o relatório 2009 demorou três e saiu junto com o relatório 2010. Não sei o que acontece no DIEESE para estes dois balanços cruciais semorarem tanto a ser publicados, mas ele nos deve essa. 

Mas passando o olho pelo balanço de 2013, vejo uma preponderância de greves curtas. É um retorno à tendência histórica (greves curtas sempre foram a regra). De igual maneira, notei também no relatório 2013 um aumento das greves de advertência e uma redução na média de trabalhadores por greve, sugerindo um cenário de proliferação de greves de advertência em pequenas empresas.

No que diz respeito à situação econômica, o Passa Palavra está publicando uma série que escrevi sobre o fascismo &quot;à brasileira&quot; que traz algumas indicações sobre o assunto. Vale a pena cruzar as informações depois.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O problema não é a metodologia do DIEESE, como questionado (com certa razão) por Lucas. É que o tipo de greve de um ano não é o tipo de greve de outro. A conjuntura muda, as formas de luta também. Às vezes algumas condições se repetem, outras não. </p>
<p>Contrariamente ao que eu disse, os dados copiados dos balanços por Lucas demonstram a preponderância de greves por empresa, com flutuações sazonais. No momento não terei tempo de percorrer novamente relatórios que li há muitos anos. Lembro de cabeça que foram 411 greves em 2008, 518 em 2009, 446 em 2010, 554 em 2011, 873 em 2012, 2.050 em 2013, depois um hiato nos balanços do DIEESE entre 2014 e 2015 e, fechando a série, 2.093 greves em 2016. Não teria como, por exemplo, analisar que setor puxou as greves (público? privado?), se houve a fragmentação de greves amplas em greves por empresa, nada disso. O hiato 2014-2015, por sinal dois anos de recessão econômica, é inexplicável. Impede, por exemplo, comparações diretas entre as greves de 2013 e as de 2016. Não nos deixa saber se a cifra de greves se manteve na casa das 2 mil e poucas por ano durante a recessão, se diminuiu, se aumentou. Registro, entretanto, que se o relatório 2013 demorou 2 anos a sair, o relatório 2009 demorou três e saiu junto com o relatório 2010. Não sei o que acontece no DIEESE para estes dois balanços cruciais semorarem tanto a ser publicados, mas ele nos deve essa. </p>
<p>Mas passando o olho pelo balanço de 2013, vejo uma preponderância de greves curtas. É um retorno à tendência histórica (greves curtas sempre foram a regra). De igual maneira, notei também no relatório 2013 um aumento das greves de advertência e uma redução na média de trabalhadores por greve, sugerindo um cenário de proliferação de greves de advertência em pequenas empresas.</p>
<p>No que diz respeito à situação econômica, o Passa Palavra está publicando uma série que escrevi sobre o fascismo &#8220;à brasileira&#8221; que traz algumas indicações sobre o assunto. Vale a pena cruzar as informações depois.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/07/121756/#comment-335516</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Jul 2018 15:36:04 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=121756#comment-335516</guid>

					<description><![CDATA[Manolo, seu comentário me chamou a atenção para confiar menos cegamente na metodologia do DIEESE. Existirá publicada alguma crítica interessante?

MAS de todas formas, dei uma pesquisa sobre o ponto que você menciona, e me parece que ele não procede.
Vejamos, no balanço de 2008 já está dito, &quot;Aproximadamente 90% das greves na indústria ocorreram no âmbito das empresas.&quot;, sendo metade destas deflagradas pelos metalúrgicos. (https://www.dieese.org.br/balancodasgreves/2008/estPesq45balancoGreves2008.html); no balance de 2009/2010, diz:
&quot;Em  2009,  das  greves  na  indústria  no  setor  privado,  84%  ocorreram  no  âmbito  das empresas  e  16%  no  âmbito  das  categorias.  Em 2010,  as greves  deflagradas  no  âmbito  das empresas cresceram proporcionalmente ainda mais, chegando a 95%, enquanto as greves de categoria caíram para 5%.&quot; (https://www.dieese.org.br/balancodasgreves/2010/estPesq60balGreves20092010.pdf)
 
Em 2013 para a indústria privada a porcentagem é praticamente a mesma (94% de greves por empresa), em 2016 o balanço não desglosa a tabela da esfera privada por setor, mas dá um porcentagem de 90% para greves por empresa (podemos supor que na indústria é mais alto pois em serviços era mais baixo).

Frente a estes dados desde 2008 não me parece ser possível identificar o aumento do número de greves a partir de 2011 apenas por uma mudança de tática - que está mencionada nas considerações do balanço de 2012 mas que quando comparada com os dados dos anos anteriores não salta à vista como uma novidade particular. Se eu tivesse que arriscar, os balanços parecem indicar um aumento consolidado do setor de serviços nas greves, além de uma mudança sensível de &quot;greves propositivas&quot; para &quot;greves defensivas&quot;. Ou seja, tem gente nova fazendo greve, e estão fazendo greve porque o bagulho tá ficando feio desde 2011.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Manolo, seu comentário me chamou a atenção para confiar menos cegamente na metodologia do DIEESE. Existirá publicada alguma crítica interessante?</p>
<p>MAS de todas formas, dei uma pesquisa sobre o ponto que você menciona, e me parece que ele não procede.<br />
Vejamos, no balanço de 2008 já está dito, &#8220;Aproximadamente 90% das greves na indústria ocorreram no âmbito das empresas.&#8221;, sendo metade destas deflagradas pelos metalúrgicos. (<a href="https://www.dieese.org.br/balancodasgreves/2008/estPesq45balancoGreves2008.html" rel="nofollow ugc">https://www.dieese.org.br/balancodasgreves/2008/estPesq45balancoGreves2008.html</a>); no balance de 2009/2010, diz:<br />
&#8220;Em  2009,  das  greves  na  indústria  no  setor  privado,  84%  ocorreram  no  âmbito  das empresas  e  16%  no  âmbito  das  categorias.  Em 2010,  as greves  deflagradas  no  âmbito  das empresas cresceram proporcionalmente ainda mais, chegando a 95%, enquanto as greves de categoria caíram para 5%.&#8221; (<a href="https://www.dieese.org.br/balancodasgreves/2010/estPesq60balGreves20092010.pdf" rel="nofollow ugc">https://www.dieese.org.br/balancodasgreves/2010/estPesq60balGreves20092010.pdf</a>)</p>
<p>Em 2013 para a indústria privada a porcentagem é praticamente a mesma (94% de greves por empresa), em 2016 o balanço não desglosa a tabela da esfera privada por setor, mas dá um porcentagem de 90% para greves por empresa (podemos supor que na indústria é mais alto pois em serviços era mais baixo).</p>
<p>Frente a estes dados desde 2008 não me parece ser possível identificar o aumento do número de greves a partir de 2011 apenas por uma mudança de tática &#8211; que está mencionada nas considerações do balanço de 2012 mas que quando comparada com os dados dos anos anteriores não salta à vista como uma novidade particular. Se eu tivesse que arriscar, os balanços parecem indicar um aumento consolidado do setor de serviços nas greves, além de uma mudança sensível de &#8220;greves propositivas&#8221; para &#8220;greves defensivas&#8221;. Ou seja, tem gente nova fazendo greve, e estão fazendo greve porque o bagulho tá ficando feio desde 2011.</p>
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