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	Comentários sobre: A insubordinação dos militares é uma rebelião de trabalhadores?	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Influencer de esquerda		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Influencer de esquerda]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Nov 2025 12:22:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[PSTU sai em defesa  dos policiais como membros da classe trabalhadora

https://www.instagram.com/reel/DQ3lUS_CuBx/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>PSTU sai em defesa  dos policiais como membros da classe trabalhadora</p>
<p><a href="https://www.instagram.com/reel/DQ3lUS_CuBx/" rel="nofollow ugc">https://www.instagram.com/reel/DQ3lUS_CuBx/</a></p>
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		<title>
		Por: Manolo		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Oct 2018 23:55:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Um amigo chamou-me a atenção para um artigo já antigo sobre o assunto publicado aqui no Passa Palavra: http://passapalavra.info/2012/02/52862]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um amigo chamou-me a atenção para um artigo já antigo sobre o assunto publicado aqui no Passa Palavra: <a href="http://passapalavra.info/2012/02/52862" rel="ugc">http://passapalavra.info/2012/02/52862</a></p>
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		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/09/122881/#comment-338794</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Oct 2018 17:58:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O debate esquentou por caminhos que talvez não sejam os melhores. A este respeito, trago exemplo semelhante de outra cidade: militantes do PT e do Levante Popular da Juventude que nas manifestações de junho de 2013 fizeram, literalmente, um &quot;cordão de isolamento&quot; para... &lt;em&gt;proteger os policiais dos manifestantes&lt;/em&gt;.

De casuísmo em casuísmo, entretanto, sempre será possível encontrar alguma &quot;razão tática&quot; para apoiar tal ou qual demanda apoiada pelos policiais.

Me permito, entretanto, chamar a atenção para duas formas sutis pelas quais o debate proposto pelo artigo tem sido desvirtuado.

Primeira: me parece que o artigo não indaga se reivindicações da classe trabalhadora podem ser, eventualmente, adotadas e defendidas por policiais, como é o caso no exemplo -- controverso -- da APRASC. O artigo pergunta, muito explicitamente, pelo sentido contrário da relação: &quot;se as reivindicações dos militares de baixa patente podem ou não ser integradas no conjunto das reivindicações da classe trabalhadora&quot;. Se as reivindicações salariais de policiais e das forças armadas, assim como as reivindicações por &quot;melhores condições de trabalho&quot; destes setores são, ou não, reivindicações de trabalhadores. Está entre as reivindicações de trabalhadores o maior investimento em patrulha de fronteiras, em transição para um modelo &quot;tecnocêntrico&quot; de combate (via drones, VANTs etc.), em substituição de equipamentos bélicos obsoletos? Devem os trabalhadores fortalecer as lutas por melhores reivindicações para policiais, por melhores viaturas, por sistemas de inteligência policial mais sofisticados? É esta a questão posta pelo artigo, não o contrário. É este o campo de reivindicações posto pelos militares insurrectos em seus movimentos mais recentes, não a pauta apresentada por Leo Vinicius.

Segunda: me parece também que o artigo, seguindo a mesma linha, não entra em muitos detalhes sobre a &quot;natureza de classe&quot; dos militares. Só diz que &quot;sob a máscara de um elemento da classe trabalhadora, o que se encontra num militar já é outra coisa&quot;, sem definir claramente o que é esta &quot;outra coisa&quot; mas dando algumas pistas por meio daquilo que fazem os militares. Não é esta, entretanto, a questão, mas sim aquela acerca da adequação entre as reivindicações de militares e aquelas da classe trabalhadora. Tenho para mim que esta é uma definição que dá muito pano para manga por estar num campo bem cinzento, mas acho que este debate é longo e complexo demais para uma simples caixa de comentários. Pede maior detalhe e extensão.

É preciso ter atenção para que nos desvios e nas tresleituras o debate não perca o foco.

Veja-se, por exemplo, como Cabeça de Papel traz uma contribuição interessante. De fato, há diferença funcional entre forças armadas nacionais e as forças policiais. Ao menos &quot;conceitualmente&quot;. Na prática, entretanto, e tendo em vista apenas o caso brasileiro, a doutrina, a estratégia e a tática das forças armadas nunca perdeu de vista o &quot;inimigo interno&quot;. Estamos falando, sem muitos detalhes, de forças armadas que serviram para aplastar rebeliões (a &quot;função policial&quot; da repressão ás revoltas do período regencial é mais que explícita), capturar escravos fugidos (não é à-toa que um dos elementos da crise militar dos anos 1870 e 1880 tenha sido a recusa do exército em &quot;agir como capitães-do-mato&quot;), debelar conflitos sociais pela força (Canudos, Contestado, Capim etc.), agir como &quot;última linha de defesa&quot; (GLO, intervenção)... Não faltam exemplos semelhantes também em outros contextos. A diferença funcional entre polícias e forças armadas existe, mas precisa ser compreendida num &lt;em&gt;continuum&lt;/em&gt; construído em torno do significado histórico dado a cada prática &quot;desviante&quot;, e ao grau de intensidade da repressão que as classes hegemônicas de momento entendem ser necessário voltar contra ela. 

A contribuição de Cabeça de Papel traz ainda outro aspecto interessante. Não pelo que diz, mas pelo que não diz a respeito da conscrição. Sim, soldados são conscritos para -- em termos estritamente militares -- defender posições. Mas se analisarmos historicamente os métodos de conscrição, veremos que havia não somente um &quot;jogo&quot; em torno de quem era isento das conscrições, de quem podia fazer-se substituir por outros (e &quot;que outros&quot;, sob que condições etc.) e de quem podia pagar para ver-se livre da conscrição. O serviço militar sob o regime da conscrição foi um dos métodos de disciplinamento de trabalhadores &quot;rebeldes&quot; dos mais eficazes. Mesmo a mudança deste regime para o de sorteio, e depois para as versões modernas do &lt;em&gt;levée en masse&lt;/em&gt;, nada disto alterou o caráter disciplinar do serviço militar, no que diz respeito ao disciplinamento de trabalhadores. Se hoje a questão não está apenas em fazer ordem unida (um verdadeiro anacronismo), há toda a vida em caserna a &quot;preparar&quot; jovens trabalhadores para serem pontuais e obedientes, para terem iniciativa dentro de certos limites rigidamente definidos, para serem pragmáticos e não questionarem ordens etc. -- em suma, para serem trabalhadores extremamente produtivos. Este é, claro, o sentido geral da disciplina militar na atualidade, o que não quer dizer que funcione com todo mundo. Cabe perguntar, entretanto: é apenas a &lt;em&gt;função&lt;/em&gt;, o &lt;em&gt;uso&lt;/em&gt; dos militares engajados em combate (&quot;interno&quot; ou &quot;externo&quot;, pouco importa) o mais importante? Ou é importante, talvez ainda mais importante, o que fazem os miitares entre um combate e outro?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O debate esquentou por caminhos que talvez não sejam os melhores. A este respeito, trago exemplo semelhante de outra cidade: militantes do PT e do Levante Popular da Juventude que nas manifestações de junho de 2013 fizeram, literalmente, um &#8220;cordão de isolamento&#8221; para&#8230; <em>proteger os policiais dos manifestantes</em>.</p>
<p>De casuísmo em casuísmo, entretanto, sempre será possível encontrar alguma &#8220;razão tática&#8221; para apoiar tal ou qual demanda apoiada pelos policiais.</p>
<p>Me permito, entretanto, chamar a atenção para duas formas sutis pelas quais o debate proposto pelo artigo tem sido desvirtuado.</p>
<p>Primeira: me parece que o artigo não indaga se reivindicações da classe trabalhadora podem ser, eventualmente, adotadas e defendidas por policiais, como é o caso no exemplo &#8212; controverso &#8212; da APRASC. O artigo pergunta, muito explicitamente, pelo sentido contrário da relação: &#8220;se as reivindicações dos militares de baixa patente podem ou não ser integradas no conjunto das reivindicações da classe trabalhadora&#8221;. Se as reivindicações salariais de policiais e das forças armadas, assim como as reivindicações por &#8220;melhores condições de trabalho&#8221; destes setores são, ou não, reivindicações de trabalhadores. Está entre as reivindicações de trabalhadores o maior investimento em patrulha de fronteiras, em transição para um modelo &#8220;tecnocêntrico&#8221; de combate (via drones, VANTs etc.), em substituição de equipamentos bélicos obsoletos? Devem os trabalhadores fortalecer as lutas por melhores reivindicações para policiais, por melhores viaturas, por sistemas de inteligência policial mais sofisticados? É esta a questão posta pelo artigo, não o contrário. É este o campo de reivindicações posto pelos militares insurrectos em seus movimentos mais recentes, não a pauta apresentada por Leo Vinicius.</p>
<p>Segunda: me parece também que o artigo, seguindo a mesma linha, não entra em muitos detalhes sobre a &#8220;natureza de classe&#8221; dos militares. Só diz que &#8220;sob a máscara de um elemento da classe trabalhadora, o que se encontra num militar já é outra coisa&#8221;, sem definir claramente o que é esta &#8220;outra coisa&#8221; mas dando algumas pistas por meio daquilo que fazem os militares. Não é esta, entretanto, a questão, mas sim aquela acerca da adequação entre as reivindicações de militares e aquelas da classe trabalhadora. Tenho para mim que esta é uma definição que dá muito pano para manga por estar num campo bem cinzento, mas acho que este debate é longo e complexo demais para uma simples caixa de comentários. Pede maior detalhe e extensão.</p>
<p>É preciso ter atenção para que nos desvios e nas tresleituras o debate não perca o foco.</p>
<p>Veja-se, por exemplo, como Cabeça de Papel traz uma contribuição interessante. De fato, há diferença funcional entre forças armadas nacionais e as forças policiais. Ao menos &#8220;conceitualmente&#8221;. Na prática, entretanto, e tendo em vista apenas o caso brasileiro, a doutrina, a estratégia e a tática das forças armadas nunca perdeu de vista o &#8220;inimigo interno&#8221;. Estamos falando, sem muitos detalhes, de forças armadas que serviram para aplastar rebeliões (a &#8220;função policial&#8221; da repressão ás revoltas do período regencial é mais que explícita), capturar escravos fugidos (não é à-toa que um dos elementos da crise militar dos anos 1870 e 1880 tenha sido a recusa do exército em &#8220;agir como capitães-do-mato&#8221;), debelar conflitos sociais pela força (Canudos, Contestado, Capim etc.), agir como &#8220;última linha de defesa&#8221; (GLO, intervenção)&#8230; Não faltam exemplos semelhantes também em outros contextos. A diferença funcional entre polícias e forças armadas existe, mas precisa ser compreendida num <em>continuum</em> construído em torno do significado histórico dado a cada prática &#8220;desviante&#8221;, e ao grau de intensidade da repressão que as classes hegemônicas de momento entendem ser necessário voltar contra ela. </p>
<p>A contribuição de Cabeça de Papel traz ainda outro aspecto interessante. Não pelo que diz, mas pelo que não diz a respeito da conscrição. Sim, soldados são conscritos para &#8212; em termos estritamente militares &#8212; defender posições. Mas se analisarmos historicamente os métodos de conscrição, veremos que havia não somente um &#8220;jogo&#8221; em torno de quem era isento das conscrições, de quem podia fazer-se substituir por outros (e &#8220;que outros&#8221;, sob que condições etc.) e de quem podia pagar para ver-se livre da conscrição. O serviço militar sob o regime da conscrição foi um dos métodos de disciplinamento de trabalhadores &#8220;rebeldes&#8221; dos mais eficazes. Mesmo a mudança deste regime para o de sorteio, e depois para as versões modernas do <em>levée en masse</em>, nada disto alterou o caráter disciplinar do serviço militar, no que diz respeito ao disciplinamento de trabalhadores. Se hoje a questão não está apenas em fazer ordem unida (um verdadeiro anacronismo), há toda a vida em caserna a &#8220;preparar&#8221; jovens trabalhadores para serem pontuais e obedientes, para terem iniciativa dentro de certos limites rigidamente definidos, para serem pragmáticos e não questionarem ordens etc. &#8212; em suma, para serem trabalhadores extremamente produtivos. Este é, claro, o sentido geral da disciplina militar na atualidade, o que não quer dizer que funcione com todo mundo. Cabe perguntar, entretanto: é apenas a <em>função</em>, o <em>uso</em> dos militares engajados em combate (&#8220;interno&#8221; ou &#8220;externo&#8221;, pouco importa) o mais importante? Ou é importante, talvez ainda mais importante, o que fazem os miitares entre um combate e outro?</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Eu vi o que você fez na manifestação passada...		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/09/122881/#comment-338787</link>

		<dc:creator><![CDATA[Eu vi o que você fez na manifestação passada...]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Oct 2018 16:39:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Para não deixar passar em branco a &quot;questão tática&quot; colocada por Leo Vinícius e aproveitando as ponderações lucidas do Marcelo, enfatizo o seguinte: tentar extrair uma prática política de uma análise simplista e binária como propõe LV, na escolha entre as noções vagas de &quot;trabalhador&quot; e &quot;não-trabalhador&quot; para definir os policiais, é um grande equívoco. Teríamos que mobilizar outras categorias nessa análise, como proletariado sociológico e proletariado empírico, para começar. O caminho sugerido por LV já conhece um resultado: Cabo Dacciolo. O PSOL trilhou esse caminho irresponsável e oportunista, nos deixando uma bela herança política. Mas o que esperar de um partido fundado por alguém que se autodefine como &quot;trotskista cristã&quot;? Portanto, o pessoal do &quot;Policial é meu amigo, mexeu com ele mexeu comigo!&quot;, do &quot;ADO ADO ADO, policial também é explorado!&quot;, já deveria saber aonde acaba sua &quot;tática&quot;...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para não deixar passar em branco a &#8220;questão tática&#8221; colocada por Leo Vinícius e aproveitando as ponderações lucidas do Marcelo, enfatizo o seguinte: tentar extrair uma prática política de uma análise simplista e binária como propõe LV, na escolha entre as noções vagas de &#8220;trabalhador&#8221; e &#8220;não-trabalhador&#8221; para definir os policiais, é um grande equívoco. Teríamos que mobilizar outras categorias nessa análise, como proletariado sociológico e proletariado empírico, para começar. O caminho sugerido por LV já conhece um resultado: Cabo Dacciolo. O PSOL trilhou esse caminho irresponsável e oportunista, nos deixando uma bela herança política. Mas o que esperar de um partido fundado por alguém que se autodefine como &#8220;trotskista cristã&#8221;? Portanto, o pessoal do &#8220;Policial é meu amigo, mexeu com ele mexeu comigo!&#8221;, do &#8220;ADO ADO ADO, policial também é explorado!&#8221;, já deveria saber aonde acaba sua &#8220;tática&#8221;&#8230;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Marcelo de Marchi Mazzoni		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/09/122881/#comment-338779</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marcelo de Marchi Mazzoni]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Oct 2018 13:51:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ainda na graduação, partilhei a sala com um aluno que era tenente da Polícia Militar do Estado de  São Paulo. Um homem negro, sorridente, muito simpático e defensor do que no campus chamavam de &quot;esquerda militar&quot;. Conversei bastante com esse homem, sabendo que ele era cindido, ou falsamente cindido (a pulga atras da orelha sempre está na moda), mas uma coisa me marcou muito. Ele disse que o grosso do contingente da polícia militar é homem, negro e pobre, mas, ocorria um fenômeno estranho, como que ao vestirem o uniforme eles encarnassem soldados prussianos, dispostos a tudo pela corporação. Uma citação me marcou bastante, nesse período: 
&quot;ver-se-iam os defensores da pátria tornarem-se, mais tarde ou mais cedo, seus inimigos e manterem continuamente um punhal alçado contra seus cidadãos, e chegaria o tempo em que se ouviria dizerem ao opressor de seu país: &#039;Pectore si fratris gladium juguloque parentis/ Condere me jubeas gravidaeque in viscera partu/ Conjugis, invita peragam tamen omnia dextra.&quot; (discurso sobre a desigualdade, pensadores Rousseau, página 279, ed. Abril)&quot;.
Está é uma parte da história, que joga forte contra esse fetiche da farda, que muitos podemos desenvolver.

Contudo, não podemos ser míopes, devemos entender que  muitos camaradas foram militares: Carlos Lamarca, Nelson Wenerck Sodré, Luis Carlos Prestes, só para dizer alguns nomes. Além desses nomes grandes, muitas vezes idealizados, temos que nos ater aos números da repressão durante a ditadura (http://memoriasdaditadura.org.br/militares-que-disseram-nao/index.html). Ou seja, houve uma necessária repressão interna, dentro dos quartéis, para que não só a aparência de unidade fosse mantida, mas para que necessariamente os elementos subversivos não conseguissem mobilizar forças internas no coração da ditadura.

Então, até agora na minha exposição, temos um sim e um não. Sim, existe uma tendência &quot;prussiana&quot; nas forças repressivas. Não, os militares não são um corpo absolutamente coeso.

Isto me leva ao seguinte ponto não há possibilidade de aliança, a não ser, que: a) exista uma força interna coesa etc...; b) uma mobilização militar que aponte para a ruptura progressiva contra a militarização da polícia (que no brasil é um avanço e tanto); c) um estado tal de mobilização que as forças da ordem são afetadas pela disputa hegemônica.

No mais, estaremos dando palanque para os inimigos, o exemplo do oportunismo do psol frente nosso amigo da pátria grande é gritante. Me parece que o fetiche pelas armas causa uma reificação do pensamento, algo como: &quot;se tivermos apoio das forças armadas, teremos mais poder de ação, assim conseguiremos constituir uma força popular&quot;. Quando, para mim, é o contrário, quanto mais as forças progressistas estão difundidas e fortes, mais poder de ação, o que afetará até mesmo o contingente militar. O Dacciolo é teocrata, por que há uma ramificação do misticismo cristão no Brasil, ele é produto desse processo, ou seja, é mais necessário mudar o processo, disputar a hegemonia do que dar palanque, no meu entender.

abraços.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda na graduação, partilhei a sala com um aluno que era tenente da Polícia Militar do Estado de  São Paulo. Um homem negro, sorridente, muito simpático e defensor do que no campus chamavam de &#8220;esquerda militar&#8221;. Conversei bastante com esse homem, sabendo que ele era cindido, ou falsamente cindido (a pulga atras da orelha sempre está na moda), mas uma coisa me marcou muito. Ele disse que o grosso do contingente da polícia militar é homem, negro e pobre, mas, ocorria um fenômeno estranho, como que ao vestirem o uniforme eles encarnassem soldados prussianos, dispostos a tudo pela corporação. Uma citação me marcou bastante, nesse período:<br />
&#8220;ver-se-iam os defensores da pátria tornarem-se, mais tarde ou mais cedo, seus inimigos e manterem continuamente um punhal alçado contra seus cidadãos, e chegaria o tempo em que se ouviria dizerem ao opressor de seu país: &#8216;Pectore si fratris gladium juguloque parentis/ Condere me jubeas gravidaeque in viscera partu/ Conjugis, invita peragam tamen omnia dextra.&#8221; (discurso sobre a desigualdade, pensadores Rousseau, página 279, ed. Abril)&#8221;.<br />
Está é uma parte da história, que joga forte contra esse fetiche da farda, que muitos podemos desenvolver.</p>
<p>Contudo, não podemos ser míopes, devemos entender que  muitos camaradas foram militares: Carlos Lamarca, Nelson Wenerck Sodré, Luis Carlos Prestes, só para dizer alguns nomes. Além desses nomes grandes, muitas vezes idealizados, temos que nos ater aos números da repressão durante a ditadura (<a href="http://memoriasdaditadura.org.br/militares-que-disseram-nao/index.html" rel="nofollow ugc">http://memoriasdaditadura.org.br/militares-que-disseram-nao/index.html</a>). Ou seja, houve uma necessária repressão interna, dentro dos quartéis, para que não só a aparência de unidade fosse mantida, mas para que necessariamente os elementos subversivos não conseguissem mobilizar forças internas no coração da ditadura.</p>
<p>Então, até agora na minha exposição, temos um sim e um não. Sim, existe uma tendência &#8220;prussiana&#8221; nas forças repressivas. Não, os militares não são um corpo absolutamente coeso.</p>
<p>Isto me leva ao seguinte ponto não há possibilidade de aliança, a não ser, que: a) exista uma força interna coesa etc&#8230;; b) uma mobilização militar que aponte para a ruptura progressiva contra a militarização da polícia (que no brasil é um avanço e tanto); c) um estado tal de mobilização que as forças da ordem são afetadas pela disputa hegemônica.</p>
<p>No mais, estaremos dando palanque para os inimigos, o exemplo do oportunismo do psol frente nosso amigo da pátria grande é gritante. Me parece que o fetiche pelas armas causa uma reificação do pensamento, algo como: &#8220;se tivermos apoio das forças armadas, teremos mais poder de ação, assim conseguiremos constituir uma força popular&#8221;. Quando, para mim, é o contrário, quanto mais as forças progressistas estão difundidas e fortes, mais poder de ação, o que afetará até mesmo o contingente militar. O Dacciolo é teocrata, por que há uma ramificação do misticismo cristão no Brasil, ele é produto desse processo, ou seja, é mais necessário mudar o processo, disputar a hegemonia do que dar palanque, no meu entender.</p>
<p>abraços.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Eu vi o que você fez na manifestação passada...		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/09/122881/#comment-338727</link>

		<dc:creator><![CDATA[Eu vi o que você fez na manifestação passada...]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Oct 2018 15:00:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Apenas para esclarecer, meu anonimato nada tem a ver com você, mas com o tema e o contexto. Não se hipervalorize.

Em seguida, não se trata de &quot;birra&quot; com outros grupos políticos, mas da segurança dos movimentos sociais que têm em seu interior, infelizmente, organizações que fazem leva e trás com os policiais. Aliás, levam muito mais do que trazem, diga-se de passagem. Mas, isto não parece um problema para Léo Vinícius, que está muito mais preocupado com a segurança dos policiais e suas famílias, do que com o resto dos manifestantes... E ainda se admira com meu anonimato... Da próxima vez assinarei e colocarei RG, CPF e endereço completo...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Apenas para esclarecer, meu anonimato nada tem a ver com você, mas com o tema e o contexto. Não se hipervalorize.</p>
<p>Em seguida, não se trata de &#8220;birra&#8221; com outros grupos políticos, mas da segurança dos movimentos sociais que têm em seu interior, infelizmente, organizações que fazem leva e trás com os policiais. Aliás, levam muito mais do que trazem, diga-se de passagem. Mas, isto não parece um problema para Léo Vinícius, que está muito mais preocupado com a segurança dos policiais e suas famílias, do que com o resto dos manifestantes&#8230; E ainda se admira com meu anonimato&#8230; Da próxima vez assinarei e colocarei RG, CPF e endereço completo&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/09/122881/#comment-338721</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Oct 2018 13:14:38 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=122881#comment-338721</guid>

					<description><![CDATA[Caro anônimo, claro que eu estava lá. por que você acha que eu mencionei essa manifestação.

Me pergunto por que estou respondendo um anônimo que sequer entende a diferença entre apontar que os policiais carregam contradições (são cindidos) e a defesa da instituição Polícia.

Mas vamos lá: A manifestação era da APRASC. Era deles. Claro, com solidariedade da esquerda da cidade, pessoas de outros movimentos foram engrossar a manifestação, como eu aliás, que entrei nela saindo da rodoviária, chegando de uma viagem. Ora, os PMs, por serem militares, não podem se manifestar, não possuem os mesmos direitos políticos dos civis. Como você bem deve saber nas manifestações de militares as famílias dos militares costumam participar no lugar destes. Se os praças estavam fazendo a segurança lateral na ponte, qual o problema? Mas pra caber na sua teoria você tem que transformar isso em tutela de uma manifestação (que era deles mesmos!!!).

Enfim, estou discutindo tática, sobre se vale a pena ou não fazer trabalho de base com policiais, enquanto você veio aqui reproduzir birra com outros grupos políticos.

O problema do artigo em questão, aliás, é que ele não discuto a validade tática de se apoiar essas manifestações de policiais exemplificadas no artigo, ou se vale a pena fazer trabalho de base dentro das corporações policiais ou militares, ele simplesmente - sem fundamento a meu ver - define que policiais não são trabalhadores.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro anônimo, claro que eu estava lá. por que você acha que eu mencionei essa manifestação.</p>
<p>Me pergunto por que estou respondendo um anônimo que sequer entende a diferença entre apontar que os policiais carregam contradições (são cindidos) e a defesa da instituição Polícia.</p>
<p>Mas vamos lá: A manifestação era da APRASC. Era deles. Claro, com solidariedade da esquerda da cidade, pessoas de outros movimentos foram engrossar a manifestação, como eu aliás, que entrei nela saindo da rodoviária, chegando de uma viagem. Ora, os PMs, por serem militares, não podem se manifestar, não possuem os mesmos direitos políticos dos civis. Como você bem deve saber nas manifestações de militares as famílias dos militares costumam participar no lugar destes. Se os praças estavam fazendo a segurança lateral na ponte, qual o problema? Mas pra caber na sua teoria você tem que transformar isso em tutela de uma manifestação (que era deles mesmos!!!).</p>
<p>Enfim, estou discutindo tática, sobre se vale a pena ou não fazer trabalho de base com policiais, enquanto você veio aqui reproduzir birra com outros grupos políticos.</p>
<p>O problema do artigo em questão, aliás, é que ele não discuto a validade tática de se apoiar essas manifestações de policiais exemplificadas no artigo, ou se vale a pena fazer trabalho de base dentro das corporações policiais ou militares, ele simplesmente &#8211; sem fundamento a meu ver &#8211; define que policiais não são trabalhadores.</p>
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		<title>
		Por: Eu vi o que você fez na manifestação passada...		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/09/122881/#comment-338688</link>

		<dc:creator><![CDATA[Eu vi o que você fez na manifestação passada...]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Oct 2018 00:13:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Você estava lá Léo Vinícius, não se faça de desentendido... Era uma manifestação de civis integrada pelos praças, que se autointitularam os &quot;seguranças da manifestação&quot;. Eram civis dentro da fila demarcada pelos praças, fora. O movimento não era deles apenas. E essa costura foi feita graças aos prestistas da cidade, às voltas com o deputado Amauri, famoso membro da APRASC. É disso que estamos falando. Inclusive ali eles podiam ver como se organizavam os manifestantes, quais eram as lideranças, etc. Tudo com o respaldo da &quot;esquerda&quot;. Dormindo com o inimigo, é o nome desse filme...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você estava lá Léo Vinícius, não se faça de desentendido&#8230; Era uma manifestação de civis integrada pelos praças, que se autointitularam os &#8220;seguranças da manifestação&#8221;. Eram civis dentro da fila demarcada pelos praças, fora. O movimento não era deles apenas. E essa costura foi feita graças aos prestistas da cidade, às voltas com o deputado Amauri, famoso membro da APRASC. É disso que estamos falando. Inclusive ali eles podiam ver como se organizavam os manifestantes, quais eram as lideranças, etc. Tudo com o respaldo da &#8220;esquerda&#8221;. Dormindo com o inimigo, é o nome desse filme&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
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		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/09/122881/#comment-338684</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Sep 2018 22:54:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O sujeito anônimo que diz que defendo polícia já começa mal. Polícia é uma instituição. Onde a defendi?

Depois ele segue com um truísmo, a polícia reprime. Nossa, a polícia que reprimiu as revoltas da catraca era a mesma que um grupo de esquerda fazia trabalho de base. Que surpresa, não houve deserção... não chegamos na revolução.

Até poderia haver uma discussão interessante sobre a mudança sentida da atuação da PM de SC, que de anos para cá passou a usar mais a inteligência e a &#039;política&#039; (ah sim, eles ainda reprimem quando querem ou aham necessário). Mas como se vê, se não largarem as armas e desertarem, os policiais não são trabalhadores. Porque, claro, como se sabe, as funções são subvertidas e as contradições explodem do dia pra noite.

Por fim, o anônimo terminal mal novamente, mostrando que fora a verborragia sobre quase nada do que escreveu. Uma manifestação de uma categoria é essa categoria que deve definir o que quer ocupar ou não. Ou seja, eles se autotutelarem ao definirem que uma pista ficaria liberada da ponte. Mas pelo jeito o sujeito anônimo quer dizer para os outros o que devem fazer na própria manifestação ou greve.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O sujeito anônimo que diz que defendo polícia já começa mal. Polícia é uma instituição. Onde a defendi?</p>
<p>Depois ele segue com um truísmo, a polícia reprime. Nossa, a polícia que reprimiu as revoltas da catraca era a mesma que um grupo de esquerda fazia trabalho de base. Que surpresa, não houve deserção&#8230; não chegamos na revolução.</p>
<p>Até poderia haver uma discussão interessante sobre a mudança sentida da atuação da PM de SC, que de anos para cá passou a usar mais a inteligência e a &#8216;política&#8217; (ah sim, eles ainda reprimem quando querem ou aham necessário). Mas como se vê, se não largarem as armas e desertarem, os policiais não são trabalhadores. Porque, claro, como se sabe, as funções são subvertidas e as contradições explodem do dia pra noite.</p>
<p>Por fim, o anônimo terminal mal novamente, mostrando que fora a verborragia sobre quase nada do que escreveu. Uma manifestação de uma categoria é essa categoria que deve definir o que quer ocupar ou não. Ou seja, eles se autotutelarem ao definirem que uma pista ficaria liberada da ponte. Mas pelo jeito o sujeito anônimo quer dizer para os outros o que devem fazer na própria manifestação ou greve.</p>
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		<title>
		Por: Cabeça de papel		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/09/122881/#comment-338669</link>

		<dc:creator><![CDATA[Cabeça de papel]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Sep 2018 19:06:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[assim como os gestores podem ser recrutados de setores populares, os e as policiais também. Assim como os e as gestoras podem em dados momentos inclinar-se pelas reivindicações da classe trabalhadora na correlação geral de forças, alguns setores das forças repressivas também. Vale lembrar, no entanto, que um exército de conscritos (isto é, recrutados À FORÇA) em uma guerra nacional não é treinado, nem tática nem ideologicamente, para a repressão da classe trabalhadora ou camponesa da qual foi retirado. Estas guerras, alias, já praticamente não existem. Um policial é treinado para botar &quot;ordem&quot; em qualquer situação. Um soldado é treinado para atacar ou defender posições. As diferenças são grandes.
Policial não é trabalhador, assim como um burguês nascido em berço de miséria tampouco o é. Não deixa de ser importante, para todos e todas as revolucionárias, observar os fenômenos próprios destes setores (de forças armadas e repressivas, cada vez havendo menos diferença entre ambos).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>assim como os gestores podem ser recrutados de setores populares, os e as policiais também. Assim como os e as gestoras podem em dados momentos inclinar-se pelas reivindicações da classe trabalhadora na correlação geral de forças, alguns setores das forças repressivas também. Vale lembrar, no entanto, que um exército de conscritos (isto é, recrutados À FORÇA) em uma guerra nacional não é treinado, nem tática nem ideologicamente, para a repressão da classe trabalhadora ou camponesa da qual foi retirado. Estas guerras, alias, já praticamente não existem. Um policial é treinado para botar &#8220;ordem&#8221; em qualquer situação. Um soldado é treinado para atacar ou defender posições. As diferenças são grandes.<br />
Policial não é trabalhador, assim como um burguês nascido em berço de miséria tampouco o é. Não deixa de ser importante, para todos e todas as revolucionárias, observar os fenômenos próprios destes setores (de forças armadas e repressivas, cada vez havendo menos diferença entre ambos).</p>
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