<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	
	>
<channel>
	<title>
	Comentários sobre: Isto não me diz respeito	</title>
	<atom:link href="https://passapalavra.info/2018/10/123037/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://passapalavra.info/2018/10/123037/</link>
	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
	<lastBuildDate>Wed, 24 Oct 2018 14:38:33 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>
	<item>
		<title>
		Por: Bisonho		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/10/123037/#comment-339324</link>

		<dc:creator><![CDATA[Bisonho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Oct 2018 22:14:55 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=123037#comment-339324</guid>

					<description><![CDATA[João,

É justamente a contradição aparente que tentei afirmar em meu comentário, por isso em minha interrogação  há, na verdade, a afirmação de que o fascismo por seu caráter dualístico (especialmente a dualidade estética… e uma eleição sempre é carregada de estéticas...) é permeado por uma série de contradições sempre aparentes. Se o eixo endógeno dos fascismos é representado pelos partidos, pelas milícias e pelos sindicatos, a aparência da contradição entre Haddad e Bolsonaro, em minha opinião se desfaz. Seja no “culto” à Bolsonaro, seja no “culto” à Lula (neste caso representado por Haddad), há um caráter fortemente “messiânico” e esse messianismo é abraçado justamente por grande parcela da classe trabalhadora,  senão pela grande maioria da classe trabalhadora, já que 75%  (46,04 Bolsonaro; 29,27 Haddad) dos votos foram distribuídos entre estes dois candidatos com apoio, inclusive, de entidades sindicais dos dois lados (a paralisação dos caminhoneiros talvez possa ilustrar esta situação, ao menos em parte...). Não quero com isso dizer que Haddad ou o PT sejam propriamente fascistas, não. Mas que suas ações (e também as ações de outros partidos ou grupos ditos de esquerda) tiveram fundamental importância na ascensão daquilo que me parece ser um fascismo, especialmente porque o eixo exógeno está representado por centenas de parlamentares militares e religiosos legalmente eleitos, e pelas próprias igrejas a monopolizar uma parcela enorme do dinheiro em circulação e a própria classe trabalhadora... lembremos que a chegada formal de Hitler ao poder foi pelas vias legais...

Tanto de um lado como de outro (Haddad e Bolsonoro) há partidos e sindicatos ditos de trabalhadores que os apoiam ou os apoiarão na esperança de “salvação” do &quot;mal&quot;... Um mal,  que na verdade, é dirigido contra a classe trabalhadora, ainda que sob discursos identitários de ambos os lados... concordo plenamente contigo que a esquerda foi derrotada quando &quot;perdeu de vista a centralidade das relações de produção&quot; mas essa derrota aconteceu muito antes destas eleições... aconteceu, ao menos em parte, justamente quando as relações de classe foram colocadas no âmbito das relações de consumo, justamente pelo PT, com a &quot;famosa&quot; ascensão das classes C, D e E ao consumo... (e uma das características do fascismo não é justamente a negação da luta de classes...? Neste caso específico, além do nacionalismo, será que não poderíamos acrescentar o consumo como forma de identidade a unir uma sociedade...?)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João,</p>
<p>É justamente a contradição aparente que tentei afirmar em meu comentário, por isso em minha interrogação  há, na verdade, a afirmação de que o fascismo por seu caráter dualístico (especialmente a dualidade estética… e uma eleição sempre é carregada de estéticas&#8230;) é permeado por uma série de contradições sempre aparentes. Se o eixo endógeno dos fascismos é representado pelos partidos, pelas milícias e pelos sindicatos, a aparência da contradição entre Haddad e Bolsonaro, em minha opinião se desfaz. Seja no “culto” à Bolsonaro, seja no “culto” à Lula (neste caso representado por Haddad), há um caráter fortemente “messiânico” e esse messianismo é abraçado justamente por grande parcela da classe trabalhadora,  senão pela grande maioria da classe trabalhadora, já que 75%  (46,04 Bolsonaro; 29,27 Haddad) dos votos foram distribuídos entre estes dois candidatos com apoio, inclusive, de entidades sindicais dos dois lados (a paralisação dos caminhoneiros talvez possa ilustrar esta situação, ao menos em parte&#8230;). Não quero com isso dizer que Haddad ou o PT sejam propriamente fascistas, não. Mas que suas ações (e também as ações de outros partidos ou grupos ditos de esquerda) tiveram fundamental importância na ascensão daquilo que me parece ser um fascismo, especialmente porque o eixo exógeno está representado por centenas de parlamentares militares e religiosos legalmente eleitos, e pelas próprias igrejas a monopolizar uma parcela enorme do dinheiro em circulação e a própria classe trabalhadora&#8230; lembremos que a chegada formal de Hitler ao poder foi pelas vias legais&#8230;</p>
<p>Tanto de um lado como de outro (Haddad e Bolsonoro) há partidos e sindicatos ditos de trabalhadores que os apoiam ou os apoiarão na esperança de “salvação” do &#8220;mal&#8221;&#8230; Um mal,  que na verdade, é dirigido contra a classe trabalhadora, ainda que sob discursos identitários de ambos os lados&#8230; concordo plenamente contigo que a esquerda foi derrotada quando &#8220;perdeu de vista a centralidade das relações de produção&#8221; mas essa derrota aconteceu muito antes destas eleições&#8230; aconteceu, ao menos em parte, justamente quando as relações de classe foram colocadas no âmbito das relações de consumo, justamente pelo PT, com a &#8220;famosa&#8221; ascensão das classes C, D e E ao consumo&#8230; (e uma das características do fascismo não é justamente a negação da luta de classes&#8230;? Neste caso específico, além do nacionalismo, será que não poderíamos acrescentar o consumo como forma de identidade a unir uma sociedade&#8230;?)</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/10/123037/#comment-339230</link>

		<dc:creator><![CDATA[João]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Oct 2018 11:07:11 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=123037#comment-339230</guid>

					<description><![CDATA[Bisonho,

Não disse que a maioria da população rejeita Bolsonaro. Disse que a rejeição dele é alta, e também a rejeição a Haddad. Ao mesmo tempo os dois foram os mais votados. A contradição aqui é aparente. Se você olhar bem vai perceber. 

O que eu disse é que, hoje, os  eleitores do Bolsonaro dispostos a se mobilizar em torno dele concentram-se nos estratos de renda um pouco maior que a média. Estão aí, por enquanto, os destacamentos mais perigosos. É gente que tá militando ativamente pelo fascismo. Mas isto não quer dizer que os trabalhadores mais explorados não votarm nele. Votaram sim.

Em todo caso, o argumento central do texto é fato de que a derrota já aconteceu, de certo modo, antes das eleições. Aconteceu quando a esquerda perdeu de vista a centralidade das relações de produção. Essa perda se manifesta na esquerda de várias formas, e tem diferentes motivos. Mas é o que dá a tônica dos descaminhos atuais.

A revolta indeterminada com as condições de exploração tá colocada. É a matéria prima dos fascistas, que eles já começam a trabalhar e dar forma. Deveria ser a nossa também.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bisonho,</p>
<p>Não disse que a maioria da população rejeita Bolsonaro. Disse que a rejeição dele é alta, e também a rejeição a Haddad. Ao mesmo tempo os dois foram os mais votados. A contradição aqui é aparente. Se você olhar bem vai perceber. </p>
<p>O que eu disse é que, hoje, os  eleitores do Bolsonaro dispostos a se mobilizar em torno dele concentram-se nos estratos de renda um pouco maior que a média. Estão aí, por enquanto, os destacamentos mais perigosos. É gente que tá militando ativamente pelo fascismo. Mas isto não quer dizer que os trabalhadores mais explorados não votarm nele. Votaram sim.</p>
<p>Em todo caso, o argumento central do texto é fato de que a derrota já aconteceu, de certo modo, antes das eleições. Aconteceu quando a esquerda perdeu de vista a centralidade das relações de produção. Essa perda se manifesta na esquerda de várias formas, e tem diferentes motivos. Mas é o que dá a tônica dos descaminhos atuais.</p>
<p>A revolta indeterminada com as condições de exploração tá colocada. É a matéria prima dos fascistas, que eles já começam a trabalhar e dar forma. Deveria ser a nossa também.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: X- Bisonho		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/10/123037/#comment-339153</link>

		<dc:creator><![CDATA[X- Bisonho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Oct 2018 04:02:40 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=123037#comment-339153</guid>

					<description><![CDATA[Para ficar só no estado de São Paulo: os cinco deputados federais mais votados: PSL 8,74 % 1.843.715 votos EDUARDO BOLSONARO , PSL 5,11 % 1.078.659 votos JOICE HASSELMANN;  PRB 2,47 % 521.724 votos CELSO RUSSOMANNO; KIM KATAGUIRI DEM 2,21% 465.303 votos; TIRIRICA PR 2,15% 453.849 votos, representando 20,68% do total de  votos deste estado... Os cinco deputados estaduais mais votados:  PSL 9,88 % 2.060.770 votos JANAINA PASCHOAL; DEM 2,29 % 478.273 votos,  ARTHUR MAMÃE FALEI; PSOL 1,05 % 218.705 votos CARLOS GIANNAZI; CORONEL TELHADA PP 1,03% 214.443 votos; GIL DINIZ PSL 1,03% 214.036 votos, sendo que a primeira colacada obteve quase 10% dos votos do estado de São Paulo, ou quase 10 vezes mais do que o único candidato entre os cinco primeiros considerado de esquerda... 

De duas uma: ou a burguesia votou em massa em seus candidatos (supondo que 20%, ou mesmo 10%, da população do Estado de São Paulo pertença à esta classe... o que parece ser pouco provável...), ou a &quot;massa&quot; de trabalhadores que &quot;rejeita (?)&quot; Bolsonaro, não estaria, ao contrário,  a confirmar a capacidade do  fascismo de &quot;conjugar dualidades&quot;,  representada justamente na figura de um Bolsonaro e um Haddad num segundo turno?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para ficar só no estado de São Paulo: os cinco deputados federais mais votados: PSL 8,74 % 1.843.715 votos EDUARDO BOLSONARO , PSL 5,11 % 1.078.659 votos JOICE HASSELMANN;  PRB 2,47 % 521.724 votos CELSO RUSSOMANNO; KIM KATAGUIRI DEM 2,21% 465.303 votos; TIRIRICA PR 2,15% 453.849 votos, representando 20,68% do total de  votos deste estado&#8230; Os cinco deputados estaduais mais votados:  PSL 9,88 % 2.060.770 votos JANAINA PASCHOAL; DEM 2,29 % 478.273 votos,  ARTHUR MAMÃE FALEI; PSOL 1,05 % 218.705 votos CARLOS GIANNAZI; CORONEL TELHADA PP 1,03% 214.443 votos; GIL DINIZ PSL 1,03% 214.036 votos, sendo que a primeira colacada obteve quase 10% dos votos do estado de São Paulo, ou quase 10 vezes mais do que o único candidato entre os cinco primeiros considerado de esquerda&#8230; </p>
<p>De duas uma: ou a burguesia votou em massa em seus candidatos (supondo que 20%, ou mesmo 10%, da população do Estado de São Paulo pertença à esta classe&#8230; o que parece ser pouco provável&#8230;), ou a &#8220;massa&#8221; de trabalhadores que &#8220;rejeita (?)&#8221; Bolsonaro, não estaria, ao contrário,  a confirmar a capacidade do  fascismo de &#8220;conjugar dualidades&#8221;,  representada justamente na figura de um Bolsonaro e um Haddad num segundo turno?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Benjamim		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/10/123037/#comment-338986</link>

		<dc:creator><![CDATA[Benjamim]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Oct 2018 16:38:56 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=123037#comment-338986</guid>

					<description><![CDATA[Belmiro? Benjamim! 

(...) O velho Benjamim, o burro, nada mudara, após a Revolução. Executava sua tarefa
da mesma forma obstinadamente lenta com que o fazia nos tempos de Jones.
Não  se  esquivava  ao  trabalho  normal,  mas  nunca  era  voluntário  para
extraordinários.  Sobre  a  Revolução  e  seus  resultados,  não  emitia  opinião.
Quando lhe perguntavam se não era mais feliz, agora que Jones se havia ido,
respondia apenas “Os burros vivem muito tempo. Nenhum de vocês jamais viu um
burro morto”, e os outros tinham que contentar-se com essa obscura resposta.
(...)  O
velho Benjamim, o burro, nada mudara, após a Revolução. Executava sua tarefa
da mesma forma obstinadamente lenta com que o fazia nos tempos de Jones.
Não  se  esquivava  ao  trabalho  normal,  mas  nunca  era  voluntário  para
extraordinários.  Sobre  a  Revolução  e  seus  resultados,  não  emitia  opinião.
Quando lhe perguntavam se não era mais feliz, agora que Jones se havia ido,
respondia apenas “Os burros vivem muito tempo. Nenhum de vocês jamais viu um
burro morto”, e os outros tinham que contentar-se com essa obscura resposta O
velho Benjamim, o burro, nada mudara, após a Revolução. Executava sua tarefa
da mesma forma obstinadamente lenta com que o fazia nos tempos de Jones.
Não  se  esquivava  ao  trabalho  normal,  mas  nunca  era  voluntário  para
extraordinários.  Sobre  a  Revolução  e  seus  resultados,  não  emitia  opinião.
Quando lhe perguntavam se não era mais feliz, agora que Jones se havia ido,
respondia apenas “Os burros vivem muito tempo. Nenhum de vocês jamais viu um
burro morrer&quot;
(...) Mais  ou  menos  nessa  época,  aconteceu  um  incidente  que
nenhum dos bichos pôde compreender. Certa noite, à meia-noite mais ou menos,
ouviu-se um ruído de queda no pátio e os animais correram de suas baias para
ver o que sucedera. Era uma noite de lua. Ao pé da parede do fundo do grande
celeiro,  na  qual  estavam  escritos  os  Sete  Mandamentos,  encontraram  uma
escada quebrada em dois pedaços. Garganta, momentaneamente aturdido, jazia
estatelado junto a ela, tendo ao lado uma lanterna, uma brocha e uma lata de tinta
branca, entornada. Os cachorros fizeram imediatamente um círculo em torno de
Garganta e escoltaram-no de volta à casa-grande, tão logo ele pôde caminhar.
Os bichos não conseguiam fazer sequer idéia do que significava aquilo, exceto
Benjamim, que torceu o focinho com um ar de compreensão e pareceu entender
o que se passara, mas nada disse. (Disponível em http://www.ebooksbrasil.org/adobeebook/animaisf.pdf)

Bêbados e burros...  mudam os personagens, as geografias, mas o trabalho (e as relações dele oriundas) continuam o mesmo, independentemente de as revoluções serem em preto e branco ou coloridas...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Belmiro? Benjamim! </p>
<p>(&#8230;) O velho Benjamim, o burro, nada mudara, após a Revolução. Executava sua tarefa<br />
da mesma forma obstinadamente lenta com que o fazia nos tempos de Jones.<br />
Não  se  esquivava  ao  trabalho  normal,  mas  nunca  era  voluntário  para<br />
extraordinários.  Sobre  a  Revolução  e  seus  resultados,  não  emitia  opinião.<br />
Quando lhe perguntavam se não era mais feliz, agora que Jones se havia ido,<br />
respondia apenas “Os burros vivem muito tempo. Nenhum de vocês jamais viu um<br />
burro morto”, e os outros tinham que contentar-se com essa obscura resposta.<br />
(&#8230;)  O<br />
velho Benjamim, o burro, nada mudara, após a Revolução. Executava sua tarefa<br />
da mesma forma obstinadamente lenta com que o fazia nos tempos de Jones.<br />
Não  se  esquivava  ao  trabalho  normal,  mas  nunca  era  voluntário  para<br />
extraordinários.  Sobre  a  Revolução  e  seus  resultados,  não  emitia  opinião.<br />
Quando lhe perguntavam se não era mais feliz, agora que Jones se havia ido,<br />
respondia apenas “Os burros vivem muito tempo. Nenhum de vocês jamais viu um<br />
burro morto”, e os outros tinham que contentar-se com essa obscura resposta O<br />
velho Benjamim, o burro, nada mudara, após a Revolução. Executava sua tarefa<br />
da mesma forma obstinadamente lenta com que o fazia nos tempos de Jones.<br />
Não  se  esquivava  ao  trabalho  normal,  mas  nunca  era  voluntário  para<br />
extraordinários.  Sobre  a  Revolução  e  seus  resultados,  não  emitia  opinião.<br />
Quando lhe perguntavam se não era mais feliz, agora que Jones se havia ido,<br />
respondia apenas “Os burros vivem muito tempo. Nenhum de vocês jamais viu um<br />
burro morrer&#8221;<br />
(&#8230;) Mais  ou  menos  nessa  época,  aconteceu  um  incidente  que<br />
nenhum dos bichos pôde compreender. Certa noite, à meia-noite mais ou menos,<br />
ouviu-se um ruído de queda no pátio e os animais correram de suas baias para<br />
ver o que sucedera. Era uma noite de lua. Ao pé da parede do fundo do grande<br />
celeiro,  na  qual  estavam  escritos  os  Sete  Mandamentos,  encontraram  uma<br />
escada quebrada em dois pedaços. Garganta, momentaneamente aturdido, jazia<br />
estatelado junto a ela, tendo ao lado uma lanterna, uma brocha e uma lata de tinta<br />
branca, entornada. Os cachorros fizeram imediatamente um círculo em torno de<br />
Garganta e escoltaram-no de volta à casa-grande, tão logo ele pôde caminhar.<br />
Os bichos não conseguiam fazer sequer idéia do que significava aquilo, exceto<br />
Benjamim, que torceu o focinho com um ar de compreensão e pareceu entender<br />
o que se passara, mas nada disse. (Disponível em <a href="http://www.ebooksbrasil.org/adobeebook/animaisf.pdf" rel="nofollow ugc">http://www.ebooksbrasil.org/adobeebook/animaisf.pdf</a>)</p>
<p>Bêbados e burros&#8230;  mudam os personagens, as geografias, mas o trabalho (e as relações dele oriundas) continuam o mesmo, independentemente de as revoluções serem em preto e branco ou coloridas&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Belmiro de Tubiacanga		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/10/123037/#comment-338981</link>

		<dc:creator><![CDATA[Belmiro de Tubiacanga]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Oct 2018 16:05:20 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=123037#comment-338981</guid>

					<description><![CDATA[Em tempo: obra integral disponível em 
http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000155.pdf]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em tempo: obra integral disponível em<br />
<a href="http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000155.pdf" rel="nofollow ugc">http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000155.pdf</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Belmiro de Tubiacanga		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/10/123037/#comment-338979</link>

		<dc:creator><![CDATA[Belmiro de Tubiacanga]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Oct 2018 16:02:59 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=123037#comment-338979</guid>

					<description><![CDATA[Não só isso, não só aquilo... É isso, e é também aquilo... É Nova (e também a velha...) Califórnia... É  Tubiacanga (Washington, Moscou, Lisboa, Paris, São Paulo...)...:

&quot;(...) Mas,  qual  não  foi  a  surpresa  dos  seus  habitantes  quando  se  veio  a  verificar  nela  um  dos 
repugnantes crimes de que se tem memória! Não se tratava de um  esquartejamento ou parricídio;  não 
era o assassinato de uma família inteira ou um assalto à coletoria; era cousa pior, sacrílega aos olhos de 
todas  as  religiões  e  consciências:  violavam-se  as  sepulturas  do  &quot;Sossego&quot;,  do  seu  cemitério,  do  seu 
campo-santo. 
(...) Às  necessidades  de  cada  um,  aqueles  ossos  que  eram  ouro  viriam  atender,  satisfazer  e 
felicitá-los;  e  aqueles  dous  ou  três  milhares  de  pessoas,  homens,  crianças,  mulheres,  moços  e  velhos, 
como se fossem uma só pessoa, correram à casa do farmacêutico. 
(...) A desinteligência não tardou a surgir; os mortos eram poucos e não bastavam para satisfazer a 
fome  dos  vivos.  Houve  facadas,  tiros,  cachações.  Pelino  esfaqueou  o  turco  por  causa  de  um  fêmur  e 
mesmo  entre  as  famílias  questões  surgiram.  Unicamente,  o  carteiro  e  o  filho  não  brigaram.  Andaram 
juntos e de acordo e houve uma vez que o pequeno, uma esperta criança de onze anos, até aconselhou 
ao pai: &quot;Papai vamos aonde está mamãe; ela era tão gorda...&quot; 
De  manhã,  o  cemitério  tinha  mais  mortos  do  que  aqueles  que  recebera  em  trinta  anos  de 
existencia.  Uma  única  pessoa  lá  não  estivera,  não  matara  nem  profanara  sepulturas:  fora  o  bêbedo 
Belmiro. (...)&quot;

... Será que é por isso que eu bebo?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não só isso, não só aquilo&#8230; É isso, e é também aquilo&#8230; É Nova (e também a velha&#8230;) Califórnia&#8230; É  Tubiacanga (Washington, Moscou, Lisboa, Paris, São Paulo&#8230;)&#8230;:</p>
<p>&#8220;(&#8230;) Mas,  qual  não  foi  a  surpresa  dos  seus  habitantes  quando  se  veio  a  verificar  nela  um  dos<br />
repugnantes crimes de que se tem memória! Não se tratava de um  esquartejamento ou parricídio;  não<br />
era o assassinato de uma família inteira ou um assalto à coletoria; era cousa pior, sacrílega aos olhos de<br />
todas  as  religiões  e  consciências:  violavam-se  as  sepulturas  do  &#8220;Sossego&#8221;,  do  seu  cemitério,  do  seu<br />
campo-santo.<br />
(&#8230;) Às  necessidades  de  cada  um,  aqueles  ossos  que  eram  ouro  viriam  atender,  satisfazer  e<br />
felicitá-los;  e  aqueles  dous  ou  três  milhares  de  pessoas,  homens,  crianças,  mulheres,  moços  e  velhos,<br />
como se fossem uma só pessoa, correram à casa do farmacêutico.<br />
(&#8230;) A desinteligência não tardou a surgir; os mortos eram poucos e não bastavam para satisfazer a<br />
fome  dos  vivos.  Houve  facadas,  tiros,  cachações.  Pelino  esfaqueou  o  turco  por  causa  de  um  fêmur  e<br />
mesmo  entre  as  famílias  questões  surgiram.  Unicamente,  o  carteiro  e  o  filho  não  brigaram.  Andaram<br />
juntos e de acordo e houve uma vez que o pequeno, uma esperta criança de onze anos, até aconselhou<br />
ao pai: &#8220;Papai vamos aonde está mamãe; ela era tão gorda&#8230;&#8221;<br />
De  manhã,  o  cemitério  tinha  mais  mortos  do  que  aqueles  que  recebera  em  trinta  anos  de<br />
existencia.  Uma  única  pessoa  lá  não  estivera,  não  matara  nem  profanara  sepulturas:  fora  o  bêbedo<br />
Belmiro. (&#8230;)&#8221;</p>
<p>&#8230; Será que é por isso que eu bebo?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Os democratas se repetem como farsa...		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/10/123037/#comment-338946</link>

		<dc:creator><![CDATA[Os democratas se repetem como farsa...]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Oct 2018 19:10:21 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=123037#comment-338946</guid>

					<description><![CDATA[Vejam como a social-democracia republicana e democrática não muda - ou melhor, muda o jeito, mudam as ferramentas, mas o conteúdo de classe...

&quot;Da mesma forma por que os democratas tinham, em estilo revolucionário, agitado os espíritos e feito demonstrações de violência durante a campanha eleitoral constitucional, agora, quando se tornava necessário provar o caráter sério dessa vitória de armas na mão, em estilo constitucional pregavam a ordem, “majestosa serenidade”, a atuação legal, ou seja, a submissão cega à vontade da contra-revolução, que se impunha como lei. Durante os debates, a Montanha cobriu de vergonha o partido da ordem, afirmando, contra a paixão revolucionária do último, a atitude desapaixonada do filisteu que se mantém dentro da lei, e fulminando aquele partido com a censura terrível de que procedera de maneira revolucionária. Mesmo os deputados recém-eleitos se esmeravam em provar, com sua atitude correta e discreta, o absurdo que era atacá-los como anarquistas e atribuir sua eleição a uma vitória da revolução. A 31 de maio foi aprovada a nova lei eleitoral. A Montanha contentou-se em enfiar sorrateiramente um protesto no bolso do presidente da assembléia. À lei eleitoral seguiu-se uma nova lei de imprensa, pela qual a imprensa revolucionária foi totalmente suprimida. Merecera essa sorte. O National e La Presse, dois órgãos burgueses, ficaram depois desse dilúvio como a guarda mais avançada da revolução.

Vimos como durante os meses de março e abril os dirigentes democráticos haviam feito tudo para envolver o povo de Paris em uma luta falsa e como, depois de 8 de maio, fizeram tudo para desviá-lo da luta efetiva. Além disso, não devemos esquecer que o ano de 1850 foi um dos anos mais esplêndidos de prosperidade industrial e comercial, e o proletariado de Paris atravessa, assim, uma fase de pleno emprego. A lei eleitoral de 31 de maio de 1850, porém, o excluiu de qualquer participação no poder político. Isolou-o da própria arena. Atirou novamente os operários à condição de párias que haviam ocupado antes da Revolução de Fevereiro. Deixando-se dirigir pelos democratas diante de um tal acontecimento e esquecendo os interesses revolucionários de sua classe por um bem-estar momentâneo, os operários renunciaram à honra de se tomarem uma força vencedora, submeteram-se a sua sorte, provaram que a derrota de junho de 1848 os pusera fora de combate por muitos anos e que o processo histórico teria por enquanto que passar por cima de suas cabeças. No que concerne à pequena burguesia — que a 13 de junho gritara: “Mas se ousarem investir contra o sufrágio universal, bem, então lhes mostraremos de que somos capazes!” — contentava-se agora em discutir que o golpe contra-revolucionário que a atingira não era golpe e que a lei de 31 de maio não era lei. No segundo domingo de maio de 1852 todos os franceses compareceriam às urnas empunhando em uma das mãos a cédula eleitoral e na outra a espada. Satisfez-se com essa profecia. Finalmente, o exército foi punido por seus oficiais superiores em vista das eleições de março e abril de 1850, como o tinha sido a 28 de maio de 1849. Desta vez, porém, declarou com decisão: “A revolução não nos enganará uma terceira vez.”

http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/brumario.html]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vejam como a social-democracia republicana e democrática não muda &#8211; ou melhor, muda o jeito, mudam as ferramentas, mas o conteúdo de classe&#8230;</p>
<p>&#8220;Da mesma forma por que os democratas tinham, em estilo revolucionário, agitado os espíritos e feito demonstrações de violência durante a campanha eleitoral constitucional, agora, quando se tornava necessário provar o caráter sério dessa vitória de armas na mão, em estilo constitucional pregavam a ordem, “majestosa serenidade”, a atuação legal, ou seja, a submissão cega à vontade da contra-revolução, que se impunha como lei. Durante os debates, a Montanha cobriu de vergonha o partido da ordem, afirmando, contra a paixão revolucionária do último, a atitude desapaixonada do filisteu que se mantém dentro da lei, e fulminando aquele partido com a censura terrível de que procedera de maneira revolucionária. Mesmo os deputados recém-eleitos se esmeravam em provar, com sua atitude correta e discreta, o absurdo que era atacá-los como anarquistas e atribuir sua eleição a uma vitória da revolução. A 31 de maio foi aprovada a nova lei eleitoral. A Montanha contentou-se em enfiar sorrateiramente um protesto no bolso do presidente da assembléia. À lei eleitoral seguiu-se uma nova lei de imprensa, pela qual a imprensa revolucionária foi totalmente suprimida. Merecera essa sorte. O National e La Presse, dois órgãos burgueses, ficaram depois desse dilúvio como a guarda mais avançada da revolução.</p>
<p>Vimos como durante os meses de março e abril os dirigentes democráticos haviam feito tudo para envolver o povo de Paris em uma luta falsa e como, depois de 8 de maio, fizeram tudo para desviá-lo da luta efetiva. Além disso, não devemos esquecer que o ano de 1850 foi um dos anos mais esplêndidos de prosperidade industrial e comercial, e o proletariado de Paris atravessa, assim, uma fase de pleno emprego. A lei eleitoral de 31 de maio de 1850, porém, o excluiu de qualquer participação no poder político. Isolou-o da própria arena. Atirou novamente os operários à condição de párias que haviam ocupado antes da Revolução de Fevereiro. Deixando-se dirigir pelos democratas diante de um tal acontecimento e esquecendo os interesses revolucionários de sua classe por um bem-estar momentâneo, os operários renunciaram à honra de se tomarem uma força vencedora, submeteram-se a sua sorte, provaram que a derrota de junho de 1848 os pusera fora de combate por muitos anos e que o processo histórico teria por enquanto que passar por cima de suas cabeças. No que concerne à pequena burguesia — que a 13 de junho gritara: “Mas se ousarem investir contra o sufrágio universal, bem, então lhes mostraremos de que somos capazes!” — contentava-se agora em discutir que o golpe contra-revolucionário que a atingira não era golpe e que a lei de 31 de maio não era lei. No segundo domingo de maio de 1852 todos os franceses compareceriam às urnas empunhando em uma das mãos a cédula eleitoral e na outra a espada. Satisfez-se com essa profecia. Finalmente, o exército foi punido por seus oficiais superiores em vista das eleições de março e abril de 1850, como o tinha sido a 28 de maio de 1849. Desta vez, porém, declarou com decisão: “A revolução não nos enganará uma terceira vez.”</p>
<p><a href="http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/brumario.html" rel="nofollow ugc">http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/brumario.html</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Conectado, porém antifascista		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/10/123037/#comment-338940</link>

		<dc:creator><![CDATA[Conectado, porém antifascista]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Oct 2018 17:19:53 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=123037#comment-338940</guid>

					<description><![CDATA[O WhatsApp foi usado em Salvador em 2014 para organizar uma surpreendente greve dos rodoviários. &quot;De baixo para cima: a greve dos rodoviários em Salvador&quot;: http://passapalavra.info/2014/05/95678]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O WhatsApp foi usado em Salvador em 2014 para organizar uma surpreendente greve dos rodoviários. &#8220;De baixo para cima: a greve dos rodoviários em Salvador&#8221;: <a href="http://passapalavra.info/2014/05/95678" rel="ugc">http://passapalavra.info/2014/05/95678</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
</rss>
