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	<title>
	Comentários sobre: Aos políticos profissionais	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Atabaquara		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/01/124741/#comment-380727</link>

		<dc:creator><![CDATA[Atabaquara]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Jan 2019 14:05:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Lendo o texto e os comentários - que gostei - me bate aquela dúvida-angústia sobre o quanto as forças anticapitalistas ou da esquerda gestora do capital conseguiriam agir diante do poder das armas do grande capital. Parece pelos textos que bastava uma mudança na consciência dos trabalhadores ou gestores de esquerda pra que a coisa fosse diferente. Parece desconsiderar a geopolítica internacional e o poder de reafirmar mentiras dos grandes monopólios. É peso, cumpadis...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lendo o texto e os comentários &#8211; que gostei &#8211; me bate aquela dúvida-angústia sobre o quanto as forças anticapitalistas ou da esquerda gestora do capital conseguiriam agir diante do poder das armas do grande capital. Parece pelos textos que bastava uma mudança na consciência dos trabalhadores ou gestores de esquerda pra que a coisa fosse diferente. Parece desconsiderar a geopolítica internacional e o poder de reafirmar mentiras dos grandes monopólios. É peso, cumpadis&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Julio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/01/124741/#comment-380452</link>

		<dc:creator><![CDATA[Julio]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Jan 2019 13:56:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro Douglas,

Entendo agora seu ponto, relendo seu comentário e o texto!

Abs.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Douglas,</p>
<p>Entendo agora seu ponto, relendo seu comentário e o texto!</p>
<p>Abs.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Douglas Rodrigues Barros		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/01/124741/#comment-380348</link>

		<dc:creator><![CDATA[Douglas Rodrigues Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Jan 2019 22:28:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro Julio
O ensaio não tinha por objetivo identificar o &quot;real&quot; problema da institucionalização da esquerda no Estado... e também não era só demonstrar que &quot;as vozes de junho fossem ouvidas pelo espectro da direita&quot;, mesmo porque elas não foram ouvidas nem por um, nem por outro meridiano político. No que coube à direita, ela capturou para si os elementos necessários para implodir a &quot;conciliação&quot; pressuposta pelo lulopetismo que já não fazia coro com seus propósitos. No que coube à esquerda, seus ouvidos ficaram moucos aos elementos importantes que demonstravam o fim de um ciclo na política nacional. Ambos os lados se reduzem a profissionalização da política pensada no interior de um certo limite lógico imposto pela redemocratização. De resto, concordo em número, gênero e grau quanto a importante questão que suscitou: &quot;que regime é esse no qual nós vivemos desde o fim da ditadura?&quot;, escreva um artigo sobre, esperarei ansioso!
abraços!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Julio<br />
O ensaio não tinha por objetivo identificar o &#8220;real&#8221; problema da institucionalização da esquerda no Estado&#8230; e também não era só demonstrar que &#8220;as vozes de junho fossem ouvidas pelo espectro da direita&#8221;, mesmo porque elas não foram ouvidas nem por um, nem por outro meridiano político. No que coube à direita, ela capturou para si os elementos necessários para implodir a &#8220;conciliação&#8221; pressuposta pelo lulopetismo que já não fazia coro com seus propósitos. No que coube à esquerda, seus ouvidos ficaram moucos aos elementos importantes que demonstravam o fim de um ciclo na política nacional. Ambos os lados se reduzem a profissionalização da política pensada no interior de um certo limite lógico imposto pela redemocratização. De resto, concordo em número, gênero e grau quanto a importante questão que suscitou: &#8220;que regime é esse no qual nós vivemos desde o fim da ditadura?&#8221;, escreva um artigo sobre, esperarei ansioso!<br />
abraços!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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		<title>
		Por: Maria		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/01/124741/#comment-380307</link>

		<dc:creator><![CDATA[Maria]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Jan 2019 17:59:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Li o artigo e a crítica de Júlio, e apesar de ver problemas no artigo, acho que Júlio errou o endereço. O artigo não busca analisar a esquerda institucional senão só mostrar como um tipo de profissionalização política guiada pela lógica da conciliação possibilitou que as vozes de junho fossem ouvidas pelo espectro da direita.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Li o artigo e a crítica de Júlio, e apesar de ver problemas no artigo, acho que Júlio errou o endereço. O artigo não busca analisar a esquerda institucional senão só mostrar como um tipo de profissionalização política guiada pela lógica da conciliação possibilitou que as vozes de junho fossem ouvidas pelo espectro da direita.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Julio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/01/124741/#comment-380292</link>

		<dc:creator><![CDATA[Julio]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Jan 2019 15:55:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Discordo em gênero, número e grau, assim como creio que o autor não compreendeu (suponho que tenha lido) a recente análise de Paulo Arantes: O fato da socialdemocracia ser vista como uma verdadeira esquerda, e até extrema esquerda, é resultado do partido que se intitulou ser socialdemocrata ter migrado à direita conservadora que governa o país durante os anos FHC. Essa aliança, que nunca representou totalmente essa direita, nem o próprio PSDB, gestionou um discurso socialdemocrata e uma agenda neoliberal; o PT, que se tornou eleitoralmente viável ao propor uma socialdemocracia, tentou na política conciliatória realizá-la, ainda que de forma muito mais gradual que a necessária, para evitar choques sociais e o desgaste da conciliação.
A política leninista da direita aproveita justamente a diluição da esquerda numa postura institucional liberal; a única possível num projeto conciliatório com a nossas elites; que foca em política identitárias, transforma luta em projeto social, governo em gestão, etc:

Por um lado, eu acho que eu não começaria discutindo pela questão da democracia para entender o fenômeno Bolsonaro. Não é que tenhamos uma democracia ruim, incompleta, de baixa intensidade, racionada, assim por diante, que tornou possível a vitória dele. Teria sido possível uma vitória do outro lado e, nem por isso, eu iria desqualificar porque a democracia não é intensiva, digamos assim. Eu acho que a boa pergunta seria que regime é esse no qual nós vivemos desde o fim da ditadura?

&quot;O prisma para se entender o que ocorreu agora é o renascimento da política. Nós não imaginávamos. Quando eu digo nós, eu estou falando, sobretudo, da esquerda. Nós estávamos completamente anestesiados com um tipo de esquerda que se consagrou com a abertura [pós ditadura] em diante, dos anos 1990 em diante, que é uma esquerda que pensa em governo e não se imagina fora do governo. Uma esquerda para governar. Essa é a grande novidade do petismo e, portanto, gestionária.
De tal maneira nós estávamos impregnados por essa ideia que nós, de certa maneira, tínhamos abandonado a ideia clássica de política como conflito social canalizado em torno de algumas grandes expectativas – e nos aferramos à ideia de gestão, governo e administração. E eu acho que estava subentendido que não haveria mais política. No fundo, era isso: a política tinha se resumido na disputa dos fundos públicos e políticas orçamentárias alternativas e como encaminhar esses fundos através de políticas públicas conquistadas ou implementadas através de negociações com o Congresso, lobbys e assim por diante.
A ideia de eleição ou alternância de poder praticamente era uma rotina sem nenhum significado político. Isto é, por mais acirrados que fossem os embates nas campanhas eleitorais que acontecessem de dois em dois anos – e dá uma ilusão de mobilização em torno de projetos, mas são projetos de poder em disputa eleitoral. E isso não muda estruturalmente nada. Se a gente imagina a alternância do FHC e Lula, a política econômica basicamente tem um fundo comum.&quot;

O ataque a institucionalidade da política neste artigo perde seu foco e sua potência: não identifica o real problema da institucionalização da esquerda no Estado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Discordo em gênero, número e grau, assim como creio que o autor não compreendeu (suponho que tenha lido) a recente análise de Paulo Arantes: O fato da socialdemocracia ser vista como uma verdadeira esquerda, e até extrema esquerda, é resultado do partido que se intitulou ser socialdemocrata ter migrado à direita conservadora que governa o país durante os anos FHC. Essa aliança, que nunca representou totalmente essa direita, nem o próprio PSDB, gestionou um discurso socialdemocrata e uma agenda neoliberal; o PT, que se tornou eleitoralmente viável ao propor uma socialdemocracia, tentou na política conciliatória realizá-la, ainda que de forma muito mais gradual que a necessária, para evitar choques sociais e o desgaste da conciliação.<br />
A política leninista da direita aproveita justamente a diluição da esquerda numa postura institucional liberal; a única possível num projeto conciliatório com a nossas elites; que foca em política identitárias, transforma luta em projeto social, governo em gestão, etc:</p>
<p>Por um lado, eu acho que eu não começaria discutindo pela questão da democracia para entender o fenômeno Bolsonaro. Não é que tenhamos uma democracia ruim, incompleta, de baixa intensidade, racionada, assim por diante, que tornou possível a vitória dele. Teria sido possível uma vitória do outro lado e, nem por isso, eu iria desqualificar porque a democracia não é intensiva, digamos assim. Eu acho que a boa pergunta seria que regime é esse no qual nós vivemos desde o fim da ditadura?</p>
<p>&#8220;O prisma para se entender o que ocorreu agora é o renascimento da política. Nós não imaginávamos. Quando eu digo nós, eu estou falando, sobretudo, da esquerda. Nós estávamos completamente anestesiados com um tipo de esquerda que se consagrou com a abertura [pós ditadura] em diante, dos anos 1990 em diante, que é uma esquerda que pensa em governo e não se imagina fora do governo. Uma esquerda para governar. Essa é a grande novidade do petismo e, portanto, gestionária.<br />
De tal maneira nós estávamos impregnados por essa ideia que nós, de certa maneira, tínhamos abandonado a ideia clássica de política como conflito social canalizado em torno de algumas grandes expectativas – e nos aferramos à ideia de gestão, governo e administração. E eu acho que estava subentendido que não haveria mais política. No fundo, era isso: a política tinha se resumido na disputa dos fundos públicos e políticas orçamentárias alternativas e como encaminhar esses fundos através de políticas públicas conquistadas ou implementadas através de negociações com o Congresso, lobbys e assim por diante.<br />
A ideia de eleição ou alternância de poder praticamente era uma rotina sem nenhum significado político. Isto é, por mais acirrados que fossem os embates nas campanhas eleitorais que acontecessem de dois em dois anos – e dá uma ilusão de mobilização em torno de projetos, mas são projetos de poder em disputa eleitoral. E isso não muda estruturalmente nada. Se a gente imagina a alternância do FHC e Lula, a política econômica basicamente tem um fundo comum.&#8221;</p>
<p>O ataque a institucionalidade da política neste artigo perde seu foco e sua potência: não identifica o real problema da institucionalização da esquerda no Estado.</p>
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