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	Comentários sobre: Solidariedade a Cesare Battisti	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Dante Gabrieli		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/01/124818/#comment-969215</link>

		<dc:creator><![CDATA[Dante Gabrieli]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Sep 2024 00:57:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Há já cinco anos, o colectivo publicou este artigo em prol da solidariedade para com Battisti. Passaram-se cinco anos, e hoje vos pergunto: que sabe-se agora sobre Battisti?

Tudo isto regressou à minha mente após a leitura desta notícia do Expresso (https://expresso.pt/internacional/2024-08-30-ex-membro-das-brigadas-vermelhas-detido-na-argentina-apos-40-anos-em-fuga-1463b2dc ) e da BBC News (https://www.bbc.com/news/articles/cd6yzw30gl1o). Eis que mais um militante da extrema-esquerda cai nas malhas da justiça, após longa fuga. A memória do Estado e de seus tentáculos permanece atilada.

Assim como no caso de Battisti, foi necessária a mudança de governo para reavivar as buscas. Javier Milei justificou seus feitos, afirmando que Bertulazzi comprometeu os «valores democráticos». Se uma tal esquerda, que com tanto ardor abraça a social-democracia, tivesse real interesse pela luta, porventura conheceria uma definição mais rigorosa de democracia. E, como já era esperado, Giorgia Meloni (prova viva da eficácia do feminismo em nossos dias) regozijou-se com a captura de Bertulazzi, embora a data de sua extradição permaneça incerta.

As últimas linhas deste artigo são elucidativas: «mais do que nunca, devemos nos reorganizar e combater o neofascismo em ascensão. Devemos ainda prestar toda solidariedade possível ao camarada Battisti e defendê-lo contra mais esta violação de direitos fundamentais e contra mais este ataque à luta anticapitalista». Contudo, ainda restam algumas questões.

A primeira é: como definimos a solidariedade? E a segunda: com quem devemos nos solidarizar? Creio ser amplamente sabido que as Brigate Rosse diferiam dos Proletari Armati per il Comunismo. Mas parece-me evidente que a questão invocada aqui é outra.  E ainda: devemos relegar à margem todos os mais activos e combativos, taxando-os de anarquistas e bolchevistas deixando-os à míngua? E, num contexto não-revolucionário, será correcto limitarmo-nos a escrever e analisar sobre as lutas sem nelas intervir? Falou-se em reorganizar-se e combater o neofascismo em ascensão. Mas o que de facto está sendo feito em direcção a isto? Estas são apenas algumas das muitas questões que ainda aguardam resposta.

Saudações]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há já cinco anos, o colectivo publicou este artigo em prol da solidariedade para com Battisti. Passaram-se cinco anos, e hoje vos pergunto: que sabe-se agora sobre Battisti?</p>
<p>Tudo isto regressou à minha mente após a leitura desta notícia do Expresso (<a href="https://expresso.pt/internacional/2024-08-30-ex-membro-das-brigadas-vermelhas-detido-na-argentina-apos-40-anos-em-fuga-1463b2dc" rel="nofollow ugc">https://expresso.pt/internacional/2024-08-30-ex-membro-das-brigadas-vermelhas-detido-na-argentina-apos-40-anos-em-fuga-1463b2dc</a> ) e da BBC News (<a href="https://www.bbc.com/news/articles/cd6yzw30gl1o" rel="nofollow ugc">https://www.bbc.com/news/articles/cd6yzw30gl1o</a>). Eis que mais um militante da extrema-esquerda cai nas malhas da justiça, após longa fuga. A memória do Estado e de seus tentáculos permanece atilada.</p>
<p>Assim como no caso de Battisti, foi necessária a mudança de governo para reavivar as buscas. Javier Milei justificou seus feitos, afirmando que Bertulazzi comprometeu os «valores democráticos». Se uma tal esquerda, que com tanto ardor abraça a social-democracia, tivesse real interesse pela luta, porventura conheceria uma definição mais rigorosa de democracia. E, como já era esperado, Giorgia Meloni (prova viva da eficácia do feminismo em nossos dias) regozijou-se com a captura de Bertulazzi, embora a data de sua extradição permaneça incerta.</p>
<p>As últimas linhas deste artigo são elucidativas: «mais do que nunca, devemos nos reorganizar e combater o neofascismo em ascensão. Devemos ainda prestar toda solidariedade possível ao camarada Battisti e defendê-lo contra mais esta violação de direitos fundamentais e contra mais este ataque à luta anticapitalista». Contudo, ainda restam algumas questões.</p>
<p>A primeira é: como definimos a solidariedade? E a segunda: com quem devemos nos solidarizar? Creio ser amplamente sabido que as Brigate Rosse diferiam dos Proletari Armati per il Comunismo. Mas parece-me evidente que a questão invocada aqui é outra.  E ainda: devemos relegar à margem todos os mais activos e combativos, taxando-os de anarquistas e bolchevistas deixando-os à míngua? E, num contexto não-revolucionário, será correcto limitarmo-nos a escrever e analisar sobre as lutas sem nelas intervir? Falou-se em reorganizar-se e combater o neofascismo em ascensão. Mas o que de facto está sendo feito em direcção a isto? Estas são apenas algumas das muitas questões que ainda aguardam resposta.</p>
<p>Saudações</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Sérgio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/01/124818/#comment-428097</link>

		<dc:creator><![CDATA[Sérgio]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Apr 2019 01:30:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Prestam solidariedade a um assassino confesso.. parabéns para vocês]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Prestam solidariedade a um assassino confesso.. parabéns para vocês</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: companheiro de Cesare Battisti		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/01/124818/#comment-423020</link>

		<dc:creator><![CDATA[companheiro de Cesare Battisti]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Apr 2019 15:52:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[“Uma geração inteira foi mordida pela tarântula da necessidade de justiça. Me acontece a vezes de ser convidado por alguns grupos de jovens que me perguntam sobre a época na qual tínhamos a mesma idade deles. Falo de um comunismo cotidiano, defendido nas lutas com chutes e fogo, conto a vida de um dia porque tal era a unidade de medida de nossa maneira de entender a palavra comunismo: não nas pátrias estrangeiras que exerciam o poder em seu nome, não no futuro ao qual podíamos chegar, senão no caminhar de nossos dias, no qual o orgulho era o de ser melhores, não tanto com respeito ao poder constituído ou de nossos pais, mas sim melhores que nós mesmos, do que tínhamos sido no dia anterior, mais generosos, decididos, expertos. Nosso comunismo não apontava a tomar as rédeas de qualquer diligência, não esperava partir de uma tomada do poder, ele ocorria e se consumia na onda de novas reivindicações conseguidas pela necessidade e com um método de choque frontal. Nos dedicamos pouco e mal à hipótese de um poder que nos pertenceria, prestamos mais atenção à necessidade de uma força própria, nossa, que nos parecia útil e justa, enquanto suspeitávamos do poder forte. Eu sei que realizei, naquele momento, o comunismo que podia. E sobre a pergunta de se éramos violentos: digo que sim. Não justifico o tempo e o lugar, o sangue já derramado e as injustiças. Respondo que sim: que é papel deles, estes jovens, buscar por nós os documentos justificantes, se quiserem.&quot;
[retirado de Intervento]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Uma geração inteira foi mordida pela tarântula da necessidade de justiça. Me acontece a vezes de ser convidado por alguns grupos de jovens que me perguntam sobre a época na qual tínhamos a mesma idade deles. Falo de um comunismo cotidiano, defendido nas lutas com chutes e fogo, conto a vida de um dia porque tal era a unidade de medida de nossa maneira de entender a palavra comunismo: não nas pátrias estrangeiras que exerciam o poder em seu nome, não no futuro ao qual podíamos chegar, senão no caminhar de nossos dias, no qual o orgulho era o de ser melhores, não tanto com respeito ao poder constituído ou de nossos pais, mas sim melhores que nós mesmos, do que tínhamos sido no dia anterior, mais generosos, decididos, expertos. Nosso comunismo não apontava a tomar as rédeas de qualquer diligência, não esperava partir de uma tomada do poder, ele ocorria e se consumia na onda de novas reivindicações conseguidas pela necessidade e com um método de choque frontal. Nos dedicamos pouco e mal à hipótese de um poder que nos pertenceria, prestamos mais atenção à necessidade de uma força própria, nossa, que nos parecia útil e justa, enquanto suspeitávamos do poder forte. Eu sei que realizei, naquele momento, o comunismo que podia. E sobre a pergunta de se éramos violentos: digo que sim. Não justifico o tempo e o lugar, o sangue já derramado e as injustiças. Respondo que sim: que é papel deles, estes jovens, buscar por nós os documentos justificantes, se quiserem.&#8221;<br />
[retirado de Intervento]</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Proletário Confesso confessa		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/01/124818/#comment-422606</link>

		<dc:creator><![CDATA[Proletário Confesso confessa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Apr 2019 14:51:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[PS: Confesso que confessei minha proletariedade diante da tortura física e psicológica diária do tripalium... do verdadeiro tripalium... que me obriga, faça sol ou faça chuva, frio ou calor, na alegria ou na tristeza, até que a morte da minha vida me separe (ah...! e que bom seria se fosse só a seperação e não a aniquilação, a extinção, o fim eterno...),  a tomar ônibus lotado, a levar marmita para o almoço, ter minhas necessidades fisilógicas determinadas e autorizadas por um estranho, a não poder faltar ao trabalho mesmo quando doente, a ter que pagar por tudo para trabalhar: casa, comida, roupa, remédios, educação, etc... confesso mediante à condenação &quot;metro, boulot, dodo&quot;.... &quot;forçado a vender voluntariamente minha força de trabalho&quot;, que já antes mesmo de eu nascer, &quot;já pertencia ao conjunto dos capitalista&quot;...

Ass. Proletário Confesso]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>PS: Confesso que confessei minha proletariedade diante da tortura física e psicológica diária do tripalium&#8230; do verdadeiro tripalium&#8230; que me obriga, faça sol ou faça chuva, frio ou calor, na alegria ou na tristeza, até que a morte da minha vida me separe (ah&#8230;! e que bom seria se fosse só a seperação e não a aniquilação, a extinção, o fim eterno&#8230;),  a tomar ônibus lotado, a levar marmita para o almoço, ter minhas necessidades fisilógicas determinadas e autorizadas por um estranho, a não poder faltar ao trabalho mesmo quando doente, a ter que pagar por tudo para trabalhar: casa, comida, roupa, remédios, educação, etc&#8230; confesso mediante à condenação &#8220;metro, boulot, dodo&#8221;&#8230;. &#8220;forçado a vender voluntariamente minha força de trabalho&#8221;, que já antes mesmo de eu nascer, &#8220;já pertencia ao conjunto dos capitalista&#8221;&#8230;</p>
<p>Ass. Proletário Confesso</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Proletário Confesso		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/01/124818/#comment-422604</link>

		<dc:creator><![CDATA[Proletário Confesso]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Apr 2019 14:39:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Sr. Passa Palavra,

Acredito que seria importante &quot;passar a palavra&quot;, ou pelo menos &quot;passar algumas palavras&quot; sobre a confissão de Cesari Battisti realizada no último dia 25 de março. Teria ele feito a confissão sob alguma forma de tortura, seja ela física ou psicológica? Se de fato ele cometeu ou participou dos atentados, passa-se a palavra para este ato como &quot;assassinato&quot; ou &quot;ato revolucionário&quot; ou qual seria a outra palavra a se passar?

Sedento de sua palavra, Sr. Passa Palavra, fico no aguardo.

Att.

Proletário Confesso.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sr. Passa Palavra,</p>
<p>Acredito que seria importante &#8220;passar a palavra&#8221;, ou pelo menos &#8220;passar algumas palavras&#8221; sobre a confissão de Cesari Battisti realizada no último dia 25 de março. Teria ele feito a confissão sob alguma forma de tortura, seja ela física ou psicológica? Se de fato ele cometeu ou participou dos atentados, passa-se a palavra para este ato como &#8220;assassinato&#8221; ou &#8220;ato revolucionário&#8221; ou qual seria a outra palavra a se passar?</p>
<p>Sedento de sua palavra, Sr. Passa Palavra, fico no aguardo.</p>
<p>Att.</p>
<p>Proletário Confesso.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Zé		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/01/124818/#comment-382577</link>

		<dc:creator><![CDATA[Zé]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Jan 2019 20:30:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Proletário again, 
na questão do Battisti, se existe uma conjunção de forças antagônicas em um mesmo campo, certamente ocorre no campo de seus inimigos e não no daqueles que com ele se solidarizam. Basta ver como indivíduos, periódicos e correntes políticas tão distintas se unificaram na posição contrária a que ele levasse uma vida normal aqui no Brasil.
Na questão dos &quot;aliados&quot; que pretensamente a luta anticapitalista teria perdido, penso que o Passa Palavra, ao se expressar desta forma, estava se atendo a uma imagem de esquerda que figuras como Morales e Linera gostam de cultivar para consumo externo. Evidentemente que esta imagem não resiste a um acompanhamento mais detido da trajetória de todo o &quot;socialismo do sec. XXI&quot;.  Estive na Venezuela em 2006 (13 anos atrás!!!) e recolhi relatos escritos de como anticapitalistas e lutadores sociais de todas as cores habitavam as prisões do chavismo. No caso de Morales basta lembrar, no inicio de seu governo, do episódio em que seu partido (MAS) - apoiado na estrutura do Estado boliviano - encurralou fisicamente mineiros (com suas famílias) em greve pela defesa de seus empregos contra medidas que favoreciam a terceirização da mina em que trabalhavam.
Leo Vinícius,
Fiquei com a impressão de que agora você tenta abrir um novo espaço para a sobrevivência de suas atuais posições/concepções: o plano epistemológico. Sim, porque essa sua guinada dos últimos anos ficou insustentável, seja no plano da teoria (expressão de uma prática) graças ao texto do Manolo que a revelou como uma ideologia (operação de ocultamento), seja no plano dos fatos graças ao comentário acima de Fagner Enrique. 
Por respeito a posições que outrora você defendeu, vou, respeitosamente, tecer breves considerações.
Onde você enxerga que alguém de esquerda se denominar e atuar politicamente como antipetista, sem aspas, é possuir uma falsa consciência que o faz agir contra seus próprios interesses e a favor da classe antagônica, eu enxergo uma consciência autêntica que sabe perfeitamente que não existe saída para o proletariado se ele ficar atrelado a disputas das classes exploradoras. Não significa indiferença, apenas a recusa ativa em aderir a um pretenso &quot;mal menor&quot;. Até porque todos sabemos que tudo que está ruim sempre pode piorar.
Daí meu esforço de vários anos para que saiamos dessa fragmentação e articulemos o que eu, aqui no PP, várias vezes já denominei &quot;terceiro campo&quot;: um campo sem a menor ilusão com partidos legais, sindicatos, eleições e Estado.
Divirjo de você que as classes capitalistas veem globalmente as minorias proletárias com consciência comunista como petistas. Pelo contrário, é justamente pq elas sabem que são forças antagônicas que fazem todo o esforço para reduzir os primeiros a integrantes/simpatizantes de um partido anticomunista até os ossos como o PT.
Por fim, concordo que falsas consciências possuem funções psicológicas mas não faço a conexão que você faz de que &quot;dificilmente&quot; argumentos racionais consigam &quot;operar alguma mudança nessas situações&quot;. Nem toda falsa consciência é sinônimo de fanatismo, irracionalismo ou identitarismo como, nesse caso, você gosta de dizer. Pensar isso seria atribuir aos ideólogos (elaboradores de ideologias) uma ausência de racionalidade que, a ser verdade, tornaria impossível  legitimar o que quer que fosse. Quem elaborou a ideologia do golpe parlamentar-judiciário-midiático de 2016 a elaborou de forma extremamente racional, pois estavam a legitimar interesses materiais muito concretos: o interesse dos gestores petistas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Proletário again,<br />
na questão do Battisti, se existe uma conjunção de forças antagônicas em um mesmo campo, certamente ocorre no campo de seus inimigos e não no daqueles que com ele se solidarizam. Basta ver como indivíduos, periódicos e correntes políticas tão distintas se unificaram na posição contrária a que ele levasse uma vida normal aqui no Brasil.<br />
Na questão dos &#8220;aliados&#8221; que pretensamente a luta anticapitalista teria perdido, penso que o Passa Palavra, ao se expressar desta forma, estava se atendo a uma imagem de esquerda que figuras como Morales e Linera gostam de cultivar para consumo externo. Evidentemente que esta imagem não resiste a um acompanhamento mais detido da trajetória de todo o &#8220;socialismo do sec. XXI&#8221;.  Estive na Venezuela em 2006 (13 anos atrás!!!) e recolhi relatos escritos de como anticapitalistas e lutadores sociais de todas as cores habitavam as prisões do chavismo. No caso de Morales basta lembrar, no inicio de seu governo, do episódio em que seu partido (MAS) &#8211; apoiado na estrutura do Estado boliviano &#8211; encurralou fisicamente mineiros (com suas famílias) em greve pela defesa de seus empregos contra medidas que favoreciam a terceirização da mina em que trabalhavam.<br />
Leo Vinícius,<br />
Fiquei com a impressão de que agora você tenta abrir um novo espaço para a sobrevivência de suas atuais posições/concepções: o plano epistemológico. Sim, porque essa sua guinada dos últimos anos ficou insustentável, seja no plano da teoria (expressão de uma prática) graças ao texto do Manolo que a revelou como uma ideologia (operação de ocultamento), seja no plano dos fatos graças ao comentário acima de Fagner Enrique.<br />
Por respeito a posições que outrora você defendeu, vou, respeitosamente, tecer breves considerações.<br />
Onde você enxerga que alguém de esquerda se denominar e atuar politicamente como antipetista, sem aspas, é possuir uma falsa consciência que o faz agir contra seus próprios interesses e a favor da classe antagônica, eu enxergo uma consciência autêntica que sabe perfeitamente que não existe saída para o proletariado se ele ficar atrelado a disputas das classes exploradoras. Não significa indiferença, apenas a recusa ativa em aderir a um pretenso &#8220;mal menor&#8221;. Até porque todos sabemos que tudo que está ruim sempre pode piorar.<br />
Daí meu esforço de vários anos para que saiamos dessa fragmentação e articulemos o que eu, aqui no PP, várias vezes já denominei &#8220;terceiro campo&#8221;: um campo sem a menor ilusão com partidos legais, sindicatos, eleições e Estado.<br />
Divirjo de você que as classes capitalistas veem globalmente as minorias proletárias com consciência comunista como petistas. Pelo contrário, é justamente pq elas sabem que são forças antagônicas que fazem todo o esforço para reduzir os primeiros a integrantes/simpatizantes de um partido anticomunista até os ossos como o PT.<br />
Por fim, concordo que falsas consciências possuem funções psicológicas mas não faço a conexão que você faz de que &#8220;dificilmente&#8221; argumentos racionais consigam &#8220;operar alguma mudança nessas situações&#8221;. Nem toda falsa consciência é sinônimo de fanatismo, irracionalismo ou identitarismo como, nesse caso, você gosta de dizer. Pensar isso seria atribuir aos ideólogos (elaboradores de ideologias) uma ausência de racionalidade que, a ser verdade, tornaria impossível  legitimar o que quer que fosse. Quem elaborou a ideologia do golpe parlamentar-judiciário-midiático de 2016 a elaborou de forma extremamente racional, pois estavam a legitimar interesses materiais muito concretos: o interesse dos gestores petistas.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: O Lula é uma ideia		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/01/124818/#comment-382387</link>

		<dc:creator><![CDATA[O Lula é uma ideia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Jan 2019 11:44:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Leo, tá feio demais, você tá mais petista loko que o Tarso Genro! As eleições acabaram, vamos voltar pro chão das lutas, por favor.

Fagner, sou seu fã.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Leo, tá feio demais, você tá mais petista loko que o Tarso Genro! As eleições acabaram, vamos voltar pro chão das lutas, por favor.</p>
<p>Fagner, sou seu fã.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: César Batista		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/01/124818/#comment-382186</link>

		<dc:creator><![CDATA[César Batista]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Jan 2019 03:30:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Obrigado, Fagner Enrique. Estava pegando estas notícias agora. Isso para mim terminou o debate. Os místicos podem ir pra outro lugar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Obrigado, Fagner Enrique. Estava pegando estas notícias agora. Isso para mim terminou o debate. Os místicos podem ir pra outro lugar.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fagner Enrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/01/124818/#comment-381995</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Enrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Jan 2019 20:49:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Leo Vinicius,

Já que você quer falar sobre fatos, vamos então discutir os fatos: 1) O ministro Luiz Fux determinou a prisão do Battisti para fins de extradição no dia 13 de dezembro de 2018, 47 dias depois do segundo turno das eleições presidenciais, que ocorreu no dia 28 de outubro de 2018 (https://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/fux-manda-prender-battisti-e-abre-caminho-para-extradicao/); 2) O presidente Temer assinou o decreto autorizando a extradição no dia 14 de dezembro de 2018, 1 dia depois da decisão de Fux e 48 dias depois do segundo turno (https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2018/12/14/temer-extradicao-battisti.htm); 3) O Bolsonaro iniciou articulações com o embaixador italiano para a extradição do Battisti, recebendo-o em sua casa, no dia 05 de novembro de 2018, 9 dias depois de ser eleito presidente no segundo turno (https://www.terra.com.br/noticias/brasil/politica/bolsonaro-ja-articula-extradicao-de-battisti,68312736b1bdc196be5168e676edef39pimbix0x.html). Nesse sentido, Bolsonaro cumpria promessa reiterada durante as eleições (https://www.terra.com.br/noticias/brasil/politica/bolsonaro-ja-articula-extradicao-de-battisti,68312736b1bdc196be5168e676edef39pimbix0x.html), como no dia 16 de outubro de 2018.

Fico me perguntando: se foi a chegada de Temer ao poder que mudou a situação, por que é que o embaixador italiano foi tratar com Bolsonaro 9 dias depois do segundo turno, 39 dias antes da decisão de Fux e 40 dias antes da decisão de Temer? Poderia ter tratado com Temer muito antes, afinal Temer já estava no poder desde o dia 31 de agosto de 2016, 797 dias antes de o embaixador iniciar negociações com o presidente eleito. Ou será que Temer também se reuniu com o embaixador para discutir o assunto antes de dezembro de 2018, mas não quis comprar essa briga? Esse parece ser o caso, porque uma notícia do dia 23 de outubro de 2017, 417 dias antes de Fux e 418 dias antes de Temer decidirem definitivamente a respeito, diz que Temer vinha sendo pressionado para extraditar Battisti, mas encontrava-se vacilante por temer um atrito com o STF caso decidisse o caso sem que a corte se pronunciasse primeiro (https://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/agu-defende-direito-de-temer-rever-decisao-de-lula-sobre-battisti/). E dois pareceres foram enviados ao STF por volta de 17 de fevereiro de 2018, aproximadamente 300 dias antes da decisão final de Fux e Temer, um da AGU e outro do governo italiano, ambos favoráveis à extradição (https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,italia-e-agu-defendem-possibilidade-de-temer-rever-pedido-de-extradicao-de-battisti,70002193193).

Isso tudo é muito interessante, porque só bastaram 47 dias após o segundo turno para uma decisão final de Fux e 48 dias para uma decisão final de Temer. Em contrapartida, Temer e Fux estavam há muito tempo sendo pressionados para decidir favoravelmente pela extradição. Por que a decisão veio apenas depois de Bolsonaro poder ostentar o status de presidente eleito e iniciar negociações com o embaixador da Itália? E tudo fica ainda mais interessante quando um ex-ministro da justiça, isto é, o ex-ministro Tarso Genro, pronunciou-se no dia 14 de dezembro de 2018 na seguinte perspectiva: “Acho que isso aí foi um acordo entre dois governos de extrema direita [o italiano e o governo eleito], um acordo político. Não é uma decisão jurídica. O Temer está sendo apenas um instrumento servil dessa posição (de Bolsonaro) que, na minha opinião, não é fundamentável juridicamente” (https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,temer-e-instrumento-servil-de-posicao-de-bolsonaro-ao-extraditar-battisti-diz-tarso-genro,70002646839). Enfim, será que foi realmente a chegada de Temer ao poder que fez mudar a situação de Battisti?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Leo Vinicius,</p>
<p>Já que você quer falar sobre fatos, vamos então discutir os fatos: 1) O ministro Luiz Fux determinou a prisão do Battisti para fins de extradição no dia 13 de dezembro de 2018, 47 dias depois do segundo turno das eleições presidenciais, que ocorreu no dia 28 de outubro de 2018 (<a href="https://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/fux-manda-prender-battisti-e-abre-caminho-para-extradicao/" rel="nofollow ugc">https://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/fux-manda-prender-battisti-e-abre-caminho-para-extradicao/</a>); 2) O presidente Temer assinou o decreto autorizando a extradição no dia 14 de dezembro de 2018, 1 dia depois da decisão de Fux e 48 dias depois do segundo turno (<a href="https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2018/12/14/temer-extradicao-battisti.htm" rel="nofollow ugc">https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2018/12/14/temer-extradicao-battisti.htm</a>); 3) O Bolsonaro iniciou articulações com o embaixador italiano para a extradição do Battisti, recebendo-o em sua casa, no dia 05 de novembro de 2018, 9 dias depois de ser eleito presidente no segundo turno (<a href="https://www.terra.com.br/noticias/brasil/politica/bolsonaro-ja-articula-extradicao-de-battisti,68312736b1bdc196be5168e676edef39pimbix0x.html" rel="nofollow ugc">https://www.terra.com.br/noticias/brasil/politica/bolsonaro-ja-articula-extradicao-de-battisti,68312736b1bdc196be5168e676edef39pimbix0x.html</a>). Nesse sentido, Bolsonaro cumpria promessa reiterada durante as eleições (<a href="https://www.terra.com.br/noticias/brasil/politica/bolsonaro-ja-articula-extradicao-de-battisti,68312736b1bdc196be5168e676edef39pimbix0x.html" rel="nofollow ugc">https://www.terra.com.br/noticias/brasil/politica/bolsonaro-ja-articula-extradicao-de-battisti,68312736b1bdc196be5168e676edef39pimbix0x.html</a>), como no dia 16 de outubro de 2018.</p>
<p>Fico me perguntando: se foi a chegada de Temer ao poder que mudou a situação, por que é que o embaixador italiano foi tratar com Bolsonaro 9 dias depois do segundo turno, 39 dias antes da decisão de Fux e 40 dias antes da decisão de Temer? Poderia ter tratado com Temer muito antes, afinal Temer já estava no poder desde o dia 31 de agosto de 2016, 797 dias antes de o embaixador iniciar negociações com o presidente eleito. Ou será que Temer também se reuniu com o embaixador para discutir o assunto antes de dezembro de 2018, mas não quis comprar essa briga? Esse parece ser o caso, porque uma notícia do dia 23 de outubro de 2017, 417 dias antes de Fux e 418 dias antes de Temer decidirem definitivamente a respeito, diz que Temer vinha sendo pressionado para extraditar Battisti, mas encontrava-se vacilante por temer um atrito com o STF caso decidisse o caso sem que a corte se pronunciasse primeiro (<a href="https://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/agu-defende-direito-de-temer-rever-decisao-de-lula-sobre-battisti/" rel="nofollow ugc">https://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/agu-defende-direito-de-temer-rever-decisao-de-lula-sobre-battisti/</a>). E dois pareceres foram enviados ao STF por volta de 17 de fevereiro de 2018, aproximadamente 300 dias antes da decisão final de Fux e Temer, um da AGU e outro do governo italiano, ambos favoráveis à extradição (<a href="https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,italia-e-agu-defendem-possibilidade-de-temer-rever-pedido-de-extradicao-de-battisti,70002193193" rel="nofollow ugc">https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,italia-e-agu-defendem-possibilidade-de-temer-rever-pedido-de-extradicao-de-battisti,70002193193</a>).</p>
<p>Isso tudo é muito interessante, porque só bastaram 47 dias após o segundo turno para uma decisão final de Fux e 48 dias para uma decisão final de Temer. Em contrapartida, Temer e Fux estavam há muito tempo sendo pressionados para decidir favoravelmente pela extradição. Por que a decisão veio apenas depois de Bolsonaro poder ostentar o status de presidente eleito e iniciar negociações com o embaixador da Itália? E tudo fica ainda mais interessante quando um ex-ministro da justiça, isto é, o ex-ministro Tarso Genro, pronunciou-se no dia 14 de dezembro de 2018 na seguinte perspectiva: “Acho que isso aí foi um acordo entre dois governos de extrema direita [o italiano e o governo eleito], um acordo político. Não é uma decisão jurídica. O Temer está sendo apenas um instrumento servil dessa posição (de Bolsonaro) que, na minha opinião, não é fundamentável juridicamente” (<a href="https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,temer-e-instrumento-servil-de-posicao-de-bolsonaro-ao-extraditar-battisti-diz-tarso-genro,70002646839" rel="nofollow ugc">https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,temer-e-instrumento-servil-de-posicao-de-bolsonaro-ao-extraditar-battisti-diz-tarso-genro,70002646839</a>). Enfim, será que foi realmente a chegada de Temer ao poder que fez mudar a situação de Battisti?</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/01/124818/#comment-381827</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Jan 2019 13:56:09 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=124818#comment-381827</guid>

					<description><![CDATA[César Batista,

O misticismo começa na falta de interpretação de texto.

Ninguém falou em apoio incondicional a governo do PT e nem sequer em apoio a governos do PT.

O que se falou foi sobre uma esquerda que prefere anunciar ao mundo que nada muda com um governo derrubado pela direita, em vez de enxergar as consequencias disso para seus companheiros e para si própria e portanto lutar e denunciar isso.

Batista, para você ter distorcido tanto o que foi dito é porque lhe falta argumento.

Em todo caso, esse artigo do passa palavra explicitou a situação, ao esconder que temer foi quem decretou a extradição de Cesare Battisti. mas como não se pode afirmar que a situação mudou principalmente com a chegada de Temer ao poder, com a derrubada da Dilma e impedimento do PT (consequencia de um avanço da direita), resta dizer que a eleição de Bolsonaro que mudou a situação. Por aí se vê como que para manter a coerência se teve que ser incoerente com os fatos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>César Batista,</p>
<p>O misticismo começa na falta de interpretação de texto.</p>
<p>Ninguém falou em apoio incondicional a governo do PT e nem sequer em apoio a governos do PT.</p>
<p>O que se falou foi sobre uma esquerda que prefere anunciar ao mundo que nada muda com um governo derrubado pela direita, em vez de enxergar as consequencias disso para seus companheiros e para si própria e portanto lutar e denunciar isso.</p>
<p>Batista, para você ter distorcido tanto o que foi dito é porque lhe falta argumento.</p>
<p>Em todo caso, esse artigo do passa palavra explicitou a situação, ao esconder que temer foi quem decretou a extradição de Cesare Battisti. mas como não se pode afirmar que a situação mudou principalmente com a chegada de Temer ao poder, com a derrubada da Dilma e impedimento do PT (consequencia de um avanço da direita), resta dizer que a eleição de Bolsonaro que mudou a situação. Por aí se vê como que para manter a coerência se teve que ser incoerente com os fatos.</p>
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