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	Comentários sobre: A dignidade que nos resta é inegociável: a derrota da luta contra o Sampaprev e a necessidade de reorganização dos trabalhadores	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/03/125548/#comment-407647</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Mar 2019 04:47:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Início de 2017 o atual prefeito de Florianópolis começou o seu mandato aprovando da Câmara de Vereadores, de cara, um projeto de Lei que atacava todos os servidores municipais, principalmente nos seus planos de carreiras. Foi uma greve história de 38 dias que conseguiu reverter projeto já aprovado na Câmara.
O prefeito tomou posso e entrou no espírito Teme após o golpe de 2016, passando projetos como um trator já no primeiro mês. mas não se deu tão bem.
O sindicato tinha uma direção combativa, naquilo que é possível uma direção sindical ser combativa (quase uma contradição nos termos).

Mas o fato é que ano passado entrarem em greve contra um projeto de OSs e a prefeitura saiu vitorioso. Estamos num momento que algumas poucas lutas de resistêcnia tem êxitos, mas provisórios...

Em São Paulo os sindicatos de servidores parecem nunca conseguirem uma vitória sobre o tucanato. Quem conseguiu foram os estudantes secundaristas nas ocupações de 2015. Eles conseguiram fazer essa ligação com a população. A luta deles conseguiu simpatia de espectros amplos da população. É preciso entender por que eles conseguiram isso.. o que havia naquela forma de luta, na aparência daquela luta, e no seu conteúdo. Lutas sindicais ficam restritas, a população tem dificuldade de se identificar com elas. Por que?

Com a esquerda derrotada e o antipetismo ainda em voga, há menos preocupação de governantes com políticas impopulares... ou antitrabalhadores. pois já não há adversário político que possa ganhar espaço em curto prazo em cima disso.

Só assim também entende-se a inacreditável entrevista do ministro da Economia Paulo Guedes nesse domingo no Estadão. 

Mas enfim..tempos realmente obscuros.. e caminhos ainda pra piorar, e ainda pode ser bastante, antes que venha alguma melhora.

Dos dirigentes sindicais não podemos esperar nada, pela função que possuem. A questão é que não criamos nenhuma referência política de esquerda alternativa aos sindicatos. E veja, MPL, movimentos de ocupações de escolas, entre alguns outros, demonstraram capacidade de afetar, de serem referência política de modo a mobilizar amplos setores (inclusive uma parte que é base de partidos de direita) para pautas e formas progressistas. Mas essa esquerda autônoma de demonstrou uma incapacidade crônica de criar uma referência duradoura e menos ainda a nível nacional, tão fundamental desde 2013.

A recomposição de classe se dará por fora dos sindicatos e do PT e seus satélites. Mas é preciso construir as referências políticas para essa recomposição.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Início de 2017 o atual prefeito de Florianópolis começou o seu mandato aprovando da Câmara de Vereadores, de cara, um projeto de Lei que atacava todos os servidores municipais, principalmente nos seus planos de carreiras. Foi uma greve história de 38 dias que conseguiu reverter projeto já aprovado na Câmara.<br />
O prefeito tomou posso e entrou no espírito Teme após o golpe de 2016, passando projetos como um trator já no primeiro mês. mas não se deu tão bem.<br />
O sindicato tinha uma direção combativa, naquilo que é possível uma direção sindical ser combativa (quase uma contradição nos termos).</p>
<p>Mas o fato é que ano passado entrarem em greve contra um projeto de OSs e a prefeitura saiu vitorioso. Estamos num momento que algumas poucas lutas de resistêcnia tem êxitos, mas provisórios&#8230;</p>
<p>Em São Paulo os sindicatos de servidores parecem nunca conseguirem uma vitória sobre o tucanato. Quem conseguiu foram os estudantes secundaristas nas ocupações de 2015. Eles conseguiram fazer essa ligação com a população. A luta deles conseguiu simpatia de espectros amplos da população. É preciso entender por que eles conseguiram isso.. o que havia naquela forma de luta, na aparência daquela luta, e no seu conteúdo. Lutas sindicais ficam restritas, a população tem dificuldade de se identificar com elas. Por que?</p>
<p>Com a esquerda derrotada e o antipetismo ainda em voga, há menos preocupação de governantes com políticas impopulares&#8230; ou antitrabalhadores. pois já não há adversário político que possa ganhar espaço em curto prazo em cima disso.</p>
<p>Só assim também entende-se a inacreditável entrevista do ministro da Economia Paulo Guedes nesse domingo no Estadão. </p>
<p>Mas enfim..tempos realmente obscuros.. e caminhos ainda pra piorar, e ainda pode ser bastante, antes que venha alguma melhora.</p>
<p>Dos dirigentes sindicais não podemos esperar nada, pela função que possuem. A questão é que não criamos nenhuma referência política de esquerda alternativa aos sindicatos. E veja, MPL, movimentos de ocupações de escolas, entre alguns outros, demonstraram capacidade de afetar, de serem referência política de modo a mobilizar amplos setores (inclusive uma parte que é base de partidos de direita) para pautas e formas progressistas. Mas essa esquerda autônoma de demonstrou uma incapacidade crônica de criar uma referência duradoura e menos ainda a nível nacional, tão fundamental desde 2013.</p>
<p>A recomposição de classe se dará por fora dos sindicatos e do PT e seus satélites. Mas é preciso construir as referências políticas para essa recomposição.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: corrigindo a data		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/03/125548/#comment-407566</link>

		<dc:creator><![CDATA[corrigindo a data]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Mar 2019 00:08:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[* 2015]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>* 2015</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Abaixo a pelegada!		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/03/125548/#comment-407565</link>

		<dc:creator><![CDATA[Abaixo a pelegada!]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Mar 2019 00:06:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ao longo dos últimos dias não pude acompanhar com a atenção necessária o noticiário nos meios de comunicação tradicionais escritos, mas ao menos nos telejornais que consegui assistir, salvo engano, foi gritante o silêncio a respeito da greve dos servidores municipais contra o Sampaprev. Conta-se nos dedos as notícias a respeito do movimento paredista.
Se a minha observação, precária como destaquei inicialmente, não estiver totalmente equivocada,será que esse silêncio de parte não desprezível dos meios de comunicação poderia ajudar a compreender a aparente despreocupação do Covas em relação a ter sua popularidade afetada?
Em outras palavras, até que ponto a greve conseguiu afetar a imagem do prefeito e dos vereadores?

Outro ponto que me chamou a atenção refere-se aos possíveis motivos da mudança de postura da direção do sindicato. O que explicaria isso para além da evidente burocratização das entidades?

Em 2013, eu ingressei como professor numa universidade federal e cerca de três meses após tomar posse, iniciamos uma greve que se estendeu por cinco meses. Como todos bem sabem, não conseguimos nada além de um parco reajuste salarial dividido em três anos. Nenhuma das medidas draconianas da Dilma Roussef foram revistas e os cortes de verbas só se intensificaram nos anos seguintes.
Nas duas últimas assembleias que acabaram por encerrar o movimento, os membros do comando de greve local se esforçaram para falar em vitória, mas apontando que o Andes saíra fortalecido do movimento e que isso não era algo desprezível. Ao votarem na penúltima assembleia o indicativo de fim do movimento, utilizaram como principal argumento a necessidade de todos saírem juntos e unidos da paralisação, conforme orientação do Andes.
Eu, no meu isolamento típico, permaneci fiel aos meus princípios e fiquei entre os pouquíssimos professores que votaram pela continuidade do movimento paredista (não chegamos a 20), já que minhas motivações iam muito além das disputas entre burocratas sindicais do Proifes e do Andes.
E pude, finalmente, ver os petistas defensores do governo Dilma desde o primeiro momento do movimento e os militantes do PSTU, do PSOL e outros comemorando juntos o fim da longa greve.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao longo dos últimos dias não pude acompanhar com a atenção necessária o noticiário nos meios de comunicação tradicionais escritos, mas ao menos nos telejornais que consegui assistir, salvo engano, foi gritante o silêncio a respeito da greve dos servidores municipais contra o Sampaprev. Conta-se nos dedos as notícias a respeito do movimento paredista.<br />
Se a minha observação, precária como destaquei inicialmente, não estiver totalmente equivocada,será que esse silêncio de parte não desprezível dos meios de comunicação poderia ajudar a compreender a aparente despreocupação do Covas em relação a ter sua popularidade afetada?<br />
Em outras palavras, até que ponto a greve conseguiu afetar a imagem do prefeito e dos vereadores?</p>
<p>Outro ponto que me chamou a atenção refere-se aos possíveis motivos da mudança de postura da direção do sindicato. O que explicaria isso para além da evidente burocratização das entidades?</p>
<p>Em 2013, eu ingressei como professor numa universidade federal e cerca de três meses após tomar posse, iniciamos uma greve que se estendeu por cinco meses. Como todos bem sabem, não conseguimos nada além de um parco reajuste salarial dividido em três anos. Nenhuma das medidas draconianas da Dilma Roussef foram revistas e os cortes de verbas só se intensificaram nos anos seguintes.<br />
Nas duas últimas assembleias que acabaram por encerrar o movimento, os membros do comando de greve local se esforçaram para falar em vitória, mas apontando que o Andes saíra fortalecido do movimento e que isso não era algo desprezível. Ao votarem na penúltima assembleia o indicativo de fim do movimento, utilizaram como principal argumento a necessidade de todos saírem juntos e unidos da paralisação, conforme orientação do Andes.<br />
Eu, no meu isolamento típico, permaneci fiel aos meus princípios e fiquei entre os pouquíssimos professores que votaram pela continuidade do movimento paredista (não chegamos a 20), já que minhas motivações iam muito além das disputas entre burocratas sindicais do Proifes e do Andes.<br />
E pude, finalmente, ver os petistas defensores do governo Dilma desde o primeiro momento do movimento e os militantes do PSTU, do PSOL e outros comemorando juntos o fim da longa greve.</p>
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