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	Comentários sobre: Ainda sobre o Outono Secundarista: o que sobrou do OcupaTudo?	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Alfredo Lima		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/03/125811/#comment-420022</link>

		<dc:creator><![CDATA[Alfredo Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Apr 2019 04:08:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Estudante, tenho muitíssimos acordos com sua ponderação, de modo geral. Todavia queria enfatizar algumas coisas. 

Pelo menos da experiência que eu vivenciei nas ocupações, os estudantes que mantiveram uma postura política ativa em generosa maioria, ou adentraram em partidos políticos com propostas muito destoantes da pauta das ocupações, ou cairam no ativismo pelo ativismo. Em ambos os casos não se consolidou uma cultura da politização na escola. Então é preciso também apontar para os limites da ação para além do meio estudantil, tendo claro que ele não se basta por si só. a greve de 2016 só teve vitória porque a luta era estudantil, dos professores e (pelo menos algumas que eu conheço) mantinham solidariedade com os terceirizados das escolas e com a comunidade. Outro ponto e que eu não tive a sensibilidade de comentar no meu texto é que esse empoderamento nas escolas após as ocupações não se traduziu em um grande debate entre a comunidade escolar, pensando nas famílias e nos terceirizados da escola. Um debate sobre relações de trabalho na escola, por exemplo. Talvez eu esteja sonhando demais. um camarada fez o bendito serviço de publicar um texto sobre https://passapalavra.info/2016/05/108235/ em que ele destrincha melhor essas questões.  No mais, ainda não tenho uma fórmula mágica para que se edifique uma cultura de luta nas escolas e sob a reflexão delas, relações sociais de uma outra maneira, para além do sindicalismo estudantil.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estudante, tenho muitíssimos acordos com sua ponderação, de modo geral. Todavia queria enfatizar algumas coisas. </p>
<p>Pelo menos da experiência que eu vivenciei nas ocupações, os estudantes que mantiveram uma postura política ativa em generosa maioria, ou adentraram em partidos políticos com propostas muito destoantes da pauta das ocupações, ou cairam no ativismo pelo ativismo. Em ambos os casos não se consolidou uma cultura da politização na escola. Então é preciso também apontar para os limites da ação para além do meio estudantil, tendo claro que ele não se basta por si só. a greve de 2016 só teve vitória porque a luta era estudantil, dos professores e (pelo menos algumas que eu conheço) mantinham solidariedade com os terceirizados das escolas e com a comunidade. Outro ponto e que eu não tive a sensibilidade de comentar no meu texto é que esse empoderamento nas escolas após as ocupações não se traduziu em um grande debate entre a comunidade escolar, pensando nas famílias e nos terceirizados da escola. Um debate sobre relações de trabalho na escola, por exemplo. Talvez eu esteja sonhando demais. um camarada fez o bendito serviço de publicar um texto sobre <a href="https://passapalavra.info/2016/05/108235/" rel="ugc">https://passapalavra.info/2016/05/108235/</a> em que ele destrincha melhor essas questões.  No mais, ainda não tenho uma fórmula mágica para que se edifique uma cultura de luta nas escolas e sob a reflexão delas, relações sociais de uma outra maneira, para além do sindicalismo estudantil.</p>
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		<item>
		<title>
		Por: Estudante		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/03/125811/#comment-419904</link>

		<dc:creator><![CDATA[Estudante]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Apr 2019 19:40:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Alfredo, tenho duas experiências muito diferentes de ativismo no âmbito estudantil, ambas em universidades. O que eu hoje entendo sobre este meio é o seguinte. As ondas de forte mobilização e ocupações tem um potencial enorme para forjar ativistas e militantes, mas isso só se concreta quando se vence o tempo e os laços criados se solidificam para além do ambiente estudantil. Isso por um lado. Por outro, também vejo a importância de companheiros e companheiras que se formam em outros âmbitos - geralmente partidos e movimentos sociais - para dar um dinamismo ao movimento estudantil (claro que não estou falando naqueles que se formam em práticas de engessamento, muito comum também).

Neste pequeno esquema, para que exista um movimento estudantil potente, é necessário um fluxo para dentro e para fora do mesmo. Essa minha impressão também se fortaleceu quando li os relatos das ocupações em São Paulo, dos e das companheiras do Mal Educado, e os debates sobre o &quot;nós por nós&quot;, isto é, um certo corporativismo estudantil. 

Acredito ser tarefa nossa atrair companheiros e companheiras estudantes de todas as idades, por meio de conversas e atividades, e promover sua formação como ativistas de maneira geral, não para que se torne um/a militante estudantil exclusivamente, mas para que quando haja um ambiente propício em seu local de estudos, possa dinamizar o processo com seus companheiros e companheiras de lá. Da mesma forma, após os processos mais intensos de luta, é necessário pensar formas de manter os vínculos e a formação, para que não acabe tudo em uma faísca de luta. 

Com isso quero dizer que a constância do movimento estudantil depende menos da constância dos próprios órgãos de luta estudantis desenvolvidos no calor da luta, que de uma cultura generalizada de luta, que permeie escolas, universidades, bairros, grupos de afinidade, etc. Um &quot;estudantismo&quot; voltado para si mesmo, ao invés de replicar uma lógica obrerista de auto-gestão e de luta em lugar de trabalho, tende a gerar desmobilização nas camadas que terminam o ciclo estudantil, que se veem &quot;soltas&quot; e &quot;desorganizadas&quot; no mundo exterior aos muros da escola e da universidade ao invés de sentir-se identificadas com uma militância desterritorializada (ou seja, uma militância que possa enraizar-se em todo e qualquer território da classe).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alfredo, tenho duas experiências muito diferentes de ativismo no âmbito estudantil, ambas em universidades. O que eu hoje entendo sobre este meio é o seguinte. As ondas de forte mobilização e ocupações tem um potencial enorme para forjar ativistas e militantes, mas isso só se concreta quando se vence o tempo e os laços criados se solidificam para além do ambiente estudantil. Isso por um lado. Por outro, também vejo a importância de companheiros e companheiras que se formam em outros âmbitos &#8211; geralmente partidos e movimentos sociais &#8211; para dar um dinamismo ao movimento estudantil (claro que não estou falando naqueles que se formam em práticas de engessamento, muito comum também).</p>
<p>Neste pequeno esquema, para que exista um movimento estudantil potente, é necessário um fluxo para dentro e para fora do mesmo. Essa minha impressão também se fortaleceu quando li os relatos das ocupações em São Paulo, dos e das companheiras do Mal Educado, e os debates sobre o &#8220;nós por nós&#8221;, isto é, um certo corporativismo estudantil. </p>
<p>Acredito ser tarefa nossa atrair companheiros e companheiras estudantes de todas as idades, por meio de conversas e atividades, e promover sua formação como ativistas de maneira geral, não para que se torne um/a militante estudantil exclusivamente, mas para que quando haja um ambiente propício em seu local de estudos, possa dinamizar o processo com seus companheiros e companheiras de lá. Da mesma forma, após os processos mais intensos de luta, é necessário pensar formas de manter os vínculos e a formação, para que não acabe tudo em uma faísca de luta. </p>
<p>Com isso quero dizer que a constância do movimento estudantil depende menos da constância dos próprios órgãos de luta estudantis desenvolvidos no calor da luta, que de uma cultura generalizada de luta, que permeie escolas, universidades, bairros, grupos de afinidade, etc. Um &#8220;estudantismo&#8221; voltado para si mesmo, ao invés de replicar uma lógica obrerista de auto-gestão e de luta em lugar de trabalho, tende a gerar desmobilização nas camadas que terminam o ciclo estudantil, que se veem &#8220;soltas&#8221; e &#8220;desorganizadas&#8221; no mundo exterior aos muros da escola e da universidade ao invés de sentir-se identificadas com uma militância desterritorializada (ou seja, uma militância que possa enraizar-se em todo e qualquer território da classe).</p>
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