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	Comentários sobre: Contra o corporativismo masculino branco	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: aparentemente um homem		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/04/126231/#comment-443433</link>

		<dc:creator><![CDATA[aparentemente um homem]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 May 2019 19:55:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[mais confuso do que com o comentário da Dinossaura fico com o comentário de caipira.

Dinossaura, concordo com você em que &quot;A auto-organização das mulheres e dxs negrxs na luta contra as opressões patriarcais e racistas não é identitária&quot;. 100% de acordo. O identitarismo é apenas uma tendência dentro destes movimentos mais amplos. Não é todo feminismo que é identitário nem todo movimento negro é identitário.
Mas então a tua primeira frase não tem sentido. O texto diz explicitamente que a hegemonia identitarista é responsável pela regressão política, não o feminismo nem o movimento negro. 
Por outro lado, se você é simpática ao corporativismo feminista ou negro, por se contraporem ao masculino branco, então estou entendendo que você faz parte do feminismo Beyoncée e é apoiadora de experiências como a da ANC na África do Sul, é isso mesmo? É mais digno para as mulheres serem exploradas por mulheres, é mais digno para xs negrxs serem exploradxs por negrxs? (e brasileirxs por brasileirxs?)
Acho ainda mais estranho botar &quot;povos zapatistas&quot; no meio da discussão. A autonomia territorial do EZLN é defendida de maneira militar e foi originada por um grupúsculo integrado também por pessoas brancas e universitárias. Como isso entra nesse estranho esquema &quot;autonomista&quot;? O que mais tem é gente louvando o zapatismo sem a menor intenção de fazer como eles e elas fizeram para lutar pela tal &quot;autonomia indígena&quot;: armar um pequeno grupo guerrilheiro inspirado nos movimentos de liberação nacional, infiltrar-se num território alheio e fazer anos de trabalho com a população local. Não consigo pensar em exemplo mais distante do que são os &quot;coletivos autonomistas&quot; e as práticas de segregação e lacração.
E o pior do teu comentário: nenhum corporativismo se combate com teoria. Está cheio de macho lendo Federicci. O debate que precisa ser feito é sobre as práticas. E é uma pena que este meu texto tenha gerado uma reação tão visceral e defensiva de tua parte. A real é que esperava um mínimo de debate entre homens, mas infelizmente vejo que muitos companheiros ainda se sentem inibidos para debater temas tão importantes e precisam da opinião de uma mulher. Sei que uma parte acha o tema pouco importante. Outra parte acha que é tarefa das mulheres falar sobre gênero (irônico, antes era o trabalho doméstico que era feminizado, agora é o debate sobre gênero. Excelente forma de perpetuar o machismo, deixando de lado a hombridade viril para dar lugar à impotência confortável). Já eu faço parte daqueles que não delegam às mulheres a tarefa de debater e colocar em prática experiências igualitárias, somos todxs responsáveis por isso e não devemos esperar que as companheiras nos digam como fazer para que deixemos de reproduzir o machismo. As vezes basta um pouco de vergonha na cara e escutar mais do que falar.
Enfim, para debater práticas corporativistas, ares de superioridade não fazem bem. E já que você atravessou eras inteiras para hoje poder falar tudo isso, poderia dar um exemplo vivido de luta proletária onde o corporativismo masculino branco foi combatido e vencido com êxito, para benefício da luta coletiva. Estou certo de que exemplos bem sucedidos são uma das melhores fontes de aprendizado, estou certo de que você terá ao menos um par de histórias para compartilhar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>mais confuso do que com o comentário da Dinossaura fico com o comentário de caipira.</p>
<p>Dinossaura, concordo com você em que &#8220;A auto-organização das mulheres e dxs negrxs na luta contra as opressões patriarcais e racistas não é identitária&#8221;. 100% de acordo. O identitarismo é apenas uma tendência dentro destes movimentos mais amplos. Não é todo feminismo que é identitário nem todo movimento negro é identitário.<br />
Mas então a tua primeira frase não tem sentido. O texto diz explicitamente que a hegemonia identitarista é responsável pela regressão política, não o feminismo nem o movimento negro.<br />
Por outro lado, se você é simpática ao corporativismo feminista ou negro, por se contraporem ao masculino branco, então estou entendendo que você faz parte do feminismo Beyoncée e é apoiadora de experiências como a da ANC na África do Sul, é isso mesmo? É mais digno para as mulheres serem exploradas por mulheres, é mais digno para xs negrxs serem exploradxs por negrxs? (e brasileirxs por brasileirxs?)<br />
Acho ainda mais estranho botar &#8220;povos zapatistas&#8221; no meio da discussão. A autonomia territorial do EZLN é defendida de maneira militar e foi originada por um grupúsculo integrado também por pessoas brancas e universitárias. Como isso entra nesse estranho esquema &#8220;autonomista&#8221;? O que mais tem é gente louvando o zapatismo sem a menor intenção de fazer como eles e elas fizeram para lutar pela tal &#8220;autonomia indígena&#8221;: armar um pequeno grupo guerrilheiro inspirado nos movimentos de liberação nacional, infiltrar-se num território alheio e fazer anos de trabalho com a população local. Não consigo pensar em exemplo mais distante do que são os &#8220;coletivos autonomistas&#8221; e as práticas de segregação e lacração.<br />
E o pior do teu comentário: nenhum corporativismo se combate com teoria. Está cheio de macho lendo Federicci. O debate que precisa ser feito é sobre as práticas. E é uma pena que este meu texto tenha gerado uma reação tão visceral e defensiva de tua parte. A real é que esperava um mínimo de debate entre homens, mas infelizmente vejo que muitos companheiros ainda se sentem inibidos para debater temas tão importantes e precisam da opinião de uma mulher. Sei que uma parte acha o tema pouco importante. Outra parte acha que é tarefa das mulheres falar sobre gênero (irônico, antes era o trabalho doméstico que era feminizado, agora é o debate sobre gênero. Excelente forma de perpetuar o machismo, deixando de lado a hombridade viril para dar lugar à impotência confortável). Já eu faço parte daqueles que não delegam às mulheres a tarefa de debater e colocar em prática experiências igualitárias, somos todxs responsáveis por isso e não devemos esperar que as companheiras nos digam como fazer para que deixemos de reproduzir o machismo. As vezes basta um pouco de vergonha na cara e escutar mais do que falar.<br />
Enfim, para debater práticas corporativistas, ares de superioridade não fazem bem. E já que você atravessou eras inteiras para hoje poder falar tudo isso, poderia dar um exemplo vivido de luta proletária onde o corporativismo masculino branco foi combatido e vencido com êxito, para benefício da luta coletiva. Estou certo de que exemplos bem sucedidos são uma das melhores fontes de aprendizado, estou certo de que você terá ao menos um par de histórias para compartilhar.</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: caipira		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/04/126231/#comment-443227</link>

		<dc:creator><![CDATA[caipira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 May 2019 12:32:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Sem ironias, quero agradecer a Dinossaura pela disponibilidade em escrever um comentario tão bom e tão certeiro, foi uma aula!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sem ironias, quero agradecer a Dinossaura pela disponibilidade em escrever um comentario tão bom e tão certeiro, foi uma aula!</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: dinossaura		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/04/126231/#comment-440066</link>

		<dc:creator><![CDATA[dinossaura]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 May 2019 04:01:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Lauro, O tom machista deste texto começa com a própria questão colocada, onde o feminismo e o movimento negro seriam responsáveis pela &quot;regressão das ideias políticas a uma defesa quase feudal de nichos populacionais supraclassistas&quot;. A auto-organização das mulheres e dxs negrxs na luta contra as opressões patriarcais e racistas não é identitária e muito menos corporativista, nem a causa da guerra de todos contra todos. O que causa a guerra de todos contra todos são as violências machistas e racistas cometidas cotidianamente por &quot;aparentemente uns homens brancos&quot; que dominam esmagadoramente os espaços políticos em todos os segmentos do espectro ideológico, fazendo com que continuamente nos sintamos excluídas desses espaços. Acabamos nos afastando por não se dispor a ficar educando aqueles que lêem teóricos homens brancos e se refenciam em ativistas homens brancos (não seriam estes os únicos realmente identitários?), enquanto há uma infinidade de teóricas e ativistas que eles não lêem nem mesmo sabem da existência, e ainda ignoram que históricamente a base de todas as revoluções e movimentos de libertação são constituídas majoritariamente por mulheres e pessoas não-brancas. Nesse sentido, equiparar o corporativismo masculino branco aos supostos &quot;corporativismo feminista&quot; e &quot;corporativismo negro&quot; é uma simetria totalmente falaciosa que equivale a dizer que existe &quot;racismo reverso&quot; ou &quot;sexismo reverso&quot; - termos infelizmente recorrentes nesse portal, mas não supreende já que as falas advém de uma perspectiva predominante masculina e branca. Num contexto de patriarcado e supremacia branca a AUTONOMIA de reflexão, organização e ação política desses grupos oprimidos é necessária para se contrapor às lógicas desses sistemas de dominação que agem em favor da opressão de classe capitalista. Estariam os Povos Zapatistas equivocados em colocar a autonomia indígena como eixo central e estrutural de sua luta? Seriam elxs identitárixs, corporativistas &quot;quase feudais&quot; que agem em favor de um &quot;nicho populacional&quot;? Lutar por sua autodeterminação xs afasta da luta anticapitalista? Estou segura que não. 
Ney, O que é necessário considerar para refletir sobre como se desfazer dos PRIVILÉGIOS masculinos e brancos não é a autoridade feminina, mas sim a PERSPECTIVA SOCIAL de pessoas que vêm históricamente construindo análises POLÍTICAS acerca das violências e opressões vividas nos processos de organização, luta e vida cotidiana. Os elementos concretos citados pelo autor como &quot;a interrupção constante de interlocutorxs, a diminuição retórica de ideias alheias (e seus/suas porta-vozes), a naturalização de falas longas ou da falta de intervenção de companheirxs, a constante explicação de como são as coisas, a definição taxativa e muitas vezes soberba sobre outras posições (e os ataques indiretos a todxs aquelxs que se aproximem delas)&quot; são reflexões fruto de muitos debates, que só puderam ser elaborados em espaços auto-organizados de mulheres, negrxs e indígenas. Mas apesar de terem sido lidos em algum texto feminista e reproduzidos aqui, a perspectiva de alguém em um lugar privilegiado impede muitas vezes que reconheça esses mesmos elementos citados presentes no conteúdo do próprio texto. 
Bem, essas reflexões vêm do meu posicionamento enquanto feminista lésbica anarquista e autonomista, não por adição, mas sim a partir da reflexão crítica que incorpora as análises políticas oferecidas por diversas vertentes dessas tradições de pensamento complexas e conflituosas, de uma forma que dê conta de orientar a ação política minha e de diversas companheiras, pessoas e grupos contemplando todas as dimensões da nossa existência. Pessoas  que nem mais se dão ao trabalho de ler textos com falas longas que concretamente nos ignoram como interlocutoras de fato, diminuem retóricas, terminologias e críticas construídas através de muito debate POLíTICO, definem de forma taxativa e soberba posições de movimentos cuja dinâmica desconhecem na prática mas apesar disso tentam explicar como são e como devem ser. 
Querem mesmo saber como desafiar o corporativismo masculino? Vão ler teóricas negras e negros, feministas, indígenas e lgbt que tenham perspectivas ideológicas afins às suas em sua diversidade e riqueza crítica que com certeza vai ter muito mais efeito. Não se vai encontrar soluções para mobilizar as bases, pois elas são as bases, as bases que desenvolvem teorias e práticas que tem a real capacidade de dar potência e vida a espaços de organização. 
Portanto, melhorem. Ou então vão continuar sendo organizações majoritariamente de homens brancos que exercem sua centralidade personalista como a maioria dos grupos anarquistas, autonomistas e comunistas da minha cidade e de diversas outras cidades pelas quais circulei. Enquanto isso, feministas, negrxs, indígenas e lgbts seguem construindo espaços plurais e radicais que de fato fazem dos conflitos motores de transformação e mobilização para a luta anticapitalista. Ao reconhecerem a potência dessas resistências e talvez apreender a relação entre os conteúdos e as formas de luta, bem como as ideologias a elas associadas, quem sabe vão se juntar ao campo de alianças dos mesmos concretamente, assim como muitos autonomismos e anarquismos latinoamericanos têm aprendido com o Zapatismo sobre como a classe trabalhadora não está constituída à sua imagem e semelhança e nem nunca esteve. E se não forem capaz de avançar na autocrítica em suas ações e discursos que então abram mão dos espaços sim e vão lavar suas próprias cuecas, porque a luta das trabalhadoras contra o capitalismo e todas as formas de opressão não precisa nem depende de vocês.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lauro, O tom machista deste texto começa com a própria questão colocada, onde o feminismo e o movimento negro seriam responsáveis pela &#8220;regressão das ideias políticas a uma defesa quase feudal de nichos populacionais supraclassistas&#8221;. A auto-organização das mulheres e dxs negrxs na luta contra as opressões patriarcais e racistas não é identitária e muito menos corporativista, nem a causa da guerra de todos contra todos. O que causa a guerra de todos contra todos são as violências machistas e racistas cometidas cotidianamente por &#8220;aparentemente uns homens brancos&#8221; que dominam esmagadoramente os espaços políticos em todos os segmentos do espectro ideológico, fazendo com que continuamente nos sintamos excluídas desses espaços. Acabamos nos afastando por não se dispor a ficar educando aqueles que lêem teóricos homens brancos e se refenciam em ativistas homens brancos (não seriam estes os únicos realmente identitários?), enquanto há uma infinidade de teóricas e ativistas que eles não lêem nem mesmo sabem da existência, e ainda ignoram que históricamente a base de todas as revoluções e movimentos de libertação são constituídas majoritariamente por mulheres e pessoas não-brancas. Nesse sentido, equiparar o corporativismo masculino branco aos supostos &#8220;corporativismo feminista&#8221; e &#8220;corporativismo negro&#8221; é uma simetria totalmente falaciosa que equivale a dizer que existe &#8220;racismo reverso&#8221; ou &#8220;sexismo reverso&#8221; &#8211; termos infelizmente recorrentes nesse portal, mas não supreende já que as falas advém de uma perspectiva predominante masculina e branca. Num contexto de patriarcado e supremacia branca a AUTONOMIA de reflexão, organização e ação política desses grupos oprimidos é necessária para se contrapor às lógicas desses sistemas de dominação que agem em favor da opressão de classe capitalista. Estariam os Povos Zapatistas equivocados em colocar a autonomia indígena como eixo central e estrutural de sua luta? Seriam elxs identitárixs, corporativistas &#8220;quase feudais&#8221; que agem em favor de um &#8220;nicho populacional&#8221;? Lutar por sua autodeterminação xs afasta da luta anticapitalista? Estou segura que não.<br />
Ney, O que é necessário considerar para refletir sobre como se desfazer dos PRIVILÉGIOS masculinos e brancos não é a autoridade feminina, mas sim a PERSPECTIVA SOCIAL de pessoas que vêm históricamente construindo análises POLÍTICAS acerca das violências e opressões vividas nos processos de organização, luta e vida cotidiana. Os elementos concretos citados pelo autor como &#8220;a interrupção constante de interlocutorxs, a diminuição retórica de ideias alheias (e seus/suas porta-vozes), a naturalização de falas longas ou da falta de intervenção de companheirxs, a constante explicação de como são as coisas, a definição taxativa e muitas vezes soberba sobre outras posições (e os ataques indiretos a todxs aquelxs que se aproximem delas)&#8221; são reflexões fruto de muitos debates, que só puderam ser elaborados em espaços auto-organizados de mulheres, negrxs e indígenas. Mas apesar de terem sido lidos em algum texto feminista e reproduzidos aqui, a perspectiva de alguém em um lugar privilegiado impede muitas vezes que reconheça esses mesmos elementos citados presentes no conteúdo do próprio texto.<br />
Bem, essas reflexões vêm do meu posicionamento enquanto feminista lésbica anarquista e autonomista, não por adição, mas sim a partir da reflexão crítica que incorpora as análises políticas oferecidas por diversas vertentes dessas tradições de pensamento complexas e conflituosas, de uma forma que dê conta de orientar a ação política minha e de diversas companheiras, pessoas e grupos contemplando todas as dimensões da nossa existência. Pessoas  que nem mais se dão ao trabalho de ler textos com falas longas que concretamente nos ignoram como interlocutoras de fato, diminuem retóricas, terminologias e críticas construídas através de muito debate POLíTICO, definem de forma taxativa e soberba posições de movimentos cuja dinâmica desconhecem na prática mas apesar disso tentam explicar como são e como devem ser.<br />
Querem mesmo saber como desafiar o corporativismo masculino? Vão ler teóricas negras e negros, feministas, indígenas e lgbt que tenham perspectivas ideológicas afins às suas em sua diversidade e riqueza crítica que com certeza vai ter muito mais efeito. Não se vai encontrar soluções para mobilizar as bases, pois elas são as bases, as bases que desenvolvem teorias e práticas que tem a real capacidade de dar potência e vida a espaços de organização.<br />
Portanto, melhorem. Ou então vão continuar sendo organizações majoritariamente de homens brancos que exercem sua centralidade personalista como a maioria dos grupos anarquistas, autonomistas e comunistas da minha cidade e de diversas outras cidades pelas quais circulei. Enquanto isso, feministas, negrxs, indígenas e lgbts seguem construindo espaços plurais e radicais que de fato fazem dos conflitos motores de transformação e mobilização para a luta anticapitalista. Ao reconhecerem a potência dessas resistências e talvez apreender a relação entre os conteúdos e as formas de luta, bem como as ideologias a elas associadas, quem sabe vão se juntar ao campo de alianças dos mesmos concretamente, assim como muitos autonomismos e anarquismos latinoamericanos têm aprendido com o Zapatismo sobre como a classe trabalhadora não está constituída à sua imagem e semelhança e nem nunca esteve. E se não forem capaz de avançar na autocrítica em suas ações e discursos que então abram mão dos espaços sim e vão lavar suas próprias cuecas, porque a luta das trabalhadoras contra o capitalismo e todas as formas de opressão não precisa nem depende de vocês.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Ney Matogrosso		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/04/126231/#comment-430826</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ney Matogrosso]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 May 2019 00:01:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Lauro,
nós não precisamos da voz de autoridade feminina para debater este texto. Adoraria saber mais sobre o tom machista deste texto, você pode falar um pouco mais sobre isso?

[eu não sei dizer nada por dizer, então eu escuto]
https://www.youtube.com/watch?v=VU6N9ns7b64]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lauro,<br />
nós não precisamos da voz de autoridade feminina para debater este texto. Adoraria saber mais sobre o tom machista deste texto, você pode falar um pouco mais sobre isso?</p>
<p>[eu não sei dizer nada por dizer, então eu escuto]<br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=VU6N9ns7b64" rel="nofollow ugc">https://www.youtube.com/watch?v=VU6N9ns7b64</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lauro		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/04/126231/#comment-430714</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lauro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 May 2019 17:07:17 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=126231#comment-430714</guid>

					<description><![CDATA[Tem um tom muito machista neste texto. Gostaria de saber o que mulheres feministas pensaram ao ler.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tem um tom muito machista neste texto. Gostaria de saber o que mulheres feministas pensaram ao ler.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Julio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/04/126231/#comment-427945</link>

		<dc:creator><![CDATA[Julio]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Apr 2019 16:37:57 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=126231#comment-427945</guid>

					<description><![CDATA[Gostei de partes, mas há muita confusão e pontos embolados; veja, primeiro acho que quanto à crítica do identitarismo e de não ser uma soma de palavras que a resolve, isso é verdade, mas justamente perpassa o ponto das pessoas entenderem o que é &quot;pessoal&quot; e o que não é, e assim entenderem que essas coisas mesmo se entrelaçando, requerem diferentes posturas, registros de fala e espaços. Sem isso, sem esse tato, implode-se qualquer coisa, pois o potencial emotivo/ de comoção é demasiado.
Quanto à parte da organização: o sistema já implementou bem todas as formas horizontais de organização que a esquerda um dia teve como revolucionária. Isso per se não é um problema; ninguém é contra a produtividade, a questão é pra qual fim ela se destina? Para no bolso de quem? Portanto, em relação às hierarquias, lideranças, horizontalização, acho que podemos voltar ao pragmatismo de entender as limitações e tendências de cada forma de organização, para assim poder evitar caminhos e erros já cometidos, mas principalmente para utilizá-los enquanto instrumentos.
Permaneceremos em erro se moralizarmos as formas de organização, assim como se mantermos uma repulsa porque o sistema foi capaz de cooptá-la: ele sempre será capaz, e com isso mostrará como não há discurso político intrínseco às formas organizativas, assim como também não cabe dizer que elas sejam totalmente vazias de sentido e maleáveis. Não são, cada uma tem sua finalidade, vantagem e limite.
Quanto ao corporativismo, acho que as lutas realmente não se unificam propriamente, serão sempre duas, e entrarão sim em conflitos. Faz parte; talvez acabar com o branco seja mais rápido, e isso dificulte acabar com o corporativismo, quando este for colorido (rainbow). Talvez não, enfim, isso é outra história. Não se torna, portanto, pecado dizer que simpatizo com a luta até o momento que ela não se torna obstáculo da minha; há maneiras não conflitivas, quem sabe? Eu não sei, e em certas situações, creio que não.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gostei de partes, mas há muita confusão e pontos embolados; veja, primeiro acho que quanto à crítica do identitarismo e de não ser uma soma de palavras que a resolve, isso é verdade, mas justamente perpassa o ponto das pessoas entenderem o que é &#8220;pessoal&#8221; e o que não é, e assim entenderem que essas coisas mesmo se entrelaçando, requerem diferentes posturas, registros de fala e espaços. Sem isso, sem esse tato, implode-se qualquer coisa, pois o potencial emotivo/ de comoção é demasiado.<br />
Quanto à parte da organização: o sistema já implementou bem todas as formas horizontais de organização que a esquerda um dia teve como revolucionária. Isso per se não é um problema; ninguém é contra a produtividade, a questão é pra qual fim ela se destina? Para no bolso de quem? Portanto, em relação às hierarquias, lideranças, horizontalização, acho que podemos voltar ao pragmatismo de entender as limitações e tendências de cada forma de organização, para assim poder evitar caminhos e erros já cometidos, mas principalmente para utilizá-los enquanto instrumentos.<br />
Permaneceremos em erro se moralizarmos as formas de organização, assim como se mantermos uma repulsa porque o sistema foi capaz de cooptá-la: ele sempre será capaz, e com isso mostrará como não há discurso político intrínseco às formas organizativas, assim como também não cabe dizer que elas sejam totalmente vazias de sentido e maleáveis. Não são, cada uma tem sua finalidade, vantagem e limite.<br />
Quanto ao corporativismo, acho que as lutas realmente não se unificam propriamente, serão sempre duas, e entrarão sim em conflitos. Faz parte; talvez acabar com o branco seja mais rápido, e isso dificulte acabar com o corporativismo, quando este for colorido (rainbow). Talvez não, enfim, isso é outra história. Não se torna, portanto, pecado dizer que simpatizo com a luta até o momento que ela não se torna obstáculo da minha; há maneiras não conflitivas, quem sabe? Eu não sei, e em certas situações, creio que não.</p>
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			</item>
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