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	Comentários sobre: Por que as denúncias contra a Livraria Cultura viralizaram?	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: nathalia colli		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/04/126363/#comment-433565</link>

		<dc:creator><![CDATA[nathalia colli]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 May 2019 21:46:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[depois de ler o texto e os comentários, da pra pensar, sem muita consequência, que o que deu mesmo gás para o texto é a forma de garantir a voz dos trabalhadores e da experiência nos locais de trabalho. Tanto que o reconhecimento de certa honestidade com a qual o texto foi recebido, vem justamente da credibilidade que os trabalhadores possuem tanto com os camaradas de trabalho, quanto com os clientes. Todo mundo sabe quem mantem as empresas em pé, ouvir um grupo de trabalhadores denunciar e narrar sua revolta contra o patrão é entusiasmante; um alívio no meio da barbárie. 

Agora, esse fato não anula de forma alguma o texto apresentado aqui, pós repercussão. É um convite à reflexão da atual conjuntura que não está colocado na maior parte dos ambientes de esquerda, trata-se necessariamente da coloboração reflexiva de um jornal de esquerda que não exclui os militantes do debate, torna a discussão pública, assim como a ação política da entrevista ultrapassou os trabalhadores entrevistados e massificou o repertório de denúncias, deixando difícil pro patrão agir contra este ou aquele trabalhador-denunciante.

A questão parece ser sempre que esses saltos qualitativos dados por ações desse tipo respeitam a fragmentação que é imposta aos trabalhadores precarizados, mas nunca os convoca a algum passo adiante.

seja como for, vida longa ao passa palavra]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>depois de ler o texto e os comentários, da pra pensar, sem muita consequência, que o que deu mesmo gás para o texto é a forma de garantir a voz dos trabalhadores e da experiência nos locais de trabalho. Tanto que o reconhecimento de certa honestidade com a qual o texto foi recebido, vem justamente da credibilidade que os trabalhadores possuem tanto com os camaradas de trabalho, quanto com os clientes. Todo mundo sabe quem mantem as empresas em pé, ouvir um grupo de trabalhadores denunciar e narrar sua revolta contra o patrão é entusiasmante; um alívio no meio da barbárie. </p>
<p>Agora, esse fato não anula de forma alguma o texto apresentado aqui, pós repercussão. É um convite à reflexão da atual conjuntura que não está colocado na maior parte dos ambientes de esquerda, trata-se necessariamente da coloboração reflexiva de um jornal de esquerda que não exclui os militantes do debate, torna a discussão pública, assim como a ação política da entrevista ultrapassou os trabalhadores entrevistados e massificou o repertório de denúncias, deixando difícil pro patrão agir contra este ou aquele trabalhador-denunciante.</p>
<p>A questão parece ser sempre que esses saltos qualitativos dados por ações desse tipo respeitam a fragmentação que é imposta aos trabalhadores precarizados, mas nunca os convoca a algum passo adiante.</p>
<p>seja como for, vida longa ao passa palavra</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Os trabalhadores falam por eles mesmos		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/04/126363/#comment-430296</link>

		<dc:creator><![CDATA[Os trabalhadores falam por eles mesmos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 May 2019 04:06:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[oras, tanto o texto da entrevista quanto a reflexão sobre a viralização são feitas por trabalhadores. Ou por acaso criar e manter um site como este faz com que você deixe de ser trabalhador e passe a ser outra coisa?
quer dizer então que trabalhador não pensa, não faz reflexão, não produz teoria, ele apenas trabalha e relata o seu trabalho...
Essa galera deve ser a mesma que nos posts da entrevista acha que trabalhador não deveria sabotar, não deveria se vingar do patrão, não deveria fazer reflexão, não deveria fazer um site, por que trabalhador de verdade não faz nada disso.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>oras, tanto o texto da entrevista quanto a reflexão sobre a viralização são feitas por trabalhadores. Ou por acaso criar e manter um site como este faz com que você deixe de ser trabalhador e passe a ser outra coisa?<br />
quer dizer então que trabalhador não pensa, não faz reflexão, não produz teoria, ele apenas trabalha e relata o seu trabalho&#8230;<br />
Essa galera deve ser a mesma que nos posts da entrevista acha que trabalhador não deveria sabotar, não deveria se vingar do patrão, não deveria fazer reflexão, não deveria fazer um site, por que trabalhador de verdade não faz nada disso.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Antígona		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/04/126363/#comment-430260</link>

		<dc:creator><![CDATA[Antígona]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 May 2019 01:44:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Engana-se quem quem pensa que isso é excluvidade da livraria Cultura. Me admira quem questiona o passa palavra por publicar este editorial. Ora, a resistência dos trabalhadores é sempre escamoteada, sempre deixada em segundo plano. Talvez não seja este o motivo primordial da viralizacao do artigo? Mas este é um importante questionamento pra quem está dia a dia lutando contra a opressão, contra o e cerceamento de direitos com muito custo conquistados. Depois de muita luta consegui passar em um concurso Público, IF, autarquia federal. E de que adianta? Diretoria e coordenação se autodenominam &quot;chefes&quot;, arbitrariedades correm a solta, como o cancelamento do feriado do dia do trabalhador (1 de maio), com comunicado às 17h30 da véspera.
O que nos resta?  De que adianta relatos se não nos dispomos a analisar e pensar as reais motivações e consequências destas ações?
Parabéns ao passa palavra por levantar a pauta, parabéns ao passa palavra por tentar pensar sobre ela.
Seguimos o debate.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Engana-se quem quem pensa que isso é excluvidade da livraria Cultura. Me admira quem questiona o passa palavra por publicar este editorial. Ora, a resistência dos trabalhadores é sempre escamoteada, sempre deixada em segundo plano. Talvez não seja este o motivo primordial da viralizacao do artigo? Mas este é um importante questionamento pra quem está dia a dia lutando contra a opressão, contra o e cerceamento de direitos com muito custo conquistados. Depois de muita luta consegui passar em um concurso Público, IF, autarquia federal. E de que adianta? Diretoria e coordenação se autodenominam &#8220;chefes&#8221;, arbitrariedades correm a solta, como o cancelamento do feriado do dia do trabalhador (1 de maio), com comunicado às 17h30 da véspera.<br />
O que nos resta?  De que adianta relatos se não nos dispomos a analisar e pensar as reais motivações e consequências destas ações?<br />
Parabéns ao passa palavra por levantar a pauta, parabéns ao passa palavra por tentar pensar sobre ela.<br />
Seguimos o debate.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: É cada bobagem		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/04/126363/#comment-430192</link>

		<dc:creator><![CDATA[É cada bobagem]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 May 2019 20:01:21 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=126363#comment-430192</guid>

					<description><![CDATA[O que tem a ver os dois comentários acima?

Síndrome de underground. Burocratas acostumados à solidão dos gabinetes. O fracasso faz com que pensem ser revolucionários. E o que tem a ver comparar um site com outro? É cada uma..

Ótimo que o relato dos trabalhadores viralizou! Melhor que novela da globo.

viva à luta, viva à publicação da luta e um grande viva à reflexão sobre a luta.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que tem a ver os dois comentários acima?</p>
<p>Síndrome de underground. Burocratas acostumados à solidão dos gabinetes. O fracasso faz com que pensem ser revolucionários. E o que tem a ver comparar um site com outro? É cada uma..</p>
<p>Ótimo que o relato dos trabalhadores viralizou! Melhor que novela da globo.</p>
<p>viva à luta, viva à publicação da luta e um grande viva à reflexão sobre a luta.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Respeitem a autonomia		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/04/126363/#comment-430016</link>

		<dc:creator><![CDATA[Respeitem a autonomia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 May 2019 03:26:44 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=126363#comment-430016</guid>

					<description><![CDATA[Com todo o respeito, mas eu preciso dizer. 

Quando li o brilhante relato da luta dos trabalhadores na livraria eu falei: nossa! Eram textos assim que surgiam no Passa Palavra do início. Coisa viva, real, concreta! E que fez o site ter importância. 

Até que começou a fase em que vinha mais texto do próprio Passa Palavra do que de colaboradores. E aí o site declinou. 

Porra e ai vocês fazem o mesmo, novamente! O texto é brilhante. Os trabalhadores falam por eles mesmos. É totalmente desnecessário esse texto de agora. 

Se dediquem em conseguir que mais trabalhadores façam esses relatos. É o melhor de tudo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com todo o respeito, mas eu preciso dizer. </p>
<p>Quando li o brilhante relato da luta dos trabalhadores na livraria eu falei: nossa! Eram textos assim que surgiam no Passa Palavra do início. Coisa viva, real, concreta! E que fez o site ter importância. </p>
<p>Até que começou a fase em que vinha mais texto do próprio Passa Palavra do que de colaboradores. E aí o site declinou. </p>
<p>Porra e ai vocês fazem o mesmo, novamente! O texto é brilhante. Os trabalhadores falam por eles mesmos. É totalmente desnecessário esse texto de agora. </p>
<p>Se dediquem em conseguir que mais trabalhadores façam esses relatos. É o melhor de tudo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: outras palavras		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/04/126363/#comment-429911</link>

		<dc:creator><![CDATA[outras palavras]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Apr 2019 19:44:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Olha aí o Passa Palavra &quot;VIRALIZANDO&quot;, gente...!

Que na onda desta viralização, posto que viralizar é preciso e viver não é preciso...., viralize &quot;Contra o corporativismo masculino branco&quot; (https://passapalavra.info/2019/04/126231/), e que viralize também &quot;Estudantes portugueses oferecem pedras para colegas atirarem em alunos brasileiros&quot; (https://www.terra.com.br/noticias/educacao/estudantes-portugueses-oferecem-pedras-para-colegas-atirarem-em-alunos-brasileiros,9242d782cab60e8353d09ce086f88d6a0rct7in5.html) e da mesma forma que foram as pedras &quot;Grátis se for para atirar a um zuca (que passou à frente no mestrado)&quot; que as pedras sejam graciosas se for para atirar em &quot;corporativistas masculinos brancos&quot; que &quot;passaram na frente&quot; na hora de vender, obrigatoriamente, sua força de trabalho no mercado...

Não tenho saudades do tempo em que a livraria cultura era uma empresa &quot;de referência, idônea com imagem ilibada&quot;, posto que a referência, a idoneiadade e a imagem ilibada sempre foi uma referência capitalista em uma sociedade de classes (sociedade de classes...!). Saudades mesmo tenho do velho fundo negro e das bravas palavras do Passa Palavra... Mas como tudo passa... Hoje as palavras, vão se tornando cada vez mais, &quot;Outras Palavras&quot;...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olha aí o Passa Palavra &#8220;VIRALIZANDO&#8221;, gente&#8230;!</p>
<p>Que na onda desta viralização, posto que viralizar é preciso e viver não é preciso&#8230;., viralize &#8220;Contra o corporativismo masculino branco&#8221; (<a href="https://passapalavra.info/2019/04/126231/" rel="ugc">https://passapalavra.info/2019/04/126231/</a>), e que viralize também &#8220;Estudantes portugueses oferecem pedras para colegas atirarem em alunos brasileiros&#8221; (<a href="https://www.terra.com.br/noticias/educacao/estudantes-portugueses-oferecem-pedras-para-colegas-atirarem-em-alunos-brasileiros,9242d782cab60e8353d09ce086f88d6a0rct7in5.html" rel="nofollow ugc">https://www.terra.com.br/noticias/educacao/estudantes-portugueses-oferecem-pedras-para-colegas-atirarem-em-alunos-brasileiros,9242d782cab60e8353d09ce086f88d6a0rct7in5.html</a>) e da mesma forma que foram as pedras &#8220;Grátis se for para atirar a um zuca (que passou à frente no mestrado)&#8221; que as pedras sejam graciosas se for para atirar em &#8220;corporativistas masculinos brancos&#8221; que &#8220;passaram na frente&#8221; na hora de vender, obrigatoriamente, sua força de trabalho no mercado&#8230;</p>
<p>Não tenho saudades do tempo em que a livraria cultura era uma empresa &#8220;de referência, idônea com imagem ilibada&#8221;, posto que a referência, a idoneiadade e a imagem ilibada sempre foi uma referência capitalista em uma sociedade de classes (sociedade de classes&#8230;!). Saudades mesmo tenho do velho fundo negro e das bravas palavras do Passa Palavra&#8230; Mas como tudo passa&#8230; Hoje as palavras, vão se tornando cada vez mais, &#8220;Outras Palavras&#8221;&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Gabriel Silva		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/04/126363/#comment-429825</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Apr 2019 11:28:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Viralizou porque estamos em crise, talvez. As pessoas acabam se identificando mais com essas coisas por estarem sem emprego, ou num momento sensível de suas vidas por conta das dificuldades, etc.
Talvez tenha viralizado por ser uma livraria famosa mesmo e só.
O artigo coloca as questões mais fundamentais, entretanto. O esforço coletivo para elaborar respostas práticas para essas questões é necessário tanto quanto é difícil. Que horizonte de ação coletiva consciente podemos ter num mundo que fragmenta cada vez mais a classe trabalhadora através das relações de produção, que se estendem e alcançam as legislações, ambas empurrando cada vez mais para o seu canto individual. 
Como aproximar os trabalhadores, ainda mais operando assim, em escala reduzida? Afinal os meios de propagação, de propaganda ideológica em massa servem ao capital. O ideário do &#039;&#039;empreendedorismo&#039;&#039;, do &#039;&#039;identitarismo e da representatividade&#039;&#039;, da &#039;&#039;ação humanitária (através de ongs e da &#039;&#039;sociedade civil organizada&#039;&#039; etc) vêm tomando cada vez mais conta das pautas e isso faz cair ainda mais o &#039;&#039;nível médio&#039;&#039; das esquerdas no que se refere a seus objetivos.
Se antes lutava-se por maiores salários, menor carga horária, o que tem ganhado força hoje é organizar pessoas para coletar o lixo e reciclar? Plantar em casa?
Enfim, estou sendo simplista mas vocês entendem o que quero dizer. O ideal se perde cada vez mais e se dilui. Se pensarmos um mundo do futuro cada vez mais mecanizado e automatizado, o que será da classe trabalhadora? Será jogada para o campo do trabalho individual certamente, e tenho pensado que essas condições, especialmente com a coisa do &#039;&#039;faça você mesmo&#039;&#039; e &#039;&#039;empreendedorismo de si&#039;&#039; etc, parece que vamos virar uma classe de servos personalizados para tarefas específicas, ou bobos da corte (ou talvez youtubers)... O maior dilema está em retomar a articulação coletiva, quando mesmo os marxistas ou a &#039;&#039;esquerda radical&#039;&#039; se distancia de outros setores de &#039;&#039;esquerda&#039;&#039; pela sua postura crítica.
A toupeira vai ficando cada vez mais cega]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Viralizou porque estamos em crise, talvez. As pessoas acabam se identificando mais com essas coisas por estarem sem emprego, ou num momento sensível de suas vidas por conta das dificuldades, etc.<br />
Talvez tenha viralizado por ser uma livraria famosa mesmo e só.<br />
O artigo coloca as questões mais fundamentais, entretanto. O esforço coletivo para elaborar respostas práticas para essas questões é necessário tanto quanto é difícil. Que horizonte de ação coletiva consciente podemos ter num mundo que fragmenta cada vez mais a classe trabalhadora através das relações de produção, que se estendem e alcançam as legislações, ambas empurrando cada vez mais para o seu canto individual.<br />
Como aproximar os trabalhadores, ainda mais operando assim, em escala reduzida? Afinal os meios de propagação, de propaganda ideológica em massa servem ao capital. O ideário do &#8221;empreendedorismo&#8221;, do &#8221;identitarismo e da representatividade&#8221;, da &#8221;ação humanitária (através de ongs e da &#8221;sociedade civil organizada&#8221; etc) vêm tomando cada vez mais conta das pautas e isso faz cair ainda mais o &#8221;nível médio&#8221; das esquerdas no que se refere a seus objetivos.<br />
Se antes lutava-se por maiores salários, menor carga horária, o que tem ganhado força hoje é organizar pessoas para coletar o lixo e reciclar? Plantar em casa?<br />
Enfim, estou sendo simplista mas vocês entendem o que quero dizer. O ideal se perde cada vez mais e se dilui. Se pensarmos um mundo do futuro cada vez mais mecanizado e automatizado, o que será da classe trabalhadora? Será jogada para o campo do trabalho individual certamente, e tenho pensado que essas condições, especialmente com a coisa do &#8221;faça você mesmo&#8221; e &#8221;empreendedorismo de si&#8221; etc, parece que vamos virar uma classe de servos personalizados para tarefas específicas, ou bobos da corte (ou talvez youtubers)&#8230; O maior dilema está em retomar a articulação coletiva, quando mesmo os marxistas ou a &#8221;esquerda radical&#8221; se distancia de outros setores de &#8221;esquerda&#8221; pela sua postura crítica.<br />
A toupeira vai ficando cada vez mais cega</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Poeta em Buenos Aires		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/04/126363/#comment-429734</link>

		<dc:creator><![CDATA[Poeta em Buenos Aires]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Apr 2019 03:12:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O jegue e seu amo
(Tomás de Iriarte)

&quot;É seu costume, o da gente vulgar,
coisas boas e ruins iguais julgar;
Eu lhes dou o pior, que tanto aplaudem&quot;.
Deste modo escusava suas fraudes
um escritor de farsas indecentes;
e um velho poeta que o ouvia
respondeu tais palavras sabiamente:
&quot;A um humilde jegue
seu dono dava palha e lhe dizia:
&#039;Jegue bom, que com palha está alegre!&#039;
Repetiu tantas vezes que um dia
o jegue não gostou e disse: &#039;Eu tomo
o que me queiras dar, mesmo que imposto.
Mas achas que da palha só eu gosto?
Dá­-me grão, e verás se não o como&#039;&quot;.

Saiba quem para o público trabalha
que muitas vezes culpa a plebe em vão
pois se dando­-lhe palha, come palha,
sempre ao servir­-lhe grão, pois come grão.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O jegue e seu amo<br />
(Tomás de Iriarte)</p>
<p>&#8220;É seu costume, o da gente vulgar,<br />
coisas boas e ruins iguais julgar;<br />
Eu lhes dou o pior, que tanto aplaudem&#8221;.<br />
Deste modo escusava suas fraudes<br />
um escritor de farsas indecentes;<br />
e um velho poeta que o ouvia<br />
respondeu tais palavras sabiamente:<br />
&#8220;A um humilde jegue<br />
seu dono dava palha e lhe dizia:<br />
&#8216;Jegue bom, que com palha está alegre!&#8217;<br />
Repetiu tantas vezes que um dia<br />
o jegue não gostou e disse: &#8216;Eu tomo<br />
o que me queiras dar, mesmo que imposto.<br />
Mas achas que da palha só eu gosto?<br />
Dá­-me grão, e verás se não o como'&#8221;.</p>
<p>Saiba quem para o público trabalha<br />
que muitas vezes culpa a plebe em vão<br />
pois se dando­-lhe palha, come palha,<br />
sempre ao servir­-lhe grão, pois come grão.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Qual é a música?		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/04/126363/#comment-429708</link>

		<dc:creator><![CDATA[Qual é a música?]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Apr 2019 01:51:28 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=126363#comment-429708</guid>

					<description><![CDATA[Os companheiros são companheiros de quais companheiros? E o que será a companhia? Passa a palavra à memória? Identifica-a ao viral? Vira-vira vírus... Daqui pra frente, tudo vai ser diferente? Veremos uma nova identidade nestas e noutras passagens?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os companheiros são companheiros de quais companheiros? E o que será a companhia? Passa a palavra à memória? Identifica-a ao viral? Vira-vira vírus&#8230; Daqui pra frente, tudo vai ser diferente? Veremos uma nova identidade nestas e noutras passagens?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Nerita		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/04/126363/#comment-429700</link>

		<dc:creator><![CDATA[Nerita]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Apr 2019 01:19:28 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=126363#comment-429700</guid>

					<description><![CDATA[O relato é excelente, todos conseguimos nos relacionar facilmente com os personagens, por isso viralizou. História oral e memória são ferramentas importantes para pensar a luta de classes, ao meu ver pouco utilizadas por nós aqui no Brasil. Eu não era leitora assídua do site, e a partir do relato, comecei a seguir. Me lembrou o livro &quot;Doña María: Historia de vida, memoria e identidad política&quot;, sobre a primera mulher líder sindical na América Latina, Maria, trabalhadora de frigorífico de carne, importa categoria sindical na Argentina. Fica a sugestão de leitura, pra quem gostou deste tipo de relato.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O relato é excelente, todos conseguimos nos relacionar facilmente com os personagens, por isso viralizou. História oral e memória são ferramentas importantes para pensar a luta de classes, ao meu ver pouco utilizadas por nós aqui no Brasil. Eu não era leitora assídua do site, e a partir do relato, comecei a seguir. Me lembrou o livro &#8220;Doña María: Historia de vida, memoria e identidad política&#8221;, sobre a primera mulher líder sindical na América Latina, Maria, trabalhadora de frigorífico de carne, importa categoria sindical na Argentina. Fica a sugestão de leitura, pra quem gostou deste tipo de relato.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
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