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	Comentários sobre: As mesmas farsas argentinas: paralisações de 30 de Abril e 1 de Maio	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Primo Jonas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/05/126497/#comment-437279</link>

		<dc:creator><![CDATA[Primo Jonas]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 May 2019 16:37:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[olá Ob-servo,
pois é, segue o balé aqui também, vejam só os próximos passos:
Dia 25, sábado que vem, feriado nacional, nova paralização da UTA, principalmente transporte público urbano. A &quot;reivindicação&quot; é contra os impostos sobre os salários (Impuesto a la ganancia), que se aplicam a salários médios e altos no país, e é uma polêmica faz anos já. O mais barroco disso tudo é que o capo do sindicato já mandou avisar que haverá paralisação TODOS os feriados &quot;enquanto não cair esse imposto&quot;. É muita luta. https://www.diariopopular.com.ar/general/la-uta-confirmo-que-habra-paro-colectivos-el-25-mayo-n394925

Dia 29, na outra quarta-feira, paralisação da CGT, &quot;contra a situação econômica do país&quot;, embora muitos saibam que a paralisação foi motivada pelo recente ataque jurídico à família Moyano, que embora não faça parte hoje da CGT, representa um bastião do poder corporativo. &quot;Mexeu com um, mexeu com todos!&quot; https://www.pagina12.com.ar/193764-la-cgt-convoco-a-un-paro-general-para-el-29-de-mayo

Ao comparar os dois contextos, me parece que o sindicalismo argentino ainda conta com bases de sustentação extremamente fieis e com um alcance não desprezível nas bases. Especialmente depois de tantos anos de crise: para muitos trabalhadores, durante estes anos o sindicato deixa de ser apenas um aparelho oportunista que bate o bumbo e espalha panfletos por aumentos de algo%, para tornar-se em um dos últimos recursos contra uma demissão. Justamente por contar com essa influência controlada é que os sindicatos aqui ainda fazem de tudo para evitar qualquer tipo de assembleia ou mobilização alheia em seus territórios. Já no Brasil, que tenha havido protestos no 15M em mais de 100 cidades (ou até mais de 200), é algo que aqui só ocorre com o tema feminismo x ideologia de gênero, ou com datas religiosas. É notório a necessidade que os aparelhos no Brasil estão tendo de mobilizar as bases para mostrar algum sentido de vida. Sua existência está mais arriscada, e por isso tomam mais riscos de insuflar movimentos que não têm um destino certo nem seguro. Porque, talvez questionando um pouco o que você diz, se o povo se organiza para defender o orçamento da educação pública contra os ataques do governo Bolsonaro, isso em termos militares significa que os corpos estão treinados e a moral está elevada para qualquer nova mobilização no curto-prazo. Isso não é bom para nenhum governo que esteja aplicando ajustes fiscais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>olá Ob-servo,<br />
pois é, segue o balé aqui também, vejam só os próximos passos:<br />
Dia 25, sábado que vem, feriado nacional, nova paralização da UTA, principalmente transporte público urbano. A &#8220;reivindicação&#8221; é contra os impostos sobre os salários (Impuesto a la ganancia), que se aplicam a salários médios e altos no país, e é uma polêmica faz anos já. O mais barroco disso tudo é que o capo do sindicato já mandou avisar que haverá paralisação TODOS os feriados &#8220;enquanto não cair esse imposto&#8221;. É muita luta. <a href="https://www.diariopopular.com.ar/general/la-uta-confirmo-que-habra-paro-colectivos-el-25-mayo-n394925" rel="nofollow ugc">https://www.diariopopular.com.ar/general/la-uta-confirmo-que-habra-paro-colectivos-el-25-mayo-n394925</a></p>
<p>Dia 29, na outra quarta-feira, paralisação da CGT, &#8220;contra a situação econômica do país&#8221;, embora muitos saibam que a paralisação foi motivada pelo recente ataque jurídico à família Moyano, que embora não faça parte hoje da CGT, representa um bastião do poder corporativo. &#8220;Mexeu com um, mexeu com todos!&#8221; <a href="https://www.pagina12.com.ar/193764-la-cgt-convoco-a-un-paro-general-para-el-29-de-mayo" rel="nofollow ugc">https://www.pagina12.com.ar/193764-la-cgt-convoco-a-un-paro-general-para-el-29-de-mayo</a></p>
<p>Ao comparar os dois contextos, me parece que o sindicalismo argentino ainda conta com bases de sustentação extremamente fieis e com um alcance não desprezível nas bases. Especialmente depois de tantos anos de crise: para muitos trabalhadores, durante estes anos o sindicato deixa de ser apenas um aparelho oportunista que bate o bumbo e espalha panfletos por aumentos de algo%, para tornar-se em um dos últimos recursos contra uma demissão. Justamente por contar com essa influência controlada é que os sindicatos aqui ainda fazem de tudo para evitar qualquer tipo de assembleia ou mobilização alheia em seus territórios. Já no Brasil, que tenha havido protestos no 15M em mais de 100 cidades (ou até mais de 200), é algo que aqui só ocorre com o tema feminismo x ideologia de gênero, ou com datas religiosas. É notório a necessidade que os aparelhos no Brasil estão tendo de mobilizar as bases para mostrar algum sentido de vida. Sua existência está mais arriscada, e por isso tomam mais riscos de insuflar movimentos que não têm um destino certo nem seguro. Porque, talvez questionando um pouco o que você diz, se o povo se organiza para defender o orçamento da educação pública contra os ataques do governo Bolsonaro, isso em termos militares significa que os corpos estão treinados e a moral está elevada para qualquer nova mobilização no curto-prazo. Isso não é bom para nenhum governo que esteja aplicando ajustes fiscais.</p>
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		Por: Ob-servo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/05/126497/#comment-436531</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ob-servo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 May 2019 13:21:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Primo Jonas, interessante este relato porque se pode ver o mesmo balé aqui. O 15 M foi tirado na assembleias da apeoep ha um mês contra a reforma da previdência, mas curiosamente o governo &quot;corta&quot; as verbas das universidades dias antes do protesto, que jogou a luta contra a previdência para o escanteio e colocou no lugar a luta contra o corte e contra o bolsonaro. Todos somos contra o bolsonaro, mas a pergunta que fica é a quem interessa esse giro? O inacreditável dessa históriaé que os  generais voltarão a pedidos da esquerda... Saíram ileso dos atos do 15M: Bruno Covas, João Dória e Hamilton Morão. Todos os partidos de esquerda &quot;esqueceram&quot; deles.

Como você disse: &quot;segue o balé&quot;  e o baile.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Primo Jonas, interessante este relato porque se pode ver o mesmo balé aqui. O 15 M foi tirado na assembleias da apeoep ha um mês contra a reforma da previdência, mas curiosamente o governo &#8220;corta&#8221; as verbas das universidades dias antes do protesto, que jogou a luta contra a previdência para o escanteio e colocou no lugar a luta contra o corte e contra o bolsonaro. Todos somos contra o bolsonaro, mas a pergunta que fica é a quem interessa esse giro? O inacreditável dessa históriaé que os  generais voltarão a pedidos da esquerda&#8230; Saíram ileso dos atos do 15M: Bruno Covas, João Dória e Hamilton Morão. Todos os partidos de esquerda &#8220;esqueceram&#8221; deles.</p>
<p>Como você disse: &#8220;segue o balé&#8221;  e o baile.</p>
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