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	Comentários sobre: Disk Revolta: questões sobre uma tentativa recente de organização em call centers	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Operário gay		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Operário gay]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Jun 2019 15:07:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Aqui um livro em inglês que trata também de luta e resistência em call centers: http://sci-hub.tw/10.1057/978-1-349-95244-1

se chama Language Put to Work, de Enda Brophy.

Tem também o Quien Habla, do coeltivio agertino situaciones: https://www.nodo50.org/colectivosituaciones/quien_habla.pdf]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aqui um livro em inglês que trata também de luta e resistência em call centers: <a href="http://sci-hub.tw/10.1057/978-1-349-95244-1" rel="nofollow ugc">http://sci-hub.tw/10.1057/978-1-349-95244-1</a></p>
<p>se chama Language Put to Work, de Enda Brophy.</p>
<p>Tem também o Quien Habla, do coeltivio agertino situaciones: <a href="https://www.nodo50.org/colectivosituaciones/quien_habla.pdf" rel="nofollow ugc">https://www.nodo50.org/colectivosituaciones/quien_habla.pdf</a></p>
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		<title>
		Por: Técnico Administrativo I		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/05/126622/#comment-446982</link>

		<dc:creator><![CDATA[Técnico Administrativo I]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Jun 2019 22:14:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Entrei para meu sindicato aos 30 anos, em uma categoria já envelhecida e que ficou mais ainda pelos cortes de novas contratações, e lendo isso parece mais aqui do que eu imaginaria. Tenho 32 e há dois anos tendo fazer algo no local, com os colegas, seja politizando diminuição da copa e retirada dos micro-ondas, mudança de local de trabalho do nada, até salários e condições de estabilidade mesmo. E tenho encontrado apatia ou busca por resolução de problemas do outro, ao invés de auto-organização. Mesmo coisas simples de fazer são muito difíceis de tentar organizar. O cenário é complicado para organização de trabalhadores. Agradeço pelo relato.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Entrei para meu sindicato aos 30 anos, em uma categoria já envelhecida e que ficou mais ainda pelos cortes de novas contratações, e lendo isso parece mais aqui do que eu imaginaria. Tenho 32 e há dois anos tendo fazer algo no local, com os colegas, seja politizando diminuição da copa e retirada dos micro-ondas, mudança de local de trabalho do nada, até salários e condições de estabilidade mesmo. E tenho encontrado apatia ou busca por resolução de problemas do outro, ao invés de auto-organização. Mesmo coisas simples de fazer são muito difíceis de tentar organizar. O cenário é complicado para organização de trabalhadores. Agradeço pelo relato.</p>
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		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/05/126622/#comment-444246</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Jun 2019 19:29:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[excelente balanço.
algumas ideias: primeiro, acho exagerado falar em clientelismo. A verdade é que o pequeno grupo de militantes não tem uma estrutura possível de servir de modo clientelar. Da mesma forma que arrecadar fundos ou até comida para trabalhadores/as demitidos não é clientelar, a solidariedade na agitação não é clientelar. A questão, ao meu ver, é como o grupo atua: de fato, sair buscando conflitos pode ser uma boa forma de investigar, mas os contatos que se fazem assim, de maneira pragmática, são difíceis de se manter. Porque de fato isso é o que o sindicato faz, lida de maneira extremamente pragmática com sua base (para bem ou para mal); acredito que uma perspectiva de construção diferente tem que levar em conta uma construção de vínculos de mais médio e longo prazo. É qualitativamente diferente a solidariedade e mobilização que se possa fazer em apoio a desconhecidos, em comparação a quando existem companheiros/as implicados diretamente na luta, nem que seja 1 pessoa só num grande coletivo de trabalhadores/as.
O que me leva a uma segunda questão, também bem comentada no texto, que é o foco na categoria. Não me parece ser um erro, ainda que de certa forma repita o molde sindical, mas deve ser uma escolha estratégia - como de fato parece ter sido. Mas aí o que entra em questão é justamente, digamos, o que oferecemos aos/as trabalhadoras? Se bem temos uma leitura &quot;avançada&quot; de que um conflito num lugar de trabalho é o gérmen de qualquer revolução, para a maioria dos e das trabalhadoras se trata apenas de um problema em suas vidas pessoais. Então, como grupo de militantes, acredito que não basta apoiar e investigar lutas específicas. É necessário oferecer mais aos companheiros e companheiras trabalhadoras, é necessário oferecer uma outra perspectiva, uma outra sociabilidade, uma outra forma de utilizar o tempo. Espero que não soe como se isso fosse fácil. Também não se trata de &quot;chamar para as atividades do partido&quot;, mas sim ter algo mais para oferecer do que a promessa de normalização das condições de trabalho. Gostaria de perguntar ao grupo, ou melhor, aos e as companheiras que participaram nele, como veem essa questão. Todos os contatos se perderam? Quais foram as dificuldades de manter esses contatos? Não foi possível transformar essa relação pragmática em um nível um pouco mais alto de confiança? Alguma pista nesse sentido?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>excelente balanço.<br />
algumas ideias: primeiro, acho exagerado falar em clientelismo. A verdade é que o pequeno grupo de militantes não tem uma estrutura possível de servir de modo clientelar. Da mesma forma que arrecadar fundos ou até comida para trabalhadores/as demitidos não é clientelar, a solidariedade na agitação não é clientelar. A questão, ao meu ver, é como o grupo atua: de fato, sair buscando conflitos pode ser uma boa forma de investigar, mas os contatos que se fazem assim, de maneira pragmática, são difíceis de se manter. Porque de fato isso é o que o sindicato faz, lida de maneira extremamente pragmática com sua base (para bem ou para mal); acredito que uma perspectiva de construção diferente tem que levar em conta uma construção de vínculos de mais médio e longo prazo. É qualitativamente diferente a solidariedade e mobilização que se possa fazer em apoio a desconhecidos, em comparação a quando existem companheiros/as implicados diretamente na luta, nem que seja 1 pessoa só num grande coletivo de trabalhadores/as.<br />
O que me leva a uma segunda questão, também bem comentada no texto, que é o foco na categoria. Não me parece ser um erro, ainda que de certa forma repita o molde sindical, mas deve ser uma escolha estratégia &#8211; como de fato parece ter sido. Mas aí o que entra em questão é justamente, digamos, o que oferecemos aos/as trabalhadoras? Se bem temos uma leitura &#8220;avançada&#8221; de que um conflito num lugar de trabalho é o gérmen de qualquer revolução, para a maioria dos e das trabalhadoras se trata apenas de um problema em suas vidas pessoais. Então, como grupo de militantes, acredito que não basta apoiar e investigar lutas específicas. É necessário oferecer mais aos companheiros e companheiras trabalhadoras, é necessário oferecer uma outra perspectiva, uma outra sociabilidade, uma outra forma de utilizar o tempo. Espero que não soe como se isso fosse fácil. Também não se trata de &#8220;chamar para as atividades do partido&#8221;, mas sim ter algo mais para oferecer do que a promessa de normalização das condições de trabalho. Gostaria de perguntar ao grupo, ou melhor, aos e as companheiras que participaram nele, como veem essa questão. Todos os contatos se perderam? Quais foram as dificuldades de manter esses contatos? Não foi possível transformar essa relação pragmática em um nível um pouco mais alto de confiança? Alguma pista nesse sentido?</p>
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