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	Comentários sobre: Mobilização estudantil: direito do consumidor?	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: LL		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/06/127010/#comment-455602</link>

		<dc:creator><![CDATA[LL]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Jun 2019 21:46:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Penso que a ideia das autoras era identificar uma duplicidade presente nas mobilizações de professores e estudantes, dando continuidade às discussões presente no texto de João Bernardo &quot;Um duplo desafio&quot;, pensando em como romper com as hierarquias entre professores e alunos para além do breve momento de luta, nesse sentido questionam a disciplina imposta ao aluno como forma de reforço da hierarquia entre trabalhadores. Entretant,o não analisam o duplo disso que é o professor que permite que elas durmam e não façam coisas, está delegando unicamente à elas sua produção como classe trabalhadora.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Penso que a ideia das autoras era identificar uma duplicidade presente nas mobilizações de professores e estudantes, dando continuidade às discussões presente no texto de João Bernardo &#8220;Um duplo desafio&#8221;, pensando em como romper com as hierarquias entre professores e alunos para além do breve momento de luta, nesse sentido questionam a disciplina imposta ao aluno como forma de reforço da hierarquia entre trabalhadores. Entretant,o não analisam o duplo disso que é o professor que permite que elas durmam e não façam coisas, está delegando unicamente à elas sua produção como classe trabalhadora.</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: babaovo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/06/127010/#comment-454652</link>

		<dc:creator><![CDATA[babaovo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Jun 2019 21:08:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[será ingênuo de mim mesmo dizer que há aqui um quê de dialética nisso tudo, dado que Marx fez a análise do capitalismo com todas as suas idas e voltas dos elementos analíticos em direção às negações e leis tendenciais, para que depois João Bernardo faça a crítica da análise do capitalismo que parte do capital individual? É só afirmando aquele primeiro momento da crítica da economia política que podemos chegar ao segundo, negando então o primeiro para chegar a um entendimento mais amplo do capitalismo. Para isso é importante retomar o que diz o Maisvalido, pois as teorias não se fazem no vazio, e os seus avanços também se dão sobre os cadáveres da história.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>será ingênuo de mim mesmo dizer que há aqui um quê de dialética nisso tudo, dado que Marx fez a análise do capitalismo com todas as suas idas e voltas dos elementos analíticos em direção às negações e leis tendenciais, para que depois João Bernardo faça a crítica da análise do capitalismo que parte do capital individual? É só afirmando aquele primeiro momento da crítica da economia política que podemos chegar ao segundo, negando então o primeiro para chegar a um entendimento mais amplo do capitalismo. Para isso é importante retomar o que diz o Maisvalido, pois as teorias não se fazem no vazio, e os seus avanços também se dão sobre os cadáveres da história.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Maisvalido da Lutadeclá Silva		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/06/127010/#comment-454591</link>

		<dc:creator><![CDATA[Maisvalido da Lutadeclá Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Jun 2019 16:20:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Continuo defendendo a forma sistemática e classista de compreensão da mais-valia: o que importa, para o trabalhador, é o processo de extorsão produtiva de seu trabalho e tempo de trabalho. Isso é o que produz mais-valor e faz TODA a engrenagem do capitalismo funcionar de modo integrado. Se o fruto de sua extorsão é vendido no mercado para um CPF/CNPJ ou subsidiado de outras formas, isso não importa. A diferença entre propriedade pública ou privada, no capitalismo, é uma diferença apenas formal, não é o que determina o grau ou modalidade de extorsão da mais-valia (se relativa ou absoluta, se intensiva ou extensiva). E a mesma coisa pode ser dita para o processo de acumulação de capital: para o trabalhador não importa se o capitalista é um indivíduo, uma comunidade hippie (ou a direção do Fora do Eixo compartilhando uma casa maneira), um fundo de pensão, uma sociedade transnacional, um Estado. 

Pensar diferente disso é voltar a abrir os flancos para os capitalismos de Estado, obstruindo a compreensão do caráter sistemático e integrado da reprodução social do capitalismo para além da instância &quot;mercado&quot;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Continuo defendendo a forma sistemática e classista de compreensão da mais-valia: o que importa, para o trabalhador, é o processo de extorsão produtiva de seu trabalho e tempo de trabalho. Isso é o que produz mais-valor e faz TODA a engrenagem do capitalismo funcionar de modo integrado. Se o fruto de sua extorsão é vendido no mercado para um CPF/CNPJ ou subsidiado de outras formas, isso não importa. A diferença entre propriedade pública ou privada, no capitalismo, é uma diferença apenas formal, não é o que determina o grau ou modalidade de extorsão da mais-valia (se relativa ou absoluta, se intensiva ou extensiva). E a mesma coisa pode ser dita para o processo de acumulação de capital: para o trabalhador não importa se o capitalista é um indivíduo, uma comunidade hippie (ou a direção do Fora do Eixo compartilhando uma casa maneira), um fundo de pensão, uma sociedade transnacional, um Estado. </p>
<p>Pensar diferente disso é voltar a abrir os flancos para os capitalismos de Estado, obstruindo a compreensão do caráter sistemático e integrado da reprodução social do capitalismo para além da instância &#8220;mercado&#8221;.</p>
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		<title>
		Por: Trabalhadora do Estado		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/06/127010/#comment-454573</link>

		<dc:creator><![CDATA[Trabalhadora do Estado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Jun 2019 14:56:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Então, acho que nós estamos misturando dois assuntos que, sim, estão relacionados, mas não são a mesma coisa. Segundo a citação feita por Gilberto, “(…) a completa integração da produção de força de trabalho no capital, os trabalhadores não oferecem no mercado a sua mercadoria, o valor de uso de sua força de trabalho, porque desde o início os capitalistas já a detêm”(BERNARDO, João. Economia dos conflitos sociais. São Paulo: Cortez, 1991, p. 95).

Eu entendi o que João Bernardo quis afirmar e me interessei inclusive por pegar a inteireza do texto. O processo de subsunção real do trabalho ao capital e a aguda e constante expropriação dos meios de vida e subsistência da classe trabalhadora, produz esse processo. Hoje muitos de nós precisamos da relação de capital, majoritariamente, para realizar trabalho, infelizmente. Quando não é trabalho assalariado produtor de mais valia, pelos menos trabalho assalariado. E nós não cuidamos de crianças e as educamos por amor apenas e porque &quot;cuidar da criança é dever do estado e da sociedade&quot;. Mas sim, produzimos força de trabalho. Para o capital é isso. Mas em relação à produção de mais valia eu gostaria de dar um exemplo. Tenho um filho de 5 anos. Frequenta creche. Desde que foi concebido, pelo fato de ser fruto de uma familia de trabalhadores - ou seja, que não detém meios de produção, pouco importando se produzem ou não mais valia, no caso não produzimos - no sistema do capital, desde já o &quot;destino&quot; dele está selado: terá que vender força de trabalho para sobreviver. Ou vender trabalho autonomamente. Ou seja, o sistema do capital em tese já possui esta mercadoria - a menos que este meu filho &quot;dê um jeito&quot; de se tornar capitalista, o que acho quase impossível, considerando a concentração de capital que há pelo menos um século acontece! Mas só futuramente quando algum capitalista começar a usar esse valor de uso força de trabalho EFETIVAMENTE é que este meu filho poderá produzir mais valia, A DEPENDER DO PROCESSO DE TRABALHO EM QUE SE INSIRA. Do contrário vamos esticar o conceito/categoria e dizer que todo mundo que trabalha ou é filho de trabalhador já produz mais valia desde o embrião. É bom os capitalistas nem ouvirem isso!!! Pois do jeito que o capital está desesperado para transformar serviços outrora improdutivos em produtivos de mais valia... (e a educação entra aí desde muito tempo, assim como saúde, uso de estradas, etc.).

Eu só quero pontuar que o conceito/categoria da mais valia, a rigor, não tem a ver com investimento estatal, etc. Pode estar interligado? Óbvio, pois tudo está a serviço da valorização do valor nesse mundinho...Inclusive processos não produtores de mais valia (por enquanto!!! sempre por enquanto!!!) que visam diminuir o valor da força de trabalho (educação), estender o tempo de uso da mercadoria força de trabalho (produção de ciência e sua aplicação à saúde) estão a serviço disso. E, a depender do parâmetro, pode ter muito investimento estatal público e não gerar diretamente mais valia (tem sido cada vez mais difícil encontrar atividades que já não estejam na lógica de produção e reprodução de capital, mas existem...e justamente ao entendermos a categoria mais valia e várias outras que com ela se conectam no processo de trabalho produtor de capital é que conseguimos, inclusive ver a evolução histórica de como processos que outrora não produziam capital, apesar de estarem a ele subordinados, hoje já produzem. As privatizações e outros processos ilustram bem isso. O que chamo de mais valia é o trabalho que excede o valor do salário do trabalhador, cristalizado numa mercadoria (física ou não) que será vendida e que gerará mais dinheiro para o capitalista privado ou público, de forma direta, do que o investido no processo produtivo da referida mercadoria-serviço. Varios outros processos de trabalho que não produzem mais valia concorrem para garantir a extração de mais valia, cada vez mais generalizada? Sem nenhuma dúvida. Nisso não há nenhuma discordância...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Então, acho que nós estamos misturando dois assuntos que, sim, estão relacionados, mas não são a mesma coisa. Segundo a citação feita por Gilberto, “(…) a completa integração da produção de força de trabalho no capital, os trabalhadores não oferecem no mercado a sua mercadoria, o valor de uso de sua força de trabalho, porque desde o início os capitalistas já a detêm”(BERNARDO, João. Economia dos conflitos sociais. São Paulo: Cortez, 1991, p. 95).</p>
<p>Eu entendi o que João Bernardo quis afirmar e me interessei inclusive por pegar a inteireza do texto. O processo de subsunção real do trabalho ao capital e a aguda e constante expropriação dos meios de vida e subsistência da classe trabalhadora, produz esse processo. Hoje muitos de nós precisamos da relação de capital, majoritariamente, para realizar trabalho, infelizmente. Quando não é trabalho assalariado produtor de mais valia, pelos menos trabalho assalariado. E nós não cuidamos de crianças e as educamos por amor apenas e porque &#8220;cuidar da criança é dever do estado e da sociedade&#8221;. Mas sim, produzimos força de trabalho. Para o capital é isso. Mas em relação à produção de mais valia eu gostaria de dar um exemplo. Tenho um filho de 5 anos. Frequenta creche. Desde que foi concebido, pelo fato de ser fruto de uma familia de trabalhadores &#8211; ou seja, que não detém meios de produção, pouco importando se produzem ou não mais valia, no caso não produzimos &#8211; no sistema do capital, desde já o &#8220;destino&#8221; dele está selado: terá que vender força de trabalho para sobreviver. Ou vender trabalho autonomamente. Ou seja, o sistema do capital em tese já possui esta mercadoria &#8211; a menos que este meu filho &#8220;dê um jeito&#8221; de se tornar capitalista, o que acho quase impossível, considerando a concentração de capital que há pelo menos um século acontece! Mas só futuramente quando algum capitalista começar a usar esse valor de uso força de trabalho EFETIVAMENTE é que este meu filho poderá produzir mais valia, A DEPENDER DO PROCESSO DE TRABALHO EM QUE SE INSIRA. Do contrário vamos esticar o conceito/categoria e dizer que todo mundo que trabalha ou é filho de trabalhador já produz mais valia desde o embrião. É bom os capitalistas nem ouvirem isso!!! Pois do jeito que o capital está desesperado para transformar serviços outrora improdutivos em produtivos de mais valia&#8230; (e a educação entra aí desde muito tempo, assim como saúde, uso de estradas, etc.).</p>
<p>Eu só quero pontuar que o conceito/categoria da mais valia, a rigor, não tem a ver com investimento estatal, etc. Pode estar interligado? Óbvio, pois tudo está a serviço da valorização do valor nesse mundinho&#8230;Inclusive processos não produtores de mais valia (por enquanto!!! sempre por enquanto!!!) que visam diminuir o valor da força de trabalho (educação), estender o tempo de uso da mercadoria força de trabalho (produção de ciência e sua aplicação à saúde) estão a serviço disso. E, a depender do parâmetro, pode ter muito investimento estatal público e não gerar diretamente mais valia (tem sido cada vez mais difícil encontrar atividades que já não estejam na lógica de produção e reprodução de capital, mas existem&#8230;e justamente ao entendermos a categoria mais valia e várias outras que com ela se conectam no processo de trabalho produtor de capital é que conseguimos, inclusive ver a evolução histórica de como processos que outrora não produziam capital, apesar de estarem a ele subordinados, hoje já produzem. As privatizações e outros processos ilustram bem isso. O que chamo de mais valia é o trabalho que excede o valor do salário do trabalhador, cristalizado numa mercadoria (física ou não) que será vendida e que gerará mais dinheiro para o capitalista privado ou público, de forma direta, do que o investido no processo produtivo da referida mercadoria-serviço. Varios outros processos de trabalho que não produzem mais valia concorrem para garantir a extração de mais valia, cada vez mais generalizada? Sem nenhuma dúvida. Nisso não há nenhuma discordância&#8230;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Julio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/06/127010/#comment-454572</link>

		<dc:creator><![CDATA[Julio]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Jun 2019 14:56:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Gente, pera aí, vocês estão perdendo a linha em algo simples:

Mais valia pressupõe uma exploração e se constituí como um valor calculável: as partes dessa relação são o capitalista e o trabalhador. Desse modo, numa colégio privado, a produção se pauta por vender um serviço que é a qualificação de mão-de-obra; para tal, empregam-se inúmeros trabalhadores, mas o principal, ou seja, que trabalha diretamente na atividade (front office e back office, alguém?) é o professor.
Logo, pode-se calcular a mais-valia, aliás, deve-se calcular a mais-valia, que na prática corresponde ao valor gerado pelo trabalho do professor que, para além dos custos da operação e salário, resta ao capitalista dono da escola - dos meios de produção.
Portanto, se um professor gera 50 reais por hora aula, mas recebe 10, se tirarmos outros 15 dos custos de manter a sala de aula, material, etc, teremos que os 25 restantes do trabalho do professor são a mais-valia do capitalista.

Claro que há inúmeros elementos nesse cálculo, pois o capitalista compete com outros dentro de um mercado, assim como o professor compete com outros, complexificando as variáveis desse cálculo. Mas nada disso vem ao caso nessa explicação.

Se a escola é pública, o estado não calculará o quanto o professor produz por hora aula, pois, a princípio, sua conta parte da sua capacidade de arrecadação. Ou seja, o Estado supõe um valor por hora aula que seja correspondente ao seu balanço: se o Estado é rico e, tiradas as despesas regulares da escola, como luz, giz, etc, ele poderá pagar, para todo seu quadro de professores concursados (ou não) um valor por hora aula que será decidido com um cálculo baseado na arrecadação total. O Estado, por tanto, não lucra com seu professor.
Assim, se pagos todos os custos fixos de manter todas as escolas do Estado ele retira 300 reais, dos 1000 reais do PIB dedicados à educação, esses 700 serão alocados para pagar os salários dos professores. Salvo se por determinação de lei, há algum fundo, o Estado não pode acumular dinheiro para si, ele deverá investir o montante arrecadado em melhorias na educação, seja subindo salários, melhorando escolas ou construindo outras.
Tudo isso será decidido &quot;democraticamente&quot; pelos representantes eleitos, na hora de aprovar a lei orçamentária e eventuais medidas da administração pública. Vale lembrar que a Administração pública não pode criar despesa sem aprovação do legislativo.
Logo, não cabe falar em mais-valia do professor de escola pública.

SE, POR OUTRO LADO, estivermos falando de alguma escola que seja concessionária, ou parceria público-privada, o Estado basicamente faz um processo de ofertar essa oportunidade de parceria via, por exemplo, licitação; ele determina um lucro-fixo ou pouco variante destinado ao concessionado; o que isso implica?
Se um professor trabalha numa escola assim, em teoria, ele produz sobre-trabalho que será calculado a partir desse lucro fixo, ou seja, em tese, a mais-valia é limitada pelo teto determinado pelo Estado, nas condições do edital do processo licitatório. Isso significa que há verdadeira previsibilidade para o capitalista que resolve participar desse processo e, para o Estado, há controle para garantir que os mecanismos de mercado não subvertam o interesse público que ele pretende atender.


Não dá pra discutir mais valia em escola pública sem entender como funciona serviço público, o Estado e suas eventuais parcerias com o setor privado:
NADA DISSO, impede que o Estado sucateie o trabalho ou sirva de forma a gerar direta ou indiretamente mais-valia às elites, mas isso é outra história]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gente, pera aí, vocês estão perdendo a linha em algo simples:</p>
<p>Mais valia pressupõe uma exploração e se constituí como um valor calculável: as partes dessa relação são o capitalista e o trabalhador. Desse modo, numa colégio privado, a produção se pauta por vender um serviço que é a qualificação de mão-de-obra; para tal, empregam-se inúmeros trabalhadores, mas o principal, ou seja, que trabalha diretamente na atividade (front office e back office, alguém?) é o professor.<br />
Logo, pode-se calcular a mais-valia, aliás, deve-se calcular a mais-valia, que na prática corresponde ao valor gerado pelo trabalho do professor que, para além dos custos da operação e salário, resta ao capitalista dono da escola &#8211; dos meios de produção.<br />
Portanto, se um professor gera 50 reais por hora aula, mas recebe 10, se tirarmos outros 15 dos custos de manter a sala de aula, material, etc, teremos que os 25 restantes do trabalho do professor são a mais-valia do capitalista.</p>
<p>Claro que há inúmeros elementos nesse cálculo, pois o capitalista compete com outros dentro de um mercado, assim como o professor compete com outros, complexificando as variáveis desse cálculo. Mas nada disso vem ao caso nessa explicação.</p>
<p>Se a escola é pública, o estado não calculará o quanto o professor produz por hora aula, pois, a princípio, sua conta parte da sua capacidade de arrecadação. Ou seja, o Estado supõe um valor por hora aula que seja correspondente ao seu balanço: se o Estado é rico e, tiradas as despesas regulares da escola, como luz, giz, etc, ele poderá pagar, para todo seu quadro de professores concursados (ou não) um valor por hora aula que será decidido com um cálculo baseado na arrecadação total. O Estado, por tanto, não lucra com seu professor.<br />
Assim, se pagos todos os custos fixos de manter todas as escolas do Estado ele retira 300 reais, dos 1000 reais do PIB dedicados à educação, esses 700 serão alocados para pagar os salários dos professores. Salvo se por determinação de lei, há algum fundo, o Estado não pode acumular dinheiro para si, ele deverá investir o montante arrecadado em melhorias na educação, seja subindo salários, melhorando escolas ou construindo outras.<br />
Tudo isso será decidido &#8220;democraticamente&#8221; pelos representantes eleitos, na hora de aprovar a lei orçamentária e eventuais medidas da administração pública. Vale lembrar que a Administração pública não pode criar despesa sem aprovação do legislativo.<br />
Logo, não cabe falar em mais-valia do professor de escola pública.</p>
<p>SE, POR OUTRO LADO, estivermos falando de alguma escola que seja concessionária, ou parceria público-privada, o Estado basicamente faz um processo de ofertar essa oportunidade de parceria via, por exemplo, licitação; ele determina um lucro-fixo ou pouco variante destinado ao concessionado; o que isso implica?<br />
Se um professor trabalha numa escola assim, em teoria, ele produz sobre-trabalho que será calculado a partir desse lucro fixo, ou seja, em tese, a mais-valia é limitada pelo teto determinado pelo Estado, nas condições do edital do processo licitatório. Isso significa que há verdadeira previsibilidade para o capitalista que resolve participar desse processo e, para o Estado, há controle para garantir que os mecanismos de mercado não subvertam o interesse público que ele pretende atender.</p>
<p>Não dá pra discutir mais valia em escola pública sem entender como funciona serviço público, o Estado e suas eventuais parcerias com o setor privado:<br />
NADA DISSO, impede que o Estado sucateie o trabalho ou sirva de forma a gerar direta ou indiretamente mais-valia às elites, mas isso é outra história</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Gilberto		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/06/127010/#comment-454313</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gilberto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Jun 2019 21:02:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Diz João Bernardo:

“(…) a completa integração da produção de força de trabalho no capital, os trabalhadores não oferecem no mercado a sua mercadoria, o valor de uso de sua força de trabalho, porque desde o início os capitalistas já a detêm&quot;(BERNARDO, João. Economia dos conflitos sociais. São Paulo: Cortez, 1991, p. 95).

A partir desta perspectiva, pouco importa a situação individual de cada trabalhador ou à que categoria profissional ele pertença, seja ela do setor público ou privado, ou do setor primário, secundário ou terceário. O que determina sua situação é a classe em que ele está inserido. Portanto é da perspectiva de classe (e nunca da identidade ou cultura ou mesmo da categoria profissional...), ou seja, do papel &quot;SOCIAL&quot; desempanhado pelos indivíduos que devemos nos ater. Da mesma forma não é a partir do capitalista individual que se deve analisar a produção e a expropriação da mais valia, seja ela absoluta ou relativa e sim da perspectiva de classe. Por isso a produção e a expropriação da mais valia tem que ser analisada a partir dos sujeitos coletivos, ou seja, proletariado e capitalistas, e estes, o mais importante, compostos pela burguesia e pelos gestores. Por isso quando a gestão pública ou privada do ensino &quot;ensina&quot;, &quot;ensina&quot; a partir de um movimento integrado da produção e para a produção e esta integração (não devemos nunca nos esquecer da plena integração da produção capitalista em todos os níveis, especialmente o internacional)  pressupõe, a &quot;anteriori&quot;, uma espécie de apropriação coletiva pelos capitalistas da mais valia produzida, a qual,  a posteriori, será repartida de acordo com o quinhão de cada capitalista individual.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Diz João Bernardo:</p>
<p>“(…) a completa integração da produção de força de trabalho no capital, os trabalhadores não oferecem no mercado a sua mercadoria, o valor de uso de sua força de trabalho, porque desde o início os capitalistas já a detêm&#8221;(BERNARDO, João. Economia dos conflitos sociais. São Paulo: Cortez, 1991, p. 95).</p>
<p>A partir desta perspectiva, pouco importa a situação individual de cada trabalhador ou à que categoria profissional ele pertença, seja ela do setor público ou privado, ou do setor primário, secundário ou terceário. O que determina sua situação é a classe em que ele está inserido. Portanto é da perspectiva de classe (e nunca da identidade ou cultura ou mesmo da categoria profissional&#8230;), ou seja, do papel &#8220;SOCIAL&#8221; desempanhado pelos indivíduos que devemos nos ater. Da mesma forma não é a partir do capitalista individual que se deve analisar a produção e a expropriação da mais valia, seja ela absoluta ou relativa e sim da perspectiva de classe. Por isso a produção e a expropriação da mais valia tem que ser analisada a partir dos sujeitos coletivos, ou seja, proletariado e capitalistas, e estes, o mais importante, compostos pela burguesia e pelos gestores. Por isso quando a gestão pública ou privada do ensino &#8220;ensina&#8221;, &#8220;ensina&#8221; a partir de um movimento integrado da produção e para a produção e esta integração (não devemos nunca nos esquecer da plena integração da produção capitalista em todos os níveis, especialmente o internacional)  pressupõe, a &#8220;anteriori&#8221;, uma espécie de apropriação coletiva pelos capitalistas da mais valia produzida, a qual,  a posteriori, será repartida de acordo com o quinhão de cada capitalista individual.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fagner Enrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/06/127010/#comment-454279</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Enrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Jun 2019 19:27:52 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=127010#comment-454279</guid>

					<description><![CDATA[Trabalhadora do Estado,

Veja, por exemplo, esta notícia (aqui: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2019/05/brasil-aumenta-recursos-para-educacao-mas-gasta-mal.shtml). O percentual do PIB gasto pelo Brasil com a educação aumentou, entre 2000 e 2015, de 4,6% para 6,2%. No mesmo período, o gasto por estudante aumentou de RS 2.587,00 para R$ 7.273. Ou seja, a economia cresce, o governo arrecada mais e investe mais. Outra notícia (aqui: https://educacaointegral.org.br/reportagens/sobre-numero-de-estudantes-por-sala-de-aula-na-rede-publica-de-sp-diz-estudo/) demonstra muito bem o mecanismo da mais-valia nas escolas públicas: em São Paulo, em 2016, a secretaria de educação publicou uma resolução permitindo ampliar em até 10% o número máximo de estudantes por sala. Além do mais, entre 2015 e 2016, foram fechadas 2.776 salas, mesmo com uma ampliação no número de matrículas, levando ao aumento do número de estudantes por sala.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Trabalhadora do Estado,</p>
<p>Veja, por exemplo, esta notícia (aqui: <a href="https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2019/05/brasil-aumenta-recursos-para-educacao-mas-gasta-mal.shtml" rel="nofollow ugc">https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2019/05/brasil-aumenta-recursos-para-educacao-mas-gasta-mal.shtml</a>). O percentual do PIB gasto pelo Brasil com a educação aumentou, entre 2000 e 2015, de 4,6% para 6,2%. No mesmo período, o gasto por estudante aumentou de RS 2.587,00 para R$ 7.273. Ou seja, a economia cresce, o governo arrecada mais e investe mais. Outra notícia (aqui: <a href="https://educacaointegral.org.br/reportagens/sobre-numero-de-estudantes-por-sala-de-aula-na-rede-publica-de-sp-diz-estudo/" rel="nofollow ugc">https://educacaointegral.org.br/reportagens/sobre-numero-de-estudantes-por-sala-de-aula-na-rede-publica-de-sp-diz-estudo/</a>) demonstra muito bem o mecanismo da mais-valia nas escolas públicas: em São Paulo, em 2016, a secretaria de educação publicou uma resolução permitindo ampliar em até 10% o número máximo de estudantes por sala. Além do mais, entre 2015 e 2016, foram fechadas 2.776 salas, mesmo com uma ampliação no número de matrículas, levando ao aumento do número de estudantes por sala.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Trabalhadora do Estado		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/06/127010/#comment-454258</link>

		<dc:creator><![CDATA[Trabalhadora do Estado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Jun 2019 18:08:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Mais valia é uma categoria econômica, não contábil...a lógica do capital se restringe basicamente à produção de mercadorias (que nem sempre podemos pegar com a mão, diga-se de passagem!) com mais valor PARA SEREM VENDIDAS/COMPRADAS, e assim se conseguir mais dinheiro que o investido no início do processo produtivo. Os capitalistas em geral não dão estas mercadorias-capital...ELES VENDEM...Afirmar que em determinados processos o Estado não produz mais-valia, nem capital, não significa dizer que estes mesmos processos não estão subordinados ao capital. São coisas diferentes. Vários trabalhadores de vários setores de atividade estatal não produzem mais valia e são submetidos a controles de produtividade, repressão, etc. O professor pode não produzir mais valia, mas ter sua atividade totalmente subordinada a formação da força de trabalho para se inserir no processo de acumulação de capital. E e fato é isso que acontece. O Estado - através dos impostos que a classe trabalhadora paga - reduz o &quot;custo&quot; que o capitalista teria para formar essa força de trabalho, e portanto, permite a diminuição do valor desta mesma força de trabalho. Com a saúde pública acontece o mesmo. O que teria que estar incorporado nos salários para saúde e educação, o Estado a serviço do capital, reduz...ou seja...o Estado/governo entra como grande parceiro para garantir todo o sistema. Pois estes processos de trabalho assalariado estão submetidos à logica do sistema. Mas para assumirmos isso, não precisamos esticar a categoria mais valia para que tudo caiba nela. Nem todo trabalho assalariado produz mais valia. É real que hoje, cada vez mais, o capital tenta tornar produtivo o que antes era improdutivo (de capita)? Sem dúvida nenhuma! Nas nossas táticas cabem perfeitamente a luta dos professores e demais trabalhadores que não produzem mais valia? Sim. Inclusive, quando determinado setor da atividade estatal não produtivo de capital está em vias de ser privatizado, para passar a ser produtivo de capital, o imbróglio não é só a possibilidade de demissão, reforço da coerção sobre os trabalhadores, etc. O central é a necessidade de determinados setores da burguesia em transformar atividades outrora não produtivas de capital (e também de mais valia) em atividades produtivas de capital (e mais valia).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais valia é uma categoria econômica, não contábil&#8230;a lógica do capital se restringe basicamente à produção de mercadorias (que nem sempre podemos pegar com a mão, diga-se de passagem!) com mais valor PARA SEREM VENDIDAS/COMPRADAS, e assim se conseguir mais dinheiro que o investido no início do processo produtivo. Os capitalistas em geral não dão estas mercadorias-capital&#8230;ELES VENDEM&#8230;Afirmar que em determinados processos o Estado não produz mais-valia, nem capital, não significa dizer que estes mesmos processos não estão subordinados ao capital. São coisas diferentes. Vários trabalhadores de vários setores de atividade estatal não produzem mais valia e são submetidos a controles de produtividade, repressão, etc. O professor pode não produzir mais valia, mas ter sua atividade totalmente subordinada a formação da força de trabalho para se inserir no processo de acumulação de capital. E e fato é isso que acontece. O Estado &#8211; através dos impostos que a classe trabalhadora paga &#8211; reduz o &#8220;custo&#8221; que o capitalista teria para formar essa força de trabalho, e portanto, permite a diminuição do valor desta mesma força de trabalho. Com a saúde pública acontece o mesmo. O que teria que estar incorporado nos salários para saúde e educação, o Estado a serviço do capital, reduz&#8230;ou seja&#8230;o Estado/governo entra como grande parceiro para garantir todo o sistema. Pois estes processos de trabalho assalariado estão submetidos à logica do sistema. Mas para assumirmos isso, não precisamos esticar a categoria mais valia para que tudo caiba nela. Nem todo trabalho assalariado produz mais valia. É real que hoje, cada vez mais, o capital tenta tornar produtivo o que antes era improdutivo (de capita)? Sem dúvida nenhuma! Nas nossas táticas cabem perfeitamente a luta dos professores e demais trabalhadores que não produzem mais valia? Sim. Inclusive, quando determinado setor da atividade estatal não produtivo de capital está em vias de ser privatizado, para passar a ser produtivo de capital, o imbróglio não é só a possibilidade de demissão, reforço da coerção sobre os trabalhadores, etc. O central é a necessidade de determinados setores da burguesia em transformar atividades outrora não produtivas de capital (e também de mais valia) em atividades produtivas de capital (e mais valia).</p>
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		<title>
		Por: Maisvalido da Lutadeclá Silva		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/06/127010/#comment-454230</link>

		<dc:creator><![CDATA[Maisvalido da Lutadeclá Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Jun 2019 15:08:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Todo esse nó é o seguinte: 
Trabalhadora do Estado está admitindo a existência de mais-valia apenas em uma dimensão &quot;contábil&quot; ou mercantil, a partir da prática da venda de uma mercadoria (D&#039;). 
Quando o foco e o critério são os processos produtivos, que é o que diz respeito aos trabalhadores (a extorsão de seu trabalho e tempo de trabalho, suas condições de trabalho, os modos de produzir etc), o conceito de mais-valia não coincide com essa leitura &quot;contábil&quot; ou mercantil, posto que é indiferente se o patrão vende ou dá a mercadoria, se a mercadoria é subsidiada ou não pelos contribuintes, como também é indiferente se o patrão acumula social ou privadamente os lucros obtidos do mais-valor deixado pelos trabalhadores.
São compreensões muito distintas sobre a mais-valia, sendo que a segunda é a que interessa de fato aos trabalhadores, enquanto a primeira serviu de mascaramento das relações sociais de produção capitalista nas experiências socialistas de Estado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todo esse nó é o seguinte:<br />
Trabalhadora do Estado está admitindo a existência de mais-valia apenas em uma dimensão &#8220;contábil&#8221; ou mercantil, a partir da prática da venda de uma mercadoria (D&#8217;).<br />
Quando o foco e o critério são os processos produtivos, que é o que diz respeito aos trabalhadores (a extorsão de seu trabalho e tempo de trabalho, suas condições de trabalho, os modos de produzir etc), o conceito de mais-valia não coincide com essa leitura &#8220;contábil&#8221; ou mercantil, posto que é indiferente se o patrão vende ou dá a mercadoria, se a mercadoria é subsidiada ou não pelos contribuintes, como também é indiferente se o patrão acumula social ou privadamente os lucros obtidos do mais-valor deixado pelos trabalhadores.<br />
São compreensões muito distintas sobre a mais-valia, sendo que a segunda é a que interessa de fato aos trabalhadores, enquanto a primeira serviu de mascaramento das relações sociais de produção capitalista nas experiências socialistas de Estado.</p>
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		<title>
		Por: Trabalhadora do Estado		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/06/127010/#comment-454208</link>

		<dc:creator><![CDATA[Trabalhadora do Estado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Jun 2019 13:01:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em alguns setores do Estado, sim, existe extração de mais valia (PETROBRAS, Empresas Elétricas, de saneamento, etc.). O Estado atua como os demais capitalistas. Vendendo mercadorias, resultante de um processo de produção, onde se gera mais valia: venda de energia elétrica, tratamento de água, saneamento, etc.. Mas na escola pública, ainda gratuita do ponto de vista mais estrito em comparação com as escolas particulares que vendem a mercadoria &quot;educação&quot;, não há produção de mais valia. Não falo aqui dos setores públicos onde já existem OSs e outros arranjos. Falo da escola pública tradicional. Sem parceria púbico-privada. O Estado venderia os estudantes por quanto? E para quem? Quem compra de forma imediata a mercadoria &quot;estudante formado para ser força de trabalho&quot;? E se esse estudante sequer conseguir se empregar? O papel social da escola e do professor obviamente está relacionado com o objetivo central de todo o sistema, que é potencializar e criar as condições para a extração de mais valia em processos futuros. Quanto a isso, acho que é consenso. A divergência é: o professor da escola particular produz mais valia para o dono da escola na venda da mercadoria educação/aula. Não na venda de estudantes para empresas, ainda que futuramente isso vá acontecer. Só que quando isso acontecer, e se acontecer, quem se apropriará do dinheiro resultante da venda dessa força de trabalho é o próprio trabalhador e sua família. Ele não vai pegar o salário dele e transferir para o dono da(s) escola(s) particular(es) em que ele estudou. A divergência é só essa. No mais, o texto é interessantíssimo ao abordar uma gama de outros aspectos no espaço social da escola.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em alguns setores do Estado, sim, existe extração de mais valia (PETROBRAS, Empresas Elétricas, de saneamento, etc.). O Estado atua como os demais capitalistas. Vendendo mercadorias, resultante de um processo de produção, onde se gera mais valia: venda de energia elétrica, tratamento de água, saneamento, etc.. Mas na escola pública, ainda gratuita do ponto de vista mais estrito em comparação com as escolas particulares que vendem a mercadoria &#8220;educação&#8221;, não há produção de mais valia. Não falo aqui dos setores públicos onde já existem OSs e outros arranjos. Falo da escola pública tradicional. Sem parceria púbico-privada. O Estado venderia os estudantes por quanto? E para quem? Quem compra de forma imediata a mercadoria &#8220;estudante formado para ser força de trabalho&#8221;? E se esse estudante sequer conseguir se empregar? O papel social da escola e do professor obviamente está relacionado com o objetivo central de todo o sistema, que é potencializar e criar as condições para a extração de mais valia em processos futuros. Quanto a isso, acho que é consenso. A divergência é: o professor da escola particular produz mais valia para o dono da escola na venda da mercadoria educação/aula. Não na venda de estudantes para empresas, ainda que futuramente isso vá acontecer. Só que quando isso acontecer, e se acontecer, quem se apropriará do dinheiro resultante da venda dessa força de trabalho é o próprio trabalhador e sua família. Ele não vai pegar o salário dele e transferir para o dono da(s) escola(s) particular(es) em que ele estudou. A divergência é só essa. No mais, o texto é interessantíssimo ao abordar uma gama de outros aspectos no espaço social da escola.</p>
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