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	Comentários sobre: Ninguém solta a mão de ninguém, pra não largar o osso (3)	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: hugo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/07/127255/#comment-458973</link>

		<dc:creator><![CDATA[hugo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Jul 2019 14:01:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Saudações terraqueas meu caro Pinky;

Não sei de que planeta tu escreve, mas aqui na Terra, desconheço qualquer país onde inexistam sindicatos e partidos. Assim como, aqui na Terra, a questão nacional segue sendo central - especialmente nesse momento de avanço imperialista e reacionário.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Saudações terraqueas meu caro Pinky;</p>
<p>Não sei de que planeta tu escreve, mas aqui na Terra, desconheço qualquer país onde inexistam sindicatos e partidos. Assim como, aqui na Terra, a questão nacional segue sendo central &#8211; especialmente nesse momento de avanço imperialista e reacionário.</p>
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		<title>
		Por: Pinky		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/07/127255/#comment-458736</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pinky]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jul 2019 20:25:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[“os partidos vão acabar! Os sindicatos serão superados historicamente!”
eu não entendo porque esses verbos estão no futuro. Deve ser porque vem de uma pessoa que ainda acredita na necessidade de uma esquerda nacionalista. Por essas e outras é tão divertido aquele filme &quot;Adeus Lenin&quot;.
Quem de nós irá dirigir a classe trabalhadora?! ai!, essa pergunta me gera tanta angustia... rápido! para a sala de projetos! é preciso atualizar-nos e melhorar. Já temos uma conta no Instagram?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“os partidos vão acabar! Os sindicatos serão superados historicamente!”<br />
eu não entendo porque esses verbos estão no futuro. Deve ser porque vem de uma pessoa que ainda acredita na necessidade de uma esquerda nacionalista. Por essas e outras é tão divertido aquele filme &#8220;Adeus Lenin&#8221;.<br />
Quem de nós irá dirigir a classe trabalhadora?! ai!, essa pergunta me gera tanta angustia&#8230; rápido! para a sala de projetos! é preciso atualizar-nos e melhorar. Já temos uma conta no Instagram?</p>
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		<title>
		Por: Hugo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/07/127255/#comment-458692</link>

		<dc:creator><![CDATA[Hugo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jul 2019 16:53:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Comentei a parte anterior do artigo - mesmo antes de sair este desfecho, acredito que os questionamentos que lá rascunhei se mantem. Já que, tirando a parte final desta parte final, este basicamente mira a mesma análise simplória e antidialética aos movimentos sociais não sindicais. 

Queria mais, na real, era comentar a conclusão do artigo:
&quot; As formas partido e central sindical eram dependentes de uma certa forma de organização de luta, os sindicatos, que por sua vez dependiam de uma certa forma de organização da produção. Será que essa forma vai durar indefinidamente? &quot;

Não, é mais do que óbvio que as formas partido, centrais sindicais (e sindicatos) não são e não foram dependentes da variante especifica da organização da produção capitalista das últimas décadas. Vale ressaltar que esse tipo de previsão fatalista e com um quê de escatologia messiânica - do tipo &quot;os partidos vão acabar! Os sindicatos serão superados historicamente!&quot; - não é em absoluto algo novo. São posições comuns e que podem ser facilmente encontradas em diversos momentos destes mais de século de capitalismo, e de luta e construção socialista. E são posições que tendem a ganhar mais destaque e visibilidades nestes momentos de mudanças na organização de produção burguesa. Diria que é uma especie de versão socialista das febres apocalípticas que assolaram seitas religiosas na proximidade das viradas de séculos: assim como diversos crentes diziam que o mundo ia acabar em 1900 (e também nos anos 2000), essas posições fatalistas anunciam sua versão própria do &quot;fim do mundo&quot; ao serem vislumbradas mudanças pontuais na forma de organização da acumulação de capital.

Sobre as questões que foram colocadas no parágrafo seguinte do texto - onde são enumeradas diversas transformações em curso no mundo trabalho, assim como avanços tecnológicos a estas relacionadas - gostaria de comentar que sabe, meu caro Granamir, todo isso é conhecido dentro da esquerda brasileira, e não só conhecido, é motivo de preocupação também. Mesmo a CUT/PT sabe dessas transformações e se adaptará a estas mudanças de maneira a tentar conseguir abarcar as largas massas de trabalhadores informais, intermitentes, &quot;uberizados&quot;, em suas estruturas partidárias e sindicais (por acaso ontem mesmo - ou foi anteontem? - ouvi uma curta entrevista com uma liderança camelô da CUT comentando um encontro da categoria e o processo de adaptação da CUT para incluir estes na sua estrutura). E, pra não ficar somente no campo petista, cito também um artigo de um dos partidos comunistas brasileiros (no caso o PCdoB) que li há umas 2 horas atrás, que traz basicamente a mesma análise sua sobre as mudanças no mundo do trabalho, e coloca a necessidade de adaptação da organização partidária (o artigo é este: http://www.vermelho.org.br/noticia/321906-1 ). Além deste partido comunista, cito também que essa análise e consequente preocupação é também presente no PCB - partido o qual eu integrei num passado próximo. 

Enfim, essa análise das transformações na organização da produção burguesa é conhecimento comum na esquerda, assim como as preocupações com as medidas necessárias a serem tomadas. Boto fé de que, assim como a classe trabalhadora brasileira sempre conseguiu se reorganizar a fim de enfrentar mudanças no mundo do trabalho no passado, conseguirá também no futuro próximo.

E olha, sinceramente, se fosse pra apostar se serão os autonomistas que conseguirão melhor se adaptar a fim de criar (ou adaptar) as organizações (sindicais, partidárias etc) que terão capacidade de abarcar e dirigir a classe trabalhadora brasileira com as características deste novo momento de organização, eu não apostaria um vintém sequer. Se as limitações e contradições dos atuais projetos de esquerda majoritários são gritantes e visíveis a todos, as contradições do projeto autonomista só não são ainda mais gritantes e visíveis devido a seu porte pouco relevante.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Comentei a parte anterior do artigo &#8211; mesmo antes de sair este desfecho, acredito que os questionamentos que lá rascunhei se mantem. Já que, tirando a parte final desta parte final, este basicamente mira a mesma análise simplória e antidialética aos movimentos sociais não sindicais. </p>
<p>Queria mais, na real, era comentar a conclusão do artigo:<br />
&#8221; As formas partido e central sindical eram dependentes de uma certa forma de organização de luta, os sindicatos, que por sua vez dependiam de uma certa forma de organização da produção. Será que essa forma vai durar indefinidamente? &#8221;</p>
<p>Não, é mais do que óbvio que as formas partido, centrais sindicais (e sindicatos) não são e não foram dependentes da variante especifica da organização da produção capitalista das últimas décadas. Vale ressaltar que esse tipo de previsão fatalista e com um quê de escatologia messiânica &#8211; do tipo &#8220;os partidos vão acabar! Os sindicatos serão superados historicamente!&#8221; &#8211; não é em absoluto algo novo. São posições comuns e que podem ser facilmente encontradas em diversos momentos destes mais de século de capitalismo, e de luta e construção socialista. E são posições que tendem a ganhar mais destaque e visibilidades nestes momentos de mudanças na organização de produção burguesa. Diria que é uma especie de versão socialista das febres apocalípticas que assolaram seitas religiosas na proximidade das viradas de séculos: assim como diversos crentes diziam que o mundo ia acabar em 1900 (e também nos anos 2000), essas posições fatalistas anunciam sua versão própria do &#8220;fim do mundo&#8221; ao serem vislumbradas mudanças pontuais na forma de organização da acumulação de capital.</p>
<p>Sobre as questões que foram colocadas no parágrafo seguinte do texto &#8211; onde são enumeradas diversas transformações em curso no mundo trabalho, assim como avanços tecnológicos a estas relacionadas &#8211; gostaria de comentar que sabe, meu caro Granamir, todo isso é conhecido dentro da esquerda brasileira, e não só conhecido, é motivo de preocupação também. Mesmo a CUT/PT sabe dessas transformações e se adaptará a estas mudanças de maneira a tentar conseguir abarcar as largas massas de trabalhadores informais, intermitentes, &#8220;uberizados&#8221;, em suas estruturas partidárias e sindicais (por acaso ontem mesmo &#8211; ou foi anteontem? &#8211; ouvi uma curta entrevista com uma liderança camelô da CUT comentando um encontro da categoria e o processo de adaptação da CUT para incluir estes na sua estrutura). E, pra não ficar somente no campo petista, cito também um artigo de um dos partidos comunistas brasileiros (no caso o PCdoB) que li há umas 2 horas atrás, que traz basicamente a mesma análise sua sobre as mudanças no mundo do trabalho, e coloca a necessidade de adaptação da organização partidária (o artigo é este: <a href="http://www.vermelho.org.br/noticia/321906-1" rel="nofollow ugc">http://www.vermelho.org.br/noticia/321906-1</a> ). Além deste partido comunista, cito também que essa análise e consequente preocupação é também presente no PCB &#8211; partido o qual eu integrei num passado próximo. </p>
<p>Enfim, essa análise das transformações na organização da produção burguesa é conhecimento comum na esquerda, assim como as preocupações com as medidas necessárias a serem tomadas. Boto fé de que, assim como a classe trabalhadora brasileira sempre conseguiu se reorganizar a fim de enfrentar mudanças no mundo do trabalho no passado, conseguirá também no futuro próximo.</p>
<p>E olha, sinceramente, se fosse pra apostar se serão os autonomistas que conseguirão melhor se adaptar a fim de criar (ou adaptar) as organizações (sindicais, partidárias etc) que terão capacidade de abarcar e dirigir a classe trabalhadora brasileira com as características deste novo momento de organização, eu não apostaria um vintém sequer. Se as limitações e contradições dos atuais projetos de esquerda majoritários são gritantes e visíveis a todos, as contradições do projeto autonomista só não são ainda mais gritantes e visíveis devido a seu porte pouco relevante.</p>
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