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	Comentários sobre: O Passa Palavra é antipático	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Marcos		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/07/127440/#comment-466458</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marcos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Aug 2019 17:42:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro João Bernardo, espero ter muitos anos de vida para o entretenimento que você dispôs. O neopentecostalismo atual me é um desafio.  Muito obrigado. Abraço fraternal.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro João Bernardo, espero ter muitos anos de vida para o entretenimento que você dispôs. O neopentecostalismo atual me é um desafio.  Muito obrigado. Abraço fraternal.</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/07/127440/#comment-466442</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Aug 2019 15:29:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro Marcos,

Praticamente todos os historiadores competentes que abordem o pensamento religioso referem igualmente os problemas económicos e sociais, a não ser que a obra pretenda analisar apenas as questões teológicas. Estou a lembrar-me nomeadamente da última obra que li sobre o assunto, muito extensa — Diarmaid MacCulloch, &lt;em&gt;Reformation. Europe’s House Divided, 1490-1700&lt;/em&gt;, que li na edição de The Folio Society, Londres, 2013 — com a vantagem de o autor ter uma formação teológica, o que lhe evita erros que outros cometem. Mas ele não deixa de levar em conta o contexto social.

No entanto, se você pretende autores que estabeleçam uma relação de determinação de infra-estrutura para superestrutura entre o económico-social e o religioso, então os dois nomes mais evidentes são Marx e Engels, sobretudo quando rompem com a esquerda hegeliana e nomeadamente com Feuerbach. Um marxista muito pouco ortodoxo que se interessou por estes problemas foi Ernst Bloch no seu &lt;em&gt;Thomas Münzer. Théologien de la révolution&lt;/em&gt; (conheço o livro somente na versão francesa -- Paris: Julliard 10/18, 1975).

Na obra que dediquei ao regime senhorial (&lt;em&gt;Poder e Dinheiro. Do Poder Pessoal ao Estado Impessoal no Regime Senhorial, Séculos V-XV&lt;/em&gt;, Porto: Afrontamento, 3 vols., 1995, 1997, 2002) abordei em alguns capítulos o cristianismo e as heresias na sua relação com as contradições sociais, nomeadamente nos Vol. I, págs. 249-259, Vol. II, págs. 43-50, 159-174, 605-672 e Vol. III, págs. 595-623. Tudo isto está provido de notas com numerosas referências bibliográficas, de diversos quadrantes ideológicos, incluindo a historiografia soviética.

Espero que lhe tenha indicado material suficiente para você se entreter por muitos anos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Marcos,</p>
<p>Praticamente todos os historiadores competentes que abordem o pensamento religioso referem igualmente os problemas económicos e sociais, a não ser que a obra pretenda analisar apenas as questões teológicas. Estou a lembrar-me nomeadamente da última obra que li sobre o assunto, muito extensa — Diarmaid MacCulloch, <em>Reformation. Europe’s House Divided, 1490-1700</em>, que li na edição de The Folio Society, Londres, 2013 — com a vantagem de o autor ter uma formação teológica, o que lhe evita erros que outros cometem. Mas ele não deixa de levar em conta o contexto social.</p>
<p>No entanto, se você pretende autores que estabeleçam uma relação de determinação de infra-estrutura para superestrutura entre o económico-social e o religioso, então os dois nomes mais evidentes são Marx e Engels, sobretudo quando rompem com a esquerda hegeliana e nomeadamente com Feuerbach. Um marxista muito pouco ortodoxo que se interessou por estes problemas foi Ernst Bloch no seu <em>Thomas Münzer. Théologien de la révolution</em> (conheço o livro somente na versão francesa &#8212; Paris: Julliard 10/18, 1975).</p>
<p>Na obra que dediquei ao regime senhorial (<em>Poder e Dinheiro. Do Poder Pessoal ao Estado Impessoal no Regime Senhorial, Séculos V-XV</em>, Porto: Afrontamento, 3 vols., 1995, 1997, 2002) abordei em alguns capítulos o cristianismo e as heresias na sua relação com as contradições sociais, nomeadamente nos Vol. I, págs. 249-259, Vol. II, págs. 43-50, 159-174, 605-672 e Vol. III, págs. 595-623. Tudo isto está provido de notas com numerosas referências bibliográficas, de diversos quadrantes ideológicos, incluindo a historiografia soviética.</p>
<p>Espero que lhe tenha indicado material suficiente para você se entreter por muitos anos.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Marcos		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/07/127440/#comment-466270</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marcos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Aug 2019 19:28:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro João Bernardo,

A antipatia do PassaPalavra é bem-vinda.
Poderia indicar alguma obra fundamental sobre o pensamento religioso que tivesse como perspectiva a ideologia religiosa como expressão das práticas sociais? Que fosse mais específica no tocante ao pensamento religioso.

Gratidão.

Abraço.
Marcos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro João Bernardo,</p>
<p>A antipatia do PassaPalavra é bem-vinda.<br />
Poderia indicar alguma obra fundamental sobre o pensamento religioso que tivesse como perspectiva a ideologia religiosa como expressão das práticas sociais? Que fosse mais específica no tocante ao pensamento religioso.</p>
<p>Gratidão.</p>
<p>Abraço.<br />
Marcos.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/07/127440/#comment-464814</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Aug 2019 09:58:18 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=127440#comment-464814</guid>

					<description><![CDATA[Lucas,

Você escreveu, referindo-se ao Sudão e às Honduras, que «certa direção das manifestações tem sido realizada por organizações das antigas “profissões liberais”». Aliás, note que não só nas Honduras, mas igualmente no Sudão, os professores participam activamente no movimento. Mas restrinjo-me aqui ao caso do Sudão.

Nesse país a agricultura é responsável por praticamente 40% do PIB, ocupando 45% da força de trabalho. A indústria, que ocupa 40% da força de trabalho, é responsável por apenas 2,6% do PIB, e basta esta baixa produtividade para vermos que é composta principalmente por ramos de produção arcaicos e que requerem sobretudo uma força de trabalho pouco qualificada. Já a situação é muito diferente naquela manta de retalhos denominada &lt;em&gt;serviços&lt;/em&gt;, que, com 15% da força de trabalho, é responsável pelos restantes 58% do PIB. Com efeito, os serviços médicos e farmacêuticos constituem a área mais moderna e dinâmica da economia sudanesa, sendo exportados para vários outros países do Leste de África. Nestas condições, os elementos mais activos do processo revolucionário encontrar-se-iam necessariamente nos serviços.

Assim, não espanta que a Associação dos Profissionais do Sudão (em inglês Sudanese Professionals Association, em que a palavra &lt;em&gt;Professionals&lt;/em&gt; tem o sentido de profissional qualificado), a quem se deve a radicalização dos protestos, fosse inicialmente constituída por médicos, além de jornalistas e advogados. Posteriormente passou a incluir dezassete organizações profissionais, especificadas no &lt;a href=&quot;https://www.sudaneseprofessionals.org/en/about-us/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;site da Associação&lt;/a&gt;, e se algumas delas correspondem às chamadas profissões liberais, outras parece-me estarem mais próximas de trabalhadores qualificados, com especial incidência na área da saúde.

Mas para entender tudo isto seria necessário saber 1) qual é a forma social da relação entre a Associação e a massa dos manifestantes, especialmente durante as prolongadas ocupações, e 2) qual é a repercussão do movimento no interior dos locais de trabalho, especialmente nos campos (e note-se que aqui a Associação menciona unicamente a Associação de Especialistas da Produção Animal e, em inglês, a Association of Agricultural Engineers, cuja tradução é ambígua, porque &lt;em&gt;engineers&lt;/em&gt; tanto pode significar engenheiro como técnico, mecânico).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lucas,</p>
<p>Você escreveu, referindo-se ao Sudão e às Honduras, que «certa direção das manifestações tem sido realizada por organizações das antigas “profissões liberais”». Aliás, note que não só nas Honduras, mas igualmente no Sudão, os professores participam activamente no movimento. Mas restrinjo-me aqui ao caso do Sudão.</p>
<p>Nesse país a agricultura é responsável por praticamente 40% do PIB, ocupando 45% da força de trabalho. A indústria, que ocupa 40% da força de trabalho, é responsável por apenas 2,6% do PIB, e basta esta baixa produtividade para vermos que é composta principalmente por ramos de produção arcaicos e que requerem sobretudo uma força de trabalho pouco qualificada. Já a situação é muito diferente naquela manta de retalhos denominada <em>serviços</em>, que, com 15% da força de trabalho, é responsável pelos restantes 58% do PIB. Com efeito, os serviços médicos e farmacêuticos constituem a área mais moderna e dinâmica da economia sudanesa, sendo exportados para vários outros países do Leste de África. Nestas condições, os elementos mais activos do processo revolucionário encontrar-se-iam necessariamente nos serviços.</p>
<p>Assim, não espanta que a Associação dos Profissionais do Sudão (em inglês Sudanese Professionals Association, em que a palavra <em>Professionals</em> tem o sentido de profissional qualificado), a quem se deve a radicalização dos protestos, fosse inicialmente constituída por médicos, além de jornalistas e advogados. Posteriormente passou a incluir dezassete organizações profissionais, especificadas no <a href="https://www.sudaneseprofessionals.org/en/about-us/" rel="nofollow">site da Associação</a>, e se algumas delas correspondem às chamadas profissões liberais, outras parece-me estarem mais próximas de trabalhadores qualificados, com especial incidência na área da saúde.</p>
<p>Mas para entender tudo isto seria necessário saber 1) qual é a forma social da relação entre a Associação e a massa dos manifestantes, especialmente durante as prolongadas ocupações, e 2) qual é a repercussão do movimento no interior dos locais de trabalho, especialmente nos campos (e note-se que aqui a Associação menciona unicamente a Associação de Especialistas da Produção Animal e, em inglês, a Association of Agricultural Engineers, cuja tradução é ambígua, porque <em>engineers</em> tanto pode significar engenheiro como técnico, mecânico).</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/07/127440/#comment-464648</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Aug 2019 17:04:04 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=127440#comment-464648</guid>

					<description><![CDATA[gostaria de compartilhar uma observação sobre a temática dos últimos comentários. Vemos que são poucas as lutas de massas com perfil um pouco mais consolidado à esquerda, ou em defesa clara do interesse dos e das trabalhadoras, ou que sejam levadas adiante por setores organizados pertencentes à classe. 
Pela informações a qual pude aceder, tanto nas lutas recentes no Sudão como nas lutas recentes em Honduras, fenômenos que mobilizaram o país - ainda que em Honduras não tenha ocorrido troca de regime (ao menos não ainda)-, em ambos casos certa direção das manifestações tem sido realizada por organizações das antigas &quot;profissões liberais&quot;, ainda que no caso de Honduras isso inclua professores. No caso do país centroamericano isso tem um sentido mais claro, pois as manifestações começaram contra reformas que afetariam os serviços públicos realizados justamente por estes profissionais (Saúde e Educação).
Seria talvez apressado tirar grandes conclusões desta característica em comum. Jogo essa coincidência isso para ver se outras pessoas conectam alguma reflexão ou mais informações.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>gostaria de compartilhar uma observação sobre a temática dos últimos comentários. Vemos que são poucas as lutas de massas com perfil um pouco mais consolidado à esquerda, ou em defesa clara do interesse dos e das trabalhadoras, ou que sejam levadas adiante por setores organizados pertencentes à classe.<br />
Pela informações a qual pude aceder, tanto nas lutas recentes no Sudão como nas lutas recentes em Honduras, fenômenos que mobilizaram o país &#8211; ainda que em Honduras não tenha ocorrido troca de regime (ao menos não ainda)-, em ambos casos certa direção das manifestações tem sido realizada por organizações das antigas &#8220;profissões liberais&#8221;, ainda que no caso de Honduras isso inclua professores. No caso do país centroamericano isso tem um sentido mais claro, pois as manifestações começaram contra reformas que afetariam os serviços públicos realizados justamente por estes profissionais (Saúde e Educação).<br />
Seria talvez apressado tirar grandes conclusões desta característica em comum. Jogo essa coincidência isso para ver se outras pessoas conectam alguma reflexão ou mais informações.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Pedro Irio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/07/127440/#comment-464537</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pedro Irio]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Aug 2019 03:39:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Querido João Bernardo!

Obrigado pela resposta, indicações e informações!

Desde já agradeço

Abraços fraternos...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Querido João Bernardo!</p>
<p>Obrigado pela resposta, indicações e informações!</p>
<p>Desde já agradeço</p>
<p>Abraços fraternos&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Coaching		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/07/127440/#comment-464446</link>

		<dc:creator><![CDATA[Coaching]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Aug 2019 18:10:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Coaching : se voce se esforça par agradar todo mundo , voce não gosta de voce !]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Coaching : se voce se esforça par agradar todo mundo , voce não gosta de voce !</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/07/127440/#comment-464284</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Aug 2019 20:32:15 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=127440#comment-464284</guid>

					<description><![CDATA[Caro Pedro Irio,

Não sou capaz de lhe dizer nada que responda ao seu problema. Por experiência, e até pela experiência da revolução portuguesa de 1974-1975, sei que os grandes órgãos de informação não se preocupam com as formas de organização dos trabalhadores em luta. Para isso é indispensável ou ter acesso aos órgãos publicados directamente no âmbito dessas lutas ou proceder a entrevistas com grupos de trabalhadores. Ora, em todos esses casos eu tenho-me limitado a The Economist e aos despachos das agências. Mas talvez o Passa Palavra publique em breve alguma coisa sobre os acontecimentos em Hong Kong, quem sabe?

Já agora, aproveito para chamar a atenção para o que se tem passado no Sudão. Apesar das restrições de informação que indiquei acima, parece-me uma luta em que a classe trabalhadora manifesta um elevado grau de autonomia. Além disso, vemos que mesmo num país islâmico uma luta pode processar-se em termos laicos e não num quadro religioso. Penso que, das movimentações actuais, a do Sudão é a mais importante.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Pedro Irio,</p>
<p>Não sou capaz de lhe dizer nada que responda ao seu problema. Por experiência, e até pela experiência da revolução portuguesa de 1974-1975, sei que os grandes órgãos de informação não se preocupam com as formas de organização dos trabalhadores em luta. Para isso é indispensável ou ter acesso aos órgãos publicados directamente no âmbito dessas lutas ou proceder a entrevistas com grupos de trabalhadores. Ora, em todos esses casos eu tenho-me limitado a The Economist e aos despachos das agências. Mas talvez o Passa Palavra publique em breve alguma coisa sobre os acontecimentos em Hong Kong, quem sabe?</p>
<p>Já agora, aproveito para chamar a atenção para o que se tem passado no Sudão. Apesar das restrições de informação que indiquei acima, parece-me uma luta em que a classe trabalhadora manifesta um elevado grau de autonomia. Além disso, vemos que mesmo num país islâmico uma luta pode processar-se em termos laicos e não num quadro religioso. Penso que, das movimentações actuais, a do Sudão é a mais importante.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Pedro Irio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/07/127440/#comment-464232</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pedro Irio]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Aug 2019 13:50:46 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=127440#comment-464232</guid>

					<description><![CDATA[Querido João Bernardo!

Através deste comentário, queria pedir um favor. 
É possível você tecer ou indicar informações sobre as atuais &quot;Guerras Hibridas&quot; ou &quot;Revoluções Coloridas&quot;.... Inclusive sobre o que está ocorrendo em Hong Kong/China.
O que tenho lido e acompanhado é de uma lógica binária extremamente pobre. E depois, de um comentário seu aqui no passa palavra, hoje busco ir atrás do que você chamou a atenção: uma terceira via dos trabalhadores (https://passapalavra.info/2019/02/125380/)

Desde já agradeço
Desculpa o abuso

Abraços fraternos...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Querido João Bernardo!</p>
<p>Através deste comentário, queria pedir um favor.<br />
É possível você tecer ou indicar informações sobre as atuais &#8220;Guerras Hibridas&#8221; ou &#8220;Revoluções Coloridas&#8221;&#8230;. Inclusive sobre o que está ocorrendo em Hong Kong/China.<br />
O que tenho lido e acompanhado é de uma lógica binária extremamente pobre. E depois, de um comentário seu aqui no passa palavra, hoje busco ir atrás do que você chamou a atenção: uma terceira via dos trabalhadores (<a href="https://passapalavra.info/2019/02/125380/" rel="ugc">https://passapalavra.info/2019/02/125380/</a>)</p>
<p>Desde já agradeço<br />
Desculpa o abuso</p>
<p>Abraços fraternos&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Marreteiro		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/07/127440/#comment-464096</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marreteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Aug 2019 21:42:59 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=127440#comment-464096</guid>

					<description><![CDATA[Esses dias, um funcionário ateou fogo na concessionária em que trabalhava em Araçatuba. Uma notícia que não deveria passar batido. 

No Brasil Bolsonarista, sem PT, sem sindicatos e com patrões milicianos, essa será a luta de classes. 

Acabou congresso, reuniaozinha, discussão em prédio chic. Acabou o espaço para o militante universitário. É índio contra madeireiro, é botar fogo na concessionária. É a luta de classes nua e crua. 

A esquerda acabou. Os trabalhadores são eternos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esses dias, um funcionário ateou fogo na concessionária em que trabalhava em Araçatuba. Uma notícia que não deveria passar batido. </p>
<p>No Brasil Bolsonarista, sem PT, sem sindicatos e com patrões milicianos, essa será a luta de classes. </p>
<p>Acabou congresso, reuniaozinha, discussão em prédio chic. Acabou o espaço para o militante universitário. É índio contra madeireiro, é botar fogo na concessionária. É a luta de classes nua e crua. </p>
<p>A esquerda acabou. Os trabalhadores são eternos.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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