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	Comentários sobre: Anticapitalismo. Anti o quê? 1. O dicionário sem palavras	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Ednardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/08/127807/#comment-470885</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ednardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Sep 2019 18:23:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Uma sugestão de leitura para o Gabriel é o clássico artigo do Althusser Ideologia e Aparelhos Ideológicos de Estado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma sugestão de leitura para o Gabriel é o clássico artigo do Althusser Ideologia e Aparelhos Ideológicos de Estado.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Molina Rodrigues		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/08/127807/#comment-470822</link>

		<dc:creator><![CDATA[Molina Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Sep 2019 11:08:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Tenho acompanhado, anciosa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho acompanhado, anciosa.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/08/127807/#comment-470698</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Sep 2019 21:36:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Molina,

A linguagem é uma construção social e eu limitei-me a constatar o que qualquer pessoa pode verificar quando não fica prisioneira das suas ilusões. Qual o sentido que as palavras adquirirão no futuro e que palavras novas surgirão, isso as lutas sociais o dirão. É certo que cada um de nós tem uma parte nessas lutas, mas uma parte muito pequena.

Além disso, é necessário não esquecer que este artigo é o primeiro de uma série de seis, e nos cinco artigos seguintes — dois deles já publicados — pretendo analisar os processos reais que levaram à desvirtuação das palavras. Aliás, no quinto artigo (previsto para o dia 18 de Setembro) a linguística ocupará um lugar importante na argumentação, mas num sentido decerto inesperado para si e para os demais leitores.

Note-se que existe uma sequência discursiva entre os artigos desta série, terminando cada um com uma pergunta que abre o espaço para o artigo seguinte.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Molina,</p>
<p>A linguagem é uma construção social e eu limitei-me a constatar o que qualquer pessoa pode verificar quando não fica prisioneira das suas ilusões. Qual o sentido que as palavras adquirirão no futuro e que palavras novas surgirão, isso as lutas sociais o dirão. É certo que cada um de nós tem uma parte nessas lutas, mas uma parte muito pequena.</p>
<p>Além disso, é necessário não esquecer que este artigo é o primeiro de uma série de seis, e nos cinco artigos seguintes — dois deles já publicados — pretendo analisar os processos reais que levaram à desvirtuação das palavras. Aliás, no quinto artigo (previsto para o dia 18 de Setembro) a linguística ocupará um lugar importante na argumentação, mas num sentido decerto inesperado para si e para os demais leitores.</p>
<p>Note-se que existe uma sequência discursiva entre os artigos desta série, terminando cada um com uma pergunta que abre o espaço para o artigo seguinte.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Molina Rodrigues		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/08/127807/#comment-470633</link>

		<dc:creator><![CDATA[Molina Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Sep 2019 15:57:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Como disse, essas reflexões foram feitas à um tempo; o texto, me soa &quot;provocativo&quot; em relação à essas questões, sobretudo na parte final, pois parece apontar num sentido político diferente das reflexões que expus.  Fico pensando em algumas questões... à tempos lia do autor que a autogestão da sociedade tem seu gérmen na autogestão das lutas. Essas experiências não desapareceram, muito embora rarefeitas no atual contexto. Ademais, me chama a atenção a crítica à ortodoxia, que reivindica as lutas como uma construção coletiva, várias cabeças e perspectivas construindo práticas coletivas, negativas. Quando se pauta a questão dos termos, dos nomes, e da ideia de que a luta de classes se desenvolve como processo (gerúndio), o processo de construção de resistências ao capital não seria polissêmico em algum sentido, tendo algo de heteroglossia no sentido Bakthiniano? Não faz sentido reivindicar os termos pela nausea que geram? É impossível ressignificá-los? Enxergá-los como arenas? Disputá-los? Não estão eles relacionados a questão da consciência da ação? Como articular essa &quot;amargura&quot; com os termos, conceitos e palavras que podem expressar nossas ações de resistência pensando o comportamento humano nos níveis da determinação da prática, da ação e da consciência da ação? Falo do texto ir num sentido diferente das reflexões que vinha fazendo porque penso que temos que ir a luta no plano conceitual... não podemos admitir que o capital assimile e ressignifique nosso vocabulário de luta, nosso repertório de ações. Ingenuidade? Ceder a amargura e ao pessimismo nesse sentido?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como disse, essas reflexões foram feitas à um tempo; o texto, me soa &#8220;provocativo&#8221; em relação à essas questões, sobretudo na parte final, pois parece apontar num sentido político diferente das reflexões que expus.  Fico pensando em algumas questões&#8230; à tempos lia do autor que a autogestão da sociedade tem seu gérmen na autogestão das lutas. Essas experiências não desapareceram, muito embora rarefeitas no atual contexto. Ademais, me chama a atenção a crítica à ortodoxia, que reivindica as lutas como uma construção coletiva, várias cabeças e perspectivas construindo práticas coletivas, negativas. Quando se pauta a questão dos termos, dos nomes, e da ideia de que a luta de classes se desenvolve como processo (gerúndio), o processo de construção de resistências ao capital não seria polissêmico em algum sentido, tendo algo de heteroglossia no sentido Bakthiniano? Não faz sentido reivindicar os termos pela nausea que geram? É impossível ressignificá-los? Enxergá-los como arenas? Disputá-los? Não estão eles relacionados a questão da consciência da ação? Como articular essa &#8220;amargura&#8221; com os termos, conceitos e palavras que podem expressar nossas ações de resistência pensando o comportamento humano nos níveis da determinação da prática, da ação e da consciência da ação? Falo do texto ir num sentido diferente das reflexões que vinha fazendo porque penso que temos que ir a luta no plano conceitual&#8230; não podemos admitir que o capital assimile e ressignifique nosso vocabulário de luta, nosso repertório de ações. Ingenuidade? Ceder a amargura e ao pessimismo nesse sentido?</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Molina Rodrigues		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/08/127807/#comment-470505</link>

		<dc:creator><![CDATA[Molina Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Sep 2019 22:44:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Há um tempo atrás me peguei no dilema da nomeação das práticas e escrevi algo sobre um termo que penso ser importante firmarmos no campo anti-capitalista: o termo autogestão. Na época escrevi sobre as questões que me inquietavam... &quot; As vezes fico a matutar sobre um movimento típico no capitalismo: o da constante busca de apropriação, ou melhor, expropriação e cooptação do universo prático e conceitual que pode aferir-lhe negação. Inquieta como isso acontece não apenas com as práticas mas, também, com os conceitos existentes para pensar essas práticas. Por isso, a meu ver, reivindicar o nome autogestão [o projeto autogestionário e construir iniciativas autogeridas] é evidentemente uma questão política, uma luta política contra a expropriação.

Os conceitos são como ferramentas: o termo &quot;autogestão&quot; vem sendo utilizado historicamente para referir-se a uma construção social oposta às formas de opressões (formalizadas ou dissipadas no tecido social), às hierarquizações, ao individualismo (tipicamente fomentado pela concorrência mercantil), às formas de exploração e, enfim, à relações sociais que podemos caracterizar como capitalistas; em favor de um desenvolvimento real de uma outra prática: a &quot;autonomia&quot;.

De maneira geral, vivenciar práticas autogeridas, é vivenciar intensamente um sentimento de poder fazer as coisas de maneira autonoma, em ruptura com um controle exterior à ação que a submete. Trata-se de estar imerso numa realidade mas, estar, também, indo além dela, além da mesquinhez comum, da subjugação, rompendo com ela de forma prática.

No plano das palavras isso se repete... estamos imersos em uma realidade que é também linguagem. Para expressar essa prática nova que se constrói processualmente nas lutas, gostaríamos de dizer do que se trata de maneira também nova, mas nossas palavras nos obrigam a repetir muito mais do que &quot;dizer&quot;: temos a necessidade de definir essa realidade de ruptura, nova e transformadora, para comunicá-la, anunciá-la e partilhá-la e, para essa definição, não estamos interessados em criar neologismos, mas na partilha, na comunicação. Para o nosso desespero não mudamos de palavras a cada vez que mudamos de costumes. A palavra é compartilhamento.

No fundo, em alusão ao que dizia Tragtenberg, no que se refere à organização, padecemos de um &quot;pecado original&quot;, o de sempre saírmos do estabelecido, do real. É assim com a realidade prática e também com os conceitos, com ordenamento que fazemos das palavras que nomeiam as coisas e as ações.

O acontecimento do nome marca a tomada de consciência. Podemos renomear de modo novo essas praticas de autonomia e liberdade, mas corremos o risco de dissociá-las de um repertório existente, de uma perspectiva sobre a realidade material. Se vivemos em uma realidade social em que o exercício da autonomia está condicionado - limitado e expropriado - pela existência de classes; então; faz sentido pensar no desenvolvimento e na pertinência de uma forma de consciência específica sobre a realidade: a consciência de classe.

O termo &quot;Autogestão&quot; é uma classificação que refere-se a uma realidade de possibilidades de criação, de transformação e de exercício de autonomia que, sobretudo, está inserido em formas discursivas historicamente construídas. É, assim, um discurso político advindo de uma forma de consciência sobre ações que se delineiam num terreno prático: o da luta de classes. Por isso um termo político, uma leitura da realidade específica e não uma essência do termo.

Temos por urgência pensar o movimento de sufocamento que existe, não somente das práticas, mas também das palavras. Esse sufocamento, hoje, não se exerce tanto pela censura, mas, eminentemente pela cooptação. Talvez não nos faltem palavras, mas, ao contrário, talvez até nos sobrem: com significados diversos na amplitude da existência das diversas cabeças individuais. Cada prática tem as suas ideologias. E mais do que uma essência, é necessário pensar uma pertinência.

Temos que ter clareza disso, pois nomeando mal as coisas na análise e descrição de situações sociais e históricas que vivemos podemos contribuir é com a desgraça do mundo.

As palavras são arenas, são campos de batalha. Cabe escolhar as ferramentas que nos cabem à luta contra a subjugação, contra esse mutismo que nos aprisiona à amargura. Por uma autogestão consciente, classista e revolucionária.

De outra forma, recentemente ainda estive a pensar a questão da classificação e dos nomes, algo que dialoga com as reflexões anteriores e na ocasião me veio estas reflexões, ancoradas na de um conhecido autonomista …

A ação humana implica processo, fluxo coletivo, está em movimento constante e por isso revela-se como experiência. Gerúndio. O poder sobre o fazer humano intenta excluir a possibilidade do sujeito ativo, autônomo, sua potência. Sua linguagem é o indicativo, busca estancar, fragmentar, reificar, excluir o movimento, a contradição, as ambiguidades. Sua tendência é apontar a realidade como um sistema de signos matemáticos, ação-reação, causa-efeito, determinação. Nega o devir, apresenta a realidade como algo morto. Nega o subjuntivo. Como a Coruja de Minerva sob a terra arrasada, a Cassandra amaldiçoada, como quem observa o mundo desde a lua, desde longe, como se estivesse fora dele.

Temos que lutar por meio da critica para recuperar a ação dessas amarras, fazer da critica sub-versão criativa, dentro e mais além. Intervenção para a transformação.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há um tempo atrás me peguei no dilema da nomeação das práticas e escrevi algo sobre um termo que penso ser importante firmarmos no campo anti-capitalista: o termo autogestão. Na época escrevi sobre as questões que me inquietavam&#8230; &#8221; As vezes fico a matutar sobre um movimento típico no capitalismo: o da constante busca de apropriação, ou melhor, expropriação e cooptação do universo prático e conceitual que pode aferir-lhe negação. Inquieta como isso acontece não apenas com as práticas mas, também, com os conceitos existentes para pensar essas práticas. Por isso, a meu ver, reivindicar o nome autogestão [o projeto autogestionário e construir iniciativas autogeridas] é evidentemente uma questão política, uma luta política contra a expropriação.</p>
<p>Os conceitos são como ferramentas: o termo &#8220;autogestão&#8221; vem sendo utilizado historicamente para referir-se a uma construção social oposta às formas de opressões (formalizadas ou dissipadas no tecido social), às hierarquizações, ao individualismo (tipicamente fomentado pela concorrência mercantil), às formas de exploração e, enfim, à relações sociais que podemos caracterizar como capitalistas; em favor de um desenvolvimento real de uma outra prática: a &#8220;autonomia&#8221;.</p>
<p>De maneira geral, vivenciar práticas autogeridas, é vivenciar intensamente um sentimento de poder fazer as coisas de maneira autonoma, em ruptura com um controle exterior à ação que a submete. Trata-se de estar imerso numa realidade mas, estar, também, indo além dela, além da mesquinhez comum, da subjugação, rompendo com ela de forma prática.</p>
<p>No plano das palavras isso se repete&#8230; estamos imersos em uma realidade que é também linguagem. Para expressar essa prática nova que se constrói processualmente nas lutas, gostaríamos de dizer do que se trata de maneira também nova, mas nossas palavras nos obrigam a repetir muito mais do que &#8220;dizer&#8221;: temos a necessidade de definir essa realidade de ruptura, nova e transformadora, para comunicá-la, anunciá-la e partilhá-la e, para essa definição, não estamos interessados em criar neologismos, mas na partilha, na comunicação. Para o nosso desespero não mudamos de palavras a cada vez que mudamos de costumes. A palavra é compartilhamento.</p>
<p>No fundo, em alusão ao que dizia Tragtenberg, no que se refere à organização, padecemos de um &#8220;pecado original&#8221;, o de sempre saírmos do estabelecido, do real. É assim com a realidade prática e também com os conceitos, com ordenamento que fazemos das palavras que nomeiam as coisas e as ações.</p>
<p>O acontecimento do nome marca a tomada de consciência. Podemos renomear de modo novo essas praticas de autonomia e liberdade, mas corremos o risco de dissociá-las de um repertório existente, de uma perspectiva sobre a realidade material. Se vivemos em uma realidade social em que o exercício da autonomia está condicionado &#8211; limitado e expropriado &#8211; pela existência de classes; então; faz sentido pensar no desenvolvimento e na pertinência de uma forma de consciência específica sobre a realidade: a consciência de classe.</p>
<p>O termo &#8220;Autogestão&#8221; é uma classificação que refere-se a uma realidade de possibilidades de criação, de transformação e de exercício de autonomia que, sobretudo, está inserido em formas discursivas historicamente construídas. É, assim, um discurso político advindo de uma forma de consciência sobre ações que se delineiam num terreno prático: o da luta de classes. Por isso um termo político, uma leitura da realidade específica e não uma essência do termo.</p>
<p>Temos por urgência pensar o movimento de sufocamento que existe, não somente das práticas, mas também das palavras. Esse sufocamento, hoje, não se exerce tanto pela censura, mas, eminentemente pela cooptação. Talvez não nos faltem palavras, mas, ao contrário, talvez até nos sobrem: com significados diversos na amplitude da existência das diversas cabeças individuais. Cada prática tem as suas ideologias. E mais do que uma essência, é necessário pensar uma pertinência.</p>
<p>Temos que ter clareza disso, pois nomeando mal as coisas na análise e descrição de situações sociais e históricas que vivemos podemos contribuir é com a desgraça do mundo.</p>
<p>As palavras são arenas, são campos de batalha. Cabe escolhar as ferramentas que nos cabem à luta contra a subjugação, contra esse mutismo que nos aprisiona à amargura. Por uma autogestão consciente, classista e revolucionária.</p>
<p>De outra forma, recentemente ainda estive a pensar a questão da classificação e dos nomes, algo que dialoga com as reflexões anteriores e na ocasião me veio estas reflexões, ancoradas na de um conhecido autonomista …</p>
<p>A ação humana implica processo, fluxo coletivo, está em movimento constante e por isso revela-se como experiência. Gerúndio. O poder sobre o fazer humano intenta excluir a possibilidade do sujeito ativo, autônomo, sua potência. Sua linguagem é o indicativo, busca estancar, fragmentar, reificar, excluir o movimento, a contradição, as ambiguidades. Sua tendência é apontar a realidade como um sistema de signos matemáticos, ação-reação, causa-efeito, determinação. Nega o devir, apresenta a realidade como algo morto. Nega o subjuntivo. Como a Coruja de Minerva sob a terra arrasada, a Cassandra amaldiçoada, como quem observa o mundo desde a lua, desde longe, como se estivesse fora dele.</p>
<p>Temos que lutar por meio da critica para recuperar a ação dessas amarras, fazer da critica sub-versão criativa, dentro e mais além. Intervenção para a transformação.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Gabriel M A Silva		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/08/127807/#comment-468932</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gabriel M A Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Aug 2019 17:53:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Conheço próximo à nada do assunto, mas me parece ser impossível tentar colocar a questão de forma assim tão simples, apesar das tendências &#039;&#039;comunitaristas&#039;&#039; (para emprestar o termo) acredito que tendo à concordar com o Manolo. Não só pelo exemplo que ele já deu, mas também porque acredito que seja difícil tentar &#039;&#039;enquadrar&#039;&#039; as implicações de uma linha teórica e prática assim. Por mais que uma teoria implique uma prática com tendência anticapitalista, comunitária, etc, no decorrer do movimento histórico é impossível dizer que transformações ocorreriam e a alterariam. Talvez o que possa ser estudado seja em que medida as formulações práticas/teóricas desses movimentos são coerentes com a perspectiva marxista em questão de método, etc..?

Quanto ao tema. Parece que existe um paradoxo quanto às possibilidades de ação política visto que as relações materiais são afetadas pelas formas ideias socialmente difundidas e aceitas como norma. 
Acho que esse tema tem a ver com as disputas que se dão no campo ideal, na propagação ideológica, na forma como o capital modifica termos para reformular seu conteúdo em seus aspectos mais anticapitalistas. Além da dificuldade evidente em criar uma prática partindo de &#039;&#039;nomenclaturas&#039;&#039; ou &#039;&#039;conceitos&#039;&#039; que já têm uma conotação corrompida, para atuar nessa disputa discursiva a &#039;&#039;esquerda&#039;&#039; não detém os meios massivos de circulação e criação de informação e etc..
Aproveito essa onda para pedir recomendações de leitura ao autor e aos colegas. Onde, além de Marx e Engels, posso ler sobre a forma como o capital se interessa em capturar o trabalhador também pela sua subjetividade, sua forma de pensar? Especialmente nessa época de ascensão do neoliberalismo, da subjetividade total, do identitarismo.. isso me desperta bastante interesse.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Conheço próximo à nada do assunto, mas me parece ser impossível tentar colocar a questão de forma assim tão simples, apesar das tendências &#8221;comunitaristas&#8221; (para emprestar o termo) acredito que tendo à concordar com o Manolo. Não só pelo exemplo que ele já deu, mas também porque acredito que seja difícil tentar &#8221;enquadrar&#8221; as implicações de uma linha teórica e prática assim. Por mais que uma teoria implique uma prática com tendência anticapitalista, comunitária, etc, no decorrer do movimento histórico é impossível dizer que transformações ocorreriam e a alterariam. Talvez o que possa ser estudado seja em que medida as formulações práticas/teóricas desses movimentos são coerentes com a perspectiva marxista em questão de método, etc..?</p>
<p>Quanto ao tema. Parece que existe um paradoxo quanto às possibilidades de ação política visto que as relações materiais são afetadas pelas formas ideias socialmente difundidas e aceitas como norma.<br />
Acho que esse tema tem a ver com as disputas que se dão no campo ideal, na propagação ideológica, na forma como o capital modifica termos para reformular seu conteúdo em seus aspectos mais anticapitalistas. Além da dificuldade evidente em criar uma prática partindo de &#8221;nomenclaturas&#8221; ou &#8221;conceitos&#8221; que já têm uma conotação corrompida, para atuar nessa disputa discursiva a &#8221;esquerda&#8221; não detém os meios massivos de circulação e criação de informação e etc..<br />
Aproveito essa onda para pedir recomendações de leitura ao autor e aos colegas. Onde, além de Marx e Engels, posso ler sobre a forma como o capital se interessa em capturar o trabalhador também pela sua subjetividade, sua forma de pensar? Especialmente nessa época de ascensão do neoliberalismo, da subjetividade total, do identitarismo.. isso me desperta bastante interesse.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/08/127807/#comment-468787</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Aug 2019 01:14:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Penelope, é absolutamente impossível relativizarmos o já problemático conceito de &quot;Estado totalitário&quot;, e igualmente impossível empregarmos anacronicamente o conceito ao sabor de nossos desejos. Por outro lado, se por &quot;totalitário&quot; você quiser dizer algo como &quot;tirânico&quot;, &quot;autoritário&quot; etc., há que se colocar muitas ressalvas no que vai a seguir, mas decerto te interessará a história dos &lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Estados_Papais&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Estados Papais&lt;/a&gt;, verdadeiro reinado de mil anos existente desde quando o antigo ducado de Roma foi doado ao papa Estêvão II pelo rei carolíngio Pepino, o Breve, em 754, até quando as tropas do rei italiano Vitor Emanuel II completaram a unificação italiana sitiando e invadindo Roma, em 1870. Mesmo assim, mesmo sob os papados ultramontanos de Pio VII, Leão XII, Pio VIII, Gregório XVI e Pio IX, por mais autoritários, tirânicos e despóticos, não se poderá nunca dizer que tais Estados tenham sido &quot;totalitários&quot;. Quanto a esta substituição, impossível saber o que terá sido &quot;prejudicial&quot;, mesmo porque os dois quadros ideológicos citados coexistiram, coexistem e -- malgrado o desejo dos ortodoxos de ambas as partes -- influenciam-se reciprocamente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Penelope, é absolutamente impossível relativizarmos o já problemático conceito de &#8220;Estado totalitário&#8221;, e igualmente impossível empregarmos anacronicamente o conceito ao sabor de nossos desejos. Por outro lado, se por &#8220;totalitário&#8221; você quiser dizer algo como &#8220;tirânico&#8221;, &#8220;autoritário&#8221; etc., há que se colocar muitas ressalvas no que vai a seguir, mas decerto te interessará a história dos <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Estados_Papais" rel="nofollow">Estados Papais</a>, verdadeiro reinado de mil anos existente desde quando o antigo ducado de Roma foi doado ao papa Estêvão II pelo rei carolíngio Pepino, o Breve, em 754, até quando as tropas do rei italiano Vitor Emanuel II completaram a unificação italiana sitiando e invadindo Roma, em 1870. Mesmo assim, mesmo sob os papados ultramontanos de Pio VII, Leão XII, Pio VIII, Gregório XVI e Pio IX, por mais autoritários, tirânicos e despóticos, não se poderá nunca dizer que tais Estados tenham sido &#8220;totalitários&#8221;. Quanto a esta substituição, impossível saber o que terá sido &#8220;prejudicial&#8221;, mesmo porque os dois quadros ideológicos citados coexistiram, coexistem e &#8212; malgrado o desejo dos ortodoxos de ambas as partes &#8212; influenciam-se reciprocamente.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Penelope		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/08/127807/#comment-468746</link>

		<dc:creator><![CDATA[Penelope]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Aug 2019 22:40:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Manolo, João Bernardo e quem queira responder: 

A substituição do cristianismo pelo marxismo como quadro ideológico dos trabalhadores não foi algo prejudicial? Teria existido Estado totalitário se o quadro ideológico fosse o cristianismo?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Manolo, João Bernardo e quem queira responder: </p>
<p>A substituição do cristianismo pelo marxismo como quadro ideológico dos trabalhadores não foi algo prejudicial? Teria existido Estado totalitário se o quadro ideológico fosse o cristianismo?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Primo Jonas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/08/127807/#comment-468653</link>

		<dc:creator><![CDATA[Primo Jonas]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Aug 2019 15:36:32 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=127807#comment-468653</guid>

					<description><![CDATA[voltando um pouco ao tema das palavras,
aqui na Argentina, &quot;la izquierda&quot; é sinônimo da frente de esquerda, essencialmente trotskista;
&quot;trosko&quot; significa qualquer coisa que faça crítica ao kirchnerismo por esquerda, qualquer pessoa que em lugares de trabalho, moradia ou estudo esteja &quot;buscando problema&quot; e não aceitando construir &quot;em unidade&quot; ou por meio de negociações com as autoridades.
É óbvio que em ambientes militantes a noite é menos escura e se vê bem o colorido de cada gato. Mas sem dúvidas em cada lugar, e mesmo no âmbito mundial, se nos interessa tal esforço de observação, existem tradições e sentidos históricos de cada palavra, em constante negociação.
Em dados ambientes, a palavra &quot;partido&quot; é profundamente rejeitada, mas estas mesmas pessoas que a rejeitam não encontrarão uma definição em comum para esta palavra. Como diferenciá-la de &quot;organização&quot;? A questão das palavras é ao mesmo tempo pouco importante e muito importante. Coisa estranha.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>voltando um pouco ao tema das palavras,<br />
aqui na Argentina, &#8220;la izquierda&#8221; é sinônimo da frente de esquerda, essencialmente trotskista;<br />
&#8220;trosko&#8221; significa qualquer coisa que faça crítica ao kirchnerismo por esquerda, qualquer pessoa que em lugares de trabalho, moradia ou estudo esteja &#8220;buscando problema&#8221; e não aceitando construir &#8220;em unidade&#8221; ou por meio de negociações com as autoridades.<br />
É óbvio que em ambientes militantes a noite é menos escura e se vê bem o colorido de cada gato. Mas sem dúvidas em cada lugar, e mesmo no âmbito mundial, se nos interessa tal esforço de observação, existem tradições e sentidos históricos de cada palavra, em constante negociação.<br />
Em dados ambientes, a palavra &#8220;partido&#8221; é profundamente rejeitada, mas estas mesmas pessoas que a rejeitam não encontrarão uma definição em comum para esta palavra. Como diferenciá-la de &#8220;organização&#8221;? A questão das palavras é ao mesmo tempo pouco importante e muito importante. Coisa estranha.</p>
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		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/08/127807/#comment-468645</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Aug 2019 14:41:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A história dos taboritas -- e também dos albigenses, valdenses, lolardos, irmãos do livre espírito, arnoldistas, picardos, irmãos boêmios, irmãos apóstolos dulcinianos, &lt;em&gt;fraticelli&lt;/em&gt;, bogomilos, begardos, humiliatas etc. -- é a longa história dos conflitos sociais entre camponeses e senhores nas sociedades onde vigeram as variadíssimas relações senhoriais. Tais conflitos perduraram, ultrapassaram a Idade Média, chegando mesmo ao século XVIII e XIX em alguns lugares -- arrastando consigo as utopias cristãs, em prática e teoria: é bem conhecida a linha de influências que vai de Joaquim de Flora, John Wycliffe e Jan Hus até Lutero e Calvino, assim como a alta estima com que os protestantes históricos trataram &quot;heréticos&quot; como valdenses e hussitas.

Guardadas as muitas diferenças de mentalidade, de cosmovisão, de momento histórico etc., o que parece unir certas linhas do cristianismo num só &lt;em&gt;continuum&lt;/em&gt; não é o fato de serem propriamente &lt;em&gt;anticapitalistas&lt;/em&gt;, mas de serem profundamente &lt;em&gt;pró-comunitárias&lt;/em&gt;. Aceitam o que fortaleça os laços comunitários locais, as relações familiares, os arranjos produtivos locais, a autoridade comunitária tradicional etc., e rejeitam o que lhes seja contrário. Seus crentes aliaram-se ou rebelaram-se contra o poder régio, eclesial ou nobiliárquico ao sabor de fatos conjunturais, à medida em que estes poderes respeitavam ou atacavam aqueles laços, relações e autoridade.

É o que tenho chamado de &quot;comunitarismo dos &lt;em&gt;Atos dos Apóstolos&lt;/em&gt;&quot;: estas linhas do cristianismo encontram inspiração em passagens como &quot;E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações&quot; (Atos 2:42); &quot;E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum&quot; (Atos 2:44), &quot;E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister&quot; (Atos 2:45); &quot;E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração&quot; (Atos 2:46); &quot;E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns&quot; (Atos 4:32); &quot;Não havia, pois, entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido, e o depositavam aos pés dos apóstolos. E repartia-se a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha&quot; (Atos 4:34-35) etc. É a apologia da vida comunitária. Ao mesmo tempo, é esta a principal fonte bíblica a inspirar a separação entre o &quot;mundo&quot; e a &quot;igreja&quot; -- &quot;Salvai-vos desta geração perversa&quot; (Atos 2:40), &quot;Mais importa obedecer a Deus do que aos homens&quot; (Atos 5:29) etc. -- atitude separatista e isolacionista responsável por tantas e tamanhas ilusões conservadoras, que demonstra as ambiguidades engastadas na principal orientação prática para a vida dos cristãos.

Tudo isto se pode encontrar num livro controverso, pouco recordado porque não é de historiador profissional; ainda hoje, mesmo com ressalvas em algumas passagens, ele pode servir como introdução a muitos temas na História: é a &lt;strong&gt;História do socialismo e das lutas sociais&lt;/strong&gt;, do tipógrafo, jornalista e economista Max Beer.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A história dos taboritas &#8212; e também dos albigenses, valdenses, lolardos, irmãos do livre espírito, arnoldistas, picardos, irmãos boêmios, irmãos apóstolos dulcinianos, <em>fraticelli</em>, bogomilos, begardos, humiliatas etc. &#8212; é a longa história dos conflitos sociais entre camponeses e senhores nas sociedades onde vigeram as variadíssimas relações senhoriais. Tais conflitos perduraram, ultrapassaram a Idade Média, chegando mesmo ao século XVIII e XIX em alguns lugares &#8212; arrastando consigo as utopias cristãs, em prática e teoria: é bem conhecida a linha de influências que vai de Joaquim de Flora, John Wycliffe e Jan Hus até Lutero e Calvino, assim como a alta estima com que os protestantes históricos trataram &#8220;heréticos&#8221; como valdenses e hussitas.</p>
<p>Guardadas as muitas diferenças de mentalidade, de cosmovisão, de momento histórico etc., o que parece unir certas linhas do cristianismo num só <em>continuum</em> não é o fato de serem propriamente <em>anticapitalistas</em>, mas de serem profundamente <em>pró-comunitárias</em>. Aceitam o que fortaleça os laços comunitários locais, as relações familiares, os arranjos produtivos locais, a autoridade comunitária tradicional etc., e rejeitam o que lhes seja contrário. Seus crentes aliaram-se ou rebelaram-se contra o poder régio, eclesial ou nobiliárquico ao sabor de fatos conjunturais, à medida em que estes poderes respeitavam ou atacavam aqueles laços, relações e autoridade.</p>
<p>É o que tenho chamado de &#8220;comunitarismo dos <em>Atos dos Apóstolos</em>&#8220;: estas linhas do cristianismo encontram inspiração em passagens como &#8220;E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações&#8221; (Atos 2:42); &#8220;E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum&#8221; (Atos 2:44), &#8220;E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister&#8221; (Atos 2:45); &#8220;E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração&#8221; (Atos 2:46); &#8220;E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns&#8221; (Atos 4:32); &#8220;Não havia, pois, entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido, e o depositavam aos pés dos apóstolos. E repartia-se a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha&#8221; (Atos 4:34-35) etc. É a apologia da vida comunitária. Ao mesmo tempo, é esta a principal fonte bíblica a inspirar a separação entre o &#8220;mundo&#8221; e a &#8220;igreja&#8221; &#8212; &#8220;Salvai-vos desta geração perversa&#8221; (Atos 2:40), &#8220;Mais importa obedecer a Deus do que aos homens&#8221; (Atos 5:29) etc. &#8212; atitude separatista e isolacionista responsável por tantas e tamanhas ilusões conservadoras, que demonstra as ambiguidades engastadas na principal orientação prática para a vida dos cristãos.</p>
<p>Tudo isto se pode encontrar num livro controverso, pouco recordado porque não é de historiador profissional; ainda hoje, mesmo com ressalvas em algumas passagens, ele pode servir como introdução a muitos temas na História: é a <strong>História do socialismo e das lutas sociais</strong>, do tipógrafo, jornalista e economista Max Beer.</p>
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