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	Comentários sobre: Anticapitalismo. Anti o quê? 2. O dinheiro não é o poder	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/08/127821/#comment-595245</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 May 2020 13:34:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[No artigo fiz referência ao processo judicial movido por Miguel Casanova contra o Partido Comunista Português. Miguel Casanova era funcionário, o que significa, na gíria do comunismo português, que era um militante com funções de responsabilidade, dedicado exclusivamente às tarefas políticas e remunerado pelo Partido. Como Casanova discordasse da orientação que estava a ser seguida, a direcção do Partido demitiu-o de funcionário, e ele colocou a questão em tribunal e ganhou na primeira instância. O Partido Comunista recorreu para o Tribunal da Relação e no dia 29 de Abril esse Tribunal confirmou a decisão da primeira instância, condenando o Partido a reintegrar Miguel Casanova nas funções que exercia e a pagar-lhe as retribuições que ele deixara de receber desde 31 de Agosto de 2018. Desgostosa, a direcção do Partido Comunista emitiu um comunicado onde afirma que «todo o processo até hoje mostra que a pessoa em causa provocou as condições objetivas de um conflito laboral para em torno dele alcançar o que pretendia: atacar o PCP, denegrir a sua imagem e pôr em causa a sua identidade». E assim a direcção do Partido vê-se agora perante a obrigação de reintegrar em funções de responsabilidade um quadro político que se opõe à orientação dessa mesma direcção. É uma situação hilariante para todos aqueles que não sejam, e talvez até para alguns que sejam, membros do Partido Comunista. Mas, sobretudo, as novas peripécias deste caso confirmam a tese que defendi no artigo, a semelhança de estrutura entre as empresas e os partidos políticos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No artigo fiz referência ao processo judicial movido por Miguel Casanova contra o Partido Comunista Português. Miguel Casanova era funcionário, o que significa, na gíria do comunismo português, que era um militante com funções de responsabilidade, dedicado exclusivamente às tarefas políticas e remunerado pelo Partido. Como Casanova discordasse da orientação que estava a ser seguida, a direcção do Partido demitiu-o de funcionário, e ele colocou a questão em tribunal e ganhou na primeira instância. O Partido Comunista recorreu para o Tribunal da Relação e no dia 29 de Abril esse Tribunal confirmou a decisão da primeira instância, condenando o Partido a reintegrar Miguel Casanova nas funções que exercia e a pagar-lhe as retribuições que ele deixara de receber desde 31 de Agosto de 2018. Desgostosa, a direcção do Partido Comunista emitiu um comunicado onde afirma que «todo o processo até hoje mostra que a pessoa em causa provocou as condições objetivas de um conflito laboral para em torno dele alcançar o que pretendia: atacar o PCP, denegrir a sua imagem e pôr em causa a sua identidade». E assim a direcção do Partido vê-se agora perante a obrigação de reintegrar em funções de responsabilidade um quadro político que se opõe à orientação dessa mesma direcção. É uma situação hilariante para todos aqueles que não sejam, e talvez até para alguns que sejam, membros do Partido Comunista. Mas, sobretudo, as novas peripécias deste caso confirmam a tese que defendi no artigo, a semelhança de estrutura entre as empresas e os partidos políticos.</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: iraldo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/08/127821/#comment-478964</link>

		<dc:creator><![CDATA[iraldo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Oct 2019 13:28:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[João, sobre sua contraposição entre &quot;assédio&quot; e luta de classes, segue um artigo de minha autoria, caso haja interesse. Abc
http://www.sinteseeventos.com.br/site/iassc/GT10/GT10-24-Iraldo.pdf]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João, sobre sua contraposição entre &#8220;assédio&#8221; e luta de classes, segue um artigo de minha autoria, caso haja interesse. Abc<br />
<a href="http://www.sinteseeventos.com.br/site/iassc/GT10/GT10-24-Iraldo.pdf" rel="nofollow ugc">http://www.sinteseeventos.com.br/site/iassc/GT10/GT10-24-Iraldo.pdf</a></p>
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		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/08/127821/#comment-469195</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Aug 2019 20:39:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Elenilson,
Sim, é exactamente isso. Mas se lhe interessar uma resposta mais completa, remeto para o meu livro &lt;em&gt;Labirintos do Fascismo&lt;/em&gt;, na 3ª versão, o Capítulo 2 da Parte I, nas págs. 44-69, que pode ver &lt;a href=&quot;https://archive.org/stream/jb-ldf-nedoedr/BERNARDO%2C%20Jo%C3%A3o.%20Labirintos%20do%20fascismo.%203%C2%AA%20edi%C3%A7%C3%A3o#page/n43/mode/2up&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;. Há uma terminologia nas págs. 51-52. Muito sinteticamente, considero que o campo do fascismo é demarcado por dois eixos. Um eixo radical, que reúne, num pólo, o conjunto partido + milícias com, no outro pólo, o conjunto sindicatos + milícias. E um eixo conservador, que reúne, num pólo, o Exército com, no outro pólo, as Igrejas. Para existir um movimento fascista basta o eixo radical, mas para que se instaure um regime fascista é necessário que o eixo radical e o eixo conservador se articulem. O eixo conservador, por si só, nem constitui um movimento fascista nem é suficiente para a instauração de um regime fascista. Houve golpes militares, abençoados pela Igreja, que instauraram regimes fascistas, mas para isso tiveram de se articular com as instituições do eixo radical, o que não sucedeu no Brasil em 1964-1985.
Há ainda uma questão que devemos sempre ter em conta. É que, se o socialismo ou o liberalismo ou o conservadorismo têm genealogias próprias e razoavelmente bem definidas, o fascismo, pelo contrário, é muito plástico. O facto de resultar do cruzamento de um eixo radical com um eixo conservador e o facto de o próprio eixo radical conjugar o eco de temas sociais com os ecos do nacionalismo fazem com que o fascismo tenha uma periferia difusa e gere variantes diferenciadas.

M.,
Tem-se fé em algo que nos cai do céu. Neste caso, «que um igualitarismo proletário venha um dia a derrubar o capitalismo» só pode ser o resultado de uma luta, ou melhor, é este o objectivo estratégico da luta. Ora, quando se luta não existem nenhumas garantias de vitória. Mas acho que é esse o único objectivo pelo qual vale a pena lutar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Elenilson,<br />
Sim, é exactamente isso. Mas se lhe interessar uma resposta mais completa, remeto para o meu livro <em>Labirintos do Fascismo</em>, na 3ª versão, o Capítulo 2 da Parte I, nas págs. 44-69, que pode ver <a href="https://archive.org/stream/jb-ldf-nedoedr/BERNARDO%2C%20Jo%C3%A3o.%20Labirintos%20do%20fascismo.%203%C2%AA%20edi%C3%A7%C3%A3o#page/n43/mode/2up" rel="nofollow">aqui</a>. Há uma terminologia nas págs. 51-52. Muito sinteticamente, considero que o campo do fascismo é demarcado por dois eixos. Um eixo radical, que reúne, num pólo, o conjunto partido + milícias com, no outro pólo, o conjunto sindicatos + milícias. E um eixo conservador, que reúne, num pólo, o Exército com, no outro pólo, as Igrejas. Para existir um movimento fascista basta o eixo radical, mas para que se instaure um regime fascista é necessário que o eixo radical e o eixo conservador se articulem. O eixo conservador, por si só, nem constitui um movimento fascista nem é suficiente para a instauração de um regime fascista. Houve golpes militares, abençoados pela Igreja, que instauraram regimes fascistas, mas para isso tiveram de se articular com as instituições do eixo radical, o que não sucedeu no Brasil em 1964-1985.<br />
Há ainda uma questão que devemos sempre ter em conta. É que, se o socialismo ou o liberalismo ou o conservadorismo têm genealogias próprias e razoavelmente bem definidas, o fascismo, pelo contrário, é muito plástico. O facto de resultar do cruzamento de um eixo radical com um eixo conservador e o facto de o próprio eixo radical conjugar o eco de temas sociais com os ecos do nacionalismo fazem com que o fascismo tenha uma periferia difusa e gere variantes diferenciadas.</p>
<p>M.,<br />
Tem-se fé em algo que nos cai do céu. Neste caso, «que um igualitarismo proletário venha um dia a derrubar o capitalismo» só pode ser o resultado de uma luta, ou melhor, é este o objectivo estratégico da luta. Ora, quando se luta não existem nenhumas garantias de vitória. Mas acho que é esse o único objectivo pelo qual vale a pena lutar.</p>
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		<item>
		<title>
		Por: M.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/08/127821/#comment-469184</link>

		<dc:creator><![CDATA[M.]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Aug 2019 19:53:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O problema é que existe e sempre existirá mecanismos para que alguns trabalhadores se tornem chefes e assim se mantém a desunião entre eles. As diferenças e as rivalidades entre os trabalhadores são muitas. Seja uma empresa ou um bairro popular, há variadas hierarquizacoes. 

O que faz supor que um igualitarismo proletário venha um dia a derrubar o capitalismo senão uma fé profunda?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O problema é que existe e sempre existirá mecanismos para que alguns trabalhadores se tornem chefes e assim se mantém a desunião entre eles. As diferenças e as rivalidades entre os trabalhadores são muitas. Seja uma empresa ou um bairro popular, há variadas hierarquizacoes. </p>
<p>O que faz supor que um igualitarismo proletário venha um dia a derrubar o capitalismo senão uma fé profunda?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Elenilson		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/08/127821/#comment-469123</link>

		<dc:creator><![CDATA[Elenilson]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Aug 2019 13:03:18 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=127821#comment-469123</guid>

					<description><![CDATA[Caro João Bernardo,
Teu último comentário me deixou meio em dúvida. Como diferenciar nitidamente a extrema-direita do fascismo? Minha aposta vai no fator mobilização das classes subalternas para uma reestruturação autoritária do Estado, e também no fator entrecruzamento de temas caros à esquerda e temas caros à direita. Assim, portanto, para usar alguns exemplos, poderíamos dizer, com absoluta certeza, que a Ação Integralista Brasileira foi um dos fascismos na história do Brasil, ao passo que os militares que governaram o país entre 1964 e 1985, adeptos da doutrina da segurança nacional, eram de extrema-direita, mas não fascistas. Estaria correta esta avaliação?
Grato.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro João Bernardo,<br />
Teu último comentário me deixou meio em dúvida. Como diferenciar nitidamente a extrema-direita do fascismo? Minha aposta vai no fator mobilização das classes subalternas para uma reestruturação autoritária do Estado, e também no fator entrecruzamento de temas caros à esquerda e temas caros à direita. Assim, portanto, para usar alguns exemplos, poderíamos dizer, com absoluta certeza, que a Ação Integralista Brasileira foi um dos fascismos na história do Brasil, ao passo que os militares que governaram o país entre 1964 e 1985, adeptos da doutrina da segurança nacional, eram de extrema-direita, mas não fascistas. Estaria correta esta avaliação?<br />
Grato.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/08/127821/#comment-469118</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Aug 2019 12:42:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Tales,
Eu não confundo direita com fascismo, e distingo mesmo extrema-direita radical e fascismo. Ora, Bannon é um agente do fascismo e, neste momento, da articulação entre fascismo e extrema-direita radical. Se forem precisos nomes para ilustrar as coisas, na direita situam-se a chanceler Merkel ou o presidente Macron. Aí «os interesses».]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tales,<br />
Eu não confundo direita com fascismo, e distingo mesmo extrema-direita radical e fascismo. Ora, Bannon é um agente do fascismo e, neste momento, da articulação entre fascismo e extrema-direita radical. Se forem precisos nomes para ilustrar as coisas, na direita situam-se a chanceler Merkel ou o presidente Macron. Aí «os interesses».</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Tales		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/08/127821/#comment-469115</link>

		<dc:creator><![CDATA[Tales]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Aug 2019 12:28:16 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=127821#comment-469115</guid>

					<description><![CDATA[Caro João Bernardo,

A tua afirmação de que a direita hoje pensa em termos de interesses e a esquerda em termos de preconceitos morais, levou-me questionar sobre os posicionamentos da extrema-direita mundial ligada a Steve Banon (mas não só) e as questões do chamado marxismo cultural, da ideologia de gênero etc. Não seria um posicionamento também dessa parte da direita nos termos dos preconceitos morais?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro João Bernardo,</p>
<p>A tua afirmação de que a direita hoje pensa em termos de interesses e a esquerda em termos de preconceitos morais, levou-me questionar sobre os posicionamentos da extrema-direita mundial ligada a Steve Banon (mas não só) e as questões do chamado marxismo cultural, da ideologia de gênero etc. Não seria um posicionamento também dessa parte da direita nos termos dos preconceitos morais?</p>
]]></content:encoded>
		
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