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	Comentários sobre: Anticapitalismo. Anti o quê? 6. A utopia de uma sociedade transparente	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Fagner Enrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/09/127922/#comment-478746</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Enrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Oct 2019 16:46:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Trabalhadora do Estado, a questão é a seguinte. O seu comentário diz que a produção deve ser orientada não para a troca, mas para produção mundializada do que a humanidade considera necessário para viver. Ora, será possível que uma economia funcione apenas com produção, sem distribuição? Se não houver distribuição, não haverá consumo, nem consumo para a satisfação de necessidades humanas (comer, beber, vestir, etc.) nem consumo enquanto absorção de determinados produtos, pelas unidades de produção, para a produção de outros produtos. Como, por exemplo, sinalizar a uma determinada unidade de produção (Unidade B) que outra (Unidade A) precisa de um determinado produto para que continue funcionando, e que, se esse produto for fornecido pela Unidade B, poderá a Unidade A retribuir com uma quantidade X daquilo que produz à Unidade B? Obviamente que, numa economia planejada, não se relacionam unicamente uma Unidade A com uma Unidade B: relacionam-se unidades A, B, C, D... com a instituição (ou conjunto de instituições) reguladora (ou reguladoras) da globalidade do sistema econômico, aquela instituição que fará um balanço do que há (ou do que pode ser ainda produzido) e do que falta (ou do que poderá faltar), da abundância e da carência em cada unidade de produção, colocando-as para trabalhar coordenadamente e segundo um plano, decidido prévia, direta e democraticamente pelos próprios produtores, com consultas regulares às bases para o aperfeiçoamento de todo o plano. Hoje chamamos isso de mercado: no comunismo poderemos chamá-lo de, sabe-se lá, &quot;coordenação da produção&quot; (mudar o nome não mudaria nada, pois seria uma nova modalidade de mercado). Enfim, o dinheiro seria o sinal, o símbolo necessário para exprimir, na comunicação entre diferentes unidades de produção, o balanço do que há ou poderá haver em abundância e do que falta ou poderá faltar. O que eu não consigo conceber é uma sociedade sem dinheiro, até hoje não consegui imaginar uma sociedade sem mercado e sem dinheiro, a não ser que inventemos novos nomes para as mesmas coisas, que existirão de uma maneira relativamente diferente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Trabalhadora do Estado, a questão é a seguinte. O seu comentário diz que a produção deve ser orientada não para a troca, mas para produção mundializada do que a humanidade considera necessário para viver. Ora, será possível que uma economia funcione apenas com produção, sem distribuição? Se não houver distribuição, não haverá consumo, nem consumo para a satisfação de necessidades humanas (comer, beber, vestir, etc.) nem consumo enquanto absorção de determinados produtos, pelas unidades de produção, para a produção de outros produtos. Como, por exemplo, sinalizar a uma determinada unidade de produção (Unidade B) que outra (Unidade A) precisa de um determinado produto para que continue funcionando, e que, se esse produto for fornecido pela Unidade B, poderá a Unidade A retribuir com uma quantidade X daquilo que produz à Unidade B? Obviamente que, numa economia planejada, não se relacionam unicamente uma Unidade A com uma Unidade B: relacionam-se unidades A, B, C, D&#8230; com a instituição (ou conjunto de instituições) reguladora (ou reguladoras) da globalidade do sistema econômico, aquela instituição que fará um balanço do que há (ou do que pode ser ainda produzido) e do que falta (ou do que poderá faltar), da abundância e da carência em cada unidade de produção, colocando-as para trabalhar coordenadamente e segundo um plano, decidido prévia, direta e democraticamente pelos próprios produtores, com consultas regulares às bases para o aperfeiçoamento de todo o plano. Hoje chamamos isso de mercado: no comunismo poderemos chamá-lo de, sabe-se lá, &#8220;coordenação da produção&#8221; (mudar o nome não mudaria nada, pois seria uma nova modalidade de mercado). Enfim, o dinheiro seria o sinal, o símbolo necessário para exprimir, na comunicação entre diferentes unidades de produção, o balanço do que há ou poderá haver em abundância e do que falta ou poderá faltar. O que eu não consigo conceber é uma sociedade sem dinheiro, até hoje não consegui imaginar uma sociedade sem mercado e sem dinheiro, a não ser que inventemos novos nomes para as mesmas coisas, que existirão de uma maneira relativamente diferente.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/09/127922/#comment-478553</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Oct 2019 21:35:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Trabalhadora do Estado,

deduzi que era artigo de fé a partir da primeira frase do seu primeiro comentário. O artigo do João Bernardo procura mostrar que tentar suprimir o dinheiro é como tentar suprimir a linguagem, é regressivo em termos civilizatórios. E a sua primeira frase pode ser interpretada como um desejo de supressão do dinheiro.

Da minha parte, e do Castoriadis e do Proudhon, o que deve ser abolido para o socialismo não é a troca, mas sim o valor passar a ser baseado no trabalho, o que não ocorre necessariamente na sociedade capitalista.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Trabalhadora do Estado,</p>
<p>deduzi que era artigo de fé a partir da primeira frase do seu primeiro comentário. O artigo do João Bernardo procura mostrar que tentar suprimir o dinheiro é como tentar suprimir a linguagem, é regressivo em termos civilizatórios. E a sua primeira frase pode ser interpretada como um desejo de supressão do dinheiro.</p>
<p>Da minha parte, e do Castoriadis e do Proudhon, o que deve ser abolido para o socialismo não é a troca, mas sim o valor passar a ser baseado no trabalho, o que não ocorre necessariamente na sociedade capitalista.</p>
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		<item>
		<title>
		Por: Trabalhadora do Estado		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/09/127922/#comment-478529</link>

		<dc:creator><![CDATA[Trabalhadora do Estado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Oct 2019 19:26:12 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=127922#comment-478529</guid>

					<description><![CDATA[Leo Vinicius, não entendi o &quot;artigo de fé&quot;... o que tentei lançar na discussão é que não consigo compreender a supressão do dinheiro (não é isso que o autor do artigo defende, mas incluí o comentário não para divergir ou concordar com o autor, mas para lançar mais uma questão na discussão, que obviamente não é uma questão nova) sem a supressão da relação social que está no seu fundamento ou origem...só isso...

E gostaria de aprofundar a discussão sim, sobre a supressão do dinheiro sem a supressão da troca e se há possibilidade do dinheiro enquanto tal sobreviver se a troca não estiver na base da produção social da vida, ou melhor, se a nossa produção não for orientada pela troca e sim para produção mundializada do que a humanidade considera necessário para viver (em todas as dimensões disso que é viver, desde o biológico até o artístico, enfim...toda a abundância que já conseguimos desenvolver e produzir mas pouco usufruímos sob o capital). 

Não consigo enxergar essa superação dissociada da superação do caráter do trabalho no capital (relação valor-trabalho). Pode-se discordar do argumento, dizer que é estreito, restritivo...mas que é artigo de fé...gostaria de entender.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Leo Vinicius, não entendi o &#8220;artigo de fé&#8221;&#8230; o que tentei lançar na discussão é que não consigo compreender a supressão do dinheiro (não é isso que o autor do artigo defende, mas incluí o comentário não para divergir ou concordar com o autor, mas para lançar mais uma questão na discussão, que obviamente não é uma questão nova) sem a supressão da relação social que está no seu fundamento ou origem&#8230;só isso&#8230;</p>
<p>E gostaria de aprofundar a discussão sim, sobre a supressão do dinheiro sem a supressão da troca e se há possibilidade do dinheiro enquanto tal sobreviver se a troca não estiver na base da produção social da vida, ou melhor, se a nossa produção não for orientada pela troca e sim para produção mundializada do que a humanidade considera necessário para viver (em todas as dimensões disso que é viver, desde o biológico até o artístico, enfim&#8230;toda a abundância que já conseguimos desenvolver e produzir mas pouco usufruímos sob o capital). </p>
<p>Não consigo enxergar essa superação dissociada da superação do caráter do trabalho no capital (relação valor-trabalho). Pode-se discordar do argumento, dizer que é estreito, restritivo&#8230;mas que é artigo de fé&#8230;gostaria de entender.</p>
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		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/09/127922/#comment-477543</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Sep 2019 21:31:30 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=127922#comment-477543</guid>

					<description><![CDATA[Lucas e Leo,

Não tenho nenhuma competência para analisar as criptomoedas. Li algumas coisas sobre o assunto, mas sem estudar o problema a fundo. De qualquer modo, a emissão desse tipo de dinheiro não é forçosamente descentralizada, já que na Venezuela o regime de Maduro emite, ou pretende que emite, uma criptomoeda, a Petro. Mas quando Lucas escreve que já não se trata «de uma moeda palpável (papel ou metal)», mas «de um dinheiro que seria resultado de processos informáticos puros», o mesmo sucede com os cartões electrónicos e, mais ainda, com o 5G, que já está a ser utilizado correntemente na China para os pagamentos. O Leo cita um artigo onde se lê que «adquirir bitcoins, ou fechar contratos em bitcoins, significa assumir todos os riscos da variação da moeda», o que aproxima as criptomoedas daquele tipo de contratos que tomam como referência o valor futuro de uma dada matéria-prima, só que neste caso a volatilidade dos bitcoins é muito superior.

Porém, se não tenho competência para falar das criptomoedas, tenho alguma para falar do crédito e do dinheiro fiduciário em sistemas económicos pré-capitalistas. Ora, para a questão que interessou estes dois comentadores, é importante saber que, por vezes, entre os mercadores de longo curso, que constituíam um corpo profissional especializado e formavam um meio social bem definido, circulavam formas de dinheiro fiduciário, por conseguinte sem valor intrínseco, e não garantidas por qualquer poder soberano. Era a simples coesão social dos mercadores que sustentava o valor atribuído a esse dinheiro. A evolução desta forma pecuniária, que eu denominei Forma III do dinheiro, teve um papel crucial na formação dos sistemas de poder no limiar da idade moderna. Tratei disto extensivamente em &lt;em&gt;Poder e Dinheiro&lt;/em&gt;, vol. III, págs. 361 e segs.

Ainda a respeito do dinheiro, um caso fascinante é o &lt;em&gt;kula&lt;/em&gt;, um sistema de pagamentos em vigor nas ilhas melanésias de Tobriand. Há abundantes e célebres estudos sobre o assunto. Na obra que mencionei acima, escrevi: «O caso das Ilhas Trobriand é uma raridade, não enquanto excepção, mas como exemplo extremo, que ilumina e esclarece as outras formas de emprego arcaico do dinheiro. Um objecto tornava-se dinheiro quando se convertia em símbolo, como tal reconhecido pela generalidade da sociedade. E antes de operar como símbolo na troca de bens e, sobretudo, muito mais amplamente do que o mero quadro das transferências, o dinheiro serviu de veículo para as formas básicas do inter-relacionamento social» (vol. I, pág. 476).

Já agora, cabe aqui fazer uma observação. Eu discordo da forma como Marx analisou o dinheiro no capitalismo, e esta é mesmo uma das minhas divergências mais profundas. Mas, independentemente de se estar de acordo ou em desacordo com Marx, o principal é que ele só conhecia aquilo que a historiografia da sua época dava a conhecer. Assim, tudo o que Marx escreveu sobre o regime senhorial se baseia numa bibliografia que o progresso do conhecimento histórico deixou ultrapassada. Mais importante ainda é o facto de a antropologia económica ter lançado luz sobre questões que na época de Marx eram completamente ignoradas. Pretender hoje estudar o dinheiro com base em citações de &lt;em&gt;O Capital&lt;/em&gt; é um dos exemplos mais trágicos, ou talvez mais caricatos, do que denomino marxismo pré-galilaico.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lucas e Leo,</p>
<p>Não tenho nenhuma competência para analisar as criptomoedas. Li algumas coisas sobre o assunto, mas sem estudar o problema a fundo. De qualquer modo, a emissão desse tipo de dinheiro não é forçosamente descentralizada, já que na Venezuela o regime de Maduro emite, ou pretende que emite, uma criptomoeda, a Petro. Mas quando Lucas escreve que já não se trata «de uma moeda palpável (papel ou metal)», mas «de um dinheiro que seria resultado de processos informáticos puros», o mesmo sucede com os cartões electrónicos e, mais ainda, com o 5G, que já está a ser utilizado correntemente na China para os pagamentos. O Leo cita um artigo onde se lê que «adquirir bitcoins, ou fechar contratos em bitcoins, significa assumir todos os riscos da variação da moeda», o que aproxima as criptomoedas daquele tipo de contratos que tomam como referência o valor futuro de uma dada matéria-prima, só que neste caso a volatilidade dos bitcoins é muito superior.</p>
<p>Porém, se não tenho competência para falar das criptomoedas, tenho alguma para falar do crédito e do dinheiro fiduciário em sistemas económicos pré-capitalistas. Ora, para a questão que interessou estes dois comentadores, é importante saber que, por vezes, entre os mercadores de longo curso, que constituíam um corpo profissional especializado e formavam um meio social bem definido, circulavam formas de dinheiro fiduciário, por conseguinte sem valor intrínseco, e não garantidas por qualquer poder soberano. Era a simples coesão social dos mercadores que sustentava o valor atribuído a esse dinheiro. A evolução desta forma pecuniária, que eu denominei Forma III do dinheiro, teve um papel crucial na formação dos sistemas de poder no limiar da idade moderna. Tratei disto extensivamente em <em>Poder e Dinheiro</em>, vol. III, págs. 361 e segs.</p>
<p>Ainda a respeito do dinheiro, um caso fascinante é o <em>kula</em>, um sistema de pagamentos em vigor nas ilhas melanésias de Tobriand. Há abundantes e célebres estudos sobre o assunto. Na obra que mencionei acima, escrevi: «O caso das Ilhas Trobriand é uma raridade, não enquanto excepção, mas como exemplo extremo, que ilumina e esclarece as outras formas de emprego arcaico do dinheiro. Um objecto tornava-se dinheiro quando se convertia em símbolo, como tal reconhecido pela generalidade da sociedade. E antes de operar como símbolo na troca de bens e, sobretudo, muito mais amplamente do que o mero quadro das transferências, o dinheiro serviu de veículo para as formas básicas do inter-relacionamento social» (vol. I, pág. 476).</p>
<p>Já agora, cabe aqui fazer uma observação. Eu discordo da forma como Marx analisou o dinheiro no capitalismo, e esta é mesmo uma das minhas divergências mais profundas. Mas, independentemente de se estar de acordo ou em desacordo com Marx, o principal é que ele só conhecia aquilo que a historiografia da sua época dava a conhecer. Assim, tudo o que Marx escreveu sobre o regime senhorial se baseia numa bibliografia que o progresso do conhecimento histórico deixou ultrapassada. Mais importante ainda é o facto de a antropologia económica ter lançado luz sobre questões que na época de Marx eram completamente ignoradas. Pretender hoje estudar o dinheiro com base em citações de <em>O Capital</em> é um dos exemplos mais trágicos, ou talvez mais caricatos, do que denomino marxismo pré-galilaico.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/09/127922/#comment-477477</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Sep 2019 18:57:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O comentário da Trabalhadora do Estado começa com uma afirmação completamente contrário ao que o texto mostra, mas sem um argumento sequer. Parece artigo de fé.

Dando pitaco no comentário do Lucas,

fiquei convencido de que as criptomoedas não são dinheiro. Não tem a função de dinheiro, como o dinheiro em uma situação de hiperinflação perde sua função, como o artigo do João Bernardo mostra. Com a volatilidade delas, que já chegaram a cair 50% ou dobrar de valor em questão de horas, qual comerciante aceitaria isso como equivalente geral?

&quot;Adquirir bitcoins, ou fechar contratos em bitcoins, significa assumir todos os riscos da variação da moeda. Uma moeda com tal grau de volatilidade jamais servirá como meio de troca na economia real.&quot; https://jornalggn.com.br/economia/salve-se-das-criptomoedas-enquanto-e-tempo-por-luis-nassif/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O comentário da Trabalhadora do Estado começa com uma afirmação completamente contrário ao que o texto mostra, mas sem um argumento sequer. Parece artigo de fé.</p>
<p>Dando pitaco no comentário do Lucas,</p>
<p>fiquei convencido de que as criptomoedas não são dinheiro. Não tem a função de dinheiro, como o dinheiro em uma situação de hiperinflação perde sua função, como o artigo do João Bernardo mostra. Com a volatilidade delas, que já chegaram a cair 50% ou dobrar de valor em questão de horas, qual comerciante aceitaria isso como equivalente geral?</p>
<p>&#8220;Adquirir bitcoins, ou fechar contratos em bitcoins, significa assumir todos os riscos da variação da moeda. Uma moeda com tal grau de volatilidade jamais servirá como meio de troca na economia real.&#8221; <a href="https://jornalggn.com.br/economia/salve-se-das-criptomoedas-enquanto-e-tempo-por-luis-nassif/" rel="nofollow ugc">https://jornalggn.com.br/economia/salve-se-das-criptomoedas-enquanto-e-tempo-por-luis-nassif/</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/09/127922/#comment-477447</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Sep 2019 16:45:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[João Bernardo, você tem acompanhado a questão das criptomoedas? Sei que é um tema complicado pois há lados tentando vendê-las e outros lados tentando desacreditá-las. É um tema que tem interessado muito aos &quot;anarco-capitalistas&quot; pela possibilidade da emissão desregulada de moedas e por um suposto tráfico livre das mesmas. No entanto o que me chama muito a atenção é outro ponto, a tal tecnologia &quot;blockchain&quot;. É um tema espinhoso para não-especialistas, mas aparentemente conseguiram criar uma forma tecnológica tão complexa que o que estão propondo é que o dinheiro seja criado a partir da credibilidade nesta própria forma. Me parece interessante porque já não estamos no terreno das mercadorias que assumem a função dinerária, nem no de uma moeda palpável (papel ou metal) garantida por uma instituição, mas no de um dinheiro que seria resultado de processos informáticos puros. 
E aos poucos as grandes corporações vão se interessando por esse tipo de dinheiro, como no caso do Facebook. A questão da tecnologia &quot;blockchain&quot;, pelo que me foi contado, poderia ser desenvolvida para além do dinheiro, mas as empresas ainda não inventaram formas de aproveitá-la.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João Bernardo, você tem acompanhado a questão das criptomoedas? Sei que é um tema complicado pois há lados tentando vendê-las e outros lados tentando desacreditá-las. É um tema que tem interessado muito aos &#8220;anarco-capitalistas&#8221; pela possibilidade da emissão desregulada de moedas e por um suposto tráfico livre das mesmas. No entanto o que me chama muito a atenção é outro ponto, a tal tecnologia &#8220;blockchain&#8221;. É um tema espinhoso para não-especialistas, mas aparentemente conseguiram criar uma forma tecnológica tão complexa que o que estão propondo é que o dinheiro seja criado a partir da credibilidade nesta própria forma. Me parece interessante porque já não estamos no terreno das mercadorias que assumem a função dinerária, nem no de uma moeda palpável (papel ou metal) garantida por uma instituição, mas no de um dinheiro que seria resultado de processos informáticos puros.<br />
E aos poucos as grandes corporações vão se interessando por esse tipo de dinheiro, como no caso do Facebook. A questão da tecnologia &#8220;blockchain&#8221;, pelo que me foi contado, poderia ser desenvolvida para além do dinheiro, mas as empresas ainda não inventaram formas de aproveitá-la.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Trabalhadora do Estado		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/09/127922/#comment-477026</link>

		<dc:creator><![CDATA[Trabalhadora do Estado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Sep 2019 14:48:41 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=127922#comment-477026</guid>

					<description><![CDATA[A supressão do dinheiro só se dará com a mudança do caráter do trabalho. Abolir o dinheiro, sem abolir a troca (e portanto o valor e o trabalho como medida de equivalência entre as coisas produzidas como mercadorias) é impossível. Afinal o dinheiro não é o papel moeda, ou o ouro, mas qualquer equivalente geral a ser usado como medida para as trocas. Pensando na sociedade mundial, será necessário abolir as classes socias, socializar os meios de produção efetivamente (e não mudar apenas o caráter da propriedade privada, ou seja, ao invés de capitalistas proprietários, gestores estatais proprietários/gerentes) e subordinar o trabalho à produção de bens para a vida e não para a troca. Seria necessário abolir a relação valor-trabalho...até hoje tentamos mas não conseguimos. Se a relação capital é mundializada, a supressão dela tambem precisa ser...senão continuaremos esbarrando na socialização da escassez (caso das tentativas de transição que não se completaram por uma série de questões, dentre elas o grau de desenvolvimento das forças produtivas e a restrição destas experiências a determinadas partes de mundo, em um mundo onde a relação capital ainda é predominante). Ou socializamos a abundância corresponde a um determinado estágio de desenvolvimento destas forças produtivas (inclusive a abundância e o constante movimento de aumento/incremento das necessidades da humanidade para produção da sua vida) ou estaremos negando o próprio movimento da história da humanidade. Precisamos superar mundialmente essas relações e os fundamentos do capital (mercadoria, troca e trabalho assalariado) e não somente a propriedade privada dos meios de produção. Os problemas que surgem estão diretamente ligados as tentativas de supressão disso tudo não serem concomitantes nem mundializadas...esse é o grande nó que temos a tarefa de desatar!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A supressão do dinheiro só se dará com a mudança do caráter do trabalho. Abolir o dinheiro, sem abolir a troca (e portanto o valor e o trabalho como medida de equivalência entre as coisas produzidas como mercadorias) é impossível. Afinal o dinheiro não é o papel moeda, ou o ouro, mas qualquer equivalente geral a ser usado como medida para as trocas. Pensando na sociedade mundial, será necessário abolir as classes socias, socializar os meios de produção efetivamente (e não mudar apenas o caráter da propriedade privada, ou seja, ao invés de capitalistas proprietários, gestores estatais proprietários/gerentes) e subordinar o trabalho à produção de bens para a vida e não para a troca. Seria necessário abolir a relação valor-trabalho&#8230;até hoje tentamos mas não conseguimos. Se a relação capital é mundializada, a supressão dela tambem precisa ser&#8230;senão continuaremos esbarrando na socialização da escassez (caso das tentativas de transição que não se completaram por uma série de questões, dentre elas o grau de desenvolvimento das forças produtivas e a restrição destas experiências a determinadas partes de mundo, em um mundo onde a relação capital ainda é predominante). Ou socializamos a abundância corresponde a um determinado estágio de desenvolvimento destas forças produtivas (inclusive a abundância e o constante movimento de aumento/incremento das necessidades da humanidade para produção da sua vida) ou estaremos negando o próprio movimento da história da humanidade. Precisamos superar mundialmente essas relações e os fundamentos do capital (mercadoria, troca e trabalho assalariado) e não somente a propriedade privada dos meios de produção. Os problemas que surgem estão diretamente ligados as tentativas de supressão disso tudo não serem concomitantes nem mundializadas&#8230;esse é o grande nó que temos a tarefa de desatar!</p>
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