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	Comentários sobre: Seria a cidade, em si mesma, uma solução?	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		Por: Gabriela Chianello		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriela Chianello]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Oct 2019 22:38:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Excelente texto! Olhar criticamente para as relações sócio-espaciais que se dão seja na cidade ou no campo (e, entre ambos) é essencial para refletir nossa participação enquanto atores transformadores. No caso dos caiçaras (como também de outras comunidades tradicionais e grupos minoritários citados) não é raro observar sua migração de áreas rurais para periferias urbanas (inclusive, no caso de grandes cidades) em busca de melhores condições de vida e seu posterior retorno ao local de origem pela conclusão de que se estava ruim, na cidade se tornou pior com as altas taxas de desemprego (ou subemprego), violência etc. Um trágico exemplo são algumas famílias de caiçaras da Península da Juatinga que, após sofrerem com o processo de desterritorialização por diferentes agentes (ameaças verbais e físicas de grileiros, avanço do turismo predatório e da pesca industrial, falta de infraestrutura social e técnica por parte do Estado, institucionalização de unidade de conservação que inviabiliza e criminaliza seu modo de vida tradicional e, portanto, suas existências) e se relocalizarem em favelas na área urbana de Paraty, em busca da escolarização de seus filhos, se depararam com a realidade de falta de saneamento básico, do tráfico etc. Algumas crianças caiçaras dessas famílias foram absorvidas pelo tráfico e, ao crescerem, desejaram retornar ao seu local de origem, levando com elas, agora já pessoas adultas, o tráfico para a comunidade tradicional.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Excelente texto! Olhar criticamente para as relações sócio-espaciais que se dão seja na cidade ou no campo (e, entre ambos) é essencial para refletir nossa participação enquanto atores transformadores. No caso dos caiçaras (como também de outras comunidades tradicionais e grupos minoritários citados) não é raro observar sua migração de áreas rurais para periferias urbanas (inclusive, no caso de grandes cidades) em busca de melhores condições de vida e seu posterior retorno ao local de origem pela conclusão de que se estava ruim, na cidade se tornou pior com as altas taxas de desemprego (ou subemprego), violência etc. Um trágico exemplo são algumas famílias de caiçaras da Península da Juatinga que, após sofrerem com o processo de desterritorialização por diferentes agentes (ameaças verbais e físicas de grileiros, avanço do turismo predatório e da pesca industrial, falta de infraestrutura social e técnica por parte do Estado, institucionalização de unidade de conservação que inviabiliza e criminaliza seu modo de vida tradicional e, portanto, suas existências) e se relocalizarem em favelas na área urbana de Paraty, em busca da escolarização de seus filhos, se depararam com a realidade de falta de saneamento básico, do tráfico etc. Algumas crianças caiçaras dessas famílias foram absorvidas pelo tráfico e, ao crescerem, desejaram retornar ao seu local de origem, levando com elas, agora já pessoas adultas, o tráfico para a comunidade tradicional.</p>
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