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	Comentários sobre: Para além do &#8220;direito à cidade&#8221;	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Marcelo Lopes de Souza		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/10/128766/#comment-483065</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Lopes de Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Oct 2019 15:31:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[TESE:
“O retrato da bala é, além de moderno, sempre branco, europeu, masculino, opressor… a flecha, por sua vez, é ecológica, sustentável, harmônica, grupal, libertadora…” (O Tolo Pós-Moderno, nas certeiras palavras de “Dorian Gray”)

ANTÍTESE:
“ (...) como se tal flecha estivesse ‘além da modernidade’, e não como ‘retrato’ desta mesma modernidade…” (“Dorian Gray”)

SÍNTESE:
 “Em suma: ninguém precisa (ou deveria) romantizar os modos de vida de ‘populações tradicionais’, muito menos imaginar que seria viável o grosso da população das grandes cidades simplesmente abrir mão de seus modos de vida, com suas comodidades reais ou potenciais (mas quiçá parcialmente imaginárias). Idealizar o passado e a faina de agricultores e pescadores (e até mesmo de caçadores e coletores) está em voga em nossos dias – principalmente entre a pequena burguesia ‘descolada’ e universitária das grandes cidades –, e não é o caso de poupar palavras ao caracterizar essa postura como tola e contraditória, quando não francamente hipócrita. (...) No entanto, se você concorda que seria arrogante e perigosamente autoritário desdenhar e desqualificar tudo aquilo que não se encaixa bem na gavetinha do ‘urbano’, especialmente em sua versão ocidental, bem como as lutas sociais não estritamente ‘urbanas’ conduzidas em todo o mundo, você está perto de compreender a minha mensagem. E se, além disso, você também entende que as práticas de resistência anti-heterônoma na grande cidade contemporânea podem se beneficiar do diálogo e do entrosamento com os atores sociais cujas vidas e lutas não se dão nesse ambiente, a mensagem foi entendida por inteiro.” (Extraído do último parágrafo)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>TESE:<br />
“O retrato da bala é, além de moderno, sempre branco, europeu, masculino, opressor… a flecha, por sua vez, é ecológica, sustentável, harmônica, grupal, libertadora…” (O Tolo Pós-Moderno, nas certeiras palavras de “Dorian Gray”)</p>
<p>ANTÍTESE:<br />
“ (&#8230;) como se tal flecha estivesse ‘além da modernidade’, e não como ‘retrato’ desta mesma modernidade…” (“Dorian Gray”)</p>
<p>SÍNTESE:<br />
 “Em suma: ninguém precisa (ou deveria) romantizar os modos de vida de ‘populações tradicionais’, muito menos imaginar que seria viável o grosso da população das grandes cidades simplesmente abrir mão de seus modos de vida, com suas comodidades reais ou potenciais (mas quiçá parcialmente imaginárias). Idealizar o passado e a faina de agricultores e pescadores (e até mesmo de caçadores e coletores) está em voga em nossos dias – principalmente entre a pequena burguesia ‘descolada’ e universitária das grandes cidades –, e não é o caso de poupar palavras ao caracterizar essa postura como tola e contraditória, quando não francamente hipócrita. (&#8230;) No entanto, se você concorda que seria arrogante e perigosamente autoritário desdenhar e desqualificar tudo aquilo que não se encaixa bem na gavetinha do ‘urbano’, especialmente em sua versão ocidental, bem como as lutas sociais não estritamente ‘urbanas’ conduzidas em todo o mundo, você está perto de compreender a minha mensagem. E se, além disso, você também entende que as práticas de resistência anti-heterônoma na grande cidade contemporânea podem se beneficiar do diálogo e do entrosamento com os atores sociais cujas vidas e lutas não se dão nesse ambiente, a mensagem foi entendida por inteiro.” (Extraído do último parágrafo)</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Dorian Gray		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/10/128766/#comment-483044</link>

		<dc:creator><![CDATA[Dorian Gray]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Oct 2019 13:01:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em tempos de selfies (ou retratos ) e paus de selfies (ou paus de retratos) em seus 360 graus... da direita para a esquerda ou da esquerda para a direita... é interessante perceber o quanto se toma o real por retrato e o retrato por real, especialmente nas ciências sociais, revolucionária ou não... O retrato  de Dorian Gray é o retrato não do ideário do bem ou do mal, eixo central para diversas ciências e cientistas sociais, revolucionários ou não... é sim da eterna  passagem, da transitoriedade,  material e espiritual,  de tudo e de todos, eurocêntricos ou não. É nada cabe melhor em retratos do que a &quot;força das tradições &quot;.  Nos retratos à  &quot;Dorian Gray&quot; é  possível  &quot;conservar&quot; a bala e a flecha  como se fossem compartimentos sociais e históricos estanques, e não  processos de causas e efeitos  uns dos outros. O retrato da bala é, além de moderno, sempre branco, europeu,  masculino,  opressor... a flecha, por sua vez,  é ecológica, sustentável,  harmônica,  grupal, libertadora... como se tal flecha estivesse &quot;além  da modernidade &quot;, e não como &quot;retrato&quot; desta mesma modernidade...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em tempos de selfies (ou retratos ) e paus de selfies (ou paus de retratos) em seus 360 graus&#8230; da direita para a esquerda ou da esquerda para a direita&#8230; é interessante perceber o quanto se toma o real por retrato e o retrato por real, especialmente nas ciências sociais, revolucionária ou não&#8230; O retrato  de Dorian Gray é o retrato não do ideário do bem ou do mal, eixo central para diversas ciências e cientistas sociais, revolucionários ou não&#8230; é sim da eterna  passagem, da transitoriedade,  material e espiritual,  de tudo e de todos, eurocêntricos ou não. É nada cabe melhor em retratos do que a &#8220;força das tradições &#8220;.  Nos retratos à  &#8220;Dorian Gray&#8221; é  possível  &#8220;conservar&#8221; a bala e a flecha  como se fossem compartimentos sociais e históricos estanques, e não  processos de causas e efeitos  uns dos outros. O retrato da bala é, além de moderno, sempre branco, europeu,  masculino,  opressor&#8230; a flecha, por sua vez,  é ecológica, sustentável,  harmônica,  grupal, libertadora&#8230; como se tal flecha estivesse &#8220;além  da modernidade &#8220;, e não como &#8220;retrato&#8221; desta mesma modernidade&#8230;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Dr. Fausto e seu destino		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/10/128766/#comment-482959</link>

		<dc:creator><![CDATA[Dr. Fausto e seu destino]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Oct 2019 21:04:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[MEFISTÓFELES 
Quer Vossa Majestade uma apostinha? Verá se também este se não perde, uma vez que me deixe encaminhá-lo. 

O SENHOR 
Deixo, enquanto for vivo. Onde há cobiças, é natural o errar. 

MEFISTÓFELES 
Muito obrigado. Pois com os vivos também é que eu me quero; com defuntos embirro; o meu regalo é tentar caras rechonchudas, frescas; sou como o gato: de murganho morto não faço caso; o meu divertimento é correr e arpoar aos que me fogem.

...........................

Tudo conhecer, tudo poder conhecer, tudo conquistar com o espírito, transformar terras e mares: buscamos  --  e achamos?... Seja lá como for: não se volta ao passado; apenas mendigamos tempo para ver se o futuro não será pior, a despeito de tantas promessas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>MEFISTÓFELES<br />
Quer Vossa Majestade uma apostinha? Verá se também este se não perde, uma vez que me deixe encaminhá-lo. </p>
<p>O SENHOR<br />
Deixo, enquanto for vivo. Onde há cobiças, é natural o errar. </p>
<p>MEFISTÓFELES<br />
Muito obrigado. Pois com os vivos também é que eu me quero; com defuntos embirro; o meu regalo é tentar caras rechonchudas, frescas; sou como o gato: de murganho morto não faço caso; o meu divertimento é correr e arpoar aos que me fogem.</p>
<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;</p>
<p>Tudo conhecer, tudo poder conhecer, tudo conquistar com o espírito, transformar terras e mares: buscamos  &#8212;  e achamos?&#8230; Seja lá como for: não se volta ao passado; apenas mendigamos tempo para ver se o futuro não será pior, a despeito de tantas promessas.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: O direito ao retrato		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/10/128766/#comment-482833</link>

		<dc:creator><![CDATA[O direito ao retrato]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Oct 2019 03:23:10 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=128766#comment-482833</guid>

					<description><![CDATA[&quot;deixa que os mortos enterrem os seus mortos&quot; (Jesus...?)

Não me lembro quando nem onde, pois me falham a MEMÓRIA e GEOGRAFIA... Mas em algum lugar e momento da HISTÓRIA alguém disse que na ficção literária poderia haver mais saberes que na literatura acadêmica...

- Que tristeza! - murmurou Dorian Gray, continuando a fitar o retrato. - Que tristeza! Vou ficar velho, e horrível, e medonho. Mas este retrato permanecerá eternamente jovem. Precisamente como neste dia de Junho. Se pudesse dar-se o inverso! Ser eu eternamente jovem e o retrato envelhecer! Daria tudo para que isso acontecesse! Tudo o que há no mundo! Daria a própria alma!

(...). O retrato tinha de ser escondido a todo o custo. Ele não podia correr novamente o risco de que alguém o descobrisse.

(...) - Não acredito que seja este o meu quadro.
- Não vislumbra nele o seu ideal? - perguntou Dorian, com amargura.
- O meu ideal, como você lhe chama...
- Como você lhe chamou.
- Não tinha nada de mal, nada de ignóbil. Você representava para mim um ideal como jamais voltarei a encontrar. Este é o rosto de um sátiro.
- É o rosto da minha alma.
- Céus! Que coisa havia eu de adorar! Tem os olhos de um demónio.
- Cada um de nós tem dentro de si o Céu e o Inferno, Basil - gritou Dorian, esboçando um desvairado gesto de desespero.

(...) Quando entraram, viram pendurado na parede um magnífico retrato do seu amo, tal como era quando o viram a última vez, em todo o fulgor da sua deslumbrante juventude e beleza. No chão jazia um homem morto, em trajo de cerimónia, com uma faca cravada no coração. Estava mirrado, enrugado e tinha uma cara repugnante. Examinaram-lhe os anéis, e só então o reconheceram&quot; (O retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;deixa que os mortos enterrem os seus mortos&#8221; (Jesus&#8230;?)</p>
<p>Não me lembro quando nem onde, pois me falham a MEMÓRIA e GEOGRAFIA&#8230; Mas em algum lugar e momento da HISTÓRIA alguém disse que na ficção literária poderia haver mais saberes que na literatura acadêmica&#8230;</p>
<p>&#8211; Que tristeza! &#8211; murmurou Dorian Gray, continuando a fitar o retrato. &#8211; Que tristeza! Vou ficar velho, e horrível, e medonho. Mas este retrato permanecerá eternamente jovem. Precisamente como neste dia de Junho. Se pudesse dar-se o inverso! Ser eu eternamente jovem e o retrato envelhecer! Daria tudo para que isso acontecesse! Tudo o que há no mundo! Daria a própria alma!</p>
<p>(&#8230;). O retrato tinha de ser escondido a todo o custo. Ele não podia correr novamente o risco de que alguém o descobrisse.</p>
<p>(&#8230;) &#8211; Não acredito que seja este o meu quadro.<br />
&#8211; Não vislumbra nele o seu ideal? &#8211; perguntou Dorian, com amargura.<br />
&#8211; O meu ideal, como você lhe chama&#8230;<br />
&#8211; Como você lhe chamou.<br />
&#8211; Não tinha nada de mal, nada de ignóbil. Você representava para mim um ideal como jamais voltarei a encontrar. Este é o rosto de um sátiro.<br />
&#8211; É o rosto da minha alma.<br />
&#8211; Céus! Que coisa havia eu de adorar! Tem os olhos de um demónio.<br />
&#8211; Cada um de nós tem dentro de si o Céu e o Inferno, Basil &#8211; gritou Dorian, esboçando um desvairado gesto de desespero.</p>
<p>(&#8230;) Quando entraram, viram pendurado na parede um magnífico retrato do seu amo, tal como era quando o viram a última vez, em todo o fulgor da sua deslumbrante juventude e beleza. No chão jazia um homem morto, em trajo de cerimónia, com uma faca cravada no coração. Estava mirrado, enrugado e tinha uma cara repugnante. Examinaram-lhe os anéis, e só então o reconheceram&#8221; (O retrato de Dorian Gray &#8211; Oscar Wilde)</p>
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