<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	
	>
<channel>
	<title>
	Comentários sobre: Prende la mecha por Chile	</title>
	<atom:link href="https://passapalavra.info/2019/10/128768/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://passapalavra.info/2019/10/128768/</link>
	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
	<lastBuildDate>Mon, 18 Nov 2019 20:58:31 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>
	<item>
		<title>
		Por: Operário Artificial		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/10/128768/#comment-483332</link>

		<dc:creator><![CDATA[Operário Artificial]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Nov 2019 14:19:05 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=128768#comment-483332</guid>

					<description><![CDATA[Primo Jonas,

A minha esperança reside na capacidade das massas reverterem e transformarem.
Como não recomendar processos revolucionários e de luta? Se nós observamos apenas as mudanças superestruturais após as insurreições, o movimento dos trabalhadores estará fadado ao fracasso.
Será que o processo revolucionário que acontece agora no Chile não seria uma continuação da luta dos estudantes secundaristas que quebraram o centro de Santiago inteiro em 2015 contra a reforma na educação?
Por isso que entendo esse período como um &quot;ensaio revolucionário&quot;, ou como os marxistas ortodoxos preferem denominar de situação pré-revolucionária.
Apesar das derrotas parciais que foram sucedidas por regimes mais rígidos com traços bonapartitas, como é o caso do Brasil por enquanto, e até mesmo traços fascistas, como na Húngria, a classe trabalhadora acumulou experiência em luta e considero esse o fator mais importante pra tentarmos esboçar alguma análise sobre a luta de classes do &quot;nosso tempo.&quot;
E com que métodos a classe trabalhadora acumulou experiência em luta? Bem, a maioria desses processos de luta que acorrem desde de 2011 têm alguns traços em comum, a classe trabalhadora se expressou de forma consciente nas ruas através de manifestações multitudinárias, o primeiro nó do nosso tempo foi desfeito, mesmo que momentaneamente a classe trabalhadora uniu-se e superou o seu processo de fragmentação. Outro traço é que as organizações instituicionais não foram capazes de DOMESTICAR o movimento de massas, nem os sindicatos e nem os partidos (da direita à esquerda) conseguiram dirigir esses movimentos com rédeas curtas, e esse fator/traço da negação dos partidos e sindicatos somado com a negação do que você nomeou como ordem legal vigente é o que em minha opinião caracterizam esses fenômenos com anti-sistema.
O que veio depois das mobilizações?
Em minha opinião, principalmente a direita e a extrema-direita foram capazes de canalizar esse sentimento anti-sistema, anti-democracia, no Brasil, Bolsonaro é o Presidente que está cagando pras instituições, o seu discurso é totalmente contra as instituições da Democracia, contra partidos, contra sindicatos e contra os meios de comunicação. 
Por enquanto a classe trabalhadora paga a conta da crise do Capital na esperança de dias melhores, o fim da ordem legal vigente por enquanto parece ser onde reside essa esperança.
Mas, em um contexto de crise mundial-estrutural do Capitalismo, no qual não há mais espaço pra concessões substanciais e a receita da burguesia para continuar acumulando é a austeridade, as experiências com &quot;as novas ordens legais vigentes&quot; tendem a ser efêmeras, o que resultará em novas insurreições. Que governo de plantão foi capaz até agora de promover um grande período de estabilidade até agora? 
A tendência mundial é do acirramento da luta de classes e não do apaziguamento-esvaziamento das lutas. 
Seus questionamentos refletem as limitações dos ensaios até então, não tenho respostas para quais serão os soviets do séc. XXI, mas há esperança.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Primo Jonas,</p>
<p>A minha esperança reside na capacidade das massas reverterem e transformarem.<br />
Como não recomendar processos revolucionários e de luta? Se nós observamos apenas as mudanças superestruturais após as insurreições, o movimento dos trabalhadores estará fadado ao fracasso.<br />
Será que o processo revolucionário que acontece agora no Chile não seria uma continuação da luta dos estudantes secundaristas que quebraram o centro de Santiago inteiro em 2015 contra a reforma na educação?<br />
Por isso que entendo esse período como um &#8220;ensaio revolucionário&#8221;, ou como os marxistas ortodoxos preferem denominar de situação pré-revolucionária.<br />
Apesar das derrotas parciais que foram sucedidas por regimes mais rígidos com traços bonapartitas, como é o caso do Brasil por enquanto, e até mesmo traços fascistas, como na Húngria, a classe trabalhadora acumulou experiência em luta e considero esse o fator mais importante pra tentarmos esboçar alguma análise sobre a luta de classes do &#8220;nosso tempo.&#8221;<br />
E com que métodos a classe trabalhadora acumulou experiência em luta? Bem, a maioria desses processos de luta que acorrem desde de 2011 têm alguns traços em comum, a classe trabalhadora se expressou de forma consciente nas ruas através de manifestações multitudinárias, o primeiro nó do nosso tempo foi desfeito, mesmo que momentaneamente a classe trabalhadora uniu-se e superou o seu processo de fragmentação. Outro traço é que as organizações instituicionais não foram capazes de DOMESTICAR o movimento de massas, nem os sindicatos e nem os partidos (da direita à esquerda) conseguiram dirigir esses movimentos com rédeas curtas, e esse fator/traço da negação dos partidos e sindicatos somado com a negação do que você nomeou como ordem legal vigente é o que em minha opinião caracterizam esses fenômenos com anti-sistema.<br />
O que veio depois das mobilizações?<br />
Em minha opinião, principalmente a direita e a extrema-direita foram capazes de canalizar esse sentimento anti-sistema, anti-democracia, no Brasil, Bolsonaro é o Presidente que está cagando pras instituições, o seu discurso é totalmente contra as instituições da Democracia, contra partidos, contra sindicatos e contra os meios de comunicação.<br />
Por enquanto a classe trabalhadora paga a conta da crise do Capital na esperança de dias melhores, o fim da ordem legal vigente por enquanto parece ser onde reside essa esperança.<br />
Mas, em um contexto de crise mundial-estrutural do Capitalismo, no qual não há mais espaço pra concessões substanciais e a receita da burguesia para continuar acumulando é a austeridade, as experiências com &#8220;as novas ordens legais vigentes&#8221; tendem a ser efêmeras, o que resultará em novas insurreições. Que governo de plantão foi capaz até agora de promover um grande período de estabilidade até agora?<br />
A tendência mundial é do acirramento da luta de classes e não do apaziguamento-esvaziamento das lutas.<br />
Seus questionamentos refletem as limitações dos ensaios até então, não tenho respostas para quais serão os soviets do séc. XXI, mas há esperança.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Primo Jonas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/10/128768/#comment-483216</link>

		<dc:creator><![CDATA[Primo Jonas]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Oct 2019 15:19:57 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=128768#comment-483216</guid>

					<description><![CDATA[Jailson, vou ser tão breve como tua pergunta. Anarquismo é uma corrente ideológica e política. Mobilização popular e suas tradições são histórias e práticas locais de uma população.

Operário, tenho certas dificuldade em entender a Primavera Árabe como uma insurreição anti-sistema. Digo, em termos amplos eu poderia interpretar que grandes mobilizações de massas atropelando e combatendo a legalidade vigente mais do que nada aponta à capacidade destas massas de justamente reverter ou transformar a ordem legal vigente. Em muitos casos se tratou de uma revolta contra regimes rígidos, baseados em personalidades já velhas e desgastadas. Mas talvez casos como o Brasil e o Egito mostram que estas revoltas podem terminar em novos regimes igualmente ou mais rígidos, que de alguma maneira aplaca os desejos de uma parte da população enquanto persegue mais duramente as partes perdedoras.
No contexto atual acho que condenar ou &quot;recomendar&quot; estes processos, que eu não chamaria de revolucionários, nem sequer cabe aos pequenos partidos de esquerda que estão muito longe de poder controlá-los ou sequer de influenciá-los, o que dizer então dos pequenos grupos que fazemos parte nós da ultra-esquerda (libertária ou outro nome mais adequado).
O que vejo até agora é uma mistura ainda confusa entre expectativas e análise de possibilidades. Este tipo de revoltas de massas seguirá ocorrendo até que surgirá finalmente um caso onde o controle será assumido por conselhos de trabalhadores? Até que ocorrerá uma fragmentação total e cada território será controlado por assembleias locais? Onde é que isso ocorreu em todos os casos desde 2011? Para além do momento negativo, que se mostra claro em todos os casos, quais são os momentos positivos destas revoltas que nos deem alguma pista sobre uma possível revolução? Quais serão os soviets do século XXI? Há algum sinal disso? Talvez realmente sejam ensaios, mas ainda não está claro para mim ensaios de que. Acho que seguiremos colecionando pequenos detalhes, algumas informações interessantes, mas o significado dessa onda, que já tem quase 10 anos, ainda não é tão claro para mim.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Jailson, vou ser tão breve como tua pergunta. Anarquismo é uma corrente ideológica e política. Mobilização popular e suas tradições são histórias e práticas locais de uma população.</p>
<p>Operário, tenho certas dificuldade em entender a Primavera Árabe como uma insurreição anti-sistema. Digo, em termos amplos eu poderia interpretar que grandes mobilizações de massas atropelando e combatendo a legalidade vigente mais do que nada aponta à capacidade destas massas de justamente reverter ou transformar a ordem legal vigente. Em muitos casos se tratou de uma revolta contra regimes rígidos, baseados em personalidades já velhas e desgastadas. Mas talvez casos como o Brasil e o Egito mostram que estas revoltas podem terminar em novos regimes igualmente ou mais rígidos, que de alguma maneira aplaca os desejos de uma parte da população enquanto persegue mais duramente as partes perdedoras.<br />
No contexto atual acho que condenar ou &#8220;recomendar&#8221; estes processos, que eu não chamaria de revolucionários, nem sequer cabe aos pequenos partidos de esquerda que estão muito longe de poder controlá-los ou sequer de influenciá-los, o que dizer então dos pequenos grupos que fazemos parte nós da ultra-esquerda (libertária ou outro nome mais adequado).<br />
O que vejo até agora é uma mistura ainda confusa entre expectativas e análise de possibilidades. Este tipo de revoltas de massas seguirá ocorrendo até que surgirá finalmente um caso onde o controle será assumido por conselhos de trabalhadores? Até que ocorrerá uma fragmentação total e cada território será controlado por assembleias locais? Onde é que isso ocorreu em todos os casos desde 2011? Para além do momento negativo, que se mostra claro em todos os casos, quais são os momentos positivos destas revoltas que nos deem alguma pista sobre uma possível revolução? Quais serão os soviets do século XXI? Há algum sinal disso? Talvez realmente sejam ensaios, mas ainda não está claro para mim ensaios de que. Acho que seguiremos colecionando pequenos detalhes, algumas informações interessantes, mas o significado dessa onda, que já tem quase 10 anos, ainda não é tão claro para mim.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Operário Artificial		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/10/128768/#comment-483208</link>

		<dc:creator><![CDATA[Operário Artificial]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Oct 2019 13:35:57 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=128768#comment-483208</guid>

					<description><![CDATA[Primo Jonas,

Estamos diante de ensaios revolucionários, que não começaram nos últimos meses, são uma continuidade das insurreições anti-sistêmicas que iniciaram-se em 2011 com a Primavera Árabe. 
Há quem prefira condenar estes processos revolucionários pelos resultados eleitorais ou políticos que os sucederam. Como é o caso daqueles que fazem uma ligação direta entre junho de 2013 e o fortalecimento da direita e da extrema-direita que culminou com a eleição de Jair Bolsonaro aqui no Brasil.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Primo Jonas,</p>
<p>Estamos diante de ensaios revolucionários, que não começaram nos últimos meses, são uma continuidade das insurreições anti-sistêmicas que iniciaram-se em 2011 com a Primavera Árabe.<br />
Há quem prefira condenar estes processos revolucionários pelos resultados eleitorais ou políticos que os sucederam. Como é o caso daqueles que fazem uma ligação direta entre junho de 2013 e o fortalecimento da direita e da extrema-direita que culminou com a eleição de Jair Bolsonaro aqui no Brasil.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/10/128768/#comment-483061</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Oct 2019 15:09:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=128768#comment-483061</guid>

					<description><![CDATA[SECUNDANDO PRIMO JONAS:
https://comunidaddelucha.noblogs.org/post/2018/06/08/memoria-proletaria-en-las-calles-metropolitanas-la-vop/#comment-14]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>SECUNDANDO PRIMO JONAS:<br />
<a href="https://comunidaddelucha.noblogs.org/post/2018/06/08/memoria-proletaria-en-las-calles-metropolitanas-la-vop/#comment-14" rel="nofollow ugc">https://comunidaddelucha.noblogs.org/post/2018/06/08/memoria-proletaria-en-las-calles-metropolitanas-la-vop/#comment-14</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Jailson Boysolnaro		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/10/128768/#comment-483047</link>

		<dc:creator><![CDATA[Jailson Boysolnaro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Oct 2019 13:21:11 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=128768#comment-483047</guid>

					<description><![CDATA[Sr. Primo Jonas,

Por gentileza, o que é  anarquismo e o que é &quot;simplesmente mobilização popular e suas tradições&quot;?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sr. Primo Jonas,</p>
<p>Por gentileza, o que é  anarquismo e o que é &#8220;simplesmente mobilização popular e suas tradições&#8221;?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
</rss>
