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	Comentários sobre: Evo Morales: vítima de um golpe nacionalista?	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Artur Lauande Mucci		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/11/129004/#comment-489800</link>

		<dc:creator><![CDATA[Artur Lauande Mucci]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Nov 2019 21:20:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ao que me parece o autor do texto está tentando trazer elementos para pensarmos o fenômeno de forma mais ampla e sem o maniqueísmo das teorias da conspiração. Infelizmente muitos dos que se enquadram na esquerda ainda estão presos na análise já caduca do imperialismo na América Latina, o Imperialismo não funciona mais com já funcionou no século XX e da mesma forma que os militares ainda estão encalacrados na doutrina de segurança nacional e no combate ao inimigo comunista, muitos da esquerda estão presos nas narrativas antigas sobre as relações capitalistas e as nações. Pensar um fenômeno histórico em termos de culpados e inocentes é bem simplório, não vejo o texto querendo culpar os que sofreram o golpe como os causadores do golpe. Certamente o que se deve discutir com afinco e sem teorias da conspiração sobre a América Latina, é o peso dos nosso processo internos, das disputas e das correlações de força internamente. Fato é que Evo rompe de certa forma o pacto com o povo ao atuar repressivamente por diversos momentos durante seu governo. Porque ele não instituiu um exército profissional para as nações indígenas? Se a &quot;cadela do fascismo está sempre no cio&quot;, de que maneira o governo Evo, na sua relação repressiva com os movimentos populares poderia ter combatido o fortalecimento da narrativa ultra-conservadora? Certamente ao se distanciar das demandas populares, ou tutelar os movimentos e não permitir que essas nações indígenas pudessem se armar e defender como uma nação de fato, Evo caminhou para um limbo politico que os acordos e associações já não poderiam sustentar. A esquerda precisa realmente entrar no jogo da democracia, quem ficar na marra no poder, vai perder legitimidade e vai abrir caminho para o fascismo. Aprendemos essa lição. Espero sinceramente que um dia a esquerda institucional e partidária entenda que mais vale o domínio da narrativa política na busca por hegemonia, do que estar a qualquer custo no poder, no governo. Evo perdeu o governo, mas antes já havia perdido o domínio sobre a narrativa política na sociedade, o conflito de Potosí mostra bem isto. Quando temos dificuldade ao analisar um fato histórico e político como este, nos termos de governo-oposição, e/ou esquerda-direita, é porque justamente quem tinha o domínio da narrativa, perdeu esse domínio.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao que me parece o autor do texto está tentando trazer elementos para pensarmos o fenômeno de forma mais ampla e sem o maniqueísmo das teorias da conspiração. Infelizmente muitos dos que se enquadram na esquerda ainda estão presos na análise já caduca do imperialismo na América Latina, o Imperialismo não funciona mais com já funcionou no século XX e da mesma forma que os militares ainda estão encalacrados na doutrina de segurança nacional e no combate ao inimigo comunista, muitos da esquerda estão presos nas narrativas antigas sobre as relações capitalistas e as nações. Pensar um fenômeno histórico em termos de culpados e inocentes é bem simplório, não vejo o texto querendo culpar os que sofreram o golpe como os causadores do golpe. Certamente o que se deve discutir com afinco e sem teorias da conspiração sobre a América Latina, é o peso dos nosso processo internos, das disputas e das correlações de força internamente. Fato é que Evo rompe de certa forma o pacto com o povo ao atuar repressivamente por diversos momentos durante seu governo. Porque ele não instituiu um exército profissional para as nações indígenas? Se a &#8220;cadela do fascismo está sempre no cio&#8221;, de que maneira o governo Evo, na sua relação repressiva com os movimentos populares poderia ter combatido o fortalecimento da narrativa ultra-conservadora? Certamente ao se distanciar das demandas populares, ou tutelar os movimentos e não permitir que essas nações indígenas pudessem se armar e defender como uma nação de fato, Evo caminhou para um limbo politico que os acordos e associações já não poderiam sustentar. A esquerda precisa realmente entrar no jogo da democracia, quem ficar na marra no poder, vai perder legitimidade e vai abrir caminho para o fascismo. Aprendemos essa lição. Espero sinceramente que um dia a esquerda institucional e partidária entenda que mais vale o domínio da narrativa política na busca por hegemonia, do que estar a qualquer custo no poder, no governo. Evo perdeu o governo, mas antes já havia perdido o domínio sobre a narrativa política na sociedade, o conflito de Potosí mostra bem isto. Quando temos dificuldade ao analisar um fato histórico e político como este, nos termos de governo-oposição, e/ou esquerda-direita, é porque justamente quem tinha o domínio da narrativa, perdeu esse domínio.</p>
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		<title>
		Por: jefferson		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/11/129004/#comment-489231</link>

		<dc:creator><![CDATA[jefferson]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Nov 2019 21:52:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Complicada essas análises que colocam o golpe na conta de quem o sofreu, e não daqueles que o aplicam. As situações descritas são interessantes e chave pra entender o projeto de evo e avaliar qualitativsmente seu dito socialismo mas também é uma perspectiva fatalista como impossível de generalizar para outros países, se assim fosse, e se existisse um &quot;nacionalismo mais radical&quot;, quantos golpes o pt já não teria tomado? A ideia de colocae o golpe na conta de Evo obscurece qualquer análise se conjuntura possível, colocando um véu sobre quem são os atores so imperialismo que querem disputar a América latina contra a classe trabalhadora. Além disso que prijeto de nacionalismo radical é esse que se aproveita de uma organização internacional, OAE, para validar suas ações? E que arranca as próprias bandeiras do uniforme?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Complicada essas análises que colocam o golpe na conta de quem o sofreu, e não daqueles que o aplicam. As situações descritas são interessantes e chave pra entender o projeto de evo e avaliar qualitativsmente seu dito socialismo mas também é uma perspectiva fatalista como impossível de generalizar para outros países, se assim fosse, e se existisse um &#8220;nacionalismo mais radical&#8221;, quantos golpes o pt já não teria tomado? A ideia de colocae o golpe na conta de Evo obscurece qualquer análise se conjuntura possível, colocando um véu sobre quem são os atores so imperialismo que querem disputar a América latina contra a classe trabalhadora. Além disso que prijeto de nacionalismo radical é esse que se aproveita de uma organização internacional, OAE, para validar suas ações? E que arranca as próprias bandeiras do uniforme?</p>
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		<title>
		Por: RICARDO RONALDO PINTO		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/11/129004/#comment-488332</link>

		<dc:creator><![CDATA[RICARDO RONALDO PINTO]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Nov 2019 09:41:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Substiutir a luta de classes em termos de nacionalismo contra globalismo é reacionário independente da perspectiva em que se coloque. Este texto me lembra a briga entre PSOL e PT na disputa pelo espaço de esquerda. Não me assusta que ainda usem por aqui o termo esquerda com tanta desenvoltura, pois não estão conseguindo se libertar de concepções do lado esquerdo do capital. Há luta de classes na Bolívia hoje mas aqui prevalece a luta entre a direita e esquerda. Fico deveras chateado de ver uma abordagem tão pobre e desprovida de conteúdo revolucionário, pior, que pode servir mais aos recionários que aqueles que ainda podem se interessar pela mutação da sociedade em direção ao fim da exploração capitalista.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Substiutir a luta de classes em termos de nacionalismo contra globalismo é reacionário independente da perspectiva em que se coloque. Este texto me lembra a briga entre PSOL e PT na disputa pelo espaço de esquerda. Não me assusta que ainda usem por aqui o termo esquerda com tanta desenvoltura, pois não estão conseguindo se libertar de concepções do lado esquerdo do capital. Há luta de classes na Bolívia hoje mas aqui prevalece a luta entre a direita e esquerda. Fico deveras chateado de ver uma abordagem tão pobre e desprovida de conteúdo revolucionário, pior, que pode servir mais aos recionários que aqueles que ainda podem se interessar pela mutação da sociedade em direção ao fim da exploração capitalista.</p>
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		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/11/129004/#comment-488142</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Nov 2019 02:32:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Mas na descrição desses acontecimentos a questão eram os royalties e não o acordo em si com uma empresa estrangeira.

Por outro lado li em algum lugar que o líder golpista de extrema-direita, Camacho, teria ligações com exploração de gás, e aí teria algum interesse...

Se no Brasil o golpe de 2016 foi resultado de uma convergência de interesses e atores, na Bolívia certamente nao foi diferente nesse sentido.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mas na descrição desses acontecimentos a questão eram os royalties e não o acordo em si com uma empresa estrangeira.</p>
<p>Por outro lado li em algum lugar que o líder golpista de extrema-direita, Camacho, teria ligações com exploração de gás, e aí teria algum interesse&#8230;</p>
<p>Se no Brasil o golpe de 2016 foi resultado de uma convergência de interesses e atores, na Bolívia certamente nao foi diferente nesse sentido.</p>
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