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	Comentários sobre: &#8220;Unidade de ação&#8221; com o oportunismo só conduz ao fracasso	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		Por: Décio Malho		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Décio Malho]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Nov 2019 15:01:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Já bem dizia Engels, em 1852, sobre o cretinismo parlamentar:
&quot;Estes pobres homens, fracos de espírito, no decurso das suas vidas, geralmente, bastante obscuras, estavam tão pouco acostumados a algo de parecido com o êxito que acreditaram realmente que as suas emendas mesquinhas, aprovadas por uma maioria de dois ou três votos, mudariam a face da Europa. Desde o começo da sua carreira legislativa, tinham-se imbuído, mais do que qualquer outra fracção da Assembleia, daquela doença incurável, o cretinismo parlamentar, uma perturbação que penetra as suas desafortunadas vítimas da convicção solene de que o mundo inteiro, a sua história e futuro, são governados e determinados por uma maioria de votos naquele particular órgão representativo que tem a honra de os contar entre os seus membros e que todas as coisas que se passam fora das paredes da sua câmara — guerras, revoluções, construções de caminhos-de-ferro, colonização de novos continentes inteiros, descobertas de ouro na Califórnia, canais centro-americanos, exércitos russos e tudo o mais que possa ter alguma pequena pretensão a influenciar os destinos da humanidade — não é nada comparado com os incomensuráveis acontecimentos que dependem da questão importante, seja ela qual for, que nesse preciso momento ocupa a atenção da sua ilustre Casa. Foi assim que o partido democrático da Assembleia, ao contrabandear eficazmente algumas das suas panaceias para dentro da &quot;Constituição Imperial&quot;, começou por ficar obrigado a apoiá-la, apesar de, em todos os pontos essenciais, ela contradizer terminantemente os seus próprios princípios frequentemente proclamados; e, por fim, quando esta obra híbrida foi abandonada pelos seus principais autores e lhe foi legada, aceitou a herança e defendeu essa Constituição monárquica, mesmo em oposição a todos os que, então, proclamavam os próprios princípios republicanos que eram os seus.&quot;

Setembro de 1852  -  Friedrich Engels  -  &quot;Revolução e Contra-Revolução na Alemanha&quot;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já bem dizia Engels, em 1852, sobre o cretinismo parlamentar:<br />
&#8220;Estes pobres homens, fracos de espírito, no decurso das suas vidas, geralmente, bastante obscuras, estavam tão pouco acostumados a algo de parecido com o êxito que acreditaram realmente que as suas emendas mesquinhas, aprovadas por uma maioria de dois ou três votos, mudariam a face da Europa. Desde o começo da sua carreira legislativa, tinham-se imbuído, mais do que qualquer outra fracção da Assembleia, daquela doença incurável, o cretinismo parlamentar, uma perturbação que penetra as suas desafortunadas vítimas da convicção solene de que o mundo inteiro, a sua história e futuro, são governados e determinados por uma maioria de votos naquele particular órgão representativo que tem a honra de os contar entre os seus membros e que todas as coisas que se passam fora das paredes da sua câmara — guerras, revoluções, construções de caminhos-de-ferro, colonização de novos continentes inteiros, descobertas de ouro na Califórnia, canais centro-americanos, exércitos russos e tudo o mais que possa ter alguma pequena pretensão a influenciar os destinos da humanidade — não é nada comparado com os incomensuráveis acontecimentos que dependem da questão importante, seja ela qual for, que nesse preciso momento ocupa a atenção da sua ilustre Casa. Foi assim que o partido democrático da Assembleia, ao contrabandear eficazmente algumas das suas panaceias para dentro da &#8220;Constituição Imperial&#8221;, começou por ficar obrigado a apoiá-la, apesar de, em todos os pontos essenciais, ela contradizer terminantemente os seus próprios princípios frequentemente proclamados; e, por fim, quando esta obra híbrida foi abandonada pelos seus principais autores e lhe foi legada, aceitou a herança e defendeu essa Constituição monárquica, mesmo em oposição a todos os que, então, proclamavam os próprios princípios republicanos que eram os seus.&#8221;</p>
<p>Setembro de 1852  &#8211;  Friedrich Engels  &#8211;  &#8220;Revolução e Contra-Revolução na Alemanha&#8221;</p>
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