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	Comentários sobre: Estou me guardando para quando o carnaval chegar: faz parte dessa solidão	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Júlio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/12/129172/#comment-499584</link>

		<dc:creator><![CDATA[Júlio]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Dec 2019 17:22:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A ausência de restaurantes e lanchonetes em Toritama é um sinal de que a renda não fica na cidade. Outro sinal é o fato dos moradores venderem bens de consumo duráveis para financiar a ida à praia. 

Enfim. Estou me guardando... é um filme que fica passando na cabeça, depois da sessão.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A ausência de restaurantes e lanchonetes em Toritama é um sinal de que a renda não fica na cidade. Outro sinal é o fato dos moradores venderem bens de consumo duráveis para financiar a ida à praia. </p>
<p>Enfim. Estou me guardando&#8230; é um filme que fica passando na cabeça, depois da sessão.</p>
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		<title>
		Por: Filho de ex-garimpeiro		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/12/129172/#comment-497731</link>

		<dc:creator><![CDATA[Filho de ex-garimpeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Dec 2019 12:23:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Garimpo não se compara com cidade. É um lugar completamente isolado, sem qualquer atividade econômica no entorno além daquelas ligadas ao extrativismo. Quem ficou rico vendendo itens básicos de consumo pessoal para garimpeiros sabia disso, e aproveitou-se de uma situação de monopólio. Se duvidam, assistam uma entrevista com um dos grandes pilotos de garimpo, Rogério &quot;Maconha&quot; (https://www.youtube.com/watch?v=5jW-8Zg8VtE), ou uma reportagem antiga do Globo Repórter sobre os pilotos de garimpo (https://www.youtube.com/watch?v=oV9-SEAO02Q).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Garimpo não se compara com cidade. É um lugar completamente isolado, sem qualquer atividade econômica no entorno além daquelas ligadas ao extrativismo. Quem ficou rico vendendo itens básicos de consumo pessoal para garimpeiros sabia disso, e aproveitou-se de uma situação de monopólio. Se duvidam, assistam uma entrevista com um dos grandes pilotos de garimpo, Rogério &#8220;Maconha&#8221; (<a href="https://www.youtube.com/watch?v=5jW-8Zg8VtE" rel="nofollow ugc">https://www.youtube.com/watch?v=5jW-8Zg8VtE</a>), ou uma reportagem antiga do Globo Repórter sobre os pilotos de garimpo (<a href="https://www.youtube.com/watch?v=oV9-SEAO02Q" rel="nofollow ugc">https://www.youtube.com/watch?v=oV9-SEAO02Q</a>).</p>
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		<title>
		Por: Pablo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/12/129172/#comment-497606</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pablo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Dec 2019 04:04:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Muito bom o artigo, escrita quase poética.

A certa altura comenta-se &quot;Se os moradores de Toritama são forçados a vender bens para passar uma semana na praia, quem se apropria da renda? Por que não conseguem juntar dinheiro?&quot;

Acho que o documentário indica sutilmente o lado burguês daquelas relações de produção, quando mostra a empresa que trabalha o jeans no laser e, provavelmente, exporta as peças mais elaboradas/valorizadas. Afinal, se a cidade é responsável por 20% da produção nacional de jeans, certamente não é na feirinha municipal que se escoa essa produção toda. Certamente há facções que produzem sob encomenda de grandes empresas, algo que o documentário não aborda devido à decisão (acertada) de focar nas especificidades subjetivas e objetivas das relações de produção por parte dos trabalhadores. Aliás, o fato de serem produções sob encomenda fica claro quando uma das entrevistadas comenta os valores recebidos: 10 centavos por botão, 20 centavos por bolso etc.

Outra coisa muito interessante é a divisão socio-etária &quot;municipal&quot; do trabalho, com os mais velhos fazendo certas funções, os mais jovens outras etc. E ainda outra questão que me deixou intrigado foi a alegada fraqueza dos ramos produtivos de entorno: lanchonetes, restaurantes etc que lucrariam em cima da produção desses trabalhadores (assim como, por exemplo, gente ficava rica vendendo coisas básicas na Serra Pelada). Me parece que embora a magnitude da produção de jeans tenha crescido a estrutura dos gastos paralelos à produção, relativos à subsistência dos trabalhadores, se manteve firme e forte em termos familiares. Nesse sentido faltou no documentário algum trecho que esclarecesse isso: quem cozinhou, quando os trabalhadores chegam em casa exaustos e capotam na cama após comer? Isso recoloca a pergunta: os restaurantes e o supermercado dessa cidade são inflacionados? Outra coisa: parece haver certo &quot;status&quot; para quem mora lá e não trabalha com o jeans...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito bom o artigo, escrita quase poética.</p>
<p>A certa altura comenta-se &#8220;Se os moradores de Toritama são forçados a vender bens para passar uma semana na praia, quem se apropria da renda? Por que não conseguem juntar dinheiro?&#8221;</p>
<p>Acho que o documentário indica sutilmente o lado burguês daquelas relações de produção, quando mostra a empresa que trabalha o jeans no laser e, provavelmente, exporta as peças mais elaboradas/valorizadas. Afinal, se a cidade é responsável por 20% da produção nacional de jeans, certamente não é na feirinha municipal que se escoa essa produção toda. Certamente há facções que produzem sob encomenda de grandes empresas, algo que o documentário não aborda devido à decisão (acertada) de focar nas especificidades subjetivas e objetivas das relações de produção por parte dos trabalhadores. Aliás, o fato de serem produções sob encomenda fica claro quando uma das entrevistadas comenta os valores recebidos: 10 centavos por botão, 20 centavos por bolso etc.</p>
<p>Outra coisa muito interessante é a divisão socio-etária &#8220;municipal&#8221; do trabalho, com os mais velhos fazendo certas funções, os mais jovens outras etc. E ainda outra questão que me deixou intrigado foi a alegada fraqueza dos ramos produtivos de entorno: lanchonetes, restaurantes etc que lucrariam em cima da produção desses trabalhadores (assim como, por exemplo, gente ficava rica vendendo coisas básicas na Serra Pelada). Me parece que embora a magnitude da produção de jeans tenha crescido a estrutura dos gastos paralelos à produção, relativos à subsistência dos trabalhadores, se manteve firme e forte em termos familiares. Nesse sentido faltou no documentário algum trecho que esclarecesse isso: quem cozinhou, quando os trabalhadores chegam em casa exaustos e capotam na cama após comer? Isso recoloca a pergunta: os restaurantes e o supermercado dessa cidade são inflacionados? Outra coisa: parece haver certo &#8220;status&#8221; para quem mora lá e não trabalha com o jeans&#8230;</p>
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		<title>
		Por: Alan Fernandes		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2019/12/129172/#comment-497490</link>

		<dc:creator><![CDATA[Alan Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Dec 2019 18:27:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Meus parabéns aos autores deste artigo e ao PassaPalavra por dar importância a esse debate.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meus parabéns aos autores deste artigo e ao PassaPalavra por dar importância a esse debate.</p>
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