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	Comentários sobre: A autodisciplina no combate à pandemia	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Alan Fernandes		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/03/130263/#comment-664195</link>

		<dc:creator><![CDATA[Alan Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Aug 2020 00:43:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2020/08/30/banhistas-ignoram-proibicao-e-ocupam-areias-em-domingo-de-sol-no-rio.ghtml

A preocupação tem fundamento. Mas sejamos positivos! A altinha &lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2020/07/133383/&quot;&gt;continua proibida!&lt;/a&gt;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2020/08/30/banhistas-ignoram-proibicao-e-ocupam-areias-em-domingo-de-sol-no-rio.ghtml" rel="nofollow ugc">https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2020/08/30/banhistas-ignoram-proibicao-e-ocupam-areias-em-domingo-de-sol-no-rio.ghtml</a></p>
<p>A preocupação tem fundamento. Mas sejamos positivos! A altinha <a href="https://passapalavra.info/2020/07/133383/">continua proibida!</a></p>
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		<title>
		Por: Marcel		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/03/130263/#comment-651246</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marcel]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2020 19:46:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Diz o texto: &quot;B) No plano da população a situação parece-me igualmente preocupante, se não mais ainda. A cultura brasileira é 1) indisciplinada, 2) festiva e 3) aprecia o contacto físico. Será que os duzentos e dez milhões de brasileiros conseguirão, da noite para o dia, deixar de frequentar lanchonetes e cervejarias, deixar de organizar festas, de se encostarem uns aos outros e será que conseguirão fazer filas mantendo um metro e meio de distância entre as pessoas? Duvido&quot;.
O Brasil é o país do &quot;Homem Cordial&quot;.
&quot;Poucos conceitos se prestam a tamanha confusão quanto o de “homem cordial”, central no livro Raízes do Brasil, do historiador Sérgio Buarque de Holanda (1902-1982). Logo após a publicação da obra em 1936, o escritor Cassiano Ricardo implicou com a expressão. Para ele, a ideia de cordialidade, como característica marcante do brasileiro, estaria mal aplicada, pois o termo adquirira, pela dinâmica da linguagem, o sentido de polidez – justamente o contrário do que queria dizer o autor.
A polêmica sobre a semântica teria ficado perdida no passado não fosse o fato de que, até hoje, muitas pessoas, ao citar inadvertidamente a obra, emprestam à noção de Buarque de Holanda uma conotação positiva que, desde a origem, lhe é estranha. Em resposta a Cassiano, o autor explicou ter usado a palavra em seu verdadeiro sentido, inclusive etimológico, que remete a coração. Opunha, assim, emoção a razão.
(...)
A expressão “homem cordial”, a propósito, fora cunhada anos antes, por Rui Ribeiro Couto, que julgou ser esse tributo uma contribuição latina à humanidade.
O problema surge quando a cordialidade se manifesta na esfera pública. Isso porque o tipo cordial – uma herança portuguesa reforçada por traços das culturas negra e indígena – é individualista, avesso à hierarquia, arredio à disciplina, desobediente a regras sociais e afeito ao paternalismo e ao compadrio, ou seja, não se trata de um perfil adequado para a vida civilizada numa sociedade democrática(http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/o_jeitinho_do_homem_cordial.html).
O historiador Sidney Chalhoub, da Universidade de Harvard, destaca a origem histórica do jeitinho, ligada à formação escravista da sociedade brasileira, numa época em que a única maneira de se conseguir algo era pedindo favores aos senhores de terra e escravos. Essa prática, em vez de desaparecer, perdurou e combinou-se com outras lógicas.
“O jeitinho e o favor estão no centro de como a corrupção se tornou sistêmica no país”, avalia o historiador Chalhoub (http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-que-ha-de-corrupcao-no-jeitinho-brasileiro/).
O sociólogo, Jessé Souza, afirma que o homem cordial “é a concepção do brasileiro visto como vira-lata, ou seja, como o conjunto de negatividades: emotivo, primitivo, personalista e, portanto, essencialmente desonesto e corrupto” Patrimonialismo, por sua vez, “é uma espécie de amálgama institucional do homem cordial, desenvolvendo todas as suas virtualidades negativas dessa vez no Estado” (p. 191). Acrescenta-se Raymundo Faoro, autor de Donos do Poder, como o “historiador oficial” do liberalismo conservador brasileiro e que desenvolve o conceito de patrimonialismo.
O articulista tem razâo.
O descumprimento, sistemático, pela maioria, do ISOLAMENTO SOCIAL, está retardando o próprio fim do procedimento social. 
O aumento estupendo de crimes contra as mulheres, vítimas de feminicídio (https://www.migalhas.com.br/depeso/324827/quarentena-com-o-inimigo-o-aumento-dos-indices-de-violencia-domestica-em-tempos-de-covid-19), aumento de brigas em condomínios (https://tribunaonline.com.br/pandemia-aumenta-brigas-em-condominios), além de expressiva ampliação de conflitos sociais que reclamam a presença das forças de segurança geridas pelo Estado, que possui o monopólio da violência, tanto simbólica como efetiva, destinada a manter um mínimo de coesão social, revela uma situação que a Democracia não consegue administrar.
O professor da FGV EAESP, Ricardo Alcadipani apresentou estudo interessante sobre a influência do Isolamento Social nas relações sociais: ... &quot;Em breve, a proibição da circulação de pessoas terá que ser total e o país irá parar. Neste cenário, as forças de segurança terão papel fundamental. Em primeiro lugar, as polícias terão que mudar a sua atuação. Elas terão que estar nas ruas para impedir que as pessoas circulem. Uma coisa é fazer isso em países como Espanha, Itália e França. Outra é no Brasil. Quem conhece as comunidades brasileiras sabe que é praticamente impossível garantir, pelas dificuldades da característica da urbanização destes locais, que as pessoas fiquem de fato em casa. Mesmo nas áreas centrais, muitas pessoas irão tentar quebrar a quarentena imposta pelo Estado. Na Itália, o efetivo policial está sendo empregado para coletar material para o exame do vírus na casa das pessoas. Isso também pode ser necessário no Brasil. Além disso, parte expressiva das pessoas que estão nas periferias vivem de empregos precários. À medida que a retração da economia aumenta, inúmeros trabalhadores precários devem ficar sem receber e terão dificuldades para adquirir comida e remédio levando a possíveis saques a farmácias e supermercados. Só neste tipo de trabalho, as forças de segurança estarão sobrecarregadas.
Soma-se a isso, o fato de que policiais serão chamados para resolver brigas e discussões em hospitais, supermercados e farmácias. O stress causado pela doença tende a tirar as pessoas da razoabilidade. E isso vai gerar muitas ocorrências policiais de contenção de distúrbios. Há ainda a questão do sistema penitenciário. O que aconteceu em São Paulo, com rebeliões e fugas de presos, pode ocorrer com mais frequência.
Há iniciativas sendo tomadas para liberar presos de baixa periculosidade e também de limitar as visitas. Mas, com o aumento da propagação do vírus, visitas terão que ser interrompidas e isso pode gerar muitas rebeliões e distúrbios onde as forças de segurança terão que atuar (https://politica.estadao.com.br/blogs/gestao-politica-e-sociedade/o-coronavirus-e-o-colapso-do-sistema-de-seguranca-publica/).
Um fato que merece importância é o número de &quot;picaretagens ocasionados pelo isolamento&quot;, além de massiva violação à Lei da Economia Popular ( Lei n. 1521/51), com aumento abusivo de preços, estelionato e agressões.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Diz o texto: &#8220;B) No plano da população a situação parece-me igualmente preocupante, se não mais ainda. A cultura brasileira é 1) indisciplinada, 2) festiva e 3) aprecia o contacto físico. Será que os duzentos e dez milhões de brasileiros conseguirão, da noite para o dia, deixar de frequentar lanchonetes e cervejarias, deixar de organizar festas, de se encostarem uns aos outros e será que conseguirão fazer filas mantendo um metro e meio de distância entre as pessoas? Duvido&#8221;.<br />
O Brasil é o país do &#8220;Homem Cordial&#8221;.<br />
&#8220;Poucos conceitos se prestam a tamanha confusão quanto o de “homem cordial”, central no livro Raízes do Brasil, do historiador Sérgio Buarque de Holanda (1902-1982). Logo após a publicação da obra em 1936, o escritor Cassiano Ricardo implicou com a expressão. Para ele, a ideia de cordialidade, como característica marcante do brasileiro, estaria mal aplicada, pois o termo adquirira, pela dinâmica da linguagem, o sentido de polidez – justamente o contrário do que queria dizer o autor.<br />
A polêmica sobre a semântica teria ficado perdida no passado não fosse o fato de que, até hoje, muitas pessoas, ao citar inadvertidamente a obra, emprestam à noção de Buarque de Holanda uma conotação positiva que, desde a origem, lhe é estranha. Em resposta a Cassiano, o autor explicou ter usado a palavra em seu verdadeiro sentido, inclusive etimológico, que remete a coração. Opunha, assim, emoção a razão.<br />
(&#8230;)<br />
A expressão “homem cordial”, a propósito, fora cunhada anos antes, por Rui Ribeiro Couto, que julgou ser esse tributo uma contribuição latina à humanidade.<br />
O problema surge quando a cordialidade se manifesta na esfera pública. Isso porque o tipo cordial – uma herança portuguesa reforçada por traços das culturas negra e indígena – é individualista, avesso à hierarquia, arredio à disciplina, desobediente a regras sociais e afeito ao paternalismo e ao compadrio, ou seja, não se trata de um perfil adequado para a vida civilizada numa sociedade democrática(<a href="http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/o_jeitinho_do_homem_cordial.html" rel="nofollow ugc">http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/o_jeitinho_do_homem_cordial.html</a>).<br />
O historiador Sidney Chalhoub, da Universidade de Harvard, destaca a origem histórica do jeitinho, ligada à formação escravista da sociedade brasileira, numa época em que a única maneira de se conseguir algo era pedindo favores aos senhores de terra e escravos. Essa prática, em vez de desaparecer, perdurou e combinou-se com outras lógicas.<br />
“O jeitinho e o favor estão no centro de como a corrupção se tornou sistêmica no país”, avalia o historiador Chalhoub (<a href="http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-que-ha-de-corrupcao-no-jeitinho-brasileiro/" rel="nofollow ugc">http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-que-ha-de-corrupcao-no-jeitinho-brasileiro/</a>).<br />
O sociólogo, Jessé Souza, afirma que o homem cordial “é a concepção do brasileiro visto como vira-lata, ou seja, como o conjunto de negatividades: emotivo, primitivo, personalista e, portanto, essencialmente desonesto e corrupto” Patrimonialismo, por sua vez, “é uma espécie de amálgama institucional do homem cordial, desenvolvendo todas as suas virtualidades negativas dessa vez no Estado” (p. 191). Acrescenta-se Raymundo Faoro, autor de Donos do Poder, como o “historiador oficial” do liberalismo conservador brasileiro e que desenvolve o conceito de patrimonialismo.<br />
O articulista tem razâo.<br />
O descumprimento, sistemático, pela maioria, do ISOLAMENTO SOCIAL, está retardando o próprio fim do procedimento social.<br />
O aumento estupendo de crimes contra as mulheres, vítimas de feminicídio (<a href="https://www.migalhas.com.br/depeso/324827/quarentena-com-o-inimigo-o-aumento-dos-indices-de-violencia-domestica-em-tempos-de-covid-19" rel="nofollow ugc">https://www.migalhas.com.br/depeso/324827/quarentena-com-o-inimigo-o-aumento-dos-indices-de-violencia-domestica-em-tempos-de-covid-19</a>), aumento de brigas em condomínios (<a href="https://tribunaonline.com.br/pandemia-aumenta-brigas-em-condominios" rel="nofollow ugc">https://tribunaonline.com.br/pandemia-aumenta-brigas-em-condominios</a>), além de expressiva ampliação de conflitos sociais que reclamam a presença das forças de segurança geridas pelo Estado, que possui o monopólio da violência, tanto simbólica como efetiva, destinada a manter um mínimo de coesão social, revela uma situação que a Democracia não consegue administrar.<br />
O professor da FGV EAESP, Ricardo Alcadipani apresentou estudo interessante sobre a influência do Isolamento Social nas relações sociais: &#8230; &#8220;Em breve, a proibição da circulação de pessoas terá que ser total e o país irá parar. Neste cenário, as forças de segurança terão papel fundamental. Em primeiro lugar, as polícias terão que mudar a sua atuação. Elas terão que estar nas ruas para impedir que as pessoas circulem. Uma coisa é fazer isso em países como Espanha, Itália e França. Outra é no Brasil. Quem conhece as comunidades brasileiras sabe que é praticamente impossível garantir, pelas dificuldades da característica da urbanização destes locais, que as pessoas fiquem de fato em casa. Mesmo nas áreas centrais, muitas pessoas irão tentar quebrar a quarentena imposta pelo Estado. Na Itália, o efetivo policial está sendo empregado para coletar material para o exame do vírus na casa das pessoas. Isso também pode ser necessário no Brasil. Além disso, parte expressiva das pessoas que estão nas periferias vivem de empregos precários. À medida que a retração da economia aumenta, inúmeros trabalhadores precários devem ficar sem receber e terão dificuldades para adquirir comida e remédio levando a possíveis saques a farmácias e supermercados. Só neste tipo de trabalho, as forças de segurança estarão sobrecarregadas.<br />
Soma-se a isso, o fato de que policiais serão chamados para resolver brigas e discussões em hospitais, supermercados e farmácias. O stress causado pela doença tende a tirar as pessoas da razoabilidade. E isso vai gerar muitas ocorrências policiais de contenção de distúrbios. Há ainda a questão do sistema penitenciário. O que aconteceu em São Paulo, com rebeliões e fugas de presos, pode ocorrer com mais frequência.<br />
Há iniciativas sendo tomadas para liberar presos de baixa periculosidade e também de limitar as visitas. Mas, com o aumento da propagação do vírus, visitas terão que ser interrompidas e isso pode gerar muitas rebeliões e distúrbios onde as forças de segurança terão que atuar (<a href="https://politica.estadao.com.br/blogs/gestao-politica-e-sociedade/o-coronavirus-e-o-colapso-do-sistema-de-seguranca-publica/" rel="nofollow ugc">https://politica.estadao.com.br/blogs/gestao-politica-e-sociedade/o-coronavirus-e-o-colapso-do-sistema-de-seguranca-publica/</a>).<br />
Um fato que merece importância é o número de &#8220;picaretagens ocasionados pelo isolamento&#8221;, além de massiva violação à Lei da Economia Popular ( Lei n. 1521/51), com aumento abusivo de preços, estelionato e agressões.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Felipe Oliver		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/03/130263/#comment-597402</link>

		<dc:creator><![CDATA[Felipe Oliver]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2020 01:13:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Não, somos tão disciplinados qto os asiáticos. E aí, fui irônico ou soou com naturalidade? Se me achou irônico é pq somos sim indisciplinado. Acho que sou de esquerda, não tenho certeza, pois não ligo muito pra isso, mas tenho a tendencia em defender as liberdades. E como dito em um comentário acima, o problema é esse, a esquerda (no caso, mas poderia ser a direita, mas é principalmente a esquerda, de lutas vazias, briga pela ideologia ou pela briga, sem necessariamente ter uma razão) .. voltando... a esquerda vitimizada (nutela - não a raiz) tende a tomar tudo como ofensa. A esquerda acredita que todos os bandidos são santos como nesses filmes de injustiças que assistimos, o que a desmoraliza. Já a direita essa nem merece meu comentário.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não, somos tão disciplinados qto os asiáticos. E aí, fui irônico ou soou com naturalidade? Se me achou irônico é pq somos sim indisciplinado. Acho que sou de esquerda, não tenho certeza, pois não ligo muito pra isso, mas tenho a tendencia em defender as liberdades. E como dito em um comentário acima, o problema é esse, a esquerda (no caso, mas poderia ser a direita, mas é principalmente a esquerda, de lutas vazias, briga pela ideologia ou pela briga, sem necessariamente ter uma razão) .. voltando&#8230; a esquerda vitimizada (nutela &#8211; não a raiz) tende a tomar tudo como ofensa. A esquerda acredita que todos os bandidos são santos como nesses filmes de injustiças que assistimos, o que a desmoraliza. Já a direita essa nem merece meu comentário.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fagner Enrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/03/130263/#comment-576433</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Enrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2020 17:16:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Filante filado,

Ainda que os serviços bancários não tenham sido adaptados e a população tenha necessidade deles, considero sim um exemplo de indisciplina. Além da reportagem acima, que mostra um gestor da vigilância sanitária tentando fazer as pessoas se afastarem e sendo completamente ignorado, conheço pessoas que trabalham em estabelecimentos que não foram fechados e elas têm relatado que é muito difícil convencer o público sobre a necessidade de as pessoas manterem distância umas das outras. O fato de a pessoa ser obrigada a entrar numa fila não tem absolutamente nada a ver com o fato de ela não manter a distância necessária ao entrar nessa fila. E eu tenho testemunhado isso também presencialmente: há alguns dias vi uma mãe levando os quatro filhos (uns maiores, outros menores) para todos juntos fazerem compras num supermercado e várias outras famílias agindo como se nada estivesse acontecendo, todos sem máscaras e desrespeitando as regras de distanciamento social. A pessoa precisa fazer compras? Sim, mas não precisa levar a família toda. Enfim, o fato de que as pessoas precisam realizar determinadas atividades porque são necessárias não justifica o fato de elas as estarem realizando como se nada estivesse acontecendo e como se elas não estivessem colocando as próprias vidas e as de todas as demais pessoas em risco.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Filante filado,</p>
<p>Ainda que os serviços bancários não tenham sido adaptados e a população tenha necessidade deles, considero sim um exemplo de indisciplina. Além da reportagem acima, que mostra um gestor da vigilância sanitária tentando fazer as pessoas se afastarem e sendo completamente ignorado, conheço pessoas que trabalham em estabelecimentos que não foram fechados e elas têm relatado que é muito difícil convencer o público sobre a necessidade de as pessoas manterem distância umas das outras. O fato de a pessoa ser obrigada a entrar numa fila não tem absolutamente nada a ver com o fato de ela não manter a distância necessária ao entrar nessa fila. E eu tenho testemunhado isso também presencialmente: há alguns dias vi uma mãe levando os quatro filhos (uns maiores, outros menores) para todos juntos fazerem compras num supermercado e várias outras famílias agindo como se nada estivesse acontecendo, todos sem máscaras e desrespeitando as regras de distanciamento social. A pessoa precisa fazer compras? Sim, mas não precisa levar a família toda. Enfim, o fato de que as pessoas precisam realizar determinadas atividades porque são necessárias não justifica o fato de elas as estarem realizando como se nada estivesse acontecendo e como se elas não estivessem colocando as próprias vidas e as de todas as demais pessoas em risco.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/03/130263/#comment-576393</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2020 16:04:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Fagner Enrique e Filante filado,
É curiosa essa polémica acerca do carácter indisciplinado da população no Brasil. Noutro artigo, &lt;em&gt;&lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2020/04/130709/&quot; rel=&quot;noopener noreferrer&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;O Brasil não está no Brasil&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, reincidi e escrevi que as campanhas de consciencialização sobre as precauções a tomar serão «muito difíceis, porque terão de contrariar óbvios e inegáveis traços culturais enraizados na população brasileira, nomeadamente a convivialidade, o carácter festivo, a indisciplina e a exigência do contacto físico». Essa indisciplina foi mesmo uma das características que me atraiu e me levou a ficar no Brasil, onde vivi muitos mais anos do que em qualquer outro país, incluindo aquele onde nasci. Mas o nacionalismo, e o nacionalismo superlativo que é o indentitarismo, rejeita qualquer crítica feita pelo &lt;em&gt;outro&lt;/em&gt;. Ora, eu procuro sempre ser &lt;em&gt;o outro&lt;/em&gt;, que é a condição do espírito crítico.
O fundamental, no entanto, é que traços culturais que são uma qualidade em dadas circunstâncias podem ser defeitos graves noutras circunstâncias. E é o que sucede agora.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fagner Enrique e Filante filado,<br />
É curiosa essa polémica acerca do carácter indisciplinado da população no Brasil. Noutro artigo, <em><a href="https://passapalavra.info/2020/04/130709/" rel="noopener noreferrer" target="_blank">O Brasil não está no Brasil</a></em>, reincidi e escrevi que as campanhas de consciencialização sobre as precauções a tomar serão «muito difíceis, porque terão de contrariar óbvios e inegáveis traços culturais enraizados na população brasileira, nomeadamente a convivialidade, o carácter festivo, a indisciplina e a exigência do contacto físico». Essa indisciplina foi mesmo uma das características que me atraiu e me levou a ficar no Brasil, onde vivi muitos mais anos do que em qualquer outro país, incluindo aquele onde nasci. Mas o nacionalismo, e o nacionalismo superlativo que é o indentitarismo, rejeita qualquer crítica feita pelo <em>outro</em>. Ora, eu procuro sempre ser <em>o outro</em>, que é a condição do espírito crítico.<br />
O fundamental, no entanto, é que traços culturais que são uma qualidade em dadas circunstâncias podem ser defeitos graves noutras circunstâncias. E é o que sucede agora.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Filante filado		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/03/130263/#comment-576394</link>

		<dc:creator><![CDATA[Filante filado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2020 16:01:58 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=130263#comment-576394</guid>

					<description><![CDATA[De fato o brasileiro é indisciplinado. Mas as grandes filas nos bancos hoje não são um bom exemplo da indisciplina. Os bancos reduziram muito seus serviços presenciais, horário de funcionamento e o quadro de funcionários trabalhando. Muitas agências têm apenas um atendente agora. O fato é que há uma gama de serviços bancários essenciais que não foram virtualizados ou transferidos para atendimento telefônico, assim como há um grande número de analfabetos digitais, principalmente entre idosos, que não sabem nem utilizar o caixa eletrônico. Deveria haver uma orientação para o afastamento entre pessoas nas filas, mas para reduzi-las de fato penso que os bancos deveriam reavaliar o número necessário de funcionários nas agências ou então agilizar a transferência de serviços bancários essenciais para o atendimento remoto e fazer uma campanha para informar os novos procedimentos.

Agora um bom exemplo de indisciplina à brasileira: 
https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2020/04/06/coronavirus-drone-faz-imagem-de-praca-do-por-do-sol-lotada-durante-quarentena-em-sp.ghtml]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De fato o brasileiro é indisciplinado. Mas as grandes filas nos bancos hoje não são um bom exemplo da indisciplina. Os bancos reduziram muito seus serviços presenciais, horário de funcionamento e o quadro de funcionários trabalhando. Muitas agências têm apenas um atendente agora. O fato é que há uma gama de serviços bancários essenciais que não foram virtualizados ou transferidos para atendimento telefônico, assim como há um grande número de analfabetos digitais, principalmente entre idosos, que não sabem nem utilizar o caixa eletrônico. Deveria haver uma orientação para o afastamento entre pessoas nas filas, mas para reduzi-las de fato penso que os bancos deveriam reavaliar o número necessário de funcionários nas agências ou então agilizar a transferência de serviços bancários essenciais para o atendimento remoto e fazer uma campanha para informar os novos procedimentos.</p>
<p>Agora um bom exemplo de indisciplina à brasileira:<br />
<a href="https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2020/04/06/coronavirus-drone-faz-imagem-de-praca-do-por-do-sol-lotada-durante-quarentena-em-sp.ghtml" rel="nofollow ugc">https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2020/04/06/coronavirus-drone-faz-imagem-de-praca-do-por-do-sol-lotada-durante-quarentena-em-sp.ghtml</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fagner Enrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/03/130263/#comment-576377</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Enrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2020 15:22:59 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=130263#comment-576377</guid>

					<description><![CDATA[Quem acha que o brasileiro não é indisciplinado e que afirmar o contrário é ser eurocêntrico ou colonizador deveria assistir este vídeo:
https://globoplay.globo.com/v/8461688/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem acha que o brasileiro não é indisciplinado e que afirmar o contrário é ser eurocêntrico ou colonizador deveria assistir este vídeo:<br />
<a href="https://globoplay.globo.com/v/8461688/" rel="nofollow ugc">https://globoplay.globo.com/v/8461688/</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Anselmo Araújo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/03/130263/#comment-575944</link>

		<dc:creator><![CDATA[Anselmo Araújo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2020 04:40:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A suposta indisciplina do brasileiro, colocada por João Bernardo é um equívoco negado pela história de lutas das classes subalternas brasileiras. É um lugar comum,  um preconceito e padece de um certo Essencialismo, notadamente a-histórico. É equivocado venha de quem vier. O resto eu concordo com João Bernardo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A suposta indisciplina do brasileiro, colocada por João Bernardo é um equívoco negado pela história de lutas das classes subalternas brasileiras. É um lugar comum,  um preconceito e padece de um certo Essencialismo, notadamente a-histórico. É equivocado venha de quem vier. O resto eu concordo com João Bernardo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Legume		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/03/130263/#comment-571450</link>

		<dc:creator><![CDATA[Legume]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Apr 2020 14:46:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Leo,

Era exatamente disso que eu estava falando em &quot;Essa autodisciplina também me parece essencial para que consigamos disciplinar os patrões que insistem em colocar as vidas de trabalhadores como algo descartável.&quot;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Leo,</p>
<p>Era exatamente disso que eu estava falando em &#8220;Essa autodisciplina também me parece essencial para que consigamos disciplinar os patrões que insistem em colocar as vidas de trabalhadores como algo descartável.&#8221;</p>
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		<title>
		Por: Leo V		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/03/130263/#comment-570949</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo V]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Mar 2020 21:32:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Legume,

Se é pra fugir da conciliação de classe o &quot;fique em casa&quot; não faz isso, e portanto essa autodisciplina. Aliás, quando a grande imprensa e a burguesia mais influente adota a posição a favor do isolamento social, é difícil até separar o que é &#039;auto&#039; e o que é &#039;hetero&#039; disciplina.

Ora, a luta de classes e a não conciliação continua estando na indisciplina às regras burguesas nos locais de produção. O direito à quarentena, à saúde e segurança estão aí sendo jogadas na cara em inúmeras greves selvagens pelo mundo durante essa pandemia. São essas as lutas importantes do momento e que não conciliam, e que mostram a hipocrisia da burguesia que defende o isolamento social, mas não dos operários e trabalhadores em geral enquanto trabalhadores.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Legume,</p>
<p>Se é pra fugir da conciliação de classe o &#8220;fique em casa&#8221; não faz isso, e portanto essa autodisciplina. Aliás, quando a grande imprensa e a burguesia mais influente adota a posição a favor do isolamento social, é difícil até separar o que é &#8216;auto&#8217; e o que é &#8216;hetero&#8217; disciplina.</p>
<p>Ora, a luta de classes e a não conciliação continua estando na indisciplina às regras burguesas nos locais de produção. O direito à quarentena, à saúde e segurança estão aí sendo jogadas na cara em inúmeras greves selvagens pelo mundo durante essa pandemia. São essas as lutas importantes do momento e que não conciliam, e que mostram a hipocrisia da burguesia que defende o isolamento social, mas não dos operários e trabalhadores em geral enquanto trabalhadores.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
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