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	Comentários sobre: Libertem Mario Quintana!	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Marcos Guerra		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcos Guerra]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Feb 2023 02:29:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Textos como o seu me deixam em dúvida se gosto mais das poesias ou de ler sobre os poetas. Obrigado pelos momentos relaxantes proporcionados. Isso liberta até o amante  que está em um quarto escuro, sozinho, com a luz externa adentrando pelas frestas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Textos como o seu me deixam em dúvida se gosto mais das poesias ou de ler sobre os poetas. Obrigado pelos momentos relaxantes proporcionados. Isso liberta até o amante  que está em um quarto escuro, sozinho, com a luz externa adentrando pelas frestas.</p>
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		<title>
		Por: Adriano		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Adriano]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Apr 2020 04:14:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Belíssimo texto, Jan Cenek. Rua dos Cataventos, a Casa Velha da Ponte, Rua Lopes Chaves e Cordisburgo são chaves da minha memória. Os cataventos do poeta das coisa simples porque o li há muitos anos; os outros porque são também lugares onde estive. O problema das casas-museu ou de espaços de memória dedicados à escritores e poetas é que a pretensão de continuar a memória do artista se dá pela mera exposição de objetos e pertences pessoais, no lugar de perpetuar o que tornou o artista imortal: sua obra, traduzindo seu espírito e seu conceito fundamental tal como você sugere no último parágrafo do texto, mantendo viva a potência poética do discurso humano. Se o que o poeta espera é que sua obra atinja seus leitores, o que se espera de um espaço dedicado à sua memória é que não enterre também a memória. O kitsch é a segunda morte.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Belíssimo texto, Jan Cenek. Rua dos Cataventos, a Casa Velha da Ponte, Rua Lopes Chaves e Cordisburgo são chaves da minha memória. Os cataventos do poeta das coisa simples porque o li há muitos anos; os outros porque são também lugares onde estive. O problema das casas-museu ou de espaços de memória dedicados à escritores e poetas é que a pretensão de continuar a memória do artista se dá pela mera exposição de objetos e pertences pessoais, no lugar de perpetuar o que tornou o artista imortal: sua obra, traduzindo seu espírito e seu conceito fundamental tal como você sugere no último parágrafo do texto, mantendo viva a potência poética do discurso humano. Se o que o poeta espera é que sua obra atinja seus leitores, o que se espera de um espaço dedicado à sua memória é que não enterre também a memória. O kitsch é a segunda morte.</p>
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		<title>
		Por: j		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/04/130783/#comment-579415</link>

		<dc:creator><![CDATA[j]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Apr 2020 23:36:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Obrigado, Carlos. 

Realmente, poesia é liberdade e movimento. Não consigo imaginar exceções. Há os que procuram a poesia nos bichos que habitam as pedras do calçamento, como Manoel de Barros, mas, ainda assim, é um exercício de liberdade e movimento.

Obrigado, João Bernardo.

Bom saber que Quintana foi um artesão das palavras também nas traduções. Tenho os sete volumes de Em busca do tempo perdido traduzidos pelo Quintana, mas ainda não li.

Talvez o quarto sarcófago não estivesse montado em 1988. Quintana faleceu em 1994. Desconfio que o poeta não aceitaria a “homenagem”. Quando escrevi, pesquisei sobre a data de inauguração do quarto, mas não encontrei. Acredito que a “homenagem” foi feita depois da morte do poeta.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Obrigado, Carlos. </p>
<p>Realmente, poesia é liberdade e movimento. Não consigo imaginar exceções. Há os que procuram a poesia nos bichos que habitam as pedras do calçamento, como Manoel de Barros, mas, ainda assim, é um exercício de liberdade e movimento.</p>
<p>Obrigado, João Bernardo.</p>
<p>Bom saber que Quintana foi um artesão das palavras também nas traduções. Tenho os sete volumes de Em busca do tempo perdido traduzidos pelo Quintana, mas ainda não li.</p>
<p>Talvez o quarto sarcófago não estivesse montado em 1988. Quintana faleceu em 1994. Desconfio que o poeta não aceitaria a “homenagem”. Quando escrevi, pesquisei sobre a data de inauguração do quarto, mas não encontrei. Acredito que a “homenagem” foi feita depois da morte do poeta.</p>
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		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/04/130783/#comment-578827</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Apr 2020 22:18:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Quantas evocações me suscitou o seu belíssimo texto! Em 1988 — ou seria três anos mais tarde? — fui ministrar um curso a Porto Alegre e duas alunas levaram-me a jantar no centro cultural, naquele bar-restaurante lá em cima. Eu não sabia quem era Mário Quintana e elas explicaram-me. Felizmente não me levaram a ver o sarcófago, talvez estivesse vedado àquela hora. Depois, ao longo de muitos anos de Brasil, o nome de Mário Quintana tornou-se-me familiar, mas sem nenhum conhecimento detalhado. Ora, sucede que há uns dez anos terminei uma obra sobre &lt;em&gt;La Comédie humaine&lt;/em&gt;, de Balzac, que, entretanto, foi editada pela UEMG, entretecida de citações, umas curtas outras longas, que eu tinha deixado para traduzir no final. Tinham-me dito que a tradução brasileira era excelente, dirigida por Paulo Rónai, e eu pensara que isso me simplificaria muito a vida. Porém, catástrofe! As traduções são péssimas e não são dirigidas por ninguém, porque cada tradutor faz o quer — ou seja, faz os erros que quer — cada um usando critérios diferentes. Até Carlos Drummond de Andrade, que se encarregou de &lt;em&gt;Les Paysans&lt;/em&gt;, cometeu um erro colossal, invertendo o sentido de uma frase num momento crucial do romance. O resultado é que tive de ser eu a perder quase um ano para traduzir tudo o que necessitava. No meio daquela indigência, só um nome se salienta, o de Mário Quintana. Por vezes eu achava que ele poderia ter encontrado melhores soluções, mas em todos os casos, sem excepção, as traduções dele são correctas, fidedignas, honestas. O único a salvar-se da hecatombe. Há uns três anos fui passar uma semana numa cidade de outro país, onde vou regularmente, e para ler, ou reler, na viagem levei um dos mais conhecidos romances de Simenon, &lt;em&gt;O Homem que Via Passar os Comboios&lt;/em&gt;, ou &lt;em&gt;os Trens&lt;/em&gt;, como se diz no Brasil, numa velha edição portuguesa com tradução de Mário Quintana. Entretanto, junto ao hotel onde costumo ficar há um alfarrabista, um sebo, como dizem os brasileiros, mantido por uns jovens, que sempre têm coisas excelentes, e encontrei uma colectânea de romances de Simenon pelas Éditions Pléiade, em dois volumes. É necessário explicar que a Pléiade é um primor da edição, com um aparelho de notas insuperável. Continuei a ler o romance em francês e a certo momento engasguei numa palavra. Fui ver às notas, e tratava-se de um regionalismo belga. Simenon era valão, da Bélgica francófona, e a nota explicava que ele nem sempre se dava conta de que esses regionalismos não eram empregues em França. Por curiosidade fui ver à edição em português. Mário Quintana traduzira exactamente. Ele não foi só um poeta que gostava de coisas simples e da cor azul. Foi também um honesto artesão das palavras.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quantas evocações me suscitou o seu belíssimo texto! Em 1988 — ou seria três anos mais tarde? — fui ministrar um curso a Porto Alegre e duas alunas levaram-me a jantar no centro cultural, naquele bar-restaurante lá em cima. Eu não sabia quem era Mário Quintana e elas explicaram-me. Felizmente não me levaram a ver o sarcófago, talvez estivesse vedado àquela hora. Depois, ao longo de muitos anos de Brasil, o nome de Mário Quintana tornou-se-me familiar, mas sem nenhum conhecimento detalhado. Ora, sucede que há uns dez anos terminei uma obra sobre <em>La Comédie humaine</em>, de Balzac, que, entretanto, foi editada pela UEMG, entretecida de citações, umas curtas outras longas, que eu tinha deixado para traduzir no final. Tinham-me dito que a tradução brasileira era excelente, dirigida por Paulo Rónai, e eu pensara que isso me simplificaria muito a vida. Porém, catástrofe! As traduções são péssimas e não são dirigidas por ninguém, porque cada tradutor faz o quer — ou seja, faz os erros que quer — cada um usando critérios diferentes. Até Carlos Drummond de Andrade, que se encarregou de <em>Les Paysans</em>, cometeu um erro colossal, invertendo o sentido de uma frase num momento crucial do romance. O resultado é que tive de ser eu a perder quase um ano para traduzir tudo o que necessitava. No meio daquela indigência, só um nome se salienta, o de Mário Quintana. Por vezes eu achava que ele poderia ter encontrado melhores soluções, mas em todos os casos, sem excepção, as traduções dele são correctas, fidedignas, honestas. O único a salvar-se da hecatombe. Há uns três anos fui passar uma semana numa cidade de outro país, onde vou regularmente, e para ler, ou reler, na viagem levei um dos mais conhecidos romances de Simenon, <em>O Homem que Via Passar os Comboios</em>, ou <em>os Trens</em>, como se diz no Brasil, numa velha edição portuguesa com tradução de Mário Quintana. Entretanto, junto ao hotel onde costumo ficar há um alfarrabista, um sebo, como dizem os brasileiros, mantido por uns jovens, que sempre têm coisas excelentes, e encontrei uma colectânea de romances de Simenon pelas Éditions Pléiade, em dois volumes. É necessário explicar que a Pléiade é um primor da edição, com um aparelho de notas insuperável. Continuei a ler o romance em francês e a certo momento engasguei numa palavra. Fui ver às notas, e tratava-se de um regionalismo belga. Simenon era valão, da Bélgica francófona, e a nota explicava que ele nem sempre se dava conta de que esses regionalismos não eram empregues em França. Por curiosidade fui ver à edição em português. Mário Quintana traduzira exactamente. Ele não foi só um poeta que gostava de coisas simples e da cor azul. Foi também um honesto artesão das palavras.</p>
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		<title>
		Por: Carlos		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/04/130783/#comment-578717</link>

		<dc:creator><![CDATA[Carlos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Apr 2020 19:46:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Crítica muito bem elaborada, a demonstrar que a poesia congelada em qualquer rincão do universo, que seja um quarto fechado, é tudo, menos poesia]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Crítica muito bem elaborada, a demonstrar que a poesia congelada em qualquer rincão do universo, que seja um quarto fechado, é tudo, menos poesia</p>
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