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	Comentários sobre: Contra o sacrifício: os trabalhadores da saúde para além do heroísmo	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Daniel Caribé		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/04/131022/#comment-580766</link>

		<dc:creator><![CDATA[Daniel Caribé]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2020 02:35:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O comentário de Legume me remeteu a um ensaio que escrevi em 2015. Ele, o ensaio, me ajudou a organizar as minhas dúvidas a respeito do caráter de uma greve promovida pelos trabalhadores da educação (eu sou técnico-administrativo de uma universidade federal) e da saúde. Em especial, queria entender o porquê de ser tão fácil -- comparado a outros trabalhadores -- fazer uma greve nas universidades ou por que uma greve no setor da saúde atraia tanta hostilidade dos demais trabalhadores caso não fosse resolvida rapidamente. Com todas as contradições da saúde e da educação fornecidas pelo Estado, em uma sociedade capitalista pois atualmente não existe outra, ainda assim esses serviços devolvem aos trabalhadores um pouco do que eles entregam nos seus locais de trabalho. O que nos obriga, nós trabalhadores da educação e da saúde, a ser um pouco mais criativos em nossas reivindicações e nos nossos processos de luta contra a exploração e precarização. Segue o link: https://passapalavra.info/2015/09/105942/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O comentário de Legume me remeteu a um ensaio que escrevi em 2015. Ele, o ensaio, me ajudou a organizar as minhas dúvidas a respeito do caráter de uma greve promovida pelos trabalhadores da educação (eu sou técnico-administrativo de uma universidade federal) e da saúde. Em especial, queria entender o porquê de ser tão fácil &#8212; comparado a outros trabalhadores &#8212; fazer uma greve nas universidades ou por que uma greve no setor da saúde atraia tanta hostilidade dos demais trabalhadores caso não fosse resolvida rapidamente. Com todas as contradições da saúde e da educação fornecidas pelo Estado, em uma sociedade capitalista pois atualmente não existe outra, ainda assim esses serviços devolvem aos trabalhadores um pouco do que eles entregam nos seus locais de trabalho. O que nos obriga, nós trabalhadores da educação e da saúde, a ser um pouco mais criativos em nossas reivindicações e nos nossos processos de luta contra a exploração e precarização. Segue o link: <a href="https://passapalavra.info/2015/09/105942/" rel="ugc">https://passapalavra.info/2015/09/105942/</a></p>
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		<title>
		Por: Legume		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/04/131022/#comment-580731</link>

		<dc:creator><![CDATA[Legume]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2020 00:50:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Entendi o artigo como uma análise das condições de trabalho na área da saúde, a autora demonstrou um exacerbamento de uma precariedade anterior. Sem dúvida a pandemia colocou essas pessoas sob riscos muito maiores. 
Entretanto, acho que o texto deixa aberto espaço para certo corporativismo ao lamentar a inexistência de greves no setor. Em um hospital, ao se fazer uma greve qual produto deixa de ser entregue? A saúde de outro trabalhador.  A paralisação dessa atividade me parece demais danosa ao conjunto da classe, na atual situação então seria algo incalculável. A mobilização em um setor como esse - em todos na verdade - precisa atacar as estruturas de controle que existem sobre os trabalhadores, sejam elas do Estado ou das empresas privadas. Li, um tempo atrás, sobre uma greve de médicos durante o salazarismo que consistiu em não registrar no sistema o número de atendimentos, o que prejudicava diretamente a burocracia salazarista. Não sei o quanto isso é aplicável hoje, mas o que se faz necessário é usar a criatividade na reivindicação de condições de trabalho.
Uma mobilização desse tipo pode conseguir a solidariedade do restante da classe, enquanto uma mobilização que a classe trabalhadora será a maior prejudicada não conseguirá (com razão) esse apoio. Esse é um momento em que a solidariedade está voltada para estes trabalhadores da saúde, e isso pode ir além de aplausos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Entendi o artigo como uma análise das condições de trabalho na área da saúde, a autora demonstrou um exacerbamento de uma precariedade anterior. Sem dúvida a pandemia colocou essas pessoas sob riscos muito maiores.<br />
Entretanto, acho que o texto deixa aberto espaço para certo corporativismo ao lamentar a inexistência de greves no setor. Em um hospital, ao se fazer uma greve qual produto deixa de ser entregue? A saúde de outro trabalhador.  A paralisação dessa atividade me parece demais danosa ao conjunto da classe, na atual situação então seria algo incalculável. A mobilização em um setor como esse &#8211; em todos na verdade &#8211; precisa atacar as estruturas de controle que existem sobre os trabalhadores, sejam elas do Estado ou das empresas privadas. Li, um tempo atrás, sobre uma greve de médicos durante o salazarismo que consistiu em não registrar no sistema o número de atendimentos, o que prejudicava diretamente a burocracia salazarista. Não sei o quanto isso é aplicável hoje, mas o que se faz necessário é usar a criatividade na reivindicação de condições de trabalho.<br />
Uma mobilização desse tipo pode conseguir a solidariedade do restante da classe, enquanto uma mobilização que a classe trabalhadora será a maior prejudicada não conseguirá (com razão) esse apoio. Esse é um momento em que a solidariedade está voltada para estes trabalhadores da saúde, e isso pode ir além de aplausos.</p>
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