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	Comentários sobre: Quarentena política — debate com alguns militantes	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Ze antonio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/04/131078/#comment-583511</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ze antonio]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Apr 2020 11:38:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Muito bom o texto. Toca nos assuntos lembrando que a coisa já pode ser apresentada na experiência concreta.  O texto do grupo de militantes pode cair numa querebtena política, como deixa um gostinho pra desenvolver essa idéia.  É que esse potencial se dá pela negligência perante o fato de que é tático e urgência a preservação de vidas da classe trabalhadora, pra qualquer perspectiva. Seja capitalista, no sentido de garantir qualquer produtividade e novos ciclos de mais valia relativa. Ou proletário, quando as nossas vidas e atividade são a nossa arma em qualquer contexto. Então falar em guerra social que se avizinha pode negligenciar o fundamental, que a continuidade do conflito capital x trabalho mesmo durante a quarentena, não como uma &quot;hipocrisia&quot;, cuja visão  pode colocar uma única via de capitalismo como possivel. Isso sendo justificado pela crise econômica, que não traz uma inflação, pois caminha em outras condições. Pra começar, uma superprodução dos combustíveis nesse primeiro momento. Já os alimentos, mesmo com um aumento da procura, aponta pra estabilização. Temo que esse apontamento pro &quot;caos&quot; possa trazer uma invisibilidade dos conflitos, que trazem formas não convencionais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito bom o texto. Toca nos assuntos lembrando que a coisa já pode ser apresentada na experiência concreta.  O texto do grupo de militantes pode cair numa querebtena política, como deixa um gostinho pra desenvolver essa idéia.  É que esse potencial se dá pela negligência perante o fato de que é tático e urgência a preservação de vidas da classe trabalhadora, pra qualquer perspectiva. Seja capitalista, no sentido de garantir qualquer produtividade e novos ciclos de mais valia relativa. Ou proletário, quando as nossas vidas e atividade são a nossa arma em qualquer contexto. Então falar em guerra social que se avizinha pode negligenciar o fundamental, que a continuidade do conflito capital x trabalho mesmo durante a quarentena, não como uma &#8220;hipocrisia&#8221;, cuja visão  pode colocar uma única via de capitalismo como possivel. Isso sendo justificado pela crise econômica, que não traz uma inflação, pois caminha em outras condições. Pra começar, uma superprodução dos combustíveis nesse primeiro momento. Já os alimentos, mesmo com um aumento da procura, aponta pra estabilização. Temo que esse apontamento pro &#8220;caos&#8221; possa trazer uma invisibilidade dos conflitos, que trazem formas não convencionais.</p>
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		<title>
		Por: Observador		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/04/131078/#comment-582045</link>

		<dc:creator><![CDATA[Observador]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2020 17:52:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Esse é um debate um pouco estranho para mim, ao menos.
O grupo de militantes no outro texto parece querer denunciar duas vias capitalistas para lidar com a crise: a gestorial (OMS e governos centristas) e a nacionalista, que pelos rumos do mundo hoje está associada ao anarco-capitalismo (Bolsonar, Trump, etc).
Amilto faz a crítica de que a via gestorial tem componentes que são importantes para a classe trabalhadora, essencialmente em seu aspecto sanitário, e que boa parte da população está adotando as medidas e o ponto de vista sanitário sobre a situação vivida mundialmente. Por outro lado, o grupo de militantes havia indicado que Bolsonaro, e sua posição anarco-capitalista, tinha como arma a mobilização dos setores informais para atacar as medidas e a visão sanitária da crise (as bases políticas da direita global também avançam no sentido de seus líderes: https://www.poder360.com.br/internacional/grupos-de-direita-no-mundo-organizam-protestos-contra-o-isolamento/)
Até aqui, um debate sobre como alguns setores sociais, especialmente os setores pobres, iriam reagir às medidas mais restritivas e à paralisação econômica. Ao que tudo indica, a visão de Amilto parece estar mais próxima do que está ocorrendo -- embora a situação possa se alterar em qualquer momento, eis a natureza de uma crise.

Por outro lado, acho difícil entender, do ponto de vista militante, que conclusões tirar disso. Ou seja, é claro que a visão sanitarista da crise entende a necessidade de praticar o isolamento sempre que possível. Isso, é claro, não indica nenhum tipo de saída para quem não possa manter uma situação de quarentena. Mas quem teria a possibilidade de formular um &quot;o que fazer?&quot; para pessoas nesta situação? Instar saques e roubos? Claramente, para uma população economicamente e socialmente fragmentada, organizar mobilizações parece ser o menos verídico -- se não o menos desejável neste momento. E se não é por meio da organização, mas pela revolta descontrolada e caótica dos famélicos, terá efetividade para alterar uma situação concreta? Em que sentido, frente ao governo militar que sustenta Bolsonaro? E os setores não famélicos que estão nas ruas trabalhando. É possível separar a luta contra a exploração da luta contra a morte causada por este sistema, como se fossem coisas diferentes? Entendo que não, se tomamos em consideração o sentido pleno das reivindicações pelas &quot;melhores condições de trabalho&quot;, contra as doenças e as mortes ocorridas nos lugares de trabalho.
Me intriga a reação irônica da pessoa que comentou, pois me faz pensar que existem posições divergentes quanto à forma de atuar neste contexto. Mas isso não fica claro no debate até agora.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse é um debate um pouco estranho para mim, ao menos.<br />
O grupo de militantes no outro texto parece querer denunciar duas vias capitalistas para lidar com a crise: a gestorial (OMS e governos centristas) e a nacionalista, que pelos rumos do mundo hoje está associada ao anarco-capitalismo (Bolsonar, Trump, etc).<br />
Amilto faz a crítica de que a via gestorial tem componentes que são importantes para a classe trabalhadora, essencialmente em seu aspecto sanitário, e que boa parte da população está adotando as medidas e o ponto de vista sanitário sobre a situação vivida mundialmente. Por outro lado, o grupo de militantes havia indicado que Bolsonaro, e sua posição anarco-capitalista, tinha como arma a mobilização dos setores informais para atacar as medidas e a visão sanitária da crise (as bases políticas da direita global também avançam no sentido de seus líderes: <a href="https://www.poder360.com.br/internacional/grupos-de-direita-no-mundo-organizam-protestos-contra-o-isolamento/" rel="nofollow ugc">https://www.poder360.com.br/internacional/grupos-de-direita-no-mundo-organizam-protestos-contra-o-isolamento/</a>)<br />
Até aqui, um debate sobre como alguns setores sociais, especialmente os setores pobres, iriam reagir às medidas mais restritivas e à paralisação econômica. Ao que tudo indica, a visão de Amilto parece estar mais próxima do que está ocorrendo &#8212; embora a situação possa se alterar em qualquer momento, eis a natureza de uma crise.</p>
<p>Por outro lado, acho difícil entender, do ponto de vista militante, que conclusões tirar disso. Ou seja, é claro que a visão sanitarista da crise entende a necessidade de praticar o isolamento sempre que possível. Isso, é claro, não indica nenhum tipo de saída para quem não possa manter uma situação de quarentena. Mas quem teria a possibilidade de formular um &#8220;o que fazer?&#8221; para pessoas nesta situação? Instar saques e roubos? Claramente, para uma população economicamente e socialmente fragmentada, organizar mobilizações parece ser o menos verídico &#8212; se não o menos desejável neste momento. E se não é por meio da organização, mas pela revolta descontrolada e caótica dos famélicos, terá efetividade para alterar uma situação concreta? Em que sentido, frente ao governo militar que sustenta Bolsonaro? E os setores não famélicos que estão nas ruas trabalhando. É possível separar a luta contra a exploração da luta contra a morte causada por este sistema, como se fossem coisas diferentes? Entendo que não, se tomamos em consideração o sentido pleno das reivindicações pelas &#8220;melhores condições de trabalho&#8221;, contra as doenças e as mortes ocorridas nos lugares de trabalho.<br />
Me intriga a reação irônica da pessoa que comentou, pois me faz pensar que existem posições divergentes quanto à forma de atuar neste contexto. Mas isso não fica claro no debate até agora.</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Amilto		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/04/131078/#comment-581879</link>

		<dc:creator><![CDATA[Amilto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Apr 2020 22:05:30 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=131078#comment-581879</guid>

					<description><![CDATA[Quanto ao comentário irônico acima:

&quot;As jogadas suicidas de Bolsonaro não têm sentido político.&quot;
Tem um sentido político, uma aposta política que tem sido perdedora, como demonstrado no texto. 

&quot;Os registros de aumento da circulação diariamente, ou mesmo a flexibilização da quarentena em vários estados, são só uma situação infeliz e passageira.&quot;
Os motivos das oscilações nos índices de isolamento estão argumentados no texto. A empresa In Loco, que tem auxiliado os governos com índices de isolamento medidos por geolocalização, disponibiliza os dados em seu site (https://www.inloco.com.br/pt/). Do dia 21 de março até o dia 1º de abril, a média ponderada do índice por estado esteve acima dos 50% (atingindo um pico de 69,6% em 22 de março), e depois disso esteve oscilando (atingindo um mínimo de 46,2% no dia 13 de abril). 

Agora se quiser fazer um contraponto baseado em fatos e não em ironia preguiçosa, sinta-se à vontade para sair da quarentena política.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quanto ao comentário irônico acima:</p>
<p>&#8220;As jogadas suicidas de Bolsonaro não têm sentido político.&#8221;<br />
Tem um sentido político, uma aposta política que tem sido perdedora, como demonstrado no texto. </p>
<p>&#8220;Os registros de aumento da circulação diariamente, ou mesmo a flexibilização da quarentena em vários estados, são só uma situação infeliz e passageira.&#8221;<br />
Os motivos das oscilações nos índices de isolamento estão argumentados no texto. A empresa In Loco, que tem auxiliado os governos com índices de isolamento medidos por geolocalização, disponibiliza os dados em seu site (<a href="https://www.inloco.com.br/pt/" rel="nofollow ugc">https://www.inloco.com.br/pt/</a>). Do dia 21 de março até o dia 1º de abril, a média ponderada do índice por estado esteve acima dos 50% (atingindo um pico de 69,6% em 22 de março), e depois disso esteve oscilando (atingindo um mínimo de 46,2% no dia 13 de abril). </p>
<p>Agora se quiser fazer um contraponto baseado em fatos e não em ironia preguiçosa, sinta-se à vontade para sair da quarentena política.</p>
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		<item>
		<title>
		Por: Militante em quarentena		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/04/131078/#comment-581847</link>

		<dc:creator><![CDATA[Militante em quarentena]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Apr 2020 19:28:28 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=131078#comment-581847</guid>

					<description><![CDATA[Ufa! Depois de ler esse texto, sinto-me aliviado. A população brasileira está seguindo o isolamento social e vai ter condições materiais para continuar respeitando. As jogadas suicidas de Bolsonaro não têm sentido político. Os registros de aumento da circulação diariamente, ou mesmo a flexibilização da quarentena em vários estados, são só uma situação infeliz e passageira. Posso ficar tranquilo, em quarentena política.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ufa! Depois de ler esse texto, sinto-me aliviado. A população brasileira está seguindo o isolamento social e vai ter condições materiais para continuar respeitando. As jogadas suicidas de Bolsonaro não têm sentido político. Os registros de aumento da circulação diariamente, ou mesmo a flexibilização da quarentena em vários estados, são só uma situação infeliz e passageira. Posso ficar tranquilo, em quarentena política.</p>
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