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	Comentários sobre: Será a vitória final de Bakúnin sobre Marx?	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Gabriel M A Silva		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/04/131324/#comment-623599</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gabriel M A Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2020 17:49:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Manolo, agradeço pela resposta.
Aproveitando: você tem recomendações de leitura de perspectivas críticas sobre esses conceitos que vêm surgindo como &#039;&#039;capitalismo de dados&#039;&#039; ou &#039;&#039;capitalismo de informação&#039;&#039;, &#039;&#039;sociedade de dados&#039;&#039; e etc?

Sobre a sua resposta, eu não poderia concordar mais com a sua exposição. É como se cada palavra pudesse ter sido pensada por mim, mas de maneira muito mais tosca.
Não é a toa que aqui mesmo no PP vivemos discutindo sobre identitarismos e suas versões, suas formas de agir e seus efeitos. Disse que esse seu texto levanta uma questão central justamente porque parece que a capacidade do capital em se articular ao redor das lutas é tamanha que a luta contra a &#039;&#039;exploração&#039;&#039; se torna invisível - mesmo porque no campo ideal dominante, toda teoria social, talvez especialmente a econômica, mal concebe a existência de &#039;&#039;trabalhadores&#039;&#039; e quanto menos do valor-trabalho - e as lutas contras as &#039;&#039;opressões&#039;&#039; se tornam totalmente cooptadas, de tal modo que, na realidade, não se resolve o problema das opressões. E dissso você mesmo, se não me engano, acabou falando em muito na sua série de artigos sobre o fórum social mundial.
O que me parece importante trazer para o debate é justamente o quanto podemos criar em termos de práticas que nos permitam nos aproximar dessas lutas contra a &#039;&#039;opressão&#039;&#039; sem perder o vínculo com a luta anticapitalista. Mas essa angústia que tenho talvez seja apenas um reflexo da minha dúvida de como melhor direcionar a energia criativa e combativa]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Manolo, agradeço pela resposta.<br />
Aproveitando: você tem recomendações de leitura de perspectivas críticas sobre esses conceitos que vêm surgindo como &#8221;capitalismo de dados&#8221; ou &#8221;capitalismo de informação&#8221;, &#8221;sociedade de dados&#8221; e etc?</p>
<p>Sobre a sua resposta, eu não poderia concordar mais com a sua exposição. É como se cada palavra pudesse ter sido pensada por mim, mas de maneira muito mais tosca.<br />
Não é a toa que aqui mesmo no PP vivemos discutindo sobre identitarismos e suas versões, suas formas de agir e seus efeitos. Disse que esse seu texto levanta uma questão central justamente porque parece que a capacidade do capital em se articular ao redor das lutas é tamanha que a luta contra a &#8221;exploração&#8221; se torna invisível &#8211; mesmo porque no campo ideal dominante, toda teoria social, talvez especialmente a econômica, mal concebe a existência de &#8221;trabalhadores&#8221; e quanto menos do valor-trabalho &#8211; e as lutas contras as &#8221;opressões&#8221; se tornam totalmente cooptadas, de tal modo que, na realidade, não se resolve o problema das opressões. E dissso você mesmo, se não me engano, acabou falando em muito na sua série de artigos sobre o fórum social mundial.<br />
O que me parece importante trazer para o debate é justamente o quanto podemos criar em termos de práticas que nos permitam nos aproximar dessas lutas contra a &#8221;opressão&#8221; sem perder o vínculo com a luta anticapitalista. Mas essa angústia que tenho talvez seja apenas um reflexo da minha dúvida de como melhor direcionar a energia criativa e combativa</p>
]]></content:encoded>
		
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		<title>
		Por: Lélia Gonzalez		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/04/131324/#comment-598510</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lélia Gonzalez]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2020 10:34:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&lt;em&gt;Mulherio:&lt;/em&gt; Lélia, o que você acha do slogan &quot;&lt;em&gt;mulher vota em mulher&lt;/em&gt;&quot;?

&lt;em&gt;Lélia Gonzalez:&lt;/em&gt; Esse papo é tão furado quanto aquele de &quot;&lt;em&gt;negro vota em negro&lt;/em&gt;&quot;, e ambos se diferenciam daquele que afirma que &quot;&lt;em&gt;trabalhador vota em trabalhador&lt;/em&gt;&quot;. Enquanto esse último tem sua coerência apoiada justamente na denúncia da exploração da classe trabalhadora pela classe dominante, os outros dois escamoteiam essa questão. Afinal, existem mulheres e negros que pertencem e/ou fazem o jogo da classe dominante, buscando perpetuar os privilégios dela e, ao mesmo tempo, participar desses privilégios. Tem muita mulher por aí que, de comum com as lutas das feministas, só tem mesmo uma coisa: o seio feminino. No restante, elas são tanto ou mais masculinas do que muitos homens que a gente conhece.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Mulherio:</em> Lélia, o que você acha do slogan &#8220;<em>mulher vota em mulher</em>&#8220;?</p>
<p><em>Lélia Gonzalez:</em> Esse papo é tão furado quanto aquele de &#8220;<em>negro vota em negro</em>&#8220;, e ambos se diferenciam daquele que afirma que &#8220;<em>trabalhador vota em trabalhador</em>&#8220;. Enquanto esse último tem sua coerência apoiada justamente na denúncia da exploração da classe trabalhadora pela classe dominante, os outros dois escamoteiam essa questão. Afinal, existem mulheres e negros que pertencem e/ou fazem o jogo da classe dominante, buscando perpetuar os privilégios dela e, ao mesmo tempo, participar desses privilégios. Tem muita mulher por aí que, de comum com as lutas das feministas, só tem mesmo uma coisa: o seio feminino. No restante, elas são tanto ou mais masculinas do que muitos homens que a gente conhece.</p>
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		<item>
		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/04/131324/#comment-597341</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 May 2020 23:51:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Gabriel, para mim -- que me defino como uma negação -- opressão e exploração encontram-se aí diante de quem queira ver. (Veja bem: &quot;opressão&quot; e &quot;exploração&quot; são usadas aqui no sentido bem circunstanciado que desenhei no ensaio, e em nenhum outro.) Negar qualquer das duas, e suas complexas interações, é cegueira -- inocente ou interessada, mas cegueira mesmo assim. Necessária como seja a análise da realidade tendo estes dois elementos como base, a passagem da análise para a explicação, e da explicação para a ação política, não se faz sem uma reflexão.

&quot;Anticapitalista&quot;, por definição, é tudo quanto seja contra o capitalismo. &quot;Capitalismo&quot;, por definição, é o modo de produção que se forma a partir da exploração, pelos capitalistas, da mais valia criada pelos trabalhadores, com frações das classes trabalhadoras e das classes capitalistas vivendo -- ou sofrendo -- este processo a seu modo. Mesmo os manuais básicos de economia -- a &quot;ciência social neutra&quot; preferida dos capitalistas -- dirão que o objetivo dos empresários, e portanto dos capitalistas, é &quot;maximizar lucro em curto prazo&quot;, definição parecida para a mesma coisa -- excluindo o elemento &quot;exploração&quot;, pois nenhum manual diz como capitalistas chegam a este objetivo.

Opressão e exploração estão aí para quem queira ver, e devem ser combatidas onde quer que se encontrem. Isto dito, é preciso adicionar um porém. Opressão e exploração têm sido identificadas em muitas formas ao longo da história, mas as opressões e a exploração que formam o capitalismo são bem específicas -- porque a especificidade histórica do capitalismo está precisamente no fato de que a vida social, as relações sociais, orbitam em torno das relações de exploração do trabalho alheio. No capitalismo, tudo quanto sirva a este propósito é permitido, e eventualmente estimulado. Tudo quanto atrapalhe ou impeça este propósito pode até ser permitido, mas tende a ser fortemente regulamentado, ou a ser proibido, ou a ser erradicado. As opressões devem ser lidas nesta chave, e explicadas em meio ao contexto em que acontecem. Isto porque a &quot;permissão&quot;, o &quot;estimulo&quot;, a &quot;regulamentação&quot;, a &quot;proibição&quot; e a &quot;erradicação&quot; não ocorrem no plano abstrato em que estamos aqui debatendo, mas em relações sociais bem situadas no espaço e no tempo: que envolvem sujeitos igualmente situados, cujos interesses são determinados por fatores bem concretos, cuja ação produz efeitos e reverbera dentro de um contexto mais amplo ou mais restrito a depender de quem sejam os sujeitos envolvidos, que encontra maior ou menor resistência por parte dos oprimidos etc. 

As leituras da realidade que tiram o foco da exploração como fato social e econômico elementar para a dinâmica do capitalismo, que não a levam em conta, que não incorporam-na como elemento significativo, que não integram esta forma de exploração econômica em relação com as opressões, que retiram a análise e crítica da exploração econômica de sua &quot;versão&quot; sobre os fatos do presente e do passado -- essas leituras da realidade não são anticapitalistas. Podem apresentar perspectivas muito importantes sobre as opressões, podem ser muito influentes, podem mexer com paixões e racionalidades, podem ser o que for -- mas não são anticapitalistas. Podem orientar a ação política de sujeitos muito importantes, podem mover setores relevantes da classe trabalhadora -- mas não são anticapitalistas. Podem apresentar convergências importantes com aqueles que pautam a crítica teórica e prática à exploração econômica -- mas não são anticapitalistas. Podem dizer o que quiserem de si próprias -- mas não são anticapitalistas. Não enquanto o combate à exploração econômica não for incluído em seus horizontes.

O que nós, anticapitalistas, temos a oferecer? O combate decidido e vigoroso a todas as formas de opressão, orientado pelo combate decidido e vigoroso a todas as formas de exploração econômica pelos capitalistas. Na prática e na teoria. &quot;Só&quot; isso.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gabriel, para mim &#8212; que me defino como uma negação &#8212; opressão e exploração encontram-se aí diante de quem queira ver. (Veja bem: &#8220;opressão&#8221; e &#8220;exploração&#8221; são usadas aqui no sentido bem circunstanciado que desenhei no ensaio, e em nenhum outro.) Negar qualquer das duas, e suas complexas interações, é cegueira &#8212; inocente ou interessada, mas cegueira mesmo assim. Necessária como seja a análise da realidade tendo estes dois elementos como base, a passagem da análise para a explicação, e da explicação para a ação política, não se faz sem uma reflexão.</p>
<p>&#8220;Anticapitalista&#8221;, por definição, é tudo quanto seja contra o capitalismo. &#8220;Capitalismo&#8221;, por definição, é o modo de produção que se forma a partir da exploração, pelos capitalistas, da mais valia criada pelos trabalhadores, com frações das classes trabalhadoras e das classes capitalistas vivendo &#8212; ou sofrendo &#8212; este processo a seu modo. Mesmo os manuais básicos de economia &#8212; a &#8220;ciência social neutra&#8221; preferida dos capitalistas &#8212; dirão que o objetivo dos empresários, e portanto dos capitalistas, é &#8220;maximizar lucro em curto prazo&#8221;, definição parecida para a mesma coisa &#8212; excluindo o elemento &#8220;exploração&#8221;, pois nenhum manual diz como capitalistas chegam a este objetivo.</p>
<p>Opressão e exploração estão aí para quem queira ver, e devem ser combatidas onde quer que se encontrem. Isto dito, é preciso adicionar um porém. Opressão e exploração têm sido identificadas em muitas formas ao longo da história, mas as opressões e a exploração que formam o capitalismo são bem específicas &#8212; porque a especificidade histórica do capitalismo está precisamente no fato de que a vida social, as relações sociais, orbitam em torno das relações de exploração do trabalho alheio. No capitalismo, tudo quanto sirva a este propósito é permitido, e eventualmente estimulado. Tudo quanto atrapalhe ou impeça este propósito pode até ser permitido, mas tende a ser fortemente regulamentado, ou a ser proibido, ou a ser erradicado. As opressões devem ser lidas nesta chave, e explicadas em meio ao contexto em que acontecem. Isto porque a &#8220;permissão&#8221;, o &#8220;estimulo&#8221;, a &#8220;regulamentação&#8221;, a &#8220;proibição&#8221; e a &#8220;erradicação&#8221; não ocorrem no plano abstrato em que estamos aqui debatendo, mas em relações sociais bem situadas no espaço e no tempo: que envolvem sujeitos igualmente situados, cujos interesses são determinados por fatores bem concretos, cuja ação produz efeitos e reverbera dentro de um contexto mais amplo ou mais restrito a depender de quem sejam os sujeitos envolvidos, que encontra maior ou menor resistência por parte dos oprimidos etc. </p>
<p>As leituras da realidade que tiram o foco da exploração como fato social e econômico elementar para a dinâmica do capitalismo, que não a levam em conta, que não incorporam-na como elemento significativo, que não integram esta forma de exploração econômica em relação com as opressões, que retiram a análise e crítica da exploração econômica de sua &#8220;versão&#8221; sobre os fatos do presente e do passado &#8212; essas leituras da realidade não são anticapitalistas. Podem apresentar perspectivas muito importantes sobre as opressões, podem ser muito influentes, podem mexer com paixões e racionalidades, podem ser o que for &#8212; mas não são anticapitalistas. Podem orientar a ação política de sujeitos muito importantes, podem mover setores relevantes da classe trabalhadora &#8212; mas não são anticapitalistas. Podem apresentar convergências importantes com aqueles que pautam a crítica teórica e prática à exploração econômica &#8212; mas não são anticapitalistas. Podem dizer o que quiserem de si próprias &#8212; mas não são anticapitalistas. Não enquanto o combate à exploração econômica não for incluído em seus horizontes.</p>
<p>O que nós, anticapitalistas, temos a oferecer? O combate decidido e vigoroso a todas as formas de opressão, orientado pelo combate decidido e vigoroso a todas as formas de exploração econômica pelos capitalistas. Na prática e na teoria. &#8220;Só&#8221; isso.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Gabriel Silva		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/04/131324/#comment-596017</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2020 10:42:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Manolo, suas contribuicoes sao sempre muito interessantes (perdoa a falta de acentuacao correta, o teclado aqui do trabalho vira mexe perde configuracao).

Voce classificou seu amigo como ``marxista muito critico``, como voce classificaria a si mesmo?

Sobre o artigo. Esse debate me parece ser central. Olhando superficialmente me parece facil identificar esse antagonismo entre os ``estudados`` e os ``nao-estudados``. Mas como voce mesmo disse bem, o proprio olhar para a realidade mostra que a coisa nao deve ser assim tao simples. Se o engenheiro vira uber ou se tantos profissionais bem formados fazem bicos, viram ``coachs`` ou ``empreendedores`` justamente por nao terem emprego, etc.. Isso nos motra que ainda que a questao do estudo possa ter relevancia, ela nao define por si mesma a situacao da luta de classes e da divisao na classe trabalhadora.
Alias esse texto e as citacoes que voce fez me fizeram lembrar (para o bem ou para o mal?) das definicoes de Jesse de Souza, quando ele segmenta a sociedade utilizando ter ou nao ter ``capital financeiro`, ``cultural`` e etc.

Essa questao da excelencia da ``luta contra opressao`` sobre a ``luta contra a exploracao`` me parece ser um dos pontos centrais acerca da organizacao da classe trabalhadora.. Mesmo porque ao colocar as coisas dessa maneira - como a ``esquerda`` que se converte em esquerda liberal tem feito - parece negar a ideia de que o sistema capitalista impoe relacoes de opressao. Parece que ocorre uma apropriacao seletiva de tal forma que ``opressao`` passa a ser tudo aquilo que tenha um sentido emancipador, desde que nao tenha nada a ver com o capital.
O que sera que os anticapitalistas (nos?) temos a oferecer nesse contexto de diluicao, de fragmentacao identitaria da sociedade..?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Manolo, suas contribuicoes sao sempre muito interessantes (perdoa a falta de acentuacao correta, o teclado aqui do trabalho vira mexe perde configuracao).</p>
<p>Voce classificou seu amigo como &#8220;marxista muito critico&#8220;, como voce classificaria a si mesmo?</p>
<p>Sobre o artigo. Esse debate me parece ser central. Olhando superficialmente me parece facil identificar esse antagonismo entre os &#8220;estudados&#8220; e os &#8220;nao-estudados&#8220;. Mas como voce mesmo disse bem, o proprio olhar para a realidade mostra que a coisa nao deve ser assim tao simples. Se o engenheiro vira uber ou se tantos profissionais bem formados fazem bicos, viram &#8220;coachs&#8220; ou &#8220;empreendedores&#8220; justamente por nao terem emprego, etc.. Isso nos motra que ainda que a questao do estudo possa ter relevancia, ela nao define por si mesma a situacao da luta de classes e da divisao na classe trabalhadora.<br />
Alias esse texto e as citacoes que voce fez me fizeram lembrar (para o bem ou para o mal?) das definicoes de Jesse de Souza, quando ele segmenta a sociedade utilizando ter ou nao ter &#8220;capital financeiro`, &#8220;cultural&#8220; e etc.</p>
<p>Essa questao da excelencia da &#8220;luta contra opressao&#8220; sobre a &#8220;luta contra a exploracao&#8220; me parece ser um dos pontos centrais acerca da organizacao da classe trabalhadora.. Mesmo porque ao colocar as coisas dessa maneira &#8211; como a &#8220;esquerda&#8220; que se converte em esquerda liberal tem feito &#8211; parece negar a ideia de que o sistema capitalista impoe relacoes de opressao. Parece que ocorre uma apropriacao seletiva de tal forma que &#8220;opressao&#8220; passa a ser tudo aquilo que tenha um sentido emancipador, desde que nao tenha nada a ver com o capital.<br />
O que sera que os anticapitalistas (nos?) temos a oferecer nesse contexto de diluicao, de fragmentacao identitaria da sociedade..?</p>
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		<item>
		<title>
		Por: João da Silva		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/04/131324/#comment-588918</link>

		<dc:creator><![CDATA[João da Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2020 02:13:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=131324#comment-588918</guid>

					<description><![CDATA[Tratado sobre o bakuninismo-não-consciente]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tratado sobre o bakuninismo-não-consciente</p>
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