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	Comentários sobre: Nova visita ao açougue	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Zé antonio		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Zé antonio]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 30 May 2020 04:31:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Desde o começo desse texto, já é facil entender por que esse aqui é o primeiro comentário sem ser do autor. E não suscitou debate. Arrisco algo simples: silêncio. Como resultado de horror e impotência. Parece que esse foi o texto que mais colocou a questão da impotência da esquerda frente à consequencia mais trágica: o extermínio. Enquanto dicursam por aí gritos inúteis de barbárie como crianças brincando com fogo, como se a classe trabalhadora fosse ressurgir  num sonho. Eis aqui que a esquerda se depara com um pesadelo, pior do que o &quot;colapso capitalista&quot;: a crise econômica não é a final, só é intensificada pela crise do movimento operário. Não tem firulas estruturalistas e nem alegorias de grandes revoltas mundiais que se avizinham. O mundo é o mundo, mas o Brasil, apesar de estar no mundo, é o Brasil. Aqui é uma tragédia, talvez com paralelos em outros países. Mas nada como uma &quot;teoria da conspiração&quot;. É um arranjo de fatos, que ninguém previu. Mas sim, tem um extermínio em curso. E a falta de disposição REAL, somada à infantilidade da inercia dessa esquerda ainda assusta. Esse silêncio atordoa]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde o começo desse texto, já é facil entender por que esse aqui é o primeiro comentário sem ser do autor. E não suscitou debate. Arrisco algo simples: silêncio. Como resultado de horror e impotência. Parece que esse foi o texto que mais colocou a questão da impotência da esquerda frente à consequencia mais trágica: o extermínio. Enquanto dicursam por aí gritos inúteis de barbárie como crianças brincando com fogo, como se a classe trabalhadora fosse ressurgir  num sonho. Eis aqui que a esquerda se depara com um pesadelo, pior do que o &#8220;colapso capitalista&#8221;: a crise econômica não é a final, só é intensificada pela crise do movimento operário. Não tem firulas estruturalistas e nem alegorias de grandes revoltas mundiais que se avizinham. O mundo é o mundo, mas o Brasil, apesar de estar no mundo, é o Brasil. Aqui é uma tragédia, talvez com paralelos em outros países. Mas nada como uma &#8220;teoria da conspiração&#8221;. É um arranjo de fatos, que ninguém previu. Mas sim, tem um extermínio em curso. E a falta de disposição REAL, somada à infantilidade da inercia dessa esquerda ainda assusta. Esse silêncio atordoa</p>
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		<title>
		Por: Victor Silva		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/05/131944/#comment-610739</link>

		<dc:creator><![CDATA[Victor Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 May 2020 11:50:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Uma semana atrás - na escrita do texto -  não havia saído ainda o vídeo da famosa, nem acontecido os assassinatos de João Pedro e João Vitor. Acho importante, então, comentar aqui com uma atualização e espécie de aplicação prática do modelo. 

As redes foram tomadas por uma polêmica afirmação de Lula. Qual foi? “Ainda bem que a natureza, contra a vontade da humanidade, criou esse monstro chamado coronavírus. Porque esse monstro está permitindo que os cegos comecem a enxergar”. Enxergar o que? Isso aqui: “Que apenas o Estado é capaz de dar solução a determinadas crises”. É verdade que o neoliberalismo falhou: a austeridade não dá mais conta do recado. Mas a forma de expressão da “lição pelo sofrimento” quer dizer o que? A forma não é pouca coisa ainda que Lula tenha desculpa se (e apenas se) “algum dos 200 milhões de brasileiros ficou ofendido com o que disse”. Eu não fiquei ofendido, então não desculpo. Mas o que é que ele realmente falou?

No dia em que o Brasil chegou ao número de 1179 mortes notificadas pelo COVID-19, Bolsonaro inaugurou o primeiro experimento médico assassino público em larga escala realizado por um governo democrático: a distribuição eficiente e protocolar da cloroquina para todos os que quiserem tomar o remédio no Brasil, independente de terem sintomas ou não da gripe. O protocolo (que pode ser acessado aqui) pode ser chamado sem nenhum exagero de um pacto de suicídio do tipo Jim Jones: consinto em fazer parte de um ritual sinistro, coletivo, nacional, de morte.
Jonestown, a cidade criada para empreender a religião sinistra que misturava socialismo com evangelho milenarista e ressentimento racial, foi o maior suicídio coletivo da história (até então): 918 mortos.

Antes dessa fala repercutir nos meios liberais e nos meios de oposição de esquerda, Lula tinha falado várias coisas bem mais razoáveis. Tinha falado que Bolsonaro não pensa no povo, que o estava deixando morrer por estar agindo de forma “eleitoral”. Falou que “estava induzindo os brasileiros à morte”. Um dia falou que que “precisavam radicalizar mais um pouco para fazer a democracia funcionar”… pois o discurso daquela empresária ... aquilo era fascismo. Radicalizar um pouco? Diante de mortes e mais mortes? Só ficar falando sem fazer nada sobre a morte em sua maioria de negros e pobres que Lula (e associados) dizem representar contra Bolsonaro. O que foi essa declaração escrota e lamentável, então? De onde veio esse deslize? Foi isso aqui. É a manifestação violenta da má consciência que fundamenta o pacto democrático brasileiro que hoje estrebucha violentamente. A má consciência de que todos que participam e consentem do “jogo” sabem que é um jogo que se assenta no assassinato do trabalhador pobre.

João Pedro Mattos, 14 anos. Assassinado por um policial empunhando um fuzil enquanto estava brincando, um helicóptero policial sumiu com seu corpo por horas. Lula se condoeu publicamente com a morte — não condenou a polícia, vejam bem, condenou a morte que parece não ter autoria — e foi atacado por várias figuras do movimento negro. Logo depois publicou a frase sobre a função “pedagógica” do COVID que repercutiu nas redes. Vocês precisam aprender a respeitar o Estado, nos ensina Lula. Para que não hajam mais mortes, para que não mais “necropolítica” (esse nome que só serve para ser um nome). Precisam votar certo. Não adianta fazer quarentena pra sobreviver ao covid e votar na direita, como Kleber Mendonça explicou bem no print acima.
João Vitor Gomes Rocha, 18 anos. Um jovem da Cidade de Deus, assassinadoentregando cesta básica no complexo do Alemão. Repercutiu por ter sido um dia depois, por ter sido ação coletiva de entrega de cestas, por ter sido filmado, por ter envolvido Lula. Mas não foi o primeiro a morrer assim: Leandro Rodrigues de Matta, 40 anos, pai de dois filhos, ASSASSINADO pela polícia (e não “morto” por um sabe-se lá quem como diz a imprensa) em Cordovil depois de entregar uma cesta básica para um amigo. Atitude suspeita, porém individual. Foi notícia, mas passou batido.
Sobre essas mortes, Bolsonaro não falou nada. Nem por elas foi cobrado.
Por que eles foram mortos? Qual será nossa resposta?
No Brasil dois números assustam, chocam, paralisam, imobilizam, causam ódio, insegurança e eles envolvem a morte
*1778 mortos e crescendo de covid/dia
*1345 homicídios e crescendo (em 2017!)/dia
São dados oficiais do mapa da violência do IBGE e do Ministério da Saúde. O que há de comum entre eles? As vítimas em sua maioria são pobres, negras, em situação de vulnerabilidade. A nossa ordem democrática se fundamenta num mar de sangue de trabalhadores pobres, em sua maioria de pele escura. Qualquer projeto político que se fundamente numa continuidade dessa institucionalidade precisa esconder e apagar esse fato. Agora, com a pandemia, essa má consciência aumenta em intensidade a cada dia.

O massacre da pandemia põe em evidência o anterior — qual o sentido de salvar as vidas que estavam sendo exterminadas um dia antes? É isto que as balas de fuzil dos policiais contra os jovens e velhos solidários, brincantes, organizados para salvar suas vidas coloca em questão para nossa sociedade com esses dois assassinatos brutais. Essa é a pergunta que Lula, Pablo Ortellado, Kleber Mendonça, Marcelo Freixo e Bolsonaro não vão fazer. Porque todos eles assentam seu projeto político em uma estrutura que está banhada em sangue.

O que esses policiais tentaram interromper violentamente é uma tentativa de resposta proletária, um ensaio de uma nova república possível, humana, uma institucionalidade baseada NAS NOSSAS VIDAS, EM QUE A PERDA DE QUALQUER VIDA É INACEITÁVEL. Esse projeto político é INACEITÁVEL, é uma ameaça MORTAL para qualquer um desses acima e vai ser apagado, se necessário, na bala, com discurso, com ameaça, com cinismo, com youtuber, com Felipe Neto, com projeto de lei, com tudo.

É esse projeto que tentam matar quando matam uma criança em uma comunidade que conseguiu se organizar em quarentena contra a polícia e mesmo prejudicando os lucros do tráfico. É o projeto política de uma república social, humana, uma república da vida, que tentaram matar com João Pedro, com João Vitor, com Leandro. Esse projeto começa com esse gesto básico, simples e persistente da solidariedade entre nós apesar de toda essa violência e bárbarie. Precisamos persistir com ele. É aqui que estamos do lado de cá, todos nós pretos, trabalhadores. Do lado de lá estão todos eles. Vamos ficar calmos. Vamos seguir em frente. Temo que ficar calmo, vivo. Nóis é preto. Não vão conseguir matar todo mundo não. A vida vai vencer. Ouçam o vídeo de novo, de novo, de novo. Vamos chorar junto com quem vive com a gente, chorar separado, se proteger. Podem ouvir o vídeo aqui: https://twitter.com/i/status/1263230954287529986


Saiam da frente do carro, do fuzil. Eles que se matem. Vamos manter os nossos vivos. Seguir firmes e se ajudando.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma semana atrás &#8211; na escrita do texto &#8211;  não havia saído ainda o vídeo da famosa, nem acontecido os assassinatos de João Pedro e João Vitor. Acho importante, então, comentar aqui com uma atualização e espécie de aplicação prática do modelo. </p>
<p>As redes foram tomadas por uma polêmica afirmação de Lula. Qual foi? “Ainda bem que a natureza, contra a vontade da humanidade, criou esse monstro chamado coronavírus. Porque esse monstro está permitindo que os cegos comecem a enxergar”. Enxergar o que? Isso aqui: “Que apenas o Estado é capaz de dar solução a determinadas crises”. É verdade que o neoliberalismo falhou: a austeridade não dá mais conta do recado. Mas a forma de expressão da “lição pelo sofrimento” quer dizer o que? A forma não é pouca coisa ainda que Lula tenha desculpa se (e apenas se) “algum dos 200 milhões de brasileiros ficou ofendido com o que disse”. Eu não fiquei ofendido, então não desculpo. Mas o que é que ele realmente falou?</p>
<p>No dia em que o Brasil chegou ao número de 1179 mortes notificadas pelo COVID-19, Bolsonaro inaugurou o primeiro experimento médico assassino público em larga escala realizado por um governo democrático: a distribuição eficiente e protocolar da cloroquina para todos os que quiserem tomar o remédio no Brasil, independente de terem sintomas ou não da gripe. O protocolo (que pode ser acessado aqui) pode ser chamado sem nenhum exagero de um pacto de suicídio do tipo Jim Jones: consinto em fazer parte de um ritual sinistro, coletivo, nacional, de morte.<br />
Jonestown, a cidade criada para empreender a religião sinistra que misturava socialismo com evangelho milenarista e ressentimento racial, foi o maior suicídio coletivo da história (até então): 918 mortos.</p>
<p>Antes dessa fala repercutir nos meios liberais e nos meios de oposição de esquerda, Lula tinha falado várias coisas bem mais razoáveis. Tinha falado que Bolsonaro não pensa no povo, que o estava deixando morrer por estar agindo de forma “eleitoral”. Falou que “estava induzindo os brasileiros à morte”. Um dia falou que que “precisavam radicalizar mais um pouco para fazer a democracia funcionar”… pois o discurso daquela empresária &#8230; aquilo era fascismo. Radicalizar um pouco? Diante de mortes e mais mortes? Só ficar falando sem fazer nada sobre a morte em sua maioria de negros e pobres que Lula (e associados) dizem representar contra Bolsonaro. O que foi essa declaração escrota e lamentável, então? De onde veio esse deslize? Foi isso aqui. É a manifestação violenta da má consciência que fundamenta o pacto democrático brasileiro que hoje estrebucha violentamente. A má consciência de que todos que participam e consentem do “jogo” sabem que é um jogo que se assenta no assassinato do trabalhador pobre.</p>
<p>João Pedro Mattos, 14 anos. Assassinado por um policial empunhando um fuzil enquanto estava brincando, um helicóptero policial sumiu com seu corpo por horas. Lula se condoeu publicamente com a morte — não condenou a polícia, vejam bem, condenou a morte que parece não ter autoria — e foi atacado por várias figuras do movimento negro. Logo depois publicou a frase sobre a função “pedagógica” do COVID que repercutiu nas redes. Vocês precisam aprender a respeitar o Estado, nos ensina Lula. Para que não hajam mais mortes, para que não mais “necropolítica” (esse nome que só serve para ser um nome). Precisam votar certo. Não adianta fazer quarentena pra sobreviver ao covid e votar na direita, como Kleber Mendonça explicou bem no print acima.<br />
João Vitor Gomes Rocha, 18 anos. Um jovem da Cidade de Deus, assassinadoentregando cesta básica no complexo do Alemão. Repercutiu por ter sido um dia depois, por ter sido ação coletiva de entrega de cestas, por ter sido filmado, por ter envolvido Lula. Mas não foi o primeiro a morrer assim: Leandro Rodrigues de Matta, 40 anos, pai de dois filhos, ASSASSINADO pela polícia (e não “morto” por um sabe-se lá quem como diz a imprensa) em Cordovil depois de entregar uma cesta básica para um amigo. Atitude suspeita, porém individual. Foi notícia, mas passou batido.<br />
Sobre essas mortes, Bolsonaro não falou nada. Nem por elas foi cobrado.<br />
Por que eles foram mortos? Qual será nossa resposta?<br />
No Brasil dois números assustam, chocam, paralisam, imobilizam, causam ódio, insegurança e eles envolvem a morte<br />
*1778 mortos e crescendo de covid/dia<br />
*1345 homicídios e crescendo (em 2017!)/dia<br />
São dados oficiais do mapa da violência do IBGE e do Ministério da Saúde. O que há de comum entre eles? As vítimas em sua maioria são pobres, negras, em situação de vulnerabilidade. A nossa ordem democrática se fundamenta num mar de sangue de trabalhadores pobres, em sua maioria de pele escura. Qualquer projeto político que se fundamente numa continuidade dessa institucionalidade precisa esconder e apagar esse fato. Agora, com a pandemia, essa má consciência aumenta em intensidade a cada dia.</p>
<p>O massacre da pandemia põe em evidência o anterior — qual o sentido de salvar as vidas que estavam sendo exterminadas um dia antes? É isto que as balas de fuzil dos policiais contra os jovens e velhos solidários, brincantes, organizados para salvar suas vidas coloca em questão para nossa sociedade com esses dois assassinatos brutais. Essa é a pergunta que Lula, Pablo Ortellado, Kleber Mendonça, Marcelo Freixo e Bolsonaro não vão fazer. Porque todos eles assentam seu projeto político em uma estrutura que está banhada em sangue.</p>
<p>O que esses policiais tentaram interromper violentamente é uma tentativa de resposta proletária, um ensaio de uma nova república possível, humana, uma institucionalidade baseada NAS NOSSAS VIDAS, EM QUE A PERDA DE QUALQUER VIDA É INACEITÁVEL. Esse projeto político é INACEITÁVEL, é uma ameaça MORTAL para qualquer um desses acima e vai ser apagado, se necessário, na bala, com discurso, com ameaça, com cinismo, com youtuber, com Felipe Neto, com projeto de lei, com tudo.</p>
<p>É esse projeto que tentam matar quando matam uma criança em uma comunidade que conseguiu se organizar em quarentena contra a polícia e mesmo prejudicando os lucros do tráfico. É o projeto política de uma república social, humana, uma república da vida, que tentaram matar com João Pedro, com João Vitor, com Leandro. Esse projeto começa com esse gesto básico, simples e persistente da solidariedade entre nós apesar de toda essa violência e bárbarie. Precisamos persistir com ele. É aqui que estamos do lado de cá, todos nós pretos, trabalhadores. Do lado de lá estão todos eles. Vamos ficar calmos. Vamos seguir em frente. Temo que ficar calmo, vivo. Nóis é preto. Não vão conseguir matar todo mundo não. A vida vai vencer. Ouçam o vídeo de novo, de novo, de novo. Vamos chorar junto com quem vive com a gente, chorar separado, se proteger. Podem ouvir o vídeo aqui: <a href="https://twitter.com/i/status/1263230954287529986" rel="nofollow ugc">https://twitter.com/i/status/1263230954287529986</a></p>
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