<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	
	>
<channel>
	<title>
	Comentários sobre: Hotel da morte: os cuidados dos idosos na pandemia	</title>
	<atom:link href="https://passapalavra.info/2020/05/132080/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://passapalavra.info/2020/05/132080/</link>
	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
	<lastBuildDate>Thu, 04 Jun 2020 07:03:50 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>
	<item>
		<title>
		Por: a saída dos trabalhadores diante da catástrofe		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/05/132080/#comment-620657</link>

		<dc:creator><![CDATA[a saída dos trabalhadores diante da catástrofe]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2020 18:55:32 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=132080#comment-620657</guid>

					<description><![CDATA[Quando se lê o que não se quer, parte-se para os insultos ao caráter do autor. Onde até este comentário de LL se havia atacado um companheiro?

Tento apenas colocar problemas e apontar confusões numa posição política que ora se ensaia aqui, ora aparece acolá, mas que ainda não diviso por inteiro, talvez porque não se definiu completamente. Quem sabe assim a tripulação desvia o navio.

Não sei a que artigos LL se refere, mas incomodo e incomodarei os camaradas sempre que puder ao me deparar com linhas como as que encontrei na nesta chamada breve e lateral para a série &quot;Botes Sala Vidas&quot;, cujas consequências talvez não se queira encarar. Mas, se importa mais saber quem escreve do que se dar ao trabalho de pensar sobre o que escrevo, talvez o esforço seja de fato em vão.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando se lê o que não se quer, parte-se para os insultos ao caráter do autor. Onde até este comentário de LL se havia atacado um companheiro?</p>
<p>Tento apenas colocar problemas e apontar confusões numa posição política que ora se ensaia aqui, ora aparece acolá, mas que ainda não diviso por inteiro, talvez porque não se definiu completamente. Quem sabe assim a tripulação desvia o navio.</p>
<p>Não sei a que artigos LL se refere, mas incomodo e incomodarei os camaradas sempre que puder ao me deparar com linhas como as que encontrei na nesta chamada breve e lateral para a série &#8220;Botes Sala Vidas&#8221;, cujas consequências talvez não se queira encarar. Mas, se importa mais saber quem escreve do que se dar ao trabalho de pensar sobre o que escrevo, talvez o esforço seja de fato em vão.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: LL		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/05/132080/#comment-620601</link>

		<dc:creator><![CDATA[LL]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2020 17:23:40 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=132080#comment-620601</guid>

					<description><![CDATA[O comentarista acima a cada nova intervenção reforça os sinais sobre seu caráter. 
Primeiro, se esconde no anonimato para atacar companheiros. Não se trata de escapar da burocracia partidária, ou no contexto repressivo, é usar disso para tentar atacar os outros.
Segundo, faz acusações ao site sem mencionar nenhum artigo que proponha uma ausência de lutas, sem ter coragem de debater nos referidos artigos.
Terceiro, quando se tiram as consequências das posições defendidas nos seus comentários acusa aos outros de não entenderem as coisas.
Quarto, ignora por completo a defesa explícita de  fazer lutas para que os trabalhadores sobrevivam, presente no texto e nos comentários. Para acusar os outros de ter uma fascinação pelo suicídio.
A atitude de ignorar o central do texto e distorcer as consequências práticas das lutas defendidas ali, é, indubitavelmente, canalha.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O comentarista acima a cada nova intervenção reforça os sinais sobre seu caráter.<br />
Primeiro, se esconde no anonimato para atacar companheiros. Não se trata de escapar da burocracia partidária, ou no contexto repressivo, é usar disso para tentar atacar os outros.<br />
Segundo, faz acusações ao site sem mencionar nenhum artigo que proponha uma ausência de lutas, sem ter coragem de debater nos referidos artigos.<br />
Terceiro, quando se tiram as consequências das posições defendidas nos seus comentários acusa aos outros de não entenderem as coisas.<br />
Quarto, ignora por completo a defesa explícita de  fazer lutas para que os trabalhadores sobrevivam, presente no texto e nos comentários. Para acusar os outros de ter uma fascinação pelo suicídio.<br />
A atitude de ignorar o central do texto e distorcer as consequências práticas das lutas defendidas ali, é, indubitavelmente, canalha.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: a saída dos trabalhadores diante da catástrofe		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/05/132080/#comment-620570</link>

		<dc:creator><![CDATA[a saída dos trabalhadores diante da catástrofe]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2020 16:19:21 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=132080#comment-620570</guid>

					<description><![CDATA[“Contra-revolução significa: sedução ao suicídio e envolvimento das vítimas na cumplicidade”, disse alguém certa vez. Começa a ficar mais claro, nas palavras de Victor, o elogio macabro ao suicídio levado a cabo no Titanic, onde, como hoje, o cumprimento calmo disciplinado das ordens não contribuiu para salvar o máximo de vidas e sim para privilegiar os mais ricos no resgate, e a tripulação foi cúmplice do afogamento de seus iguais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Contra-revolução significa: sedução ao suicídio e envolvimento das vítimas na cumplicidade”, disse alguém certa vez. Começa a ficar mais claro, nas palavras de Victor, o elogio macabro ao suicídio levado a cabo no Titanic, onde, como hoje, o cumprimento calmo disciplinado das ordens não contribuiu para salvar o máximo de vidas e sim para privilegiar os mais ricos no resgate, e a tripulação foi cúmplice do afogamento de seus iguais.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Victor Silva		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/05/132080/#comment-620553</link>

		<dc:creator><![CDATA[Victor Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2020 15:44:47 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=132080#comment-620553</guid>

					<description><![CDATA[Caro &quot;a saída dos trabalhadores diante da catástrofe&quot;,

Sinto muito se ofendi seu tio avô que era violinista do Titanic e morreu lá. Mas fico feliz que você tenha entendido a metáfora. Não usei o exemplo do Olympic porque a tragédia FOI EVITADA. Nós estamos NO BARCO AFUNDANDO AGORA. Eu sou macabro mesmo. Assumo isso. Falo de morte, assassinato, extermínio. De novo, se seu tio avô violinista tá sendo ofendido pela metáfora, sinto muito. Mas o que você tá dizendo que &quot;o artigo mal acompanha&quot; é a tese central do artigo. Nâo falei mais de Catarina porque não entrevistei ela, evidentemente. Entrevistei trabalhadores que não estão ainda em luta, estão começando a se organizar. A proposta é começar o debate mesmo. No meio da catástrofe. Porque é o que tá dando pra fazer. Pode me considerar o violinista. Eu sei que vou morrer, mas prefiro que todos fiquem calmos, salvemos o máximo de vidas e depois a gente cobre justiça pelos erros que nos levaram até aqui. Inclusive do nosso lado. Depois cobre a conta dos meus pais e meus avós, porque eu vou garantir que eles fiquem vivos e foi por eles que escrevi esse texto: para que não ficassem mal cuidados EM HIPÓTESE ALGUMA.

Abraços macabros, porém solidários.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro &#8220;a saída dos trabalhadores diante da catástrofe&#8221;,</p>
<p>Sinto muito se ofendi seu tio avô que era violinista do Titanic e morreu lá. Mas fico feliz que você tenha entendido a metáfora. Não usei o exemplo do Olympic porque a tragédia FOI EVITADA. Nós estamos NO BARCO AFUNDANDO AGORA. Eu sou macabro mesmo. Assumo isso. Falo de morte, assassinato, extermínio. De novo, se seu tio avô violinista tá sendo ofendido pela metáfora, sinto muito. Mas o que você tá dizendo que &#8220;o artigo mal acompanha&#8221; é a tese central do artigo. Nâo falei mais de Catarina porque não entrevistei ela, evidentemente. Entrevistei trabalhadores que não estão ainda em luta, estão começando a se organizar. A proposta é começar o debate mesmo. No meio da catástrofe. Porque é o que tá dando pra fazer. Pode me considerar o violinista. Eu sei que vou morrer, mas prefiro que todos fiquem calmos, salvemos o máximo de vidas e depois a gente cobre justiça pelos erros que nos levaram até aqui. Inclusive do nosso lado. Depois cobre a conta dos meus pais e meus avós, porque eu vou garantir que eles fiquem vivos e foi por eles que escrevi esse texto: para que não ficassem mal cuidados EM HIPÓTESE ALGUMA.</p>
<p>Abraços macabros, porém solidários.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: a saída dos trabalhadores diante da catástrofe		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/05/132080/#comment-620537</link>

		<dc:creator><![CDATA[a saída dos trabalhadores diante da catástrofe]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2020 14:56:01 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=132080#comment-620537</guid>

					<description><![CDATA[Parece que LL não entendeu nada, nem ironia da assinatura. O diabo mora nos detalhes. Aqui e ali, uma posição política se desenha entre alguns artigos publicados neste site. Lateralmente, é na chamada para a série &quot;Botes Salva Vidas&quot;, ao lado de informações incorretas, que se afirma &quot;a saída dos trabalhadores diante da catástrofe: tocar violino se for esse o seu talento, manter a calma, salvar vidas e não compactuar com a infâmia&quot;. Seja lá o que isso signifique, é macabro apresentar o sacrifício dos trabalhadores do Titanic, e em especial dos músicos da banda, no fim absurdo que tiveram, como saída para qualquer coisa.

O incômodo deve tê-lo feito ler apressadamente o final do comentário acima, porque em lugar algum se afirma que &quot;os trabalhadores deveriam ter feito no passado &#039;uma greve para garantir botes para todos&#039;&quot; (estranho que nem mesmo o trecho citado por LL exista no texto). Apenas se retoma um fato relegado ao esquecimento à sombra da mistificação do naufrágio e da glorificação de seus trabalhadores, a qual se limita a repetir a cantilena dos patrões e esconde que naquela noite, mais uma vez, os pobres afundaram primeiro, muitos deles impedidos de embarcar e condenados ao afogamento pelas mãos de seus iguais.

Não se trata de imaginar um passado alternativo, como tenta fazer o Victor. A greve da tripulação do RMS Olympic só aconteceu por causa da tragédia que se abateu sobre seus colegas. Esta luta, obscurecida por tantos filmes e livros sobre o Titanic, talvez tenha muito mais a ver com o exemplo de Catarina, que o artigo mal acompanha: ao contrário dos marinheiros do Titanic, essa trabalhadora da limpeza terceirizada em uma casa de repouso de Luxemburgo questionou as ordens que recebeu de cima, tornou-se delegada sindical e fez da quarentena um período de luta.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Parece que LL não entendeu nada, nem ironia da assinatura. O diabo mora nos detalhes. Aqui e ali, uma posição política se desenha entre alguns artigos publicados neste site. Lateralmente, é na chamada para a série &#8220;Botes Salva Vidas&#8221;, ao lado de informações incorretas, que se afirma &#8220;a saída dos trabalhadores diante da catástrofe: tocar violino se for esse o seu talento, manter a calma, salvar vidas e não compactuar com a infâmia&#8221;. Seja lá o que isso signifique, é macabro apresentar o sacrifício dos trabalhadores do Titanic, e em especial dos músicos da banda, no fim absurdo que tiveram, como saída para qualquer coisa.</p>
<p>O incômodo deve tê-lo feito ler apressadamente o final do comentário acima, porque em lugar algum se afirma que &#8220;os trabalhadores deveriam ter feito no passado &#8216;uma greve para garantir botes para todos'&#8221; (estranho que nem mesmo o trecho citado por LL exista no texto). Apenas se retoma um fato relegado ao esquecimento à sombra da mistificação do naufrágio e da glorificação de seus trabalhadores, a qual se limita a repetir a cantilena dos patrões e esconde que naquela noite, mais uma vez, os pobres afundaram primeiro, muitos deles impedidos de embarcar e condenados ao afogamento pelas mãos de seus iguais.</p>
<p>Não se trata de imaginar um passado alternativo, como tenta fazer o Victor. A greve da tripulação do RMS Olympic só aconteceu por causa da tragédia que se abateu sobre seus colegas. Esta luta, obscurecida por tantos filmes e livros sobre o Titanic, talvez tenha muito mais a ver com o exemplo de Catarina, que o artigo mal acompanha: ao contrário dos marinheiros do Titanic, essa trabalhadora da limpeza terceirizada em uma casa de repouso de Luxemburgo questionou as ordens que recebeu de cima, tornou-se delegada sindical e fez da quarentena um período de luta.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: LL		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/05/132080/#comment-620468</link>

		<dc:creator><![CDATA[LL]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2020 12:51:05 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=132080#comment-620468</guid>

					<description><![CDATA[O comentário assinado como &quot;a saída dos trabalhadores diante da catástrofe&quot; me deixa perplexo!
O comentador se deu ao trabalho de fazer uma pesquisa de um tema completamente lateral ao artigo e ignorou por completo as trabalhadoras da saúde que tentam fazer com que trabalhadores idosos não morram!
Ainda fala o que os trabalhadores deveriam ter feito no passado &quot;uma greve para garantir botes para todos&quot;, parece indicar que agora que essses incautos trabalhadores não fizeram a greve preventiva não há nada para fazer diante da morte que se aproxima!
Enquanto o artigo, e a proposta de outros artigos mostra justamente o contrário. Ou seja, de que forma os trabalhadores buscam por meio da auto-disciplina, maneiras de impor aos capitalistas formas de garantir a sobrevivência de demais trabalhadores.
Além do absurdo da assinatura, se arrogando como o ilumidado que sabe a maneira dos trabalhadores se portarem diante da catástrofe, quando passa por cima das experiências concretas aqui narradas!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O comentário assinado como &#8220;a saída dos trabalhadores diante da catástrofe&#8221; me deixa perplexo!<br />
O comentador se deu ao trabalho de fazer uma pesquisa de um tema completamente lateral ao artigo e ignorou por completo as trabalhadoras da saúde que tentam fazer com que trabalhadores idosos não morram!<br />
Ainda fala o que os trabalhadores deveriam ter feito no passado &#8220;uma greve para garantir botes para todos&#8221;, parece indicar que agora que essses incautos trabalhadores não fizeram a greve preventiva não há nada para fazer diante da morte que se aproxima!<br />
Enquanto o artigo, e a proposta de outros artigos mostra justamente o contrário. Ou seja, de que forma os trabalhadores buscam por meio da auto-disciplina, maneiras de impor aos capitalistas formas de garantir a sobrevivência de demais trabalhadores.<br />
Além do absurdo da assinatura, se arrogando como o ilumidado que sabe a maneira dos trabalhadores se portarem diante da catástrofe, quando passa por cima das experiências concretas aqui narradas!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Victor Silva		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/05/132080/#comment-620376</link>

		<dc:creator><![CDATA[Victor Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2020 09:56:05 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=132080#comment-620376</guid>

					<description><![CDATA[Quer dizer que se os trabalhadores gerissem o Titanic desde o projeto  até o final - incluindo 

- bote salva vidas para todos desde o projeto do barco
-uma resposta mais rápida para a situação do iceberg
-um tratamento igualitário pautado pela necessidade das pessoas

Poderia ter sido muito melhor? Eu concordo bastante. Aliás, também concordo que os trabalhadores realizam barbaridades quando colocados em situações absurdas sem terem poder sobre o que pode ser feito nem informações suficientes sobre as formas eficazes de salvar as vidas que merecem ser salvas (todas). Você confunde o comportamento dos patrões do Titanic com o dos trabalhadores. Mesmo no seu pior momento, eles fizeram o melhor para salvar vidas., todas as possíveis Os patrões queriam só salvar a própria pele mesmo. Teve alguns trabalhadores que fraquejaram, que foram enganados? Claro. Se os trabalhadores mandassem nesse mundo, essas catástrofes /não chegariam a acontecer/. 

Se os trabalhadores do HMS Titanic conseguiram salvar esse tanto de vida mesmo quando o capitão ficou paralisado, nas piores condições possíveis, imagina se mandassem no navio e não houve terceiriziação, fossem todos iguais? Eu consigo imaginar. Não só consigo imaginar, mas acho possível criar uma situação assim e estou agindo para que seja possível. Para que não precisemos nunca mais ouvir súplicas irrespondíveis na história da humanidade.

Notem que a série fala da postura DOS TRABALHADORES, não das decisões dos patrões. Vocês precisam aprender a separar as coisas. Senão, vão começar a achar que são cúmplices... ou talvez sejam ou percebam que estão sendo sem querer? Ainda dá tempo de voltar atrás, companheiros. Vamos ajudar a organizar os botes salva vidas. E não a matar trancado quem nunca teve esperança.

Curioso que nada tenham a dizer a respeito do massacre dos idosos, também. Por certo na cabeça de alguns, já estão condenados a morte. Depois vem reclamar de metáforas mórbidas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quer dizer que se os trabalhadores gerissem o Titanic desde o projeto  até o final &#8211; incluindo </p>
<p>&#8211; bote salva vidas para todos desde o projeto do barco<br />
-uma resposta mais rápida para a situação do iceberg<br />
-um tratamento igualitário pautado pela necessidade das pessoas</p>
<p>Poderia ter sido muito melhor? Eu concordo bastante. Aliás, também concordo que os trabalhadores realizam barbaridades quando colocados em situações absurdas sem terem poder sobre o que pode ser feito nem informações suficientes sobre as formas eficazes de salvar as vidas que merecem ser salvas (todas). Você confunde o comportamento dos patrões do Titanic com o dos trabalhadores. Mesmo no seu pior momento, eles fizeram o melhor para salvar vidas., todas as possíveis Os patrões queriam só salvar a própria pele mesmo. Teve alguns trabalhadores que fraquejaram, que foram enganados? Claro. Se os trabalhadores mandassem nesse mundo, essas catástrofes /não chegariam a acontecer/. </p>
<p>Se os trabalhadores do HMS Titanic conseguiram salvar esse tanto de vida mesmo quando o capitão ficou paralisado, nas piores condições possíveis, imagina se mandassem no navio e não houve terceiriziação, fossem todos iguais? Eu consigo imaginar. Não só consigo imaginar, mas acho possível criar uma situação assim e estou agindo para que seja possível. Para que não precisemos nunca mais ouvir súplicas irrespondíveis na história da humanidade.</p>
<p>Notem que a série fala da postura DOS TRABALHADORES, não das decisões dos patrões. Vocês precisam aprender a separar as coisas. Senão, vão começar a achar que são cúmplices&#8230; ou talvez sejam ou percebam que estão sendo sem querer? Ainda dá tempo de voltar atrás, companheiros. Vamos ajudar a organizar os botes salva vidas. E não a matar trancado quem nunca teve esperança.</p>
<p>Curioso que nada tenham a dizer a respeito do massacre dos idosos, também. Por certo na cabeça de alguns, já estão condenados a morte. Depois vem reclamar de metáforas mórbidas.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: a saída dos trabalhadores diante da catástrofe		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/05/132080/#comment-620210</link>

		<dc:creator><![CDATA[a saída dos trabalhadores diante da catástrofe]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2020 05:08:34 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=132080#comment-620210</guid>

					<description><![CDATA[“(…) estamos todos no mesmo barco
mas: quem é pobre afunda primeiro.”

Não foi diferente naufrágio do RMS Titanic…
1ª classe: 203 resgatados e 122 mortos.
2ª classe: 118 resgatados e 167 mortos.
3ª classe: 499 resgatados e 817 mortos.
Tripulação: 212 resgatados e 673 mortos.

Os versos e os dados estão em H. M. Enzensberger, O Naufrágio do Titanic: uma comédia, São Paulo, Cia. das Letras, 2000. As estatísticas variam ligeiramente, mas é inegável que, em números absolutos e relativos, a morte recaiu muito mais fortemente sobre a terceira classe. Como mostra uma rápida consulta à Wikipédia, enquanto quase todas as mulheres e crianças da primeira e da segunda classe sobreviveram, isso é verdade para apenas metade das mulheres e um terço das crianças da terceira classe.

Apesar de atitudes louváveis como a de um camareiro “que organizou três viagens ao interior do navio escoltando grupos de passageiros de terceira classe até o convés dos botes”, “ao menos em alguns lugares, a tripulação do Titanic parece ter impedido ativamente a fuga dos passageiros dos decks inferiores. Algumas das barreiras estavam trancadas e protegidas por membros da tripulação, aparentemente para evitar que os passageiros corressem em direção aos botes salva-vidas” (ainda segundo a Wikipédia).

Segundo o testemunho de uma sobrevivente, “antes de todos os passageiros dos decks inferiores terem uma chance de salvar suas vidas, os marinheiros do Titanic fecharam as portas e os corredores que levavam para cima a partir da seção de terceira classe (…). Uma multidão estava tentando chegar até um convés mais alto e lutava contra os marinheiros; todos batendo, brigando e falando palavrões. Mulheres e algumas crianças estavam lá rezando e chorando. Então, os marinheiros abaixaram as escotilhas que levavam à seção de terceira classe. Eles disseram que queriam manter o ar embaixo, então o navio poderia ficar de pé por mais tempo. Isso significava que toda a esperança havia desaparecido para aqueles que ainda estavam lá”. (S. Barczewski, Titanic: A Night Remembered, Londres, Continuum, 2006).

W. Lord (A Night to Remember, Londres, Penguin, 1976) também relata a dificuldade dos passageiros da terceira classe em chegar aos botes, e afirma que parte simplesmente permaneceu onde estava — alguns foram vistos orando no refeitório. Ainda segundo o mesmo autor, os trabalhadores do restaurante da primeira classe, que era terceirizado, não eram oficialmente parte da tripulação, mas também foram impedidos de se aproximar dos botes. Dentre eles, os únicos a conseguir foram o gerente, o chef e seu assistente, que não vestiam os uniformes.

A situação dos músicos da banda, todos mortos no naufrágio, era semelhante: eles eram contratados por uma agência de Liverpool, que atreveu-se a enviar uma carta cobrando supostas dívidas ao pai de um deles depois da tragédia. Não está claro quem deu a ordem para que a banda tocasse enquanto o navio afundava, nem se eles sabiam que não havia botes para todos (ver D. Butler, Unsinkable: the full story of the RMS Titanic, Mechanicsburg, Stackpole, 1998) — o que não impede alguns de exaltar até hoje, com um toque mórbido, a disciplina com que cumpriram seu dever de entreter e acalmar os condenados.

“Atenção Atenção! Mulheres e crianças primeiro! — Como assim?
Resposta: We are prepared to go down like gentlemen. —
Ah bom. — Mil e seiscentos ficam para trás. A calma a bordo
é inimaginável. — Aqui fala o capitão. São duas
em ponto, e eu ordeno: salve-se quem puder! — Música!
Para o último número o regente da orquestra ergue sua batuta.”
(Novamente Enzenberger, O naufrágio do Titanic.)

Há, ainda, indícios de que os botes foram sub-ocupados pela tripulação que coordenava a evacuação e que permitiriam resgatar mais cinco centenas de pessoas (ver, por exemplo, o livro de Barczewski).

Não deixa de ser interessante evocar o célebre naufrágio em meio à catástrofe atual — como se fez de uma perspectiva crítica aqui: https://feverstruggle.net/pt/2020/04/29/autogerindo-o-titanic/. Mas é a tripulação do RMS Olympic que fornece um exemplo realmente interessante: poucas semanas depois do naufrágio de seu primo mais novo em 1912, parte dos trabalhadores fez uma greve reivindicando a instalação de mais botes salva-vidas adequados, o que levou ao adiamento da partida do navio. 54 marinheiros deixaram a embarcação e foram presos por se amotinarem.

“CANTO DÉCIMO OITAVO
Com o que, disse a voz branca, eles se puseram a remar
o mais rápido que podiam, para longe
do impermeável ponto vácuo
em que o Titanic afundara, mas
dos gritos eles não escaparam. Cada
um daqueles gritos era diverso
do outro, o estridente berro de medo
diverso do bramido rouco, a súplica
lancinante claramente diversa do uivo sufocado,
e assim por diante, prosseguiu a voz na mesma toada,
e por aí afora, e não eram poucos
os que gritavam, mas milhares, considerem também
que o mar não estava agitado, vento nenhum soprava,
as vozes, disse a voz, alcançavam bem longe,
eram bem distintas, e assim foi que se ouviu
no bote, temos que dar meia-volta, ainda há espaço,
diziam uns, de jeito nenhum, eles vão se
agarrar a cada prancha, diziam outros,
e afogar todos nós em meio à gritaria, e assim foi que
se continuou a discutir e a remar, até que depois
de uma hora inteira bem longa, falou a voz
em surdina, as vozes minguaram, só esporádica,
fraca, ouvia-se ainda uma tosse aqui e acolá,
um guincho animalesco mal e mal perceptível que
afundava sem aviso na escuridão.”
(Enzensberger, O naufrágio do Titanic)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“(…) estamos todos no mesmo barco<br />
mas: quem é pobre afunda primeiro.”</p>
<p>Não foi diferente naufrágio do RMS Titanic…<br />
1ª classe: 203 resgatados e 122 mortos.<br />
2ª classe: 118 resgatados e 167 mortos.<br />
3ª classe: 499 resgatados e 817 mortos.<br />
Tripulação: 212 resgatados e 673 mortos.</p>
<p>Os versos e os dados estão em H. M. Enzensberger, O Naufrágio do Titanic: uma comédia, São Paulo, Cia. das Letras, 2000. As estatísticas variam ligeiramente, mas é inegável que, em números absolutos e relativos, a morte recaiu muito mais fortemente sobre a terceira classe. Como mostra uma rápida consulta à Wikipédia, enquanto quase todas as mulheres e crianças da primeira e da segunda classe sobreviveram, isso é verdade para apenas metade das mulheres e um terço das crianças da terceira classe.</p>
<p>Apesar de atitudes louváveis como a de um camareiro “que organizou três viagens ao interior do navio escoltando grupos de passageiros de terceira classe até o convés dos botes”, “ao menos em alguns lugares, a tripulação do Titanic parece ter impedido ativamente a fuga dos passageiros dos decks inferiores. Algumas das barreiras estavam trancadas e protegidas por membros da tripulação, aparentemente para evitar que os passageiros corressem em direção aos botes salva-vidas” (ainda segundo a Wikipédia).</p>
<p>Segundo o testemunho de uma sobrevivente, “antes de todos os passageiros dos decks inferiores terem uma chance de salvar suas vidas, os marinheiros do Titanic fecharam as portas e os corredores que levavam para cima a partir da seção de terceira classe (…). Uma multidão estava tentando chegar até um convés mais alto e lutava contra os marinheiros; todos batendo, brigando e falando palavrões. Mulheres e algumas crianças estavam lá rezando e chorando. Então, os marinheiros abaixaram as escotilhas que levavam à seção de terceira classe. Eles disseram que queriam manter o ar embaixo, então o navio poderia ficar de pé por mais tempo. Isso significava que toda a esperança havia desaparecido para aqueles que ainda estavam lá”. (S. Barczewski, Titanic: A Night Remembered, Londres, Continuum, 2006).</p>
<p>W. Lord (A Night to Remember, Londres, Penguin, 1976) também relata a dificuldade dos passageiros da terceira classe em chegar aos botes, e afirma que parte simplesmente permaneceu onde estava — alguns foram vistos orando no refeitório. Ainda segundo o mesmo autor, os trabalhadores do restaurante da primeira classe, que era terceirizado, não eram oficialmente parte da tripulação, mas também foram impedidos de se aproximar dos botes. Dentre eles, os únicos a conseguir foram o gerente, o chef e seu assistente, que não vestiam os uniformes.</p>
<p>A situação dos músicos da banda, todos mortos no naufrágio, era semelhante: eles eram contratados por uma agência de Liverpool, que atreveu-se a enviar uma carta cobrando supostas dívidas ao pai de um deles depois da tragédia. Não está claro quem deu a ordem para que a banda tocasse enquanto o navio afundava, nem se eles sabiam que não havia botes para todos (ver D. Butler, Unsinkable: the full story of the RMS Titanic, Mechanicsburg, Stackpole, 1998) — o que não impede alguns de exaltar até hoje, com um toque mórbido, a disciplina com que cumpriram seu dever de entreter e acalmar os condenados.</p>
<p>“Atenção Atenção! Mulheres e crianças primeiro! — Como assim?<br />
Resposta: We are prepared to go down like gentlemen. —<br />
Ah bom. — Mil e seiscentos ficam para trás. A calma a bordo<br />
é inimaginável. — Aqui fala o capitão. São duas<br />
em ponto, e eu ordeno: salve-se quem puder! — Música!<br />
Para o último número o regente da orquestra ergue sua batuta.”<br />
(Novamente Enzenberger, O naufrágio do Titanic.)</p>
<p>Há, ainda, indícios de que os botes foram sub-ocupados pela tripulação que coordenava a evacuação e que permitiriam resgatar mais cinco centenas de pessoas (ver, por exemplo, o livro de Barczewski).</p>
<p>Não deixa de ser interessante evocar o célebre naufrágio em meio à catástrofe atual — como se fez de uma perspectiva crítica aqui: <a href="https://feverstruggle.net/pt/2020/04/29/autogerindo-o-titanic/" rel="nofollow ugc">https://feverstruggle.net/pt/2020/04/29/autogerindo-o-titanic/</a>. Mas é a tripulação do RMS Olympic que fornece um exemplo realmente interessante: poucas semanas depois do naufrágio de seu primo mais novo em 1912, parte dos trabalhadores fez uma greve reivindicando a instalação de mais botes salva-vidas adequados, o que levou ao adiamento da partida do navio. 54 marinheiros deixaram a embarcação e foram presos por se amotinarem.</p>
<p>“CANTO DÉCIMO OITAVO<br />
Com o que, disse a voz branca, eles se puseram a remar<br />
o mais rápido que podiam, para longe<br />
do impermeável ponto vácuo<br />
em que o Titanic afundara, mas<br />
dos gritos eles não escaparam. Cada<br />
um daqueles gritos era diverso<br />
do outro, o estridente berro de medo<br />
diverso do bramido rouco, a súplica<br />
lancinante claramente diversa do uivo sufocado,<br />
e assim por diante, prosseguiu a voz na mesma toada,<br />
e por aí afora, e não eram poucos<br />
os que gritavam, mas milhares, considerem também<br />
que o mar não estava agitado, vento nenhum soprava,<br />
as vozes, disse a voz, alcançavam bem longe,<br />
eram bem distintas, e assim foi que se ouviu<br />
no bote, temos que dar meia-volta, ainda há espaço,<br />
diziam uns, de jeito nenhum, eles vão se<br />
agarrar a cada prancha, diziam outros,<br />
e afogar todos nós em meio à gritaria, e assim foi que<br />
se continuou a discutir e a remar, até que depois<br />
de uma hora inteira bem longa, falou a voz<br />
em surdina, as vozes minguaram, só esporádica,<br />
fraca, ouvia-se ainda uma tosse aqui e acolá,<br />
um guincho animalesco mal e mal perceptível que<br />
afundava sem aviso na escuridão.”<br />
(Enzensberger, O naufrágio do Titanic)</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: todo cuidado é pouco		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/05/132080/#comment-617292</link>

		<dc:creator><![CDATA[todo cuidado é pouco]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 30 May 2020 19:32:52 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=132080#comment-617292</guid>

					<description><![CDATA[companheiro, é muito acertada essa iniciativa e muitas das colocações que você apresenta.
Espero que mais gente consiga ver as coisas sob esse ângulo, neste momento difícil e as vezes confuso.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>companheiro, é muito acertada essa iniciativa e muitas das colocações que você apresenta.<br />
Espero que mais gente consiga ver as coisas sob esse ângulo, neste momento difícil e as vezes confuso.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
</rss>
