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	Comentários sobre: Elementos urbanos de um “governo miliciano”	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		Por: Isadora de Andrade Guerreiro		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/06/132415/#comment-624865</link>

		<dc:creator><![CDATA[Isadora de Andrade Guerreiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2020 20:09:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Gio,
Obrigada pelo comentário!
Você levanta uma questão importante: o que há de novo nisso que descrevo? Acho importante olhar para os elementos que não são novos (como a existência de coronéis, como você disse), mas na sua nova forma de aparecimento histórica e de acordo com diferenças regionais. Não me parece que seja um fenômeno apenas quantitativo (no sentido de que agora pode ser mais amplo por conta das milícias cariocas terem chegado à presidência da República). As próprias milícias, tal qual existem atualmente, têm uma história ligada à herança da ditadura militar e à rearticulação de agentes da polícia e dos grupos de extermínio em tempos de &quot;democracia&quot;. Não dá para dizer que são a mesma coisa que os coronéis nordestinos de um século atrás. A forma como a milícia aparece nas cidades nordestinas também é diferente daquela carioca. Em São Paulo, onde estou, não dá para dizer que temos milícias nos mesmos termos que estes outros lugares - talvez devido à presença do monopólio representado pelo PCC, que muitas vezes combate a presença de elementos milicianos, que costumam criar territórios fechados. 
Enfim, sem entrar em maiores detalhes, me interessa entender como as novas relações de trabalho e articulações territoriais do capital interferem ou se apoiam em relações de produção e gestão do espaço popular - marcado pela informalidade. Me parece que não dá para entender a implantação de novas relações de trabalho vinculadas ao predomínio do capital fictício em terras nacionais sem olhar para suas relações com a informalidade. O que parece à primeira vista contraditório na medida em que tal capital exige a máxima contratualização e segurança jurídica... mas se apoia em relações de trabalho precárias cujo pressuposto urbano é a insegurança habitacional. Esta tem diversas faces... desde as produzidas pelo Estado, até as produzidas pelas forças de controle e gestão territorial privadas (de diversos matizes). Me parece, então, uma rearticulação de elementos antigos em nova conjuntura histórica...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gio,<br />
Obrigada pelo comentário!<br />
Você levanta uma questão importante: o que há de novo nisso que descrevo? Acho importante olhar para os elementos que não são novos (como a existência de coronéis, como você disse), mas na sua nova forma de aparecimento histórica e de acordo com diferenças regionais. Não me parece que seja um fenômeno apenas quantitativo (no sentido de que agora pode ser mais amplo por conta das milícias cariocas terem chegado à presidência da República). As próprias milícias, tal qual existem atualmente, têm uma história ligada à herança da ditadura militar e à rearticulação de agentes da polícia e dos grupos de extermínio em tempos de &#8220;democracia&#8221;. Não dá para dizer que são a mesma coisa que os coronéis nordestinos de um século atrás. A forma como a milícia aparece nas cidades nordestinas também é diferente daquela carioca. Em São Paulo, onde estou, não dá para dizer que temos milícias nos mesmos termos que estes outros lugares &#8211; talvez devido à presença do monopólio representado pelo PCC, que muitas vezes combate a presença de elementos milicianos, que costumam criar territórios fechados.<br />
Enfim, sem entrar em maiores detalhes, me interessa entender como as novas relações de trabalho e articulações territoriais do capital interferem ou se apoiam em relações de produção e gestão do espaço popular &#8211; marcado pela informalidade. Me parece que não dá para entender a implantação de novas relações de trabalho vinculadas ao predomínio do capital fictício em terras nacionais sem olhar para suas relações com a informalidade. O que parece à primeira vista contraditório na medida em que tal capital exige a máxima contratualização e segurança jurídica&#8230; mas se apoia em relações de trabalho precárias cujo pressuposto urbano é a insegurança habitacional. Esta tem diversas faces&#8230; desde as produzidas pelo Estado, até as produzidas pelas forças de controle e gestão territorial privadas (de diversos matizes). Me parece, então, uma rearticulação de elementos antigos em nova conjuntura histórica&#8230;</p>
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		Por: Gio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/06/132415/#comment-624179</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gio]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2020 13:57:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Interessante reflexões ! Será que podemos dizer que essa nova modalidade de produção do espaço no tecido urbano monopolista e privado, não é tão nova e da parte da formação brasileira . Só que o que era restrito a pequenos espaços e antes de forma estatal, ( mas com ajuda de coronéis por exemplo ) agora se torna mais espraiado .]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Interessante reflexões ! Será que podemos dizer que essa nova modalidade de produção do espaço no tecido urbano monopolista e privado, não é tão nova e da parte da formação brasileira . Só que o que era restrito a pequenos espaços e antes de forma estatal, ( mas com ajuda de coronéis por exemplo ) agora se torna mais espraiado .</p>
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