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	Comentários sobre: A esquerda refém do espetáculo ou porque o Emicida está certo	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		Por: Rodrigo Lima		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2020 05:13:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[De fato construir a quarentena (com toda a treta que isso envolve) é o foco das lutas hoje. E muitos trabalhadores tem se indignado cada vez mais com essa tensão (de um lado morrer de covid e de outro da ausência do trabalho) o que é algo pra ser trabalhado ainda mais, deixar claro o que se pretende, a necessidade de nos mantermos fora do trabalho e que as condições de reprodução da nossa existência estejam garantidas, etc. 

O problema é que as tretas de rua são de fato inevitáveis. Eles (e parte de &quot;nós&quot;) imaginavam que as organizações mais tradicionais de esquerda&quot;dirigiriam&quot; esses atos, e parece claro que os ataques sistemáticos (de &quot;perfumaria&quot; muitas vezes) contra os ponto-passivos das &quot;tradições esquerda&quot; foram  pra estimular os atos de rua desde 2018. O fato de ter surgido das torcidas organizadas e ter sido maior do que esperado no primeiro domingo foram surpreendentes para todos. De alguma maneira o ato puxado pelas torcidas escapou do quadro de análise e de respostas que o bolsonarismo tinha construído. 

Porém, como ficou claro no segundo domingo, também foram &#039;na medida&#039; dos interesses do &quot;consenso sanitário&quot;, que pretende simplesmente enquadrar o Bozo como um presidente comum, típico da nova república. E foram na medida porque &quot;pequenas&quot; e, no mais, bem enquadradas disciplinarmente. Isto, esta característica, trouxe consigo, até como &quot;apêndice&quot; do consenso sanitário, os oportunistas do PDP (&quot;radical&quot; edition) como &quot;direção legítima&quot; das manifestações do último domingo (Boulos foi alçado pela mídia à representação organizada e legítimo interlocutor dos atos). 

O &quot;problema&quot;, me parece, é que esse foi o primeiro esturro dos trabalhadore contra o que se vive. A pressão cada vez mais acentuada pela política (no mais, genocida) de Estado vai se expressar em tantos outros &quot;esturros&quot;. Pra piorar, nada aponta para um aferrecimento das contradições do cotidiano dos trabalhadores. Acho que é impossível que não aconteçam outros atos, até mesmo pela sobrevivência. E penso que daí os termos da discussão vão se alterar. A defesa da quarentena e da saúde dos trabalhadores pode ter que se entrelaçar com outras tantas manifestações e tretas de rua que, a princípio, não nos pareciam &quot;razoáveis&quot;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De fato construir a quarentena (com toda a treta que isso envolve) é o foco das lutas hoje. E muitos trabalhadores tem se indignado cada vez mais com essa tensão (de um lado morrer de covid e de outro da ausência do trabalho) o que é algo pra ser trabalhado ainda mais, deixar claro o que se pretende, a necessidade de nos mantermos fora do trabalho e que as condições de reprodução da nossa existência estejam garantidas, etc. </p>
<p>O problema é que as tretas de rua são de fato inevitáveis. Eles (e parte de &#8220;nós&#8221;) imaginavam que as organizações mais tradicionais de esquerda&#8221;dirigiriam&#8221; esses atos, e parece claro que os ataques sistemáticos (de &#8220;perfumaria&#8221; muitas vezes) contra os ponto-passivos das &#8220;tradições esquerda&#8221; foram  pra estimular os atos de rua desde 2018. O fato de ter surgido das torcidas organizadas e ter sido maior do que esperado no primeiro domingo foram surpreendentes para todos. De alguma maneira o ato puxado pelas torcidas escapou do quadro de análise e de respostas que o bolsonarismo tinha construído. </p>
<p>Porém, como ficou claro no segundo domingo, também foram &#8216;na medida&#8217; dos interesses do &#8220;consenso sanitário&#8221;, que pretende simplesmente enquadrar o Bozo como um presidente comum, típico da nova república. E foram na medida porque &#8220;pequenas&#8221; e, no mais, bem enquadradas disciplinarmente. Isto, esta característica, trouxe consigo, até como &#8220;apêndice&#8221; do consenso sanitário, os oportunistas do PDP (&#8220;radical&#8221; edition) como &#8220;direção legítima&#8221; das manifestações do último domingo (Boulos foi alçado pela mídia à representação organizada e legítimo interlocutor dos atos). </p>
<p>O &#8220;problema&#8221;, me parece, é que esse foi o primeiro esturro dos trabalhadore contra o que se vive. A pressão cada vez mais acentuada pela política (no mais, genocida) de Estado vai se expressar em tantos outros &#8220;esturros&#8221;. Pra piorar, nada aponta para um aferrecimento das contradições do cotidiano dos trabalhadores. Acho que é impossível que não aconteçam outros atos, até mesmo pela sobrevivência. E penso que daí os termos da discussão vão se alterar. A defesa da quarentena e da saúde dos trabalhadores pode ter que se entrelaçar com outras tantas manifestações e tretas de rua que, a princípio, não nos pareciam &#8220;razoáveis&#8221;.</p>
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