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	Comentários sobre: Da Silva: Vidas negras importam?	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Rei Zumbi, um rei.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/06/132533/#comment-628938</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rei Zumbi, um rei.]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2020 03:46:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Há quase dez anos atrás, João Bernardo escrevia &quot;Socialismo da abundância, socialismo da miséria&quot; (https://passapalavra.info/2011/03/37649/). 

&quot;O socialismo surgiu da constatação de que, perante as colossais potencialidades produtivas contidas nas novas manufacturas e perante a remodelação operada nas tecnologias rurais, que multiplicara a produtividade do solo, a abundância se tornara possível. Não se tratava só de matar a fome e obter um certo conforto na vida, mas também de atingir um grau de libertação do trabalho que permitisse aos humildes apreciar e praticar uma cultura que até então fora privilégio das elites. Tecnicamente possível, a abundância dependia de uma condição social única, a eliminação do patronato ganancioso. A iminência de um paraíso na terra deixou caduca a esperança do paraíso nos Céus.&quot;

Metamorfoseando o texto de João Bernardo, os ditos socialistas de 2011, muitos deles hoje identitários,  poderíamos ter um texto com um título, talvez, de &quot;Capitalismo da abundância, capitalismo da miséria&quot;. Muito embora, logo nas primeiras linhas do primeiro parágrafo deste texto, afirma-se: &quot;O caso do menino Miguel, de cinco anos, filho da trabalhadora doméstica Mirtes Renata, negligenciado pela patroa de sua mãe (...)&quot;. Portanto,  deveria-se evidenciar, o fundamento classista dos conflitos sociais, já que o mesmo se apresenta cristalino em tal afirmação. Mas o caminho, comumente adotado pelos identitários e multiculturalista, é outro. Nada de libertação do trabalho, muito de eliminação do patronato... 

Pior ainda é ver que, se uma parcela dos identitários e multiculturalistas quer se alojar nas elites, uma outra parcela, talvez muito maior que aquela, quer se alojar, de livre e espontânea vontade, na miséria, dentre elas, a ecológica... Tem muito rei que pode perder a coroa mas não perde a majestade, porque quando um rei é rei, é sempre rei...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há quase dez anos atrás, João Bernardo escrevia &#8220;Socialismo da abundância, socialismo da miséria&#8221; (<a href="https://passapalavra.info/2011/03/37649/" rel="ugc">https://passapalavra.info/2011/03/37649/</a>). </p>
<p>&#8220;O socialismo surgiu da constatação de que, perante as colossais potencialidades produtivas contidas nas novas manufacturas e perante a remodelação operada nas tecnologias rurais, que multiplicara a produtividade do solo, a abundância se tornara possível. Não se tratava só de matar a fome e obter um certo conforto na vida, mas também de atingir um grau de libertação do trabalho que permitisse aos humildes apreciar e praticar uma cultura que até então fora privilégio das elites. Tecnicamente possível, a abundância dependia de uma condição social única, a eliminação do patronato ganancioso. A iminência de um paraíso na terra deixou caduca a esperança do paraíso nos Céus.&#8221;</p>
<p>Metamorfoseando o texto de João Bernardo, os ditos socialistas de 2011, muitos deles hoje identitários,  poderíamos ter um texto com um título, talvez, de &#8220;Capitalismo da abundância, capitalismo da miséria&#8221;. Muito embora, logo nas primeiras linhas do primeiro parágrafo deste texto, afirma-se: &#8220;O caso do menino Miguel, de cinco anos, filho da trabalhadora doméstica Mirtes Renata, negligenciado pela patroa de sua mãe (&#8230;)&#8221;. Portanto,  deveria-se evidenciar, o fundamento classista dos conflitos sociais, já que o mesmo se apresenta cristalino em tal afirmação. Mas o caminho, comumente adotado pelos identitários e multiculturalista, é outro. Nada de libertação do trabalho, muito de eliminação do patronato&#8230; </p>
<p>Pior ainda é ver que, se uma parcela dos identitários e multiculturalistas quer se alojar nas elites, uma outra parcela, talvez muito maior que aquela, quer se alojar, de livre e espontânea vontade, na miséria, dentre elas, a ecológica&#8230; Tem muito rei que pode perder a coroa mas não perde a majestade, porque quando um rei é rei, é sempre rei&#8230;</p>
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		Por: Leo V		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/06/132533/#comment-628918</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo V]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2020 02:27:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O comentário do Ricardo Mezavlla é a melhor e síntese que encontrei do que Asad Haider critica no seu livro Armadilha da Identidade. A ideia de uma identidade lesada e o que isso implica é o próprio cerne do livro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O comentário do Ricardo Mezavlla é a melhor e síntese que encontrei do que Asad Haider critica no seu livro Armadilha da Identidade. A ideia de uma identidade lesada e o que isso implica é o próprio cerne do livro.</p>
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		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/06/132533/#comment-628593</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2020 12:30:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Há vários anos, comecei a apresentar os identitarismos como componentes de um fascismo pós-fascista, interessados apenas em mobilizar massas de uma identidade, ou suposta identidade, para que alguns poucos se promovessem a elite. Nessa época era ainda necessário proceder a demonstrações. Agora tudo ficou mais simples, porque os próprios identitários reconhecem candidamente que não querem senão alojar-se entre a elite.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há vários anos, comecei a apresentar os identitarismos como componentes de um fascismo pós-fascista, interessados apenas em mobilizar massas de uma identidade, ou suposta identidade, para que alguns poucos se promovessem a elite. Nessa época era ainda necessário proceder a demonstrações. Agora tudo ficou mais simples, porque os próprios identitários reconhecem candidamente que não querem senão alojar-se entre a elite.</p>
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		<title>
		Por: milton candido		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/06/132533/#comment-628574</link>

		<dc:creator><![CDATA[milton candido]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2020 11:42:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A sociedade brasileira está contaminada por quatrocentos anos de escravidão negra. Para supremacistas, não há nada de revolucionário na ocupação de espaço de poder pelo negro, porque o espaço que pertence a ele, na cabeça do  escravocrata, é a senzala. a cozinha. O autor desse texto foi claro quanto à narrativa sobre a não-democracia racial. Só acho que a TV mostra o que é a realidade, não tem negro na Casa Grande porque não tem negro na Casa Grande. Simples!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A sociedade brasileira está contaminada por quatrocentos anos de escravidão negra. Para supremacistas, não há nada de revolucionário na ocupação de espaço de poder pelo negro, porque o espaço que pertence a ele, na cabeça do  escravocrata, é a senzala. a cozinha. O autor desse texto foi claro quanto à narrativa sobre a não-democracia racial. Só acho que a TV mostra o que é a realidade, não tem negro na Casa Grande porque não tem negro na Casa Grande. Simples!</p>
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		<title>
		Por: LL		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/06/132533/#comment-628111</link>

		<dc:creator><![CDATA[LL]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2020 16:58:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Não consigo compreender o que existe de revolucionário em ter representatividade na ocupação de espaço de poder. Essa representatividade inclusive usa os trabalhadores negros para legitimar a opressão sobre eles.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não consigo compreender o que existe de revolucionário em ter representatividade na ocupação de espaço de poder. Essa representatividade inclusive usa os trabalhadores negros para legitimar a opressão sobre eles.</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Ricardo Mezavila		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/06/132533/#comment-627452</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ricardo Mezavila]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2020 12:09:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[É pela representatividade no mundo real que podemos fazer uma reparação para que a identidade de todos os povos possam ser reconhecidas. É romântico, mas também é revolucionário.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É pela representatividade no mundo real que podemos fazer uma reparação para que a identidade de todos os povos possam ser reconhecidas. É romântico, mas também é revolucionário.</p>
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		<title>
		Por: Patrícia Anches		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/06/132533/#comment-627124</link>

		<dc:creator><![CDATA[Patrícia Anches]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Jun 2020 21:09:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O autor disse claramente que é pela representatividade do negro em cargos políticos e de comando... Apoio o texto, é por aí mesmo que vamos fazer justiça social....]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O autor disse claramente que é pela representatividade do negro em cargos políticos e de comando&#8230; Apoio o texto, é por aí mesmo que vamos fazer justiça social&#8230;.</p>
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		<item>
		<title>
		Por: um leitor curioso		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/06/132533/#comment-627048</link>

		<dc:creator><![CDATA[um leitor curioso]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Jun 2020 18:29:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[retirando-se a parte romântica, esse texto levanta uma questão importante - pelo menos de forma inversa...  Gostaria de saber como o autor entende/concebe a superação do rascismo? será pela via da REPRESENTATIVIDADE?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>retirando-se a parte romântica, esse texto levanta uma questão importante &#8211; pelo menos de forma inversa&#8230;  Gostaria de saber como o autor entende/concebe a superação do rascismo? será pela via da REPRESENTATIVIDADE?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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		<title>
		Por: Samamtha		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/06/132533/#comment-626929</link>

		<dc:creator><![CDATA[Samamtha]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Jun 2020 12:19:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Pensando aqui: Se a pessoa de cor negra não é representada nas telenovelas ela não existe? Acho que dão muita importância a isso, claro que  no Brasil a cultura televisiva é mais divulgada e tem mais importância do que a literatura e as artes em geral, a questão da importância histórica da pessoa negra tem que encontrar voz nos palanques oficiais, na vida real, no cotidiano , aí os quadros mudam de paredes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pensando aqui: Se a pessoa de cor negra não é representada nas telenovelas ela não existe? Acho que dão muita importância a isso, claro que  no Brasil a cultura televisiva é mais divulgada e tem mais importância do que a literatura e as artes em geral, a questão da importância histórica da pessoa negra tem que encontrar voz nos palanques oficiais, na vida real, no cotidiano , aí os quadros mudam de paredes.</p>
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