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	Comentários sobre: A barbárie	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/07/132883/#comment-1013587</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Apr 2025 09:29:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro Paulo Luiz,

A linguagem que usamos já está feita, mas quando a usamos tornamo-la plástica e ambígua, e essa é a sua riqueza. Tudo o que contribua para substituir as palavras por imagens pré-fabricadas ou por lugares-comuns ou pelos símbolos do politicamente correcto, avessos à ironia, e tudo o destrua a sintaxe pela fragmentação do texto elimina a riqueza da linguagem. Nós pensamos com a linguagem existente, mas ao mesmo tempo, neste processo, enriquecemos a linguagem, porque lhe damos novas acepções. O poder demiúrgico das palavras e da linguagem, que você refere, é-lhe dado pelo uso de cada um de nós. Ora, como se pode reflectir sobre o presente ou imaginar um futuro com uma linguagem miserável?

Outra coisa. A linguagem não é só feita de palavras. Um dos mais célebres fados, com letra de Aníbal Nazaré, tem duas linhas que sintetizam o que é a arte e para que serve: «O fado é tudo o que eu digo / Mais o que eu não sei dizer». Ouça-o na voz insuperável de Amália Rodrigues, &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=RZ4E-Cy-Mss&quot; rel=&quot;nofollow ugc&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;. É com a arte que construímos a realidade que está além das palavras. Ou então… ou então não é arte.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Paulo Luiz,</p>
<p>A linguagem que usamos já está feita, mas quando a usamos tornamo-la plástica e ambígua, e essa é a sua riqueza. Tudo o que contribua para substituir as palavras por imagens pré-fabricadas ou por lugares-comuns ou pelos símbolos do politicamente correcto, avessos à ironia, e tudo o destrua a sintaxe pela fragmentação do texto elimina a riqueza da linguagem. Nós pensamos com a linguagem existente, mas ao mesmo tempo, neste processo, enriquecemos a linguagem, porque lhe damos novas acepções. O poder demiúrgico das palavras e da linguagem, que você refere, é-lhe dado pelo uso de cada um de nós. Ora, como se pode reflectir sobre o presente ou imaginar um futuro com uma linguagem miserável?</p>
<p>Outra coisa. A linguagem não é só feita de palavras. Um dos mais célebres fados, com letra de Aníbal Nazaré, tem duas linhas que sintetizam o que é a arte e para que serve: «O fado é tudo o que eu digo / Mais o que eu não sei dizer». Ouça-o na voz insuperável de Amália Rodrigues, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=RZ4E-Cy-Mss" rel="nofollow ugc">aqui</a>. É com a arte que construímos a realidade que está além das palavras. Ou então… ou então não é arte.</p>
]]></content:encoded>
		
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		<title>
		Por: Paulo Luiz		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/07/132883/#comment-1013546</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paulo Luiz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Apr 2025 02:01:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro João Bernardo
Num livrinho distribuído já há bastante tempo no Brasil, você escreveu: &quot;as palavras nada distinguem onde a prática social não operou diferenças primeiros&quot;. Ainda pensa da mesma forma? Com isso parece que se recusa a conferir qualquer poder demiúrgico às palavras e à linguagem de forma geral. A comunicação telegráfica praticada hoje, em grande escala, por meio das redes (anti) sociais, serviria então para reforçar tendências e agregar forças reacionárias? Seria essa a expressão atual da barbárie? Creio, por outro lado, que foi Cortázar quem disse: &quot;não há revolução sem linguagem revolucionária&quot;. Não vê a linguagem, então, como um campo de luta, em que poetas e artistas, em particular, podem captar e dar amplitude a tendências revolucionárias?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro João Bernardo<br />
Num livrinho distribuído já há bastante tempo no Brasil, você escreveu: &#8220;as palavras nada distinguem onde a prática social não operou diferenças primeiros&#8221;. Ainda pensa da mesma forma? Com isso parece que se recusa a conferir qualquer poder demiúrgico às palavras e à linguagem de forma geral. A comunicação telegráfica praticada hoje, em grande escala, por meio das redes (anti) sociais, serviria então para reforçar tendências e agregar forças reacionárias? Seria essa a expressão atual da barbárie? Creio, por outro lado, que foi Cortázar quem disse: &#8220;não há revolução sem linguagem revolucionária&#8221;. Não vê a linguagem, então, como um campo de luta, em que poetas e artistas, em particular, podem captar e dar amplitude a tendências revolucionárias?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/07/132883/#comment-1012087</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Apr 2025 10:06:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro Cícero,

O texto que você reproduz, e que eu não conhecia, toca o âmago da questão. Esse tipo de linguagem resulta da iniciativa de uma dada identidade, que recorre ao governo e aos tribunais, por vezes mesmo à polícia, para impô-la a toda a sociedade. Não o consegue nem conseguirá, porque a sociedade é múltipla, diversificada e em permanente mutação, por isso necessita de uma linguagem plástica, que não se confine em padrões únicos.

Não conseguirá — mas o que importa aqui são as intenções, que revelam, antes de mais, o anti-universalismo dessas presumidas identidades, que desejam encerrar-se em gavetas, delimitadas por linguagens próprias. E, em segundo lugar, revelam o seu carácter ditatorial, mobilizando as autoridades para impor aos outros a linguagem que desejam. E para isso invocam o argumento habitual da vitimização, dizendo que se sentem desconfortáveis e incomodados.

E quem não se sente incomodado? Se não nos sentíssemos não haveria história, não haveria progresso — aliás, &lt;em&gt;progresso&lt;/em&gt; é outra palavra a banir no dicionário das identidades — não teria havido revoluções nem sequer as simples greves, que se devem, afinal, ao desconforto dos trabalhadores de uma empresa. E não é porque o politicamente correcto substituiu a palavra &lt;em&gt;trabalhador&lt;/em&gt; pela palavra &lt;em&gt;colaborador&lt;/em&gt; que esse desconforto deixou de existir e que as lutas terminaram. Um exemplo doméstico são os artigos e os inúmeros comentários publicados no Passa Palavra pelos trabalhadores, perdão, pelos colaboradores da Ikea.

O mesmo sucede com xs meninxs, que julgam que arrombaram portas quando, afinal, elas estavam já bem abertas. Restringindo-me à língua portuguesa e a Portugal, leiam os poetas que foram explicitamente — que digo eu! — que foram escandalosamente homossexuais numa época em que isso era proibido. Vejam como eles usaram a linguagem comum para dizer o que pretendiam. Leiam António Botto, depois dele Mário Cesariny ou Natália Correia, e no fim leiam o Ary dos Santos. Foram poetas, grandes poetas, porque souberam exprimir-se com a linguagem universal. Passem para a língua francesa e leiam Rimbaud e Verlaine. Acham que eles teriam sido poetas universais se tivessem escrito em politicamente correcto? Ou, na prosa e em inglês, leiam Oscar Wilde e Somerset Maugham. É que — e chego aqui ao que me parece mais importante, ao próprio âmago da barbárie — pretender impor um tipo de linguagem que nunca suscite algum desconforto é abolir a ironia. E a ironia é a trave-mestra de qualquer pensamento crítico e criativo.

Se Joseph Billig estiver certo ao afirmar que os SS eram totalmente desprovidos de ironia, concluímos que estes identitários herdaram as características da vertente mais nociva do fascismo, o nacional-socialismo. Uma linguagem que, pela sua própria estrutura, exclui qualquer possibilidade de ironia, e para mais imposta pela violência das leis, é uma linguagem de fascistas do pós-fascismo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Cícero,</p>
<p>O texto que você reproduz, e que eu não conhecia, toca o âmago da questão. Esse tipo de linguagem resulta da iniciativa de uma dada identidade, que recorre ao governo e aos tribunais, por vezes mesmo à polícia, para impô-la a toda a sociedade. Não o consegue nem conseguirá, porque a sociedade é múltipla, diversificada e em permanente mutação, por isso necessita de uma linguagem plástica, que não se confine em padrões únicos.</p>
<p>Não conseguirá — mas o que importa aqui são as intenções, que revelam, antes de mais, o anti-universalismo dessas presumidas identidades, que desejam encerrar-se em gavetas, delimitadas por linguagens próprias. E, em segundo lugar, revelam o seu carácter ditatorial, mobilizando as autoridades para impor aos outros a linguagem que desejam. E para isso invocam o argumento habitual da vitimização, dizendo que se sentem desconfortáveis e incomodados.</p>
<p>E quem não se sente incomodado? Se não nos sentíssemos não haveria história, não haveria progresso — aliás, <em>progresso</em> é outra palavra a banir no dicionário das identidades — não teria havido revoluções nem sequer as simples greves, que se devem, afinal, ao desconforto dos trabalhadores de uma empresa. E não é porque o politicamente correcto substituiu a palavra <em>trabalhador</em> pela palavra <em>colaborador</em> que esse desconforto deixou de existir e que as lutas terminaram. Um exemplo doméstico são os artigos e os inúmeros comentários publicados no Passa Palavra pelos trabalhadores, perdão, pelos colaboradores da Ikea.</p>
<p>O mesmo sucede com xs meninxs, que julgam que arrombaram portas quando, afinal, elas estavam já bem abertas. Restringindo-me à língua portuguesa e a Portugal, leiam os poetas que foram explicitamente — que digo eu! — que foram escandalosamente homossexuais numa época em que isso era proibido. Vejam como eles usaram a linguagem comum para dizer o que pretendiam. Leiam António Botto, depois dele Mário Cesariny ou Natália Correia, e no fim leiam o Ary dos Santos. Foram poetas, grandes poetas, porque souberam exprimir-se com a linguagem universal. Passem para a língua francesa e leiam Rimbaud e Verlaine. Acham que eles teriam sido poetas universais se tivessem escrito em politicamente correcto? Ou, na prosa e em inglês, leiam Oscar Wilde e Somerset Maugham. É que — e chego aqui ao que me parece mais importante, ao próprio âmago da barbárie — pretender impor um tipo de linguagem que nunca suscite algum desconforto é abolir a ironia. E a ironia é a trave-mestra de qualquer pensamento crítico e criativo.</p>
<p>Se Joseph Billig estiver certo ao afirmar que os SS eram totalmente desprovidos de ironia, concluímos que estes identitários herdaram as características da vertente mais nociva do fascismo, o nacional-socialismo. Uma linguagem que, pela sua própria estrutura, exclui qualquer possibilidade de ironia, e para mais imposta pela violência das leis, é uma linguagem de fascistas do pós-fascismo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Cícero Dião		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/07/132883/#comment-1012006</link>

		<dc:creator><![CDATA[Cícero Dião]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Apr 2025 21:42:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro João Bernardo,

Aproveito a conclusão de seu texto e também seu comentário ao artigo “29 de março no Chile: um limite absoluto à calma do capital”, para suscitar ainda mais uma reflexão acerca da utilização da chamada “linguagem neutra”.

Fiquei a par de alguns debates que sucederam na França, onde se tem utilizado o pronome “iel” para designar pessoas não-binárias. No Brasil, a questão sobre o uso desses pronomes em escolas foi parar no Supremo Tribunal Federal. Aqui, utiliza-se sobretudo os pronomes “elu/ delu”. Nos países anglófonos, têm-se preferido o pronome “they”.

Mas, há muitas questões que não são respondidas, na verdade, que sequer são levantadas.

Creio que a professora Maria Antónia Coutinho sintetizou esses problemas com clareza ao dizer:

“A língua muda, está constantemente em mudança; esse não é um problema. O que pode ser problema é que a língua não é suposta mudar por decisão – de grupos ou decisões pessoais. A língua muda através dos usos – na maior parte das vezes inconscientes. Falamos português (ou qualquer outra língua românica) porque transformámos o latim…a usá-lo. Temos novas línguas – crioulos de base portuguesa – porque quem os fala usou o português de outra forma. As perguntas então são estas:

– Pode-se mudar uma língua por decisão? Quem toma a decisão? Quando?

– Qual é o critério para o reconhecimento e a integração de uma forma linguística nova (diferente)? O número de vezes que é usada? A análise de quem a usa e em que contextos é usada?

– Como se declara o momento da viragem, aquele em que determinada forma é aceite e reconhecida pela comunidade linguística? Quando linguistas e gente que trabalha em gramática registar – em gramáticas de referência – o uso? Quando algum governo tomar a decisão e decretar a mudança por decreto?

O papel de quem trabalha em linguística é incontornável, julgo eu. Por isso, parece-me fundamental que essa mesma comunidade não se alheie desta questão, ignorando os sinais cada vez mais evidentes que se fazem sentir, a partir do tecido social – de pessoas e de grupos que não se sentem confortáveis com determinados aspetos da língua, ou com determinados aspetos da norma instalada, e que procuram uma linguagem inclusiva e não sexista, paritária e sensível ao género”.

Soube que você tem estudos na área da linguística, João. Foi também por isso que lancei essas questões.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro João Bernardo,</p>
<p>Aproveito a conclusão de seu texto e também seu comentário ao artigo “29 de março no Chile: um limite absoluto à calma do capital”, para suscitar ainda mais uma reflexão acerca da utilização da chamada “linguagem neutra”.</p>
<p>Fiquei a par de alguns debates que sucederam na França, onde se tem utilizado o pronome “iel” para designar pessoas não-binárias. No Brasil, a questão sobre o uso desses pronomes em escolas foi parar no Supremo Tribunal Federal. Aqui, utiliza-se sobretudo os pronomes “elu/ delu”. Nos países anglófonos, têm-se preferido o pronome “they”.</p>
<p>Mas, há muitas questões que não são respondidas, na verdade, que sequer são levantadas.</p>
<p>Creio que a professora Maria Antónia Coutinho sintetizou esses problemas com clareza ao dizer:</p>
<p>“A língua muda, está constantemente em mudança; esse não é um problema. O que pode ser problema é que a língua não é suposta mudar por decisão – de grupos ou decisões pessoais. A língua muda através dos usos – na maior parte das vezes inconscientes. Falamos português (ou qualquer outra língua românica) porque transformámos o latim…a usá-lo. Temos novas línguas – crioulos de base portuguesa – porque quem os fala usou o português de outra forma. As perguntas então são estas:</p>
<p>– Pode-se mudar uma língua por decisão? Quem toma a decisão? Quando?</p>
<p>– Qual é o critério para o reconhecimento e a integração de uma forma linguística nova (diferente)? O número de vezes que é usada? A análise de quem a usa e em que contextos é usada?</p>
<p>– Como se declara o momento da viragem, aquele em que determinada forma é aceite e reconhecida pela comunidade linguística? Quando linguistas e gente que trabalha em gramática registar – em gramáticas de referência – o uso? Quando algum governo tomar a decisão e decretar a mudança por decreto?</p>
<p>O papel de quem trabalha em linguística é incontornável, julgo eu. Por isso, parece-me fundamental que essa mesma comunidade não se alheie desta questão, ignorando os sinais cada vez mais evidentes que se fazem sentir, a partir do tecido social – de pessoas e de grupos que não se sentem confortáveis com determinados aspetos da língua, ou com determinados aspetos da norma instalada, e que procuram uma linguagem inclusiva e não sexista, paritária e sensível ao género”.</p>
<p>Soube que você tem estudos na área da linguística, João. Foi também por isso que lancei essas questões.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fernando Paz		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/07/132883/#comment-870141</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fernando Paz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Nov 2022 21:49:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Jatobá, existe uma breve análise, de José Geraldo Couto, publicada na Folha de São Paulo em 30 de junho de 1994 com o título &quot;De Niro vai ao inferno em Táxi Driver&quot;. A mesma foi republicada no livro &quot;Folha conta 100 anos de cinema&quot;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Jatobá, existe uma breve análise, de José Geraldo Couto, publicada na Folha de São Paulo em 30 de junho de 1994 com o título &#8220;De Niro vai ao inferno em Táxi Driver&#8221;. A mesma foi republicada no livro &#8220;Folha conta 100 anos de cinema&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Jatobá		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/07/132883/#comment-870137</link>

		<dc:creator><![CDATA[Jatobá]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Nov 2022 20:46:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caso apareça a vontade de escrever algo... leitores não faltariam...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caso apareça a vontade de escrever algo&#8230; leitores não faltariam&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/07/132883/#comment-870110</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Nov 2022 15:43:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Eddie Jatobá,

Não li nada sobre esse filme e tampouco escrevi sobre ele. Limitei-me a vê-lo um bom número de vezes. E agora, que você mo recordou, fiquei com vontade de o ver de novo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eddie Jatobá,</p>
<p>Não li nada sobre esse filme e tampouco escrevi sobre ele. Limitei-me a vê-lo um bom número de vezes. E agora, que você mo recordou, fiquei com vontade de o ver de novo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: eddie jatobá		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/07/132883/#comment-870040</link>

		<dc:creator><![CDATA[eddie jatobá]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Nov 2022 00:13:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[João Bernardo, vc recomenda alguma crítica ao Taxi Driver? Ou vocè mesmo teria escrito algo a respeito desse filme que considera genial? Fiquei curioso por ler algo mais aprofundado sobre este filme.

obrigado]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João Bernardo, vc recomenda alguma crítica ao Taxi Driver? Ou vocè mesmo teria escrito algo a respeito desse filme que considera genial? Fiquei curioso por ler algo mais aprofundado sobre este filme.</p>
<p>obrigado</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Nordestino		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/07/132883/#comment-755493</link>

		<dc:creator><![CDATA[Nordestino]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Jun 2021 19:24:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Muito obrigado por mais esse texto, João Bernardo. 

Quanto aprendizado teus ensaios trazem a teus leitores!
Na contramão do falatório ególatra e generalizado das redes sociais, onde muito se fala e nada se diz, aqui encontro os teus escritos, João Bernardo, sempre cirurgicamente precisos naquilo que desejar comunicar. E sei, e sabemos, que você tem muitissimo a dizer.

Só posso agradecer por mais esses preciosos ensinamentos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito obrigado por mais esse texto, João Bernardo. </p>
<p>Quanto aprendizado teus ensaios trazem a teus leitores!<br />
Na contramão do falatório ególatra e generalizado das redes sociais, onde muito se fala e nada se diz, aqui encontro os teus escritos, João Bernardo, sempre cirurgicamente precisos naquilo que desejar comunicar. E sei, e sabemos, que você tem muitissimo a dizer.</p>
<p>Só posso agradecer por mais esses preciosos ensinamentos.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: A língua de Trump		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/07/132883/#comment-709637</link>

		<dc:creator><![CDATA[A língua de Trump]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Jan 2021 13:57:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&quot;Bérengère teve a paciência de não desistir da empreitada à primeira irritação, apontando características facilmente reconhecíveis: sintaxe truncada, vocabulário muito raso e, acima de tudo, repetição infinita das mesmas palavras. &#039;O Twitter é algo maravilhoso para mim, porque consigo transmitir a mensagem… talvez eu não estivesse aqui conversando com você como presidente se eu não tivesse uma maneira honesta de comunicar a minha mensagem&#039;, confessou Trump em março de 2017. Daí que a análise estatística das tuitadas diárias de Trump é tarefa quase infindável. Ele explorou (e ainda explora) como ninguém o aplicativo, já que, segundo dados confiáveis, alcança cerca de 100 milhões de seguidores: é a mídia do momento, com sua brevidade forçada, fragmentada e descontextualizada, capaz de expressar instantaneamente sentimentos crus, sem nuance ou subtexto, e sua capacidade de borrar, até mesmo extinguir, a fronteira entre sentimento e fato.&quot;

&quot;Presciente, Charb (o cartunista morto em 2015, no ataque terrorista ao Charlie Hebdo) alertava que o uso excessivo de emojis e códigos não verbais era um choque sensório que acabaria transformando nossos cérebros em aquários de peixinhos. Os emojis, e códigos de pontuação de Trump fundamentam um léxico muito raso: &#039;aspas&#039; = cinismo; &#039;???&#039; = descrença; &#039;tudo escrito em maiúsculas&#039; = raiva – e por aí afora. Quanto às categorias de palavras, o espectro de uso é paupérrimo, limitando-se a expletivos delirantes, como &#039;Wow!&#039;, &#039;sad!&#039;, &#039;great&#039;. &quot;

https://alias.estadao.com.br/noticias/geral,livro-de-linguista-francesa-decifra-dialeto-particular-de-trump,70003575127

Outra matéria demonstrando a importância da conclusão do presente artigo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Bérengère teve a paciência de não desistir da empreitada à primeira irritação, apontando características facilmente reconhecíveis: sintaxe truncada, vocabulário muito raso e, acima de tudo, repetição infinita das mesmas palavras. &#8216;O Twitter é algo maravilhoso para mim, porque consigo transmitir a mensagem… talvez eu não estivesse aqui conversando com você como presidente se eu não tivesse uma maneira honesta de comunicar a minha mensagem&#8217;, confessou Trump em março de 2017. Daí que a análise estatística das tuitadas diárias de Trump é tarefa quase infindável. Ele explorou (e ainda explora) como ninguém o aplicativo, já que, segundo dados confiáveis, alcança cerca de 100 milhões de seguidores: é a mídia do momento, com sua brevidade forçada, fragmentada e descontextualizada, capaz de expressar instantaneamente sentimentos crus, sem nuance ou subtexto, e sua capacidade de borrar, até mesmo extinguir, a fronteira entre sentimento e fato.&#8221;</p>
<p>&#8220;Presciente, Charb (o cartunista morto em 2015, no ataque terrorista ao Charlie Hebdo) alertava que o uso excessivo de emojis e códigos não verbais era um choque sensório que acabaria transformando nossos cérebros em aquários de peixinhos. Os emojis, e códigos de pontuação de Trump fundamentam um léxico muito raso: &#8216;aspas&#8217; = cinismo; &#8216;???&#8217; = descrença; &#8216;tudo escrito em maiúsculas&#8217; = raiva – e por aí afora. Quanto às categorias de palavras, o espectro de uso é paupérrimo, limitando-se a expletivos delirantes, como &#8216;Wow!&#8217;, &#8216;sad!&#8217;, &#8216;great&#8217;. &#8221;</p>
<p><a href="https://alias.estadao.com.br/noticias/geral,livro-de-linguista-francesa-decifra-dialeto-particular-de-trump,70003575127" rel="nofollow ugc">https://alias.estadao.com.br/noticias/geral,livro-de-linguista-francesa-decifra-dialeto-particular-de-trump,70003575127</a></p>
<p>Outra matéria demonstrando a importância da conclusão do presente artigo.</p>
]]></content:encoded>
		
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