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	Comentários sobre: Redes políticas?	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Seu Nicolau		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/09/134291/#comment-668192</link>

		<dc:creator><![CDATA[Seu Nicolau]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Sep 2020 13:02:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Se o cabo é Siemens (ou_____________), se o pendrive é Scandisk (ou_____________), se a provedor de internet é Sky (ou____________), se o processador é Intel (ou_______________), se o sistema operacional é Windows (ou____________), se o computador é Dell (ou_________), se o satélite é SGDC (ou__________)  se a empresa de telefonia é Vivo (ou___________) ou se... (preencham as lacunas ou ou ou..._________), nosso Papai... é (ou será...)  Noel? Ou..Ou..Ou...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se o cabo é Siemens (ou_____________), se o pendrive é Scandisk (ou_____________), se a provedor de internet é Sky (ou____________), se o processador é Intel (ou_______________), se o sistema operacional é Windows (ou____________), se o computador é Dell (ou_________), se o satélite é SGDC (ou__________)  se a empresa de telefonia é Vivo (ou___________) ou se&#8230; (preencham as lacunas ou ou ou&#8230;_________), nosso Papai&#8230; é (ou será&#8230;)  Noel? Ou..Ou..Ou&#8230;</p>
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		<title>
		Por: Leo Texto		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/09/134291/#comment-668039</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Texto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Sep 2020 19:33:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Os podcasts estão em um momento parecido com o início dos blogs, porém agora temos as redes sociais e uma maior popularização da internet. Por não estarem organizados em redes sociais e a monetização ainda ser um desafio para as empresas de tecnologia, há uma certa liberdade de criação para os podcasters e me parece possível atingir alguns segmentos da classe trabalhadora que perderam o hábito da leitura, porém ainda podem escutar programas bem feitos e sem demagogia. Essa liberdade de criação e de distribuição dos podcasts não deve durar muito e em breve surgirá algo próximo ao Youtube também para eles, padronizando os formatos, linguagens e determinando o que as pessoas devem ou não escutar. Mas até lá, me parece mesmo uma forma interessante de produzir conteúdo.

Problema 1: por mais que sejam muitas as plataformas de distribuição, as pessoas só acessam os conteúdos se eles forem antes disponibilizados nas redes sociais, pelo menos até criarem o hábito da escuta. Então, para impulsionar um podcast, ainda é necessário interagir nas redes sociais, criar redes de contatos e tudo o mais. E sabemos o quão tudo isso pode ser uma armadilha.

Problema 2: Em especial no Brasil – e provavelmente em muitos outros países cuja população tem acesso precário à internet –, a internet se resume ao Facebook e ao WhatsApp. O que não chega através dessas plataformas não consegue atingir grandes públicos. E muitos ainda sequer podem acessar conteúdos de fora dessas plataformas, pois a conexão de dados não permite. O que vejo: alguns podcasts disponibilizam o programa no formato de áudio de WhatsApp. Ajuda um pouco, mas não resolve. 

Problema 3: anonimato. Como fazer um programa de qualidade e, ao mesmo tempo, se manter anônimo? Nem vou falar do atual momento de hiper individualização, no qual é quase imprescindível dar um rosto (ou pelo menos uma voz) aos conteúdos. Tô falando mesmo da segurança de quem se propõe a produzir conteúdo anticapitalista de caráter não-reacionário.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os podcasts estão em um momento parecido com o início dos blogs, porém agora temos as redes sociais e uma maior popularização da internet. Por não estarem organizados em redes sociais e a monetização ainda ser um desafio para as empresas de tecnologia, há uma certa liberdade de criação para os podcasters e me parece possível atingir alguns segmentos da classe trabalhadora que perderam o hábito da leitura, porém ainda podem escutar programas bem feitos e sem demagogia. Essa liberdade de criação e de distribuição dos podcasts não deve durar muito e em breve surgirá algo próximo ao Youtube também para eles, padronizando os formatos, linguagens e determinando o que as pessoas devem ou não escutar. Mas até lá, me parece mesmo uma forma interessante de produzir conteúdo.</p>
<p>Problema 1: por mais que sejam muitas as plataformas de distribuição, as pessoas só acessam os conteúdos se eles forem antes disponibilizados nas redes sociais, pelo menos até criarem o hábito da escuta. Então, para impulsionar um podcast, ainda é necessário interagir nas redes sociais, criar redes de contatos e tudo o mais. E sabemos o quão tudo isso pode ser uma armadilha.</p>
<p>Problema 2: Em especial no Brasil – e provavelmente em muitos outros países cuja população tem acesso precário à internet –, a internet se resume ao Facebook e ao WhatsApp. O que não chega através dessas plataformas não consegue atingir grandes públicos. E muitos ainda sequer podem acessar conteúdos de fora dessas plataformas, pois a conexão de dados não permite. O que vejo: alguns podcasts disponibilizam o programa no formato de áudio de WhatsApp. Ajuda um pouco, mas não resolve. </p>
<p>Problema 3: anonimato. Como fazer um programa de qualidade e, ao mesmo tempo, se manter anônimo? Nem vou falar do atual momento de hiper individualização, no qual é quase imprescindível dar um rosto (ou pelo menos uma voz) aos conteúdos. Tô falando mesmo da segurança de quem se propõe a produzir conteúdo anticapitalista de caráter não-reacionário.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Legume		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/09/134291/#comment-668008</link>

		<dc:creator><![CDATA[Legume]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Sep 2020 17:17:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Lucas,
Concordo plenamente que a formação não se dá apenas nos momentos de luta e que precisamos pensar em como fazer isso. Porém, o YouTube é uma plataforma específica de uma empresa, produzir material para ele como formação teria algo de análogo com mandar cartas para o Guardian para formar os trabalhadores. Tendo a achar que os vídeos tem o problema de identificação da pessoa com o público e não das ideias, nesse sentido penso que os podcasts podem ser um caminho mais interessante para essa formação.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lucas,<br />
Concordo plenamente que a formação não se dá apenas nos momentos de luta e que precisamos pensar em como fazer isso. Porém, o YouTube é uma plataforma específica de uma empresa, produzir material para ele como formação teria algo de análogo com mandar cartas para o Guardian para formar os trabalhadores. Tendo a achar que os vídeos tem o problema de identificação da pessoa com o público e não das ideias, nesse sentido penso que os podcasts podem ser um caminho mais interessante para essa formação.</p>
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		<item>
		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/09/134291/#comment-667973</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Sep 2020 14:24:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=134291#comment-667973</guid>

					<description><![CDATA[realmente a direita vem assustando com o seu uso da internet, e acho que já passamos a curva em que a internet era vista como o reino da liberdade para o momento em que ela se revela um lugar horrível perfeito para várias modalidades de guerra psicológica. 
A dinâmica das lutas sociais pode trazer essa urgência do uso frenético das redes, em escalas que muitas vezes superam as expectativas e os funcionamentos normais idealizados por programadores e por censores no mundo inteiro, não por outro motivo o botão de &quot;desligar a internet&quot; tem sido tão acionado no mundo recentemente. Por outro lado, países como a China e a Rússia já nacionalizaram, ou estão terminando de nacionalizar, suas redes de telecomunicação, o que torna a margem de ação extremamente mais curta e também obstaculiza a internacionalização da classe trabalhadora por meio do intercâmbio de comunicações, experiências, notícias internacionais, etc.

Mas a formação da classe não ocorre apenas nos momentos de auge de lutas. Acho que devemos encarar a produção de conteúdos diversos nas redes assim como antigamente as organizações proletárias criavam seus jornais, revistas, cadernos de formação, etc. É fácil tirar um sarro dos partidos que ainda imprimem panfletos em A4 apertando as margens para que entre toda a a análise sobre a guerra da síria e as consignas revolucionárias ao final. Que tipo de conteúdo escutaria um trabalhador no trem na hora e meia de viagem de volta para sua casa? Acho que desde que os anarquistas e os setores radicais da social-democracia imprimiam livros de teoria em imprensas clandestinas, o objetivo era fortalecer o movimento nos momentos de calma, estimular a formação dos e das trabalhadoras, ganhar certas posições, dar fundamentos para debates que ocorrem cotidianamente entre trabalhadores, oferecer pontos de vista e ferramentas para a atuação. Estas funções não estão ligadas diretamente com a convocatória concreta a este ou aquele evento massivo, uma &quot;luta concreta&quot;, mas que na sua capacidade de capilarização são o que pode chegar a dar mais potência a uma convocatória, e que quando esta convocatória ocorra, não conte apenas com trabalhadores atomizados, mas também com setores mais consolidados capazes de sustentar as lutas com determinação, sem ter que esperar que outros digam o que fazer.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>realmente a direita vem assustando com o seu uso da internet, e acho que já passamos a curva em que a internet era vista como o reino da liberdade para o momento em que ela se revela um lugar horrível perfeito para várias modalidades de guerra psicológica.<br />
A dinâmica das lutas sociais pode trazer essa urgência do uso frenético das redes, em escalas que muitas vezes superam as expectativas e os funcionamentos normais idealizados por programadores e por censores no mundo inteiro, não por outro motivo o botão de &#8220;desligar a internet&#8221; tem sido tão acionado no mundo recentemente. Por outro lado, países como a China e a Rússia já nacionalizaram, ou estão terminando de nacionalizar, suas redes de telecomunicação, o que torna a margem de ação extremamente mais curta e também obstaculiza a internacionalização da classe trabalhadora por meio do intercâmbio de comunicações, experiências, notícias internacionais, etc.</p>
<p>Mas a formação da classe não ocorre apenas nos momentos de auge de lutas. Acho que devemos encarar a produção de conteúdos diversos nas redes assim como antigamente as organizações proletárias criavam seus jornais, revistas, cadernos de formação, etc. É fácil tirar um sarro dos partidos que ainda imprimem panfletos em A4 apertando as margens para que entre toda a a análise sobre a guerra da síria e as consignas revolucionárias ao final. Que tipo de conteúdo escutaria um trabalhador no trem na hora e meia de viagem de volta para sua casa? Acho que desde que os anarquistas e os setores radicais da social-democracia imprimiam livros de teoria em imprensas clandestinas, o objetivo era fortalecer o movimento nos momentos de calma, estimular a formação dos e das trabalhadoras, ganhar certas posições, dar fundamentos para debates que ocorrem cotidianamente entre trabalhadores, oferecer pontos de vista e ferramentas para a atuação. Estas funções não estão ligadas diretamente com a convocatória concreta a este ou aquele evento massivo, uma &#8220;luta concreta&#8221;, mas que na sua capacidade de capilarização são o que pode chegar a dar mais potência a uma convocatória, e que quando esta convocatória ocorra, não conte apenas com trabalhadores atomizados, mas também com setores mais consolidados capazes de sustentar as lutas com determinação, sem ter que esperar que outros digam o que fazer.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Legume		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/09/134291/#comment-667862</link>

		<dc:creator><![CDATA[Legume]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Sep 2020 00:07:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Alfredo,
Historicamente a relação da esquerda com a chamada “liberação de militantes” tem resultado na formação de burocracias que decidem o que os outros devem fazer. Não chega a ser surpreendente que determinados grupos tentem reproduzir em espaços virtuais o que já faziam nos espaços físicos.
Carla,
O artigo se dedica a analisar justamente as formas de mobilização que utilizam essas redes, inclusive dá dois exemplos que considero positivos dessas. Porém, me parece que você propõem uma emulação das ações da direita pela esquerda. Para mim isso resultaria em trabalharmos com os mesmos fins que eles.
Leo V,
Me parece claro, e já disse isso em entrevistas na época, que as redes sociais foram usadas como ferramentas de amplificar as convocações. Sem dúvida a efetividade delas se dava por reconhecerem o MPL como um emissor válido daquela mensagem, e isso vinha da prática do movimento fora das redes.  Penso que as mobilizações nas redes, para serem efetivas, precisam ter essa articulação com um elemento que passe confiança para quem recebe a proposta de ação. A direita no WhatsApp me parece utilizar bem esse mecanismo, pois as pessoas confiam na mensagem recebida pelo tio, pelo colega de trabalho, pelo fiel da igreja.

João Bernardo, 
Praticamente no mesmo momento que li esse comentário me deparei com esse tweet: https://twitter.com/marcogomes/status/1307775429022019585?s=20]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alfredo,<br />
Historicamente a relação da esquerda com a chamada “liberação de militantes” tem resultado na formação de burocracias que decidem o que os outros devem fazer. Não chega a ser surpreendente que determinados grupos tentem reproduzir em espaços virtuais o que já faziam nos espaços físicos.<br />
Carla,<br />
O artigo se dedica a analisar justamente as formas de mobilização que utilizam essas redes, inclusive dá dois exemplos que considero positivos dessas. Porém, me parece que você propõem uma emulação das ações da direita pela esquerda. Para mim isso resultaria em trabalharmos com os mesmos fins que eles.<br />
Leo V,<br />
Me parece claro, e já disse isso em entrevistas na época, que as redes sociais foram usadas como ferramentas de amplificar as convocações. Sem dúvida a efetividade delas se dava por reconhecerem o MPL como um emissor válido daquela mensagem, e isso vinha da prática do movimento fora das redes.  Penso que as mobilizações nas redes, para serem efetivas, precisam ter essa articulação com um elemento que passe confiança para quem recebe a proposta de ação. A direita no WhatsApp me parece utilizar bem esse mecanismo, pois as pessoas confiam na mensagem recebida pelo tio, pelo colega de trabalho, pelo fiel da igreja.</p>
<p>João Bernardo,<br />
Praticamente no mesmo momento que li esse comentário me deparei com esse tweet: <a href="https://twitter.com/marcogomes/status/1307775429022019585?s=20" rel="nofollow ugc">https://twitter.com/marcogomes/status/1307775429022019585?s=20</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/09/134291/#comment-667820</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Sep 2020 20:14:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O penúltimo comentário acima termina dizendo que «a direita já entendeu e usa e abusa dos novos recursos. E a esquerda parece um senhor bem-intencionado com medo de apertar o botão». Independentemente de saber o que, nas circunstâncias actuais, se entende por &lt;em&gt;esquerda&lt;/em&gt;, é curioso verificar que estes meios técnicos de comunicação sejam considerados neutros e que, se os defensores do capitalismo os usam, os anticapitalistas possam usá-los também. Mas os defensores do capitalismo usam e abusam desses meios técnicos precisamente porque eles não são neutros e revertem sempre a favor da organização capitalista da sociedade, além de constituírem veículos privilegiados de recolha de informações e de controle policial.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O penúltimo comentário acima termina dizendo que «a direita já entendeu e usa e abusa dos novos recursos. E a esquerda parece um senhor bem-intencionado com medo de apertar o botão». Independentemente de saber o que, nas circunstâncias actuais, se entende por <em>esquerda</em>, é curioso verificar que estes meios técnicos de comunicação sejam considerados neutros e que, se os defensores do capitalismo os usam, os anticapitalistas possam usá-los também. Mas os defensores do capitalismo usam e abusam desses meios técnicos precisamente porque eles não são neutros e revertem sempre a favor da organização capitalista da sociedade, além de constituírem veículos privilegiados de recolha de informações e de controle policial.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo V		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/09/134291/#comment-667807</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo V]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Sep 2020 19:03:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Legume,

gostei do artigo, mas o ínício é meio surpreendente para mim. Foi a primeira vez que vejo alguém do Passe Livre dizer que as mídias sociais foram usadas massivamente como forma de mobilização. Você não reduz a mobilização a isso, mas para quem lê de fora pode reforçar o que aparecia na grande imprensa, de que se tratava de movimento criado pelo facebook e coisa do tipo, quando na realidade era consequência de militância real, cara a cara, nas escolas, sem a qual as mídias sociais nada seriam para mobilização, uma vez que o MPL se construiu como referência através da sua militância real.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Legume,</p>
<p>gostei do artigo, mas o ínício é meio surpreendente para mim. Foi a primeira vez que vejo alguém do Passe Livre dizer que as mídias sociais foram usadas massivamente como forma de mobilização. Você não reduz a mobilização a isso, mas para quem lê de fora pode reforçar o que aparecia na grande imprensa, de que se tratava de movimento criado pelo facebook e coisa do tipo, quando na realidade era consequência de militância real, cara a cara, nas escolas, sem a qual as mídias sociais nada seriam para mobilização, uma vez que o MPL se construiu como referência através da sua militância real.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Carla Cafaro da Silva		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/09/134291/#comment-667794</link>

		<dc:creator><![CDATA[Carla Cafaro da Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Sep 2020 18:17:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=134291#comment-667794</guid>

					<description><![CDATA[Interessante como vcs ainda veem as redes com olhos analogicos. Pensando a sua utilizacao pautatada na antiga logica de assorciar-se a - e dai surgem propostas e normas que considero fechadas do ponto de vista da quantidade de informação e da impropria comunicação ja que as plataformas são virtuais. Mesmo dentro da questao da horizontalidade, ja estamos como vivencia entre os jovens, do uso simultâneo da verticalidade e horizontalidade. Parece que temos ainda grandes grupo de pensadores a esquerda preso nos velhos modos de interagir e comunicar. Presos a procura da maneira certa. E nao tem. Vivemos quebrando paradigmas tdos os dias. Estamos na ERA DA INFORMAÇÃO.  Fico surpresa como a direira ja entendeu e usa e abusa dos novos recursos. E a esquerda parece um senhor bem intencionado com medo de apertar o botão.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Interessante como vcs ainda veem as redes com olhos analogicos. Pensando a sua utilizacao pautatada na antiga logica de assorciar-se a &#8211; e dai surgem propostas e normas que considero fechadas do ponto de vista da quantidade de informação e da impropria comunicação ja que as plataformas são virtuais. Mesmo dentro da questao da horizontalidade, ja estamos como vivencia entre os jovens, do uso simultâneo da verticalidade e horizontalidade. Parece que temos ainda grandes grupo de pensadores a esquerda preso nos velhos modos de interagir e comunicar. Presos a procura da maneira certa. E nao tem. Vivemos quebrando paradigmas tdos os dias. Estamos na ERA DA INFORMAÇÃO.  Fico surpresa como a direira ja entendeu e usa e abusa dos novos recursos. E a esquerda parece um senhor bem intencionado com medo de apertar o botão.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Alfredo Lima		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/09/134291/#comment-667762</link>

		<dc:creator><![CDATA[Alfredo Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Sep 2020 15:19:39 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=134291#comment-667762</guid>

					<description><![CDATA[Bem colocado, Legume.  Tenho pensado nos últimos meses em escrever algo nesses moldes.

Acho importante destacar também que o exemplo que você deu, do Galo, alcançou essa visibilidade em decorrência da afinidade ideológica com aqueles que o promoveram em decorrência da luta. Mas não é a organização dos trabalhadores que ganhou com essa visibilidade personalizada nele. Outro exemplo de militantes que se criam em cima das Redes é o Jones Manoel, com este o buraco é ainda mais embaixo. Não é um trabalhador selecionado na luta, é um intelectual aos moldes do &#039;Que Fazer?&#039;, visando o uso das redes sociais para pensar numa &#039;consciência vinda de fora&#039;. Se no primeiro exemplo, do Galo, há um engajamento a partir da luta, com o Jones há um engajamento pelo princípio, e este não se reflete na luta -- isto é, onde os trabalhadores são protagonistas na luta de classes -- mas no engajamento pura e simplesmente para a linha do partido. 

&quot;-- Ah! Mas qual o problema em ser Youtuber? &quot; 

Não é um problema e não é a produção de conteúdo que está sendo criticada. O problema é que o mesmo dá a entender que a sua profissão e sua militância, ambas no Youtube, vão no mesmo sentido. É por confundir sua militância com seu emprego que o Jones demonstra que a sua importância política é mais engajar trabalhadores em sua linha ideológica (bem problemática, por sinal) do que incentivá-los à luta de classes propriamente. Por sinal, tanto o seu trabalho quanto a sua militância são patéticos. 

É por entender que as redes sociais são um dilema, podendo servir de espaço de discussão de trabalhadores, como também para estimular burocracias em meio a estes, que artigos como esse são fundamentais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bem colocado, Legume.  Tenho pensado nos últimos meses em escrever algo nesses moldes.</p>
<p>Acho importante destacar também que o exemplo que você deu, do Galo, alcançou essa visibilidade em decorrência da afinidade ideológica com aqueles que o promoveram em decorrência da luta. Mas não é a organização dos trabalhadores que ganhou com essa visibilidade personalizada nele. Outro exemplo de militantes que se criam em cima das Redes é o Jones Manoel, com este o buraco é ainda mais embaixo. Não é um trabalhador selecionado na luta, é um intelectual aos moldes do &#8216;Que Fazer?&#8217;, visando o uso das redes sociais para pensar numa &#8216;consciência vinda de fora&#8217;. Se no primeiro exemplo, do Galo, há um engajamento a partir da luta, com o Jones há um engajamento pelo princípio, e este não se reflete na luta &#8212; isto é, onde os trabalhadores são protagonistas na luta de classes &#8212; mas no engajamento pura e simplesmente para a linha do partido. </p>
<p>&#8220;&#8211; Ah! Mas qual o problema em ser Youtuber? &#8221; </p>
<p>Não é um problema e não é a produção de conteúdo que está sendo criticada. O problema é que o mesmo dá a entender que a sua profissão e sua militância, ambas no Youtube, vão no mesmo sentido. É por confundir sua militância com seu emprego que o Jones demonstra que a sua importância política é mais engajar trabalhadores em sua linha ideológica (bem problemática, por sinal) do que incentivá-los à luta de classes propriamente. Por sinal, tanto o seu trabalho quanto a sua militância são patéticos. </p>
<p>É por entender que as redes sociais são um dilema, podendo servir de espaço de discussão de trabalhadores, como também para estimular burocracias em meio a estes, que artigos como esse são fundamentais.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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