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	Comentários sobre: O contexto econômico global da emergência dos entregadores de apps	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Leo V		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leo V]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Oct 2020 19:01:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ainda sobre o fato de hoje o pleno emprego não levar a aumento salarial e certas relações de causalidade econômica relacionados aos índices de desemprego terem perdido a validade, segue este artigo de hoje:

Mito 2 da economia: a curva de Phillips, por Luis Nassif
https://jornalggn.com.br/coluna-economica/mito-2-da-economia-a-curva-de-phillips-por-luis-nassif/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda sobre o fato de hoje o pleno emprego não levar a aumento salarial e certas relações de causalidade econômica relacionados aos índices de desemprego terem perdido a validade, segue este artigo de hoje:</p>
<p>Mito 2 da economia: a curva de Phillips, por Luis Nassif<br />
<a href="https://jornalggn.com.br/coluna-economica/mito-2-da-economia-a-curva-de-phillips-por-luis-nassif/" rel="nofollow ugc">https://jornalggn.com.br/coluna-economica/mito-2-da-economia-a-curva-de-phillips-por-luis-nassif/</a></p>
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		<title>
		Por: Leo V		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/10/134501/#comment-671503</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo V]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Oct 2020 16:07:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[João Bernardo,

Como todo resumo, ele é um recorte. Na parte dois o artigo do Aaron Benanav ele discorre em alguns parágrafos sobre a industrialização da agricultura. Pelo menos quanto a isso ele não faz uma separação dessa forma entre agricultura e indústria. A separação é analítica e um pouco mais refinada.
Sobre as questões de crescimento de produtividade e crescimento da produção, com a relação entre elas sendo explicativa de uma baixa demanda por trabalho (tese central dele nesse artigo), ele se baseia em dados que não reproduzi aqui nesse resumo. É o que posso dizer em favor dele.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João Bernardo,</p>
<p>Como todo resumo, ele é um recorte. Na parte dois o artigo do Aaron Benanav ele discorre em alguns parágrafos sobre a industrialização da agricultura. Pelo menos quanto a isso ele não faz uma separação dessa forma entre agricultura e indústria. A separação é analítica e um pouco mais refinada.<br />
Sobre as questões de crescimento de produtividade e crescimento da produção, com a relação entre elas sendo explicativa de uma baixa demanda por trabalho (tese central dele nesse artigo), ele se baseia em dados que não reproduzi aqui nesse resumo. É o que posso dizer em favor dele.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/10/134501/#comment-671480</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Oct 2020 14:20:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Só há duas perspectivas fundamentais, mutuamente antagônicas e inconciliáveis, a dos intelectuais orgânicos do capital e a dos (futuríveis?) revolucionários proletários. O resto é verborragia sedizente análise política - v.g., a oximorosa cidadania governante. 
Parafraseando Sartre: o que importa não é o que o capital faz com o proletário, mas o que faz o proletário com o que foi feito dele pelo capital. Sobretudo, quando não o faz de maneira imediata e reativa ao fazer capitalista; ou seja: quando o que faz expressa positivamente sua autonegação crítico-prática, como autonomia proletária.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Só há duas perspectivas fundamentais, mutuamente antagônicas e inconciliáveis, a dos intelectuais orgânicos do capital e a dos (futuríveis?) revolucionários proletários. O resto é verborragia sedizente análise política &#8211; v.g., a oximorosa cidadania governante.<br />
Parafraseando Sartre: o que importa não é o que o capital faz com o proletário, mas o que faz o proletário com o que foi feito dele pelo capital. Sobretudo, quando não o faz de maneira imediata e reativa ao fazer capitalista; ou seja: quando o que faz expressa positivamente sua autonegação crítico-prática, como autonomia proletária.</p>
]]></content:encoded>
		
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		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/10/134501/#comment-671401</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Oct 2020 07:22:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Leo,

Discordo da perspectiva exposta nesta resenha, emanada de um tipo de marxismo esclerosado e apegada ao modelo da década de 1950. Muito sinteticamente, a minha crítica incide nos aspectos seguintes:

&lt;strong&gt;a)&lt;/strong&gt; A classe trabalhadora é considerada a-historicamente, sem ser analisada a sua formação, que decorre das transformações operadas no ensino de massas, na indústria cultural de massas, nos meios de comunicação, incluindo a internet e as redes sociais, e na urbanização.

&lt;strong&gt;b)&lt;/strong&gt; A tradicional divisão agricultura / indústria / serviços está obsoleta. Por um lado, a produção agrícola passou a realizar-se com a intervenção de máquinas, convertendo-se numa agro-indústria. Por outro lado, o desenvolvimento da electrónica e dos computadores, e a fusão entre os computadores e as máquinas, fizeram com que a categoria &lt;em&gt;serviços&lt;/em&gt; deixasse de ser útil para a análise. Basta pensar no fabrico 3D. Assim, temos uma fusão da computorização tanto com a produção industrial como com a agro-indústria. Vivemos num mundo em que os sistemas produtivos estão unificados.

&lt;strong&gt;c)&lt;/strong&gt; É precisamente a introdução da electrónica e dos computadores nos processos de cultivo e de fabrico que faz com que a produtividade aumente exponencialmente no mundo actual. Não vivemos numa época de estagnação, mas de crescimento acelerado. Claro que, como sempre no capitalismo, o crescimento é desigual e as sociedades e os países que melhor se adaptavam a uma dada fase são os que pior se adaptam à fase seguinte (pelos mesmos motivos que Darwin estabeleceu para a evolução dos organismos). Assim, as geoeconomias reorganizam-se, e hoje a China progride enquanto os Estados Unidos estagnam.

&lt;strong&gt;d)&lt;/strong&gt; O velho tipo de disciplina operária, que continua a prevalecer no imaginário da esquerda, relaciona-se com a época fordista. Foi a transição para o toyotismo, com o correspondente uso da electrónica, que fez com que as economias de escala deixassem de depender da concentração física dos trabalhadores nos mesmos espaços, típica do fordismo. (Diz-se &lt;em&gt;fordismo&lt;/em&gt; porque é mais fácil de pronunciar, mas, respeitando a realidade histórica, devia dizer-se &lt;em&gt;generalmotorismo&lt;/em&gt;, porque as grandes inovações deveram-se à General Motors; em primeiro lugar, por ser uma companhia por acções, gerida por gestores, e não uma empresa de tipo familiar e, em segundo lugar, por adequar a cadeia produtiva às preferências expressas pelos consumidores, em vez de querer impor ao mercado automóvel uma única cor, o preto, como pretendeu Henry Ford.)

&lt;strong&gt;e)&lt;/strong&gt; O mundo da separação dos três sectores (agricultura / indústria / serviços) e da disciplina operária assegurada, do lado dos patrões, pela concentração dos trabalhadores nos mesmos espaços físicos e, do lado dos operários, pelos sindicatos, esse mundo terminou com as lutas da década de 1960, ou melhor, terminou com a forma como os capitalistas conseguiram aproveitar a derrota dessas lutas. É todo este &lt;em&gt;background&lt;/em&gt; que falta à perspectiva de análise usada no artigo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Leo,</p>
<p>Discordo da perspectiva exposta nesta resenha, emanada de um tipo de marxismo esclerosado e apegada ao modelo da década de 1950. Muito sinteticamente, a minha crítica incide nos aspectos seguintes:</p>
<p><strong>a)</strong> A classe trabalhadora é considerada a-historicamente, sem ser analisada a sua formação, que decorre das transformações operadas no ensino de massas, na indústria cultural de massas, nos meios de comunicação, incluindo a internet e as redes sociais, e na urbanização.</p>
<p><strong>b)</strong> A tradicional divisão agricultura / indústria / serviços está obsoleta. Por um lado, a produção agrícola passou a realizar-se com a intervenção de máquinas, convertendo-se numa agro-indústria. Por outro lado, o desenvolvimento da electrónica e dos computadores, e a fusão entre os computadores e as máquinas, fizeram com que a categoria <em>serviços</em> deixasse de ser útil para a análise. Basta pensar no fabrico 3D. Assim, temos uma fusão da computorização tanto com a produção industrial como com a agro-indústria. Vivemos num mundo em que os sistemas produtivos estão unificados.</p>
<p><strong>c)</strong> É precisamente a introdução da electrónica e dos computadores nos processos de cultivo e de fabrico que faz com que a produtividade aumente exponencialmente no mundo actual. Não vivemos numa época de estagnação, mas de crescimento acelerado. Claro que, como sempre no capitalismo, o crescimento é desigual e as sociedades e os países que melhor se adaptavam a uma dada fase são os que pior se adaptam à fase seguinte (pelos mesmos motivos que Darwin estabeleceu para a evolução dos organismos). Assim, as geoeconomias reorganizam-se, e hoje a China progride enquanto os Estados Unidos estagnam.</p>
<p><strong>d)</strong> O velho tipo de disciplina operária, que continua a prevalecer no imaginário da esquerda, relaciona-se com a época fordista. Foi a transição para o toyotismo, com o correspondente uso da electrónica, que fez com que as economias de escala deixassem de depender da concentração física dos trabalhadores nos mesmos espaços, típica do fordismo. (Diz-se <em>fordismo</em> porque é mais fácil de pronunciar, mas, respeitando a realidade histórica, devia dizer-se <em>generalmotorismo</em>, porque as grandes inovações deveram-se à General Motors; em primeiro lugar, por ser uma companhia por acções, gerida por gestores, e não uma empresa de tipo familiar e, em segundo lugar, por adequar a cadeia produtiva às preferências expressas pelos consumidores, em vez de querer impor ao mercado automóvel uma única cor, o preto, como pretendeu Henry Ford.)</p>
<p><strong>e)</strong> O mundo da separação dos três sectores (agricultura / indústria / serviços) e da disciplina operária assegurada, do lado dos patrões, pela concentração dos trabalhadores nos mesmos espaços físicos e, do lado dos operários, pelos sindicatos, esse mundo terminou com as lutas da década de 1960, ou melhor, terminou com a forma como os capitalistas conseguiram aproveitar a derrota dessas lutas. É todo este <em>background</em> que falta à perspectiva de análise usada no artigo.</p>
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