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	Comentários sobre: Peru: um golpe parlamentar revertido pelas maiores mobilizações populares em quatro décadas	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Danilo Assis Clímaco		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/11/135192/#comment-699156</link>

		<dc:creator><![CDATA[Danilo Assis Clímaco]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Dec 2020 20:56:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Carao Fagner Enrique,

Obrigado pelo comentário. Como um dos autores do artigo, não posso deixar de estranhar que você o tenha encontrado otimista. Reamente houve naqueles dias em que o escrevíamos, uma alegria por termos visto a população se rebelar contra um ditador mesquinho, um político do baixo clero. A rebeldia, se bem atribuída a jovens, foi obra de diferentes setores populares (e de classes médias) em todo o país, mediante manifestações certamente voluntariosas, mas com pouca capacidade de perdurarem. Acho que isso foi o que quisemos dizer no último parágrafo prévio ao anexo, o qual concluimos com &quot;A saída mais à esquerda é a de que os jovens de hoje se aliem às lutas indígenas e camponesas e às lutas feministas e se inicie um processo global e plural de fortalecimento da rebeldia. Processos como estes são longos e sinuosos, mas não parece haver alternativa mais otimista&quot;. Em termos concretos, o mais provável é o aprofundamento da crise e um empobrecimento da população. Porém, a luta no campo, especialmente contra o megaextrativismo, é forte ainda que dispersa entre sí, mas não é possível deixar de observar ser ao menos hipoteticamente possível, ainda que difícil, uma aproximação entra esta e a dos grupos que tiraram Merino, especialmente os jovens. Caso isto acontecesse, poderia haver uma grande reviravolta. Quanto movimentos sindicais urbanos, como você observou, realmente não os há e é isto é dificulta uma frente popular mais possante (nas manifestações contra Keiko em 2011 os sindicatos urbanos foram muito importantes).

Um abraço]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Carao Fagner Enrique,</p>
<p>Obrigado pelo comentário. Como um dos autores do artigo, não posso deixar de estranhar que você o tenha encontrado otimista. Reamente houve naqueles dias em que o escrevíamos, uma alegria por termos visto a população se rebelar contra um ditador mesquinho, um político do baixo clero. A rebeldia, se bem atribuída a jovens, foi obra de diferentes setores populares (e de classes médias) em todo o país, mediante manifestações certamente voluntariosas, mas com pouca capacidade de perdurarem. Acho que isso foi o que quisemos dizer no último parágrafo prévio ao anexo, o qual concluimos com &#8220;A saída mais à esquerda é a de que os jovens de hoje se aliem às lutas indígenas e camponesas e às lutas feministas e se inicie um processo global e plural de fortalecimento da rebeldia. Processos como estes são longos e sinuosos, mas não parece haver alternativa mais otimista&#8221;. Em termos concretos, o mais provável é o aprofundamento da crise e um empobrecimento da população. Porém, a luta no campo, especialmente contra o megaextrativismo, é forte ainda que dispersa entre sí, mas não é possível deixar de observar ser ao menos hipoteticamente possível, ainda que difícil, uma aproximação entra esta e a dos grupos que tiraram Merino, especialmente os jovens. Caso isto acontecesse, poderia haver uma grande reviravolta. Quanto movimentos sindicais urbanos, como você observou, realmente não os há e é isto é dificulta uma frente popular mais possante (nas manifestações contra Keiko em 2011 os sindicatos urbanos foram muito importantes).</p>
<p>Um abraço</p>
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		<title>
		Por: Fagner Enrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/11/135192/#comment-692904</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Enrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 Dec 2020 04:41:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Um artigo publicado ontem no El País (https://elpais.com/economia/2020-12-04/la-crisis-politica-en-peru-pone-a-prueba-la-inmunidad-de-la-economia.html) traz um quadro geral, a meu ver, nada animador e que destoa bastante do artigo acima.

O artigo do El País gira em torno do fato de que no passado o Peru conseguia sustentar o crescimento econômico apesar das eventuais instabilidades políticas, o que não parece mais possível, pois agora as instabilidades políticas contribuem para bloquear o crescimento econômico, e se a política corre o risco de ser percebida como o principal entrave à economia, ela pode acabar sendo considerada também - perigosamente - a única solução para os problemas econômicos.

É nesse sentido, aliás, que vai o raciocínio dos especialistas citados no artigo do El País, que argumentam que o Peru não poderá superar a crise atual sem que o Estado assuma uma postura mais intervencionista e dirigista no plano econômico, o que tem sido dificultado, porém, pela corrupção estrutural naquele país, num nível tal que inviabiliza a execução de orçamentos concebidos pelos gestores para estimular a economia e atenuar a pobreza.

Por outro lado ainda, os protestos de rua têm fugido ao controle do governo e sido, claro, reprimidos com muita violência, tornando a face policial e truculenta do Estado peruano - em plena democracia liberal - a sua face mais visível. Por fim, vêm as esquerdas, politicamente fragmentadas e em crise, e o artigo acima não apresenta dados mais animadores sobre greves ou outras formas de resistência no âmbito das relações de trabalho.

Tudo isso me faz desconfiar bastante da perspectiva geral de otimismo expressa pelos autores. É preciso apoiar sempre, claro, as movimentações dos trabalhadores, mas sem perder de vista uma análise mais objetiva dos desafios.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um artigo publicado ontem no El País (<a href="https://elpais.com/economia/2020-12-04/la-crisis-politica-en-peru-pone-a-prueba-la-inmunidad-de-la-economia.html" rel="nofollow ugc">https://elpais.com/economia/2020-12-04/la-crisis-politica-en-peru-pone-a-prueba-la-inmunidad-de-la-economia.html</a>) traz um quadro geral, a meu ver, nada animador e que destoa bastante do artigo acima.</p>
<p>O artigo do El País gira em torno do fato de que no passado o Peru conseguia sustentar o crescimento econômico apesar das eventuais instabilidades políticas, o que não parece mais possível, pois agora as instabilidades políticas contribuem para bloquear o crescimento econômico, e se a política corre o risco de ser percebida como o principal entrave à economia, ela pode acabar sendo considerada também &#8211; perigosamente &#8211; a única solução para os problemas econômicos.</p>
<p>É nesse sentido, aliás, que vai o raciocínio dos especialistas citados no artigo do El País, que argumentam que o Peru não poderá superar a crise atual sem que o Estado assuma uma postura mais intervencionista e dirigista no plano econômico, o que tem sido dificultado, porém, pela corrupção estrutural naquele país, num nível tal que inviabiliza a execução de orçamentos concebidos pelos gestores para estimular a economia e atenuar a pobreza.</p>
<p>Por outro lado ainda, os protestos de rua têm fugido ao controle do governo e sido, claro, reprimidos com muita violência, tornando a face policial e truculenta do Estado peruano &#8211; em plena democracia liberal &#8211; a sua face mais visível. Por fim, vêm as esquerdas, politicamente fragmentadas e em crise, e o artigo acima não apresenta dados mais animadores sobre greves ou outras formas de resistência no âmbito das relações de trabalho.</p>
<p>Tudo isso me faz desconfiar bastante da perspectiva geral de otimismo expressa pelos autores. É preciso apoiar sempre, claro, as movimentações dos trabalhadores, mas sem perder de vista uma análise mais objetiva dos desafios.</p>
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