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	Comentários sobre: Fatiando tudo	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Desenraizado		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Desenraizado]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Nov 2020 17:05:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Nós anos 10, 20, 30 e 40 do século XX os apeladores a fala eram os fascistas e os nazistas. Em textos como os do decadentista, Oswald Spengler; do nacionalista africano, Marcus Garvey; do ocultista lunático antissemita e pai da agricultura orgânica/biodinâmica, Rudolf Steiner; do filósofo existencialista e nazista, Martin Heidegger, aparecem apelos ao lugar de fala, onde quem deve falar do objeto é o próprio objeto, que possuí a vivência, só o ser que pensa a si mesmo poderia chegar na essência do ser, retornando ao primordial, a origem, em um passo de volta as suas ancestralidades, o historicismo geracional. Essa forma tradicionalista e conservadora da história que se baseia em uma circularidade do eterno retorno e da repetição, que tanto justificou o racismo cultural e biológico, é o que orienta a visão de mundo da esquerda identitária, chamasse hoje ancestralidade o que os fascistas chamavam antigamente de destino. A visão de mundo dos identitários é a visão de mundo dos fascistas. Em entrevista recente ao Roda Viva, uma diva do movimento feminista negro, se defendendo, disse, que seria a-histórico chamá-la de liberal, após lembrarem das críticas que faziam da sua militância, para ela pelo fato de ser negra e filha de empregada doméstica suas vinculações ideológicas não eram liberais, dando a entender que liberalismo era coisa de branco. Pelo fato da entrevistada ser negra, isso seria para ela impossível, a tornaria imune dessa ideologia eurocêntrica, pois os saberes negros herdados de seus antepassados a aproximaria mais de uma concepção ideológica-econômica quilombola, e por isso anticapitalista, só que um anticapitalista fundado em uma epistemologia africana, vinculada a sua ancestralidade. O curioso é que a celebridade militante não é nem quilombola e nem empregada doméstica, mas mesmo assim ela não se sentiu constrangida a evocar esses lugares para si, mesmo se auto promovendo como micro empreendedora. Assim os facões do lugar de fala nos movimentos identitários a fora vão abrindo as picadas para o fascismo pos-fascista. Tornando as visões de mundo destinos determinados pela fluidez das correntes sanguíneas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nós anos 10, 20, 30 e 40 do século XX os apeladores a fala eram os fascistas e os nazistas. Em textos como os do decadentista, Oswald Spengler; do nacionalista africano, Marcus Garvey; do ocultista lunático antissemita e pai da agricultura orgânica/biodinâmica, Rudolf Steiner; do filósofo existencialista e nazista, Martin Heidegger, aparecem apelos ao lugar de fala, onde quem deve falar do objeto é o próprio objeto, que possuí a vivência, só o ser que pensa a si mesmo poderia chegar na essência do ser, retornando ao primordial, a origem, em um passo de volta as suas ancestralidades, o historicismo geracional. Essa forma tradicionalista e conservadora da história que se baseia em uma circularidade do eterno retorno e da repetição, que tanto justificou o racismo cultural e biológico, é o que orienta a visão de mundo da esquerda identitária, chamasse hoje ancestralidade o que os fascistas chamavam antigamente de destino. A visão de mundo dos identitários é a visão de mundo dos fascistas. Em entrevista recente ao Roda Viva, uma diva do movimento feminista negro, se defendendo, disse, que seria a-histórico chamá-la de liberal, após lembrarem das críticas que faziam da sua militância, para ela pelo fato de ser negra e filha de empregada doméstica suas vinculações ideológicas não eram liberais, dando a entender que liberalismo era coisa de branco. Pelo fato da entrevistada ser negra, isso seria para ela impossível, a tornaria imune dessa ideologia eurocêntrica, pois os saberes negros herdados de seus antepassados a aproximaria mais de uma concepção ideológica-econômica quilombola, e por isso anticapitalista, só que um anticapitalista fundado em uma epistemologia africana, vinculada a sua ancestralidade. O curioso é que a celebridade militante não é nem quilombola e nem empregada doméstica, mas mesmo assim ela não se sentiu constrangida a evocar esses lugares para si, mesmo se auto promovendo como micro empreendedora. Assim os facões do lugar de fala nos movimentos identitários a fora vão abrindo as picadas para o fascismo pos-fascista. Tornando as visões de mundo destinos determinados pela fluidez das correntes sanguíneas.</p>
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		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/11/135247/#comment-690812</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Nov 2020 14:33:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[BOSTA MENTAL SUL-AMERICANA
Na impossibilidade de saber se o facão está afiado, resta conjeturar quanto à cegueira da fé. 
Lugar de fala ainda não é lugar de faca, mas é já lugar de fé - cega ou amolada.
Intelectuais orgânicos da falácia identitária bricolam ideologemas - à venda na academia-bazar, onde se acotovelam, enquanto mascates de fancarias subconceituais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>BOSTA MENTAL SUL-AMERICANA<br />
Na impossibilidade de saber se o facão está afiado, resta conjeturar quanto à cegueira da fé.<br />
Lugar de fala ainda não é lugar de faca, mas é já lugar de fé &#8211; cega ou amolada.<br />
Intelectuais orgânicos da falácia identitária bricolam ideologemas &#8211; à venda na academia-bazar, onde se acotovelam, enquanto mascates de fancarias subconceituais.</p>
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