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	Comentários sobre: O sonho, a memória, a História e as eleições em São Paulo	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: ulisses		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Dec 2020 13:30:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[AND SO THIS IS CHRISTMAS...]]></description>
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		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2020/12/135359/#comment-694573</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Dec 2020 16:09:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Bom ver que apesar de divergências muito pontuais seguimos em diálogo, coisa rara nesses tempos de lacre desenfreado. Esse diálogo dissipou mal-entendidos, pontuou o que precisava ser pontuado e ainda acenou com promessa de continuidade e desenvolvimento -- que para mim é um convite já aceito.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bom ver que apesar de divergências muito pontuais seguimos em diálogo, coisa rara nesses tempos de lacre desenfreado. Esse diálogo dissipou mal-entendidos, pontuou o que precisava ser pontuado e ainda acenou com promessa de continuidade e desenvolvimento &#8212; que para mim é um convite já aceito.</p>
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		<title>
		Por: Isadora Guerreiro		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Isadora Guerreiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 Dec 2020 22:55:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Manolo,
Antes de tudo gostaria de agradecer pela longa e respeitosa reflexão. Sinto-me honrada pelo debate travado, pois seus textos sempre foram referência para mim. Além disso, seu texto responde prontamente ao meu convite de reflexão coletiva, o que me deixa ainda mais contente. Dito isso, vamos a algumas das questões que coloca.

1. Sobre a questão das &quot;gerações&quot;.
Sim, foi antes de tudo uma estratégia narrativa. Não pretendia fazer, naquele texto, uma análise objetiva, como fiz em outros. Não me propus a isso, por um único motivo: fecharia portas de diálogo, pois estávamos no meio do segundo turno. Independente de você ter achado problemático do ponto de vista da análise histórica, não pode negar que deu certo como estratégia: seu texto demonstra isso, pois não só aceita o convite ao debate, mas você o faz também colocando sua dimensão subjetiva e seu lugar -- individual e coletivo -- nessa História com &quot;H&quot; maiúsculo. 
Você critica a escolha da &quot;geração&quot;, entre outras coisas, pela falta de precisão. Mas era justamente essa a estratégia narrativa! Eu não pretendia fazer marcações tão estanques quanto as gestões de governo, mas a partir da identificação das pessoas com esse campo de experiências -- que não se restringem a São Paulo. Talvez realmente tenha &quot;errado&quot; ao falar em &quot;formação política durante os anos 2000&quot;, pois isso deu mais precisão do que eu pretendia e concordo que mais exclui do que inclui, além de levar a questões etárias que não fazem o menor sentido. Agradeço o puxão de orelha, neste caso. Mas discordo que a estratégia seja &quot;errada&quot;. Não há certo e errado neste caso, há intenções. As minhas foram plenamente atingidas não só com seu texto, mas também com uma série de contatos que recebi neste período, fora deste espaço, buscando diálogo sobre esse tema. No fim, talvez você tenha me ajudado ao dar um contorno mais preciso à minha estratégia &quot;torta&quot;, com esse parágrafo que me identifiquei muito:
&quot;Falei de sonhos, aspirações e projetos que foram ficando pelo caminho. Isso não se deu por algum “espírito do tempo” ou de alguma “conspiração do mal”, mas por fenômenos com que todas as &#039;gerações&#039; que viveram as lutas dos anos 2000 e 2010 tiveram de lidar na marra, no enfrentamento, e à base de muito erro. Da mesma forma, o gradual abandono do &#039;projeto democrático popular&#039; pelos trabalhadores não se dá por qualquer &#039;conspiração&#039; ou deus ex machina, mas como resultado da própria luta de classes e daquela dialética torta em torno da qual fiz longa digressão.&quot;

2. Não pretendia descartar a gestão Luiza Erundina, talvez não tenha sido bem compreendida. Pelo contrário, é pelo respeito a ela que falei que sua presença na chapa atual aparece como tragédia. Você mesmo diz que a gestão dela precisa ser entendida em outro contexto (eu falei outra &quot;época&quot;, usando senso comum). Deslocar o significado da sua gestão para a atualidade -- sob a égide Boulos-PSOL num contexto de ascensão da extrema direita e crise do trabalho -- me parece parte do &quot;sonho&quot;. Que ganha ares de tragédia quando sua gestão é retomada abstratamente, de maneira fetichista, com intenções bem diferentes das que havia naquele momento histórico. De mais a mais, a presença dela na chapa se assemelha à estratégia da extrema direita: retomar símbolos do passado como saída (fetichista) para o futuro, já que o que construímos no presente precisa parecer estar sendo descartado (quando, em essência, não está). Valeria a pena desenvolver essa hipótese, mas não vou fazer isso aqui. Espero voltar ao assunto em outros textos, mas novamente deixo o convite para outras contribuições.

3. De resto, gostei muito das questões que você levantou, que concordo. &quot;A candidatura Boulos-Erundina só representa um &#039;movimento histórico condensado&#039; num sentido muito mais restrito que o proposto originalmente neste debate, e sem outros elementos não se pode concluir quase nada quanto a ela&quot; -- sim, é verdade, mas ela representa bastante coisa. Incomoda-me tanto as posturas de glorificação de uma &quot;nova esquerda&quot;, quanto as de que &quot;é tudo igual&quot;, quanto aquelas acusatórias de &quot;traição da esquerda&quot; -- a coisa me parece mais complexa do que isso e merece atenção não tanto por ela mesma, essencializada, mas pelo o que colocou, coloca e colocará em andamento do ponto de vista das lutas. Deste ponto de vista, não acho que seja apenas uma questão eleitoral, dos seus eleitores de hoje e da &quot;relação entre essas pessoas e algum projeto político mais amplo&quot;. Acho que o buraco é mais embaixo, como você mesmo adiantou.

4. Concordo com você em particular sobre a questão da eficácia, que tem desdobramentos importantes no significado de Boulos dentro do movimento de moradia. Mas isso é assunto para outro texto, que pretendo fazer. Nele tentarei, na medida do possível, responder sua última questão com os elementos que disponho -- que relacionam técnica e política no campo da moradia. 

Por fim, concordo plenamente, como você já notou nos meus textos, que é fundamental entender &quot;mais detalhadamente a composição das classes sociais em São Paulo&quot;. Evidentemente esse é tema a se discutir coletivamente, no qual tenho tentado colaborar no campo que me cabe. 

Agradeço mais uma vez sua intervenção no debate, e espero que isso seja apenas o início de um diálogo maior.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Manolo,<br />
Antes de tudo gostaria de agradecer pela longa e respeitosa reflexão. Sinto-me honrada pelo debate travado, pois seus textos sempre foram referência para mim. Além disso, seu texto responde prontamente ao meu convite de reflexão coletiva, o que me deixa ainda mais contente. Dito isso, vamos a algumas das questões que coloca.</p>
<p>1. Sobre a questão das &#8220;gerações&#8221;.<br />
Sim, foi antes de tudo uma estratégia narrativa. Não pretendia fazer, naquele texto, uma análise objetiva, como fiz em outros. Não me propus a isso, por um único motivo: fecharia portas de diálogo, pois estávamos no meio do segundo turno. Independente de você ter achado problemático do ponto de vista da análise histórica, não pode negar que deu certo como estratégia: seu texto demonstra isso, pois não só aceita o convite ao debate, mas você o faz também colocando sua dimensão subjetiva e seu lugar &#8212; individual e coletivo &#8212; nessa História com &#8220;H&#8221; maiúsculo.<br />
Você critica a escolha da &#8220;geração&#8221;, entre outras coisas, pela falta de precisão. Mas era justamente essa a estratégia narrativa! Eu não pretendia fazer marcações tão estanques quanto as gestões de governo, mas a partir da identificação das pessoas com esse campo de experiências &#8212; que não se restringem a São Paulo. Talvez realmente tenha &#8220;errado&#8221; ao falar em &#8220;formação política durante os anos 2000&#8221;, pois isso deu mais precisão do que eu pretendia e concordo que mais exclui do que inclui, além de levar a questões etárias que não fazem o menor sentido. Agradeço o puxão de orelha, neste caso. Mas discordo que a estratégia seja &#8220;errada&#8221;. Não há certo e errado neste caso, há intenções. As minhas foram plenamente atingidas não só com seu texto, mas também com uma série de contatos que recebi neste período, fora deste espaço, buscando diálogo sobre esse tema. No fim, talvez você tenha me ajudado ao dar um contorno mais preciso à minha estratégia &#8220;torta&#8221;, com esse parágrafo que me identifiquei muito:<br />
&#8220;Falei de sonhos, aspirações e projetos que foram ficando pelo caminho. Isso não se deu por algum “espírito do tempo” ou de alguma “conspiração do mal”, mas por fenômenos com que todas as &#8216;gerações&#8217; que viveram as lutas dos anos 2000 e 2010 tiveram de lidar na marra, no enfrentamento, e à base de muito erro. Da mesma forma, o gradual abandono do &#8216;projeto democrático popular&#8217; pelos trabalhadores não se dá por qualquer &#8216;conspiração&#8217; ou deus ex machina, mas como resultado da própria luta de classes e daquela dialética torta em torno da qual fiz longa digressão.&#8221;</p>
<p>2. Não pretendia descartar a gestão Luiza Erundina, talvez não tenha sido bem compreendida. Pelo contrário, é pelo respeito a ela que falei que sua presença na chapa atual aparece como tragédia. Você mesmo diz que a gestão dela precisa ser entendida em outro contexto (eu falei outra &#8220;época&#8221;, usando senso comum). Deslocar o significado da sua gestão para a atualidade &#8212; sob a égide Boulos-PSOL num contexto de ascensão da extrema direita e crise do trabalho &#8212; me parece parte do &#8220;sonho&#8221;. Que ganha ares de tragédia quando sua gestão é retomada abstratamente, de maneira fetichista, com intenções bem diferentes das que havia naquele momento histórico. De mais a mais, a presença dela na chapa se assemelha à estratégia da extrema direita: retomar símbolos do passado como saída (fetichista) para o futuro, já que o que construímos no presente precisa parecer estar sendo descartado (quando, em essência, não está). Valeria a pena desenvolver essa hipótese, mas não vou fazer isso aqui. Espero voltar ao assunto em outros textos, mas novamente deixo o convite para outras contribuições.</p>
<p>3. De resto, gostei muito das questões que você levantou, que concordo. &#8220;A candidatura Boulos-Erundina só representa um &#8216;movimento histórico condensado&#8217; num sentido muito mais restrito que o proposto originalmente neste debate, e sem outros elementos não se pode concluir quase nada quanto a ela&#8221; &#8212; sim, é verdade, mas ela representa bastante coisa. Incomoda-me tanto as posturas de glorificação de uma &#8220;nova esquerda&#8221;, quanto as de que &#8220;é tudo igual&#8221;, quanto aquelas acusatórias de &#8220;traição da esquerda&#8221; &#8212; a coisa me parece mais complexa do que isso e merece atenção não tanto por ela mesma, essencializada, mas pelo o que colocou, coloca e colocará em andamento do ponto de vista das lutas. Deste ponto de vista, não acho que seja apenas uma questão eleitoral, dos seus eleitores de hoje e da &#8220;relação entre essas pessoas e algum projeto político mais amplo&#8221;. Acho que o buraco é mais embaixo, como você mesmo adiantou.</p>
<p>4. Concordo com você em particular sobre a questão da eficácia, que tem desdobramentos importantes no significado de Boulos dentro do movimento de moradia. Mas isso é assunto para outro texto, que pretendo fazer. Nele tentarei, na medida do possível, responder sua última questão com os elementos que disponho &#8212; que relacionam técnica e política no campo da moradia. </p>
<p>Por fim, concordo plenamente, como você já notou nos meus textos, que é fundamental entender &#8220;mais detalhadamente a composição das classes sociais em São Paulo&#8221;. Evidentemente esse é tema a se discutir coletivamente, no qual tenho tentado colaborar no campo que me cabe. </p>
<p>Agradeço mais uma vez sua intervenção no debate, e espero que isso seja apenas o início de um diálogo maior.</p>
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