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	Comentários sobre: A existência gay já não andava bem antes da pandemia	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Leonardo Gomes Miranda		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/01/135755/#comment-711139</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leonardo Gomes Miranda]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Jan 2021 17:18:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[G.O.R e demais, penso que a necessidade de explicar fenômenos da superestrutura pelas relações de produção subjacentes pode nos levar a um modelo heurístico sem respostas úteis para problemas do nosso dia a dia e a um perigoso e indesejável conformismo às avessas. Isso porque, levando o argumento ao extremo, nada estaria sendo discutido de forma correta se não se colocar na pauta a própria destruição do sistema de produção capitalista.

A tese do texto é muito simples: as aglomerações em festas LGBTQ vistas na pandemia são a evidência de que o &quot;fervo&quot; tem sido a única possibilidade de existência política desse público. E deve nos incomodar que festas ainda subsistam como único lugar de libertação. Por que ainda precisam ter essa função diante das supostas conquistas do movimento nas últimas décadas? Trata-se de um problema real e que precisa de respostas que não podem e nem precisam esperar pela reestruturação completa das relações de produção capitalistas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>G.O.R e demais, penso que a necessidade de explicar fenômenos da superestrutura pelas relações de produção subjacentes pode nos levar a um modelo heurístico sem respostas úteis para problemas do nosso dia a dia e a um perigoso e indesejável conformismo às avessas. Isso porque, levando o argumento ao extremo, nada estaria sendo discutido de forma correta se não se colocar na pauta a própria destruição do sistema de produção capitalista.</p>
<p>A tese do texto é muito simples: as aglomerações em festas LGBTQ vistas na pandemia são a evidência de que o &#8220;fervo&#8221; tem sido a única possibilidade de existência política desse público. E deve nos incomodar que festas ainda subsistam como único lugar de libertação. Por que ainda precisam ter essa função diante das supostas conquistas do movimento nas últimas décadas? Trata-se de um problema real e que precisa de respostas que não podem e nem precisam esperar pela reestruturação completa das relações de produção capitalistas.</p>
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		<title>
		Por: Leonardo Gomes Miranda		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/01/135755/#comment-711086</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leonardo Gomes Miranda]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Jan 2021 11:29:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Olá, Jorge Luiz, como vai? Agradeço pela reação ao meu texto. Foi apenas uma tentativa de rascunhar alguns problemas e dar o pontapé para discussões um pouco esquecidas. É necessário fazer justiça ao seu texto, no qual se fala expressamente sobre a necessidade de ir além dos espaços tradicionais de convivência proporcionados pelo &quot;fervo&quot;. Mas senti a necessidade de colocar mais em foco essa sua constatação, tratando-a não como um novo problema a ser explorado, mas como a própria causa do desrespeito ao isolamento social pelo público LGBTQ abordado por você. 

Lerei o seu novo texto e tenho certeza que ele será tão enriquecedor quanto o primeiro. Espero que os leitores deste site se interessem ainda mais por essas questões e contribuam com seus próprios textos. Um abraço.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá, Jorge Luiz, como vai? Agradeço pela reação ao meu texto. Foi apenas uma tentativa de rascunhar alguns problemas e dar o pontapé para discussões um pouco esquecidas. É necessário fazer justiça ao seu texto, no qual se fala expressamente sobre a necessidade de ir além dos espaços tradicionais de convivência proporcionados pelo &#8220;fervo&#8221;. Mas senti a necessidade de colocar mais em foco essa sua constatação, tratando-a não como um novo problema a ser explorado, mas como a própria causa do desrespeito ao isolamento social pelo público LGBTQ abordado por você. </p>
<p>Lerei o seu novo texto e tenho certeza que ele será tão enriquecedor quanto o primeiro. Espero que os leitores deste site se interessem ainda mais por essas questões e contribuam com seus próprios textos. Um abraço.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Jorge Luiz		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/01/135755/#comment-710984</link>

		<dc:creator><![CDATA[Jorge Luiz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Jan 2021 23:39:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Prezado Leonardo Gomes Miranda, agradeço a forma generosa com que você respondeu aos meus argumentos e quero dizer que considero seu texto uma sóbria correção ao meu. No meu texto não procurei traçar um retrato completo de como os gays vivem a pandemia, nem busquei supor causas para essas aglomerações. Silenciei sobre coisas importantes que você aborda. A intensificação da experiência da homofobia familiar, o aumento da violência doméstica, efeitos  do isolamento sobre a saúde mental, tudo contribui para agravar uma situação que já está dada. Eu acho mesmo que o espaço que temos, que nos foi dado, e com o qual de alguma medida nos conformamos é um espaço pequeno. Quando você pergunta: &quot;Por que só festas acolhem homossexuais, e não a família ou a igreja?&quot;  e &quot;&quot;Será que somos realmente tão mais aceitos na sociedade do que antigamente?&quot; é todo um programa de reflexão e de ação que pode vir dessas perguntas. Acho até que articulá-las é um bom começo, já que falta um fórum onde isso  possa ocorrer. 
Aproveito pra dizer, a você e quem mais ler o comentário, duas coisas:
1) o segundo texto que escrevi pro passapalavra ficou pronto antes dessa sua ótima resposta, e por isso não pode levá-la em consideração
2) se você e qualquer pessoa que se sentiu interpelada por essa discussão quiser conversar sobre esses e outros assuntos, meu facebook é
https://www.facebook.com/joregia.eliwellton

Abraço,]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Prezado Leonardo Gomes Miranda, agradeço a forma generosa com que você respondeu aos meus argumentos e quero dizer que considero seu texto uma sóbria correção ao meu. No meu texto não procurei traçar um retrato completo de como os gays vivem a pandemia, nem busquei supor causas para essas aglomerações. Silenciei sobre coisas importantes que você aborda. A intensificação da experiência da homofobia familiar, o aumento da violência doméstica, efeitos  do isolamento sobre a saúde mental, tudo contribui para agravar uma situação que já está dada. Eu acho mesmo que o espaço que temos, que nos foi dado, e com o qual de alguma medida nos conformamos é um espaço pequeno. Quando você pergunta: &#8220;Por que só festas acolhem homossexuais, e não a família ou a igreja?&#8221;  e &#8220;&#8221;Será que somos realmente tão mais aceitos na sociedade do que antigamente?&#8221; é todo um programa de reflexão e de ação que pode vir dessas perguntas. Acho até que articulá-las é um bom começo, já que falta um fórum onde isso  possa ocorrer.<br />
Aproveito pra dizer, a você e quem mais ler o comentário, duas coisas:<br />
1) o segundo texto que escrevi pro passapalavra ficou pronto antes dessa sua ótima resposta, e por isso não pode levá-la em consideração<br />
2) se você e qualquer pessoa que se sentiu interpelada por essa discussão quiser conversar sobre esses e outros assuntos, meu facebook é<br />
<a href="https://www.facebook.com/joregia.eliwellton" rel="nofollow ugc">https://www.facebook.com/joregia.eliwellton</a></p>
<p>Abraço,</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Pausanias		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/01/135755/#comment-710835</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pausanias]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Jan 2021 01:10:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A polivalência do trabalhador no toyotismo não se realiza somente no âmbito do espaço propriamente do trabalho, até porque não existe um espaço próprio do trabalho - todos espaços são espaços do trabalho, ainda mais com a expansão dos meios técnicos informacionais disponíveis. Nos lazeres e tempos livres, sejam eles &quot;héteros&quot; ou não, aí também se desenvolveram qualificações para o trabalho e a realização do próprio trabalho. Nisto se inserem também os &quot;poliamores&quot;, os &quot;multiculturalismos&quot;, etc.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A polivalência do trabalhador no toyotismo não se realiza somente no âmbito do espaço propriamente do trabalho, até porque não existe um espaço próprio do trabalho &#8211; todos espaços são espaços do trabalho, ainda mais com a expansão dos meios técnicos informacionais disponíveis. Nos lazeres e tempos livres, sejam eles &#8220;héteros&#8221; ou não, aí também se desenvolveram qualificações para o trabalho e a realização do próprio trabalho. Nisto se inserem também os &#8220;poliamores&#8221;, os &#8220;multiculturalismos&#8221;, etc.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Banda Sagrada de Tebas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/01/135755/#comment-710833</link>

		<dc:creator><![CDATA[Banda Sagrada de Tebas]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Jan 2021 00:45:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[E para quem acha que &quot;desenvolvimento das forças produtivas&quot; e &quot;força de trabalho&quot; é exclusividade do modo de produção capitalista...

 &quot;Já   na   cidade-estado   de   Esparta,   cuja   sociedade   dava   mais   ênfase   ao   desenvolvimento  militar  do  que  ao  cultural,  a  visão  do  amor  entre  homens  tinha  um  enfoque  um  pouco  diferenciado.  Era  ela  estimulada  dentro  do  exército espartano, para torná-lo ainda mais eficiente. Isso se explica por um simples  fato:  com  a  existência  constante  de  relacionamentos  homoafetivos  dentro do exército, quando este ia para a guerra, o soldado estaria lutando não apenas  por  sua  cidade-estado,  mas  igualmente  para  proteger  a  vida  de  seu  amado, o que, obviamente, aumentaria o grau de dedicação do combatente. (VECCHIATTI, Paulo Roberto Iotti. Manual da Homoafetividade: da possibilidade jurídica do casamento civil, da união estável e da adoção por casais homoafetivos. São Paulo: Método, 2008, p 44)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E para quem acha que &#8220;desenvolvimento das forças produtivas&#8221; e &#8220;força de trabalho&#8221; é exclusividade do modo de produção capitalista&#8230;</p>
<p> &#8220;Já   na   cidade-estado   de   Esparta,   cuja   sociedade   dava   mais   ênfase   ao   desenvolvimento  militar  do  que  ao  cultural,  a  visão  do  amor  entre  homens  tinha  um  enfoque  um  pouco  diferenciado.  Era  ela  estimulada  dentro  do  exército espartano, para torná-lo ainda mais eficiente. Isso se explica por um simples  fato:  com  a  existência  constante  de  relacionamentos  homoafetivos  dentro do exército, quando este ia para a guerra, o soldado estaria lutando não apenas  por  sua  cidade-estado,  mas  igualmente  para  proteger  a  vida  de  seu  amado, o que, obviamente, aumentaria o grau de dedicação do combatente. (VECCHIATTI, Paulo Roberto Iotti. Manual da Homoafetividade: da possibilidade jurídica do casamento civil, da união estável e da adoção por casais homoafetivos. São Paulo: Método, 2008, p 44)</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: G.O.R		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/01/135755/#comment-710828</link>

		<dc:creator><![CDATA[G.O.R]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Jan 2021 00:01:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&quot;A existência gay já não andava bem antes da pandemia&quot;, &quot;A pandemia e o fracasso político da existência gay&quot;, e tantos outros artigos que perambulam por estas trilhas se esquecem do fundamental:

Citando Engels,  Lukács assevera que &quot;as numerosas vontades individuais que operam na história produzem, na maior parte do tempo, resultados completamente diferentes daqueles desejados - frequentemente até opostos - e, por conseguinte, seus motivos têm igualmente importância apenas secundária para o resultado de conjunto. Por outro lado, restaria saber QUAIS AS FORÇAS MOTRIZES SE ESCONDEM, POR SUA VEZ, ATRÁS DESSES MOTIVOS, quais são as causas históricas que, agindo na mente do sujeitos agentes, transforma-se em tais motivos&quot; (Georg Lukács, História e Consciência de Classe)

Ilustremos com um exemplo &quot;aparentemente&quot; num outro contexto. O divórcio é o rompimento legal e definitivo do vínculo de casamento civil. Esse tipo de separação foi instituído oficialmente no Brasil com a aprovação da emenda constitucional número 9, de 28 de junho de 1977, regulamentada pela lei 6.515 de 26 de dezembro do mesmo ano. Quais as causas da lei do divórcio? É claro que há uma demanda e uma causa social por trás da implementação desta lei. Mas a &quot;força motriz que se esconde atrás&quot; dos motivos estão muito mais próximos do desenvolvimento das forças produtivas do que da emancipação dos cônjuges. Se os meios (materiais e &quot;espirituais&quot;: educação, cultura, religião, etc) que organização social anterior utilizava para produzir um trabalhador necessitavam estar concentrados numa unidade fabril, o lar, organizados com um homem chefe de família, esposa e filhos, etc, com o desenvolvimento das forças produtivas, esta concentração de meios se tornou, não apenas dispensável, mas, sobretudo, ineficiente para a continuidade da produção do trabalhador.  Tal qual no modo de produção toyotista, ou seja, também na produção do novo trabalhador os papéis sociais deveriam ir se tornando mais flexíveis. Disto resulta que a &quot;acumulação flexível&quot; do capital não se contabiliza apenas nos cofres dos capitalistas, mas também, nas novas unidades (ou na possibilidade de novas unidades produtivas) que a instituição do divórcio possibilitou e, não devemos nos esquecer, com a intervenção direta da classe gestora do período de ditadura militar. Não queremos com isso dizer que somos contra o divórcio nem a favor do casamento, mas que é essa a &quot;força motriz&quot; que materializa muitas das relações sociais.

Ora, este mesmo desenvolvimento das forças produtivas estariam, porventura, ausentes nas questões de gênero, raça, e, até mesmo, anticapitalistas em geral? Não será esta a razão, ou pelo menos uma das razões, dos &quot;resultados completamente diferentes daqueles desejados - frequentemente até opostos&quot; que Lukács assevera?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;A existência gay já não andava bem antes da pandemia&#8221;, &#8220;A pandemia e o fracasso político da existência gay&#8221;, e tantos outros artigos que perambulam por estas trilhas se esquecem do fundamental:</p>
<p>Citando Engels,  Lukács assevera que &#8220;as numerosas vontades individuais que operam na história produzem, na maior parte do tempo, resultados completamente diferentes daqueles desejados &#8211; frequentemente até opostos &#8211; e, por conseguinte, seus motivos têm igualmente importância apenas secundária para o resultado de conjunto. Por outro lado, restaria saber QUAIS AS FORÇAS MOTRIZES SE ESCONDEM, POR SUA VEZ, ATRÁS DESSES MOTIVOS, quais são as causas históricas que, agindo na mente do sujeitos agentes, transforma-se em tais motivos&#8221; (Georg Lukács, História e Consciência de Classe)</p>
<p>Ilustremos com um exemplo &#8220;aparentemente&#8221; num outro contexto. O divórcio é o rompimento legal e definitivo do vínculo de casamento civil. Esse tipo de separação foi instituído oficialmente no Brasil com a aprovação da emenda constitucional número 9, de 28 de junho de 1977, regulamentada pela lei 6.515 de 26 de dezembro do mesmo ano. Quais as causas da lei do divórcio? É claro que há uma demanda e uma causa social por trás da implementação desta lei. Mas a &#8220;força motriz que se esconde atrás&#8221; dos motivos estão muito mais próximos do desenvolvimento das forças produtivas do que da emancipação dos cônjuges. Se os meios (materiais e &#8220;espirituais&#8221;: educação, cultura, religião, etc) que organização social anterior utilizava para produzir um trabalhador necessitavam estar concentrados numa unidade fabril, o lar, organizados com um homem chefe de família, esposa e filhos, etc, com o desenvolvimento das forças produtivas, esta concentração de meios se tornou, não apenas dispensável, mas, sobretudo, ineficiente para a continuidade da produção do trabalhador.  Tal qual no modo de produção toyotista, ou seja, também na produção do novo trabalhador os papéis sociais deveriam ir se tornando mais flexíveis. Disto resulta que a &#8220;acumulação flexível&#8221; do capital não se contabiliza apenas nos cofres dos capitalistas, mas também, nas novas unidades (ou na possibilidade de novas unidades produtivas) que a instituição do divórcio possibilitou e, não devemos nos esquecer, com a intervenção direta da classe gestora do período de ditadura militar. Não queremos com isso dizer que somos contra o divórcio nem a favor do casamento, mas que é essa a &#8220;força motriz&#8221; que materializa muitas das relações sociais.</p>
<p>Ora, este mesmo desenvolvimento das forças produtivas estariam, porventura, ausentes nas questões de gênero, raça, e, até mesmo, anticapitalistas em geral? Não será esta a razão, ou pelo menos uma das razões, dos &#8220;resultados completamente diferentes daqueles desejados &#8211; frequentemente até opostos&#8221; que Lukács assevera?</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: gustavo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/01/135755/#comment-710624</link>

		<dc:creator><![CDATA[gustavo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Jan 2021 22:34:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Questão complicada. Festas têm um significado diferente para cada um, é difícil determinar se possuem um sentido compartilhado por todos. De qq forma, é inegável que o público LGBT não tem mta opção para sociabilizar além de festa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Questão complicada. Festas têm um significado diferente para cada um, é difícil determinar se possuem um sentido compartilhado por todos. De qq forma, é inegável que o público LGBT não tem mta opção para sociabilizar além de festa.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Gay bivolt		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/01/135755/#comment-710619</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gay bivolt]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Jan 2021 22:08:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Festa e balada sim o q gostamos, nada de errado nisso. Tenho a impressão que as festas fazem parte do estilo de vida gay tb pq não construímos famílias tão cedo e ficamos solteiros muito mais tempo que heteros. Mas tb pq não temos famílias (filhos, parceiros de longo prazo) é outro problema. Com uma coisa do texto concordo 100%, precisamos mesmo desconstruir a noção de que somos tão aceitos quanto achamos. Acho que não.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Festa e balada sim o q gostamos, nada de errado nisso. Tenho a impressão que as festas fazem parte do estilo de vida gay tb pq não construímos famílias tão cedo e ficamos solteiros muito mais tempo que heteros. Mas tb pq não temos famílias (filhos, parceiros de longo prazo) é outro problema. Com uma coisa do texto concordo 100%, precisamos mesmo desconstruir a noção de que somos tão aceitos quanto achamos. Acho que não.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Pedro Valentim		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/01/135755/#comment-710614</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pedro Valentim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Jan 2021 21:44:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Acho que festas sempre terão a conotação de libertação no mundo gay. Por mais que lutemos ,a destruição total do modelo patriarcal, que engloba os padrões heteronormativos, não é possível. Mas acho interessante, como proposto, que possamos ir além disso.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acho que festas sempre terão a conotação de libertação no mundo gay. Por mais que lutemos ,a destruição total do modelo patriarcal, que engloba os padrões heteronormativos, não é possível. Mas acho interessante, como proposto, que possamos ir além disso.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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